Desenvolvimento econômico: Ouro Preto saiu de 16 mil para 21 mil empregos formais em cinco anos

Secretário de Desenvolvimento Econômico faz balanço de 2025 e destaca crescimento sem meses de saldo negativo, selo ouro da Sala Mineira, primeira política de economia criativa de Minas e modelo de gestão descentralizada que atrai delegações de todo o país Ouro Preto encerra 2025 com 21.194 postos de trabalho formais, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Felipe Guerra. O número representa um crescimento de quase 5 mil vagas desde 2021, quando a cidade tinha 16.200 empregos formais. Em entrevista exclusiva, o secretário detalhou as conquistas do ano e a estratégia de gestão descentralizada que, segundo ele, tem atraído empresas e delegações de outras cidades interessadas no modelo ouro-pretano. “Ouro Preto hoje tem 21 mil em torno de 194 postos de trabalho. O prefeito Ângelo Oswaldo assumiu há cinco anos atrás, Ouro Preto tinha 16.200 postos de trabalho. E agora, no primeiro ano do segundo mandato, ele já subiu absurdamente para 21 mil postos de trabalho”, comemorou Guerra. “O que é muito importante para a cidade de Ouro Preto, que mostra uma cidade com o cenário econômico aquecido.” Além do crescimento quantitativo, o secretário destacou a estabilidade: “Nesse ano, no número de empregos, não tivemos nem um mês com saldo negativo. Isso é muito importante ser dito. Porque quando há muita variação no mercado, geralmente novembro e dezembro são meses que as empresas mandam embora, terminam o contrato. Isso não aconteceu em Ouro Preto esse ano.” Para Guerra, os números revelam maturidade econômica: “Isso não mostra só aquele crescimento desenfreado econômico, mostra que o mercado se estabeleceu, que esses empregos não são simplesmente empregos temporários, mas já são empregos formais, uma cadeia produtiva da cidade.” 250 novas empresas e desburocratização O município conta hoje com aproximadamente 8 mil empresas abertas, com saldo positivo de 250 estabelecimentos em 2025. “Entre os que abrem e fecham, ficou 250 a mais”, explicou o secretário. A desburocratização foi apontada como fator decisivo. “Ouro Preto, como não tinha secretaria de desenvolvimento econômico, a área econômica era extremamente descentralizada. Tinha parte na Fazenda, parte no Turismo e Indústria de Comércio, parte na Secretaria de Patrimônio. O empresário tinha uma dificuldade gigantesca de abrir uma empresa”, contextualizou Guerra. “Perdemos vários e vários empreendimentos. Porque, como diz o meio econômico, o dinheiro não espera.” Com a criação da Sala Mineira do Empreendedor, em parceria com o Sebrae e a Agência de Desenvolvimento de Ouro Preto (Adope), o cenário mudou: “Hoje você consegue abrir uma empresa simples em 3, 4 dias em Ouro Preto. O empresário de Ouro Preto sabe onde ele tem que ir para abrir uma empresa, para se capacitar, para buscar informações.” O trabalho foi reconhecido: “A nossa Sala Mineira ganhou esse ano o prêmio ouro pelo Sebrae, por Minas Gerais. Foram mais de 4 mil CNPJs abertos nos últimos anos desde a criação da sala.” Guerra complementou com outro dado: “Mais de 780 atividades estão dispensas de alvará quando a gente assina a lei de liberdade econômica.” SINE: de penúltimo a top 3 de Minas Outro destaque foi a transformação do Sistema Nacional de Emprego (SINE). “Quando nós assumimos a secretaria, ele estava em penúltimo lugar em Minas Gerais. Dos 853 municípios que têm o SINE, o nosso era o penúltimo. É triste falar isso”, admitiu o secretário. “E hoje nós estamos entre os três SINEs de Minas Gerais.” O secretário atribuiu o resultado à liderança de Guilherme de Jesus e à equipe: “Tem uma transparência que dita a vida pública dele e um comprometimento com o SINE. Nós temos o SINE Ouro Preto, temos o SINE Cachoeira do Campo, temos o SINE Antônio Pereira. É uma equipe que trabalha de maneira articulada e entrega tantos resultados.” A estrutura foi fundamental para grandes contratações: “Fizemos os grandes feirões de emprego no início do ano. Tivemos o feirão de emprego do Vila Galé, um hotel de rede internacional captado para Minas Gerais depois de 25 anos. Fizemos o saldão da GSA, entre tantos outros, da Araújo, todos com apoio do SINE.” Primeira política de economia criativa de Minas Ouro Preto se tornou a primeira cidade mineira com política pública de economia criativa. “Ouro Preto já tem uma atividade e várias pessoas trabalhando com a economia criativa, e a gente então fez essa ação”, explicou Guerra. “A economia criativa foi o último eixo a entrar na primeira revisão dessa política pública do PADE [Plano de Ação de Desenvolvimento Econômico].” A política foi desenvolvida em parceria com a UFOP: “É uma política pública que foi em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, que é uma das missões também da nossa secretaria, que é se aproximar das entidades.” Com o documento aprovado, a cidade está “participando e disputando para ser a cidade criativa da humanidade pelo Unesco. Ouro Preto é patrimônio da humanidade. E a gente está buscando esse título, essa chancela, que será muito importante para toda a área da economia criativa.” O secretário anunciou novidade: “Esse ano que vem, nós teremos um evento chamado Festival da Criatividade. Vai ser uma semana inteira com várias atividades de economia criativa, com os grupos ouro-pretanos, com os nossos distritos. Falar em economia criativa em Minas vai ter que falar de Ouro Preto.” Ele citou ainda ações específicas: “O nosso diretor de economia criativa, Luiz Viana, hoje traz também um trabalho importantíssimo de afroempreendedorismo em Ouro Preto, junto com o nosso diretor de igualdade racial, o Kedson. Foram várias e várias ações em favor do afroempreendedorismo.” Jabuticaba é primeiro arranjo produtivo e identidade geográfica A jabuticaba de Cachoeira do Campo conquistou dois marcos: “Primeiro, chancela a jabuticaba de Cachoeira do Campo como arranjo produtivo local no governo do estado de Minas Gerais. E depois nós entramos com a identidade geográfica da jabuticaba, fazendo a primeira identidade geográfica de Ouro Preto.” O projeto recebeu recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico e parceria com a Samarco: “Nossa diretoria de economia criativa, junto com a Federa Minas, foi buscar na Samarco o recurso para a gente fazer o