Escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu vai usar casarão histórico em BH para unir culinária mineira e francesa

Parceria com Codemig prevê espaço que terá cursos de cozinha, restaurante e eventos; ideia é criar receitas mineiras com técnicas francesas e projetar Minas no cenário gastronômico mundial A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) fechou parceria com a escola francesa Le Cordon Bleu para usar a Mineiraria, um casarão tombado localizado no Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, em Belo Horizonte. A ideia é criar um espaço que misture escola de gastronomia, restaurante e centro de eventos — tudo unindo a cozinha mineira com técnicas da culinária francesa. O que é Le Cordon Bleu? É uma das escolas de gastronomia mais famosas e tradicionais do mundo, fundada em Paris em 1895. Presente em diversos países, a Le Cordon Bleu é referência em formação de chefs profissionais e tem como marca a excelência no ensino das técnicas da culinária francesa clássica. O que vai funcionar no espaço? O projeto prevê transformar a Mineiraria em um centro gastronômico completo, que vai oferecer: Comida mineira com “sotaque” francês O grande diferencial da parceria é criar um menu que pegue receitas tradicionais de Minas — como tropeiro, tutu, frango com quiabo, doces — e as prepare usando técnicas refinadas da cozinha francesa. A proposta é valorizar os ingredientes e pratos mineiros, mas com uma apresentação e preparo que seguem métodos consagrados mundialmente. “É uma iniciativa excelente para a gastronomia, a cultura e o turismo mineiros. Uma das mais renomadas escolas de gastronomia do mundo, presente em tantos países, está conosco nesse projeto de valorização do nosso estado”, afirmou Luísa Barreto, presidente da Codemig. Quem vai aproveitar? O espaço foi pensado para atender diferentes públicos: Onde fica e por que esse lugar? A Mineiraria é uma casa histórica tombada que fica dentro do Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte. O mesmo complexo abriga a Sala de Concertos Minas Gerais, onde a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se apresenta. A localização é estratégica: fica perto da região de comércio popular de roupas da capital, shoppings, clínicas e hospitais. Isso significa que diferentes tipos de pessoas passam por ali — desde quem vai tomar um café rápido até quem quer ter uma experiência gastronômica completa depois de assistir a um concerto. Objetivo maior: colocar Minas no mapa mundial da gastronomia A parceria tem uma ambição além do espaço físico: posicionar Minas Gerais como referência em gastronomia no Brasil e no mundo. A ideia é que, com o prestígio internacional da Le Cordon Bleu e a riqueza da culinária mineira, o estado ganhe destaque em roteiros turísticos gastronômicos e atraia visitantes interessados em conhecer — e aprender — sobre a comida daqui. O projeto também pretende fortalecer toda a cadeia produtiva, valorizando produtores locais de queijos, cachaças, doces, hortaliças e outros ingredientes típicos de Minas, criando oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico. A data de inauguração do empreendimento ainda não foi divulgada. Os próximos passos incluem a elaboração do plano de negócios e a estruturação física do espaço.

Governo de Minas dá dicas de prevenção a golpes envolvendo o IPVA 2026

Foto: Gil Leonardi A escala de vencimentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2026 tem início em 9/2, mas os pagamentos antecipados já podem ser feitos desde o dia 2/1. Como nos anos anteriores, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), recomenda atenção dos contribuintes para não caírem em golpes praticados no ambiente virtual envolvendo o IPVA. A principal dica é pagar o imposto somente acessando o site oficial da SEF (www.fazenda.mg.gov.br) ou o aplicativo MG App. De acordo com o superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da SEF, Leônidas Marques, a força-tarefa criada em 2025 para prevenir e combater as fraudes continua atuando. As ações mais efetivas são a derrubada dos sites fraudulentos, suspensão de CNPJs usados para abrir empresas e contas em bancos digitais e fintechs com a finalidade de aplicar os golpes e bloqueio de contas bancárias de suspeitos. “Os órgãos de Estado que compõem a força-tarefa estão diligentes, mas o cuidado por parte do proprietário do veículo é a forma mais eficiente de se evitar os golpes”, afirma Leônidas Marques. Denúncias Ao se deparar com algum link ou site suspeito, o cidadão deve apresentar denúncia na Delegacia Virtual ou em uma delegacia da Polícia Civil, além da Ouvidoria-Geral do Estado (OGE). Todas as denúncias são encaminhadas ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para a adoção de medidas imediatas e investigação. É importante anexar cópias dos comprovantes de pagamento e o link/endereço eletrônico (URL) do site fraudulento. Vale alertar que não há previsão de ressarcimento para vítimas que tenham efetuado pagamentos fraudulentos. Caso o contribuinte caia em um golpe, não estará isento de pagar o IPVA para regularizar sua situação. Por isso, é fundamental ter atenção às dicas de segurança. Tipos de golpes Em 2025, chegou ao conhecimento da Secretaria de Estado de Fazenda cerca de 2,6 mil casos de golpes envolvendo o IPVA. Entre os golpes mais frequentes destaca-se a criação de sites falsos que simulam os oficiais dos órgãos governamentais e o envio de links para aplicativos de mensagens e e-mails, muitas vezes, prometendo descontos tentadores. Ao gerar o pagamento por esses meios, o contribuinte entregará seu dinheiro para os golpistas. Outra prática comum é o chamado phishing. Nessa prática, os criminosos induzem as vítimas a fornecer dados pessoais para usá-los em diversas outras operações bancárias.

A relevância do carnaval de Ouro Preto também se mede pela agenda

A força do carnaval de Ouro Preto não se explica apenas pela tradição ou pelo cenário histórico da cidade. Ela se comprova, de forma concreta, quando artistas de alta demanda nacional incluem a cidade em suas agendas de carnaval, em um calendário disputado por capitais e grandes centros. Estar em Ouro Preto, nesse contexto, não é acaso: é escolha estratégica. Nos últimos anos, o carnaval universitário — organizado a partir da articulação entre os blocos Caixão, Cabrobró, Praia e Chapado — tem sido um dos principais vetores dessa projeção nacional. Apenas na edição mais recente, a programação reuniu nomes como Felipe Amorim, MC Daniel, KVSH, Filipe Ret, MC Hariel, Jammil, Matuê, Mumuzinho, Luísa Sonza e Ludmilla, artistas que circulam por grandes festivais e turnês nacionais. A presença recorrente desses nomes ajuda a entender por que Ouro Preto se mantém no radar do público jovem em escala nacional. Esse protagonismo não surgiu do nada. O Bloco do Caixão, criado em 1976, completa 50 anos em 2026, consolidando-se como um dos mais longevos e simbólicos do carnaval ouro-pretano. Ao lado dele, Cabrobró, Praia e Chapado formam um conjunto de blocos que estruturaram uma programação capaz de atrair milhares de foliões de fora da região. Mais do que festas, esses blocos ajudaram a organizar um polo específico do carnaval da cidade, com impacto direto na economia local, na ocupação temporária da rede hoteleira e na circulação urbana. Um aspecto que diferencia o carnaval de Ouro Preto de outros grandes destinos é a ausência de histórico recorrente de grandes episódios de violência. Apesar do volume expressivo de foliões, o evento privado e público tem sido marcado por baixos índices de brigas generalizadas e roubos em massa, segundo registros das últimas edições. Em um cenário nacional em que segurança se tornou critério decisivo na escolha do destino carnavalesco, esse fator pesa — especialmente para jovens e famílias que acompanham ou visitam a cidade. É importante destacar que esse polo não existe isoladamente. O carnaval universitário convive com o carnaval de rua tradicional, com os blocos caricatos, as escolas de samba, a programação infantil e as festas nos distritos. Muitos foliões transitam entre esses universos ao longo do dia, reforçando a ideia de que Ouro Preto não oferece um único modelo de carnaval, mas um ecossistema plural, capaz de acolher diferentes públicos, ritmos e expectativas. Nesse sentido, a relevância do carnaval de Ouro Preto não está em competir com outros destinos, mas em sustentar, ao longo do tempo, uma festa que combina tradição, renovação, diversidade musical e convivência urbana. Quando artistas disputados escolhem a cidade, quando blocos completam meio século de existência e quando milhares de jovens seguem retornando ano após ano, o recado é claro: Ouro Preto não apenas participa do carnaval brasileiro — ela ocupa um lugar próprio nele.