Museus reabrem após o feriado e retomam visitação em Ouro Preto

Ouro Preto começa janeiro com a agenda cultural girando: museus e espaços de memória já estão de portas abertas para moradores e visitantes. É um roteiro que atravessa o barroco, a arte moderna, coleções sacras e até um sítio arqueológico a céu aberto — ideal para quem quer juntar caminhada, história e paisagem. Abaixo, reunimos os principais espaços com o que cada um guarda, além de endereço e horários de funcionamento. Ecomuseu Morro da Queimada Sítio arqueológico e mirante natural que reúne vestígios ligados à mineração e ao cotidiano do período colonial, com trilhas e uma das vistas mais bonitas do Centro Histórico e do Itacolomi.Endereço: Morro São Sebastião, s/n – Morro São Sebastião (Bar da Nida), Ouro Preto (MG). Museu Casa dos Contos Instalado em um dos casarões mais emblemáticos da cidade, preserva memória ligada à administração colonial e à história econômica de Minas, com exposições e ambientes históricos.Endereço: Rua São José, 12 – Centro Histórico, Ouro Preto (MG).Horário: terça a sábado, 10h–18h | domingo, 10h–16h Museu Boulieu Espaço voltado à arte e ao design, com exposições temporárias e programação cultural que dialoga com a cena contemporânea, em prédio histórico no Centro.Endereço: Rua Padre Rolim, 412 – Centro, Ouro Preto (MG).Horário: seg, qui, sex, sáb, dom – 10h–18h (bilheteria encerra 1h antes) | qua – 13h–21h (bilheteria encerra 1h antes) Museu Casa Guignard Dedicado à obra e ao universo de Alberto da Veiga Guignard, é um respiro para quem quer entender a passagem do modernismo por Minas e o encontro entre arte e cidade histórica.Endereço: Rua Conde de Bobadela, 110 – Centro, Ouro Preto (MG).Horário: terça a sexta – 12h–18h | sábado, domingo e feriado – 9h–15h Museu Aleijadinho Reúne acervo de arte sacra e peças ligadas à tradição barroca de Ouro Preto, com foco na obra e no contexto artístico do período.Endereço (referência): Rua Bernardo Vasconcelos, 179 – Antônio Dias, Ouro Preto (MG).Horário: terça a domingo – 8h–17h Museu da Inconfidência Um dos museus mais visitados de Minas, ocupa um edifício simbólico na Praça Tiradentes e apresenta acervos sobre a história política e social da capitania, com salas dedicadas à Inconfidência e ao período colonial.Endereço: Praça Tiradentes, 139 – Centro Histórico, Ouro Preto (MG).Horário: terça a quinta e domingo: 10h–18h (acesso até 17h) | sexta e sábado: 10h–20h (acesso até 19h) Museu de Arte Sacra do Pilar Instalado no complexo da Basílica do Pilar, guarda peças de arte sacra, imaginária e objetos litúrgicos que ajudam a ler o barroco ouro-pretano por dentro — fé, ouro e ofício.Endereço: Praça Monsenhor João Castilho Barbosa (Basílica do Pilar), Ouro Preto (MG).Horário: 9h–16h45 Museu do Oratório Coleção singular dedicada a oratórios e devoções domésticas, com peças raras que contam como a fé ocupava também as casas e os caminhos — um museu pequeno, delicado e muito forte.Endereço: Adro da Igreja do Carmo, 28 – Centro, Ouro Preto (MG).Horário: seg, qua a sex – 9h30–17h30 (bilheteria encerra 1h antes) | terça – fechado | domingo – 9h30–16h (bilheteria encerra 1h antes)

Após pacote de 2025, sindicato prevê negociações mais duras em Ouro Preto

Sindisfop chama acordo coletivo deste ano de “histórico”, mas aponta queda de arrecadação e ciclo político como fatores que podem limitar reajustes em 2026 e 2027 O acordo coletivo dos servidores municipais de Ouro Preto firmado em 2025 foi considerado “histórico” pelo Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Ouro Preto (Sindsfop). Em entrevista, o presidente da entidade, Leandro Andrade, afirma que o resultado deste ano reuniu reajuste salarial, ampliação de benefícios e mudanças em regras de férias-prêmio que, segundo ele, ampliam a margem de planejamento financeiro para quem está na ativa. Ao mesmo tempo, o sindicato já projeta um cenário menos favorável para os próximos dois anos. A avaliação de Leandro é que 2026 e 2027 tendem a trazer negociações “mais duras”, diante de um contexto de retração de receitas e de mudanças nacionais ligadas à mineração. “A gente tem que ter o pé no chão. Saber que em 2026 e 2027 o nosso acordo coletivo vai ser um pouco inferior ao que foi o de 2025”, disse. Reajuste, vale e bônus natalino Entre os pontos destacados pelo sindicato, está o reajuste de 10% no vencimento em 2025. Leandro classifica o percentual como um dos maiores em comparação regional, mas a afirmação é apresentada como avaliação do próprio sindicato. “Conseguimos um reajuste de 10%, que foi o maior da região”, declarou. Outro item citado é a elevação do vale-alimentação de R$ 900 para R$ 1.200. O presidente do Sindsfop também aponta mudança na gratificação natalina, que passou a acompanhar o valor do benefício. “A gratificação natalina passa a ser o valor do vale-alimentação… mais 1.200 para o servidor poder fazer sua ceia”, afirmou. Férias-prêmio: regra mudou em 2024 e foi ampliada em 2025 A entrevista também recupera alterações negociadas no acordo coletivo do ano anterior. Segundo Leandro, em 2024 o período aquisitivo para férias-prêmio foi reduzido: antes, seriam necessários 10 anos ininterruptos para ter direito a cinco meses; depois da mudança, o servidor passaria a ter direito a três meses ao completar cinco anos sem interrupção. “A cada 10 anos ele vai ter o direito a seis meses”, explicou, ao comparar a regra nova com a anterior. Já em 2025, o sindicato diz ter avançado na possibilidade de conversão da licença em dinheiro. O presidente relata que, até então, a venda era limitada a um mês por ano, no mês de aniversário do servidor. Com o acordo deste ano, ele afirma que passou a ser possível vender até três meses, entre fevereiro e novembro, “um mês por mês”. “Isso ajuda… a evitar que ele pegue empréstimo para quitar algum débito”, argumentou. Concurso público e “efeito atração” de novos servidores Leandro também relaciona as conquistas trabalhistas ao interesse de candidatos de outras cidades e estados em concursos da Prefeitura. Ele afirma que, nos acordos coletivos de 2021 e 2022, o sindicato inseriu cláusulas que reforçavam o compromisso do Município com a realização do concurso, executado em 2023, e que em 2025 houve previsão de prorrogação por mais dois anos. “Um número significativo de servidores novos… vem de outros estados, outras cidades”, disse, atribuindo esse movimento à busca por melhores condições de trabalho e remuneração. Por que o sindicato prevê acordos “inferiores” em 2026 e 2027 Ao projetar os próximos anos, o presidente do Sindsfop aponta queda de arrecadação e incertezas ligadas à mineração como fatores que podem reduzir a margem de negociação. Entre os motivos citados por ele estão impactos de paralisações/fechamentos em operações e a expectativa de mudanças na forma de distribuição de receitas relacionadas ao setor mineral, em discussão nacional. “A Prefeitura passa por uma queda na sua arrecadação… e isso tem impacto direto na capacidade de negociar”, afirmou, ao explicar por que não espera repetição do patamar de 2025. Além do cenário econômico, Leandro também menciona a dinâmica política dos ciclos eleitorais. Na leitura dele, é comum que gestões tenham mais disposição para conceder reajustes maiores em anos próximos ao fim do mandato. “A lógica da política… prevalece. O prefeito deixa para dar um aumento maior no último ano de governo”, disse, acrescentando que vê possibilidade de acordos mais robustos em um horizonte posterior, “dependendo do contexto”. O que fica e o que depende de nova negociação O sindicato reforça que o acordo coletivo é o instrumento anual em que são negociados reajustes e benefícios, além de cláusulas que podem alterar regras internas — como as que envolvem férias-prêmio. Para 2026 e 2027, porém, a entidade diz que a prioridade será preservar conquistas recentes e buscar avanços “possíveis” diante do orçamento. A reportagem procurou a Prefeitura de Ouro Preto para comentar as projeções apresentadas pelo sindicato e informar se há estimativa oficial de impacto orçamentário para os próximos acordos coletivos. (Inserir aqui a resposta do Executivo, quando houver.)

Transforme sua rotina e torne a vida mais interessante – três estratégias para ajudá-lo a alcançar uma vida plena

Abordar seu dia normal com uma nova mentalidade pode levá-lo a uma direção interessante. d3sign/Moment via Getty Images Lorraine Besser, Middlebury College Imagine que é segunda-feira de manhã, muito frio e muito escuro, mas assim que o despertador toca, você sabe que precisa se mobilizar. As crianças precisam ir para a escola. Você tem que ir para o trabalho. E, é claro, sua lista de tarefas cada vez maior paira sobre sua cabeça como uma nuvem escura, de alguma forma ameaçadora demais para ser ignorada e ameaçadora demais para iniciar suas tarefas. Em dias assim, você pode se sentir grato simplesmente por ter conseguido sobreviver. Mas aí começa tudo de novo. Embora não seja possível escapar da rotina, você pode transformá-la. As mais recentes pesquisas psicológicas sobre uma boa vida aponta o caminho: Ao mudar sua mentalidade, você pode tornar seu dia a dia mais interessante e criar riqueza psicológica em sua vida. A riqueza psicológica descreve uma forma robusta de engajamento cognitivo. Ela é diferente de felicidade e sentido, mas igualmente importante para uma vida plena. Em colaboração com Shigehiro Oishi e seu laboratório de pesquisa, investiguei se o campo da psicologia positiva tem negligenciado amplamente uma dimensão importante para uma vida boa. Como filósofa de nossa equipe, eu tinha duas diretrizes. Primeiro, ajudei a definir o conceito de riqueza psicológica e a entender o que o distingue da felicidade e do sentido de viver. Em segundo lugar, comecei a explorar por que a riqueza psicológica é valiosa. Nossos estudos iniciais descobriram que as pessoas valorizam experiências que estimulam suas mentes, desafiam-nas e geram uma série de emoções. Muitos escolheriam uma vida repleta dessas experiências, que descrevemos como psicologicamente ricas, em vez de uma vida feliz ou uma vida significativa. Essa percepção aponta para o importante papel que a riqueza psicológica pode desempenhar numa vida boa, mas não chega a explicar por que ela é boa e por que as pessoas devem abrir espaço para a riqueza psicológica em suas vidas. Essas são perguntas carregadas de valores que não podem ser respondidas por meio de pesquisas empíricas. Em vez disso, suas respostas são encontradas por meio da análise filosófica. Minha análise filosófica sugere que a riqueza psicológica é boa para você porque é interessante. Meu livro, “The Art of the Interesting: What We Miss in Our Pursuit of the Good Life and How to Cultivate It”, mostra como acrescentar riqueza psicológica à sua vida, tornando-a mais interessante. Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é adotar uma mentalidade caracterizada pela curiosidade, criatividade e o que eu chamo de “mindfulness 2.0” (ou atenção plena 2.0). Quando você traz essas três perspectivas para o seu dia a dia, transforma a rotina em oportunidades infinitas de vivenciar o mundo como algo interessante. Você desenvolve a capacidade de melhorar sua própria vida. Mindfulness 2.0: Observar sem julgar O que chamo de “mindfulness 2.0” significa trazer a consciência não avaliativa para o mundo ao seu redor – prestar atenção sem julgar. Conhecida das práticas de mindfulness, é uma forma de percepção que traz à tona detalhes que você normalmente ignora: a textura das folhas de uma planta de casa, os rostos dos estranhos que passam na calçada, as diferentes alturas das latas na prateleira de uma loja. Ao trazer esses detalhes à sua atenção, você estimula sua mente, permitindo que você se envolva mentalmente com o ambiente ao seu redor de maneira ativa. Perceber as coisas por meio da atenção plena 2.0 é o primeiro passo para ter uma experiência interessante. Um bom lugar para praticar a atenção plena 2.0 é durante seu trajeto matinal. Por ser uma rotina, você provavelmente não sentirá a necessidade de se envolver muito com os detalhes do que está fazendo. Em vez disso, você encontrará outras maneiras de passar o tempo, como ouvir as notícias ou seu podcast favorito. Essas atividades o distraem do trajeto que, de outra forma, seria entediante, pois o desvinculam dele. Notar um padrão intrigante quando os pássaros se reúnem no alto pode envolver sua mente enquanto você se desloca pelo mundo. Menahem Kahana/AFP via Getty Images Mas você também pode se envolver com o trajeto de modo a torná-lo menos entediante. É aqui que entra em ação o poder da atenção plena 2.0. Ao observar ativamente as coisas ao seu redor – sejam as pessoas aglomeradas no ponto de ônibus, os padrões de tráfego criados por um semáforo ou um bando de pássaros voando sobre sua cabeça – você envolve sua mente e se prepara para vivenciar o interessante. Curiosidade: Explorar por meio de perguntas A curiosidade não é apenas para crianças. Não importa o quanto você saiba, sempre há algo para se ter curiosidade, especialmente se você aprendeu a perceber os detalhes por meio da atenção plena 2.0. Digamos que você tenha notado, durante seu trajeto, o grupo de pessoas reunidas no ponto de ônibus. Agora, deixe sua curiosidade decolar: Esse ponto de ônibus sempre esteve lá? Há quanto tempo aquele anúncio imobiliário excepcionalmente estranho está preso no encosto do banco? Tantas pessoas fizeram fila nessa manhã fria. Você pode se perguntar se não se sentiria um pouco mais conectado se estivesse com elas. Mas então você percebe que ninguém está falando. Será que elas pegam o mesmo ônibus juntas, todos os dias, sem se reconhecerem? Ao fazer perguntas, você pede à sua mente que considere algo que ela não considerou antes. Você cria novos pensamentos e, se deixar a mente seguir em frente, terá uma experiência interessante, enquanto faz o mesmo trajeto. Melhor ainda, você terá criado essa experiência interessante por conta própria. Você aproveitou uma capacidade de melhorar sua vida, uma capacidade que está totalmente sob seu controle. Criatividade: Experimentar algo novo Embora as pessoas geralmente pensem na criatividade como um talento, nativo apenas de artistas ou inventores, todos têm a capacidade de ser criativos. A criatividade é uma habilidade que envolve formar novas conexões com sua mente. Você é criativo sempre que faz algo novo ou diferente.