Ouro Preto, quinta-feira, abril 23, 2026 11:04

Moeda abre tour virtual em 360° e leva estação histórica para dentro da tela

Experiência digital gratuita permite visitar o Complexo da Estação Ferroviária de Moeda e amplia o acesso ao patrimônio restaurado do município, segundo os organizadores. Moradores, turistas e pesquisadores já podem percorrer, sem sair de casa, os espaços restaurados do Complexo da Estação Ferroviária de Moeda. Disponível gratuitamente na internet, o tour virtual em 360 graus apresenta ambientes da antiga estação e de seu entorno com navegação interativa. A iniciativa, divulgada no site oficial do projeto em 6 de março de 2026, busca ampliar o acesso ao patrimônio cultural local e reforçar a vocação turística do município. Um passeio digital pela memória ferroviária Moeda passou a oferecer ao público uma nova porta de entrada para sua história: um tour virtual em 360 graus pelo Complexo da Estação Ferroviária. A ferramenta permite circular digitalmente pelos principais espaços do conjunto restaurado, observando detalhes arquitetônicos e paisagísticos que ajudam a contar parte da formação urbana do município. Segundo os organizadores, o passeio foi desenvolvido por Luccas Reginaldo e pode ser acessado de forma gratuita pela internet. Mais do que um recurso tecnológico, o tour se apresenta como estratégia de democratização do acesso. A proposta é alcançar também quem não consegue visitar o espaço presencialmente, transformando a memória ferroviária em experiência aberta, navegável e pública. Estação volta ao centro da vida cultural A estação restaurada ocupa lugar simbólico na história de Moeda. De acordo com o site oficial do projeto, o prédio foi inaugurado em 1919, dois anos após a abertura da Linha do Paraopeba, e integra a memória coletiva da cidade e do patrimônio ferroviário mineiro. Com a restauração, o espaço passou a ser apresentado não apenas como marco histórico, mas também como ponto de convivência, cultura e turismo. No vocabulário das cidades mineiras, é como se o antigo apito do trem tivesse dado lugar a outra forma de chamada: a do encontro entre memória, paisagem e pertencimento. Tecnologia como ponte para o patrimônio Segundo a Holofote Cultural, responsável pela gestão do projeto, o tour virtual amplia a circulação pública em torno da estação e ajuda a difundir o trabalho de revitalização realizado no complexo. Em texto divulgado pela instituição, o coordenador da restauração, Gilson Martins, afirmou que a tecnologia permite ampliar o acesso da população ao patrimônio restaurado e à história da cidade. A ferramenta também pode fortalecer a divulgação turística de Moeda, ao oferecer uma vitrine permanente do conjunto ferroviário para visitantes de outras cidades. Essa exposição digital tende a somar força a um município que já articula patrimônio, natureza e circulação cultural em torno da Serra da Moeda. Essa leitura é uma inferência baseada na forma como o projeto apresenta a estação como novo ponto de cultura e turismo. Restauro com incentivo cultural O projeto de restauração da estação foi viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da MRS Logística, gestão da Holofote Cultural, apoio da Prefeitura de Moeda e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal, segundo os materiais oficiais divulgados pelas instituições envolvidas. Em publicação anterior, a Holofote Cultural informou que o restauro contou com investimento de R$ 2,8 milhões e incluiu ações de preservação de elementos históricos revelados durante o processo de prospecção das paredes internas.

Trem do Desenvolvimento encerra ciclo 2025 após passar por 18 cidades mineiras

Iniciativa do Governo de Minas, por meio da CODEMGE, percorreu mais de 5,4 mil quilômetros, apoiou agendas empresariais regionais e, segundo os organizadores, ajudou a ampliar negócios, capacitações e articulações locais Depois de cruzar Minas Gerais de ponta a ponta, o projeto SDE Minas — Semana de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais — fechou o ciclo de 2025 com passagem por 18 municípios e uma proposta centrada na articulação entre poder público, setor produtivo e entidades empresariais. Ao longo do percurso, a iniciativa apoiou eventos regionais e promoveu reuniões de negócios voltadas à diversificação econômica no estado. Segundo a organização, o trajeto somou cerca de 5,4 mil quilômetros e consolidou uma rede de apoio institucional em diferentes territórios mineiros. Um percurso voltado às economias locais O encerramento do ciclo 2025 do chamado Trem do Desenvolvimento marca o fim de uma jornada que percorreu cidades de diferentes perfis econômicos em Minas Gerais. A iniciativa passou por Juruaia, Ipatinga, Governador Valadares, Santa Bárbara, Jacutinga, Guanhães, Andradas, Salinas, Divinópolis, Mantena, Congonhas, Itabirito, Montes Claros, Mariana, Ubá, Taiobeiras, Conceição do Mato Dentro e Ouro Preto. Em cada parada, o projeto se associou a feiras multissetoriais, festivais, fóruns regionais, semanas de desenvolvimento econômico e encontros empresariais. A proposta, de acordo com a instituição, foi fortalecer o diálogo entre governo, empreendedores e associações locais, além de dar visibilidade a vocações já conhecidas em cada região, como turismo, moda, mineração, gastronomia, comércio, indústria e economia criativa. A última estação foi Ouro Preto, cidade-símbolo da memória e da invenção mineira, onde o encerramento ganhou contorno de balanço e legado. Entre ladeiras históricas e novos arranjos produtivos, o projeto buscou afirmar a ideia de que o desenvolvimento regional não se desenha apenas nos gabinetes, mas também na escuta do território. Reuniões de negócios e articulação institucional Segundo a CODEMGE e os organizadores do projeto, foram realizadas 11 reuniões empresariais ao longo da trajetória. Esses encontros, ainda de acordo com a organização, serviram para identificar demandas regionais, aproximar instituições e estimular parcerias entre lideranças econômicas locais. A ação também funcionou como apoio institucional a eventos já consolidados em alguns municípios e a agendas ainda em formação, como fóruns empresariais e iniciativas de diversificação econômica. O foco esteve no fortalecimento do associativismo e na criação de ambientes favoráveis à cooperação entre empreendedores, entidades representativas e poder público. Para o diretor da CODEMGE, Lucas Pitta, o projeto reforçou a conexão entre o governo estadual e os municípios. “Encerramos esta jornada com a certeza de que cada cidade visitada fortaleceu o propósito da SDE Minas: apoiar iniciativas locais, aproximar o Governo do setor produtivo e construir oportunidades reais de diversificação econômica.” Números apresentados pela organização No balanço divulgado ao fim do ciclo, os organizadores informaram que os eventos apoiados pelo projeto movimentaram mais de R$ 656 milhões em negócios. Segundo os dados oficiais da iniciativa, as agendas reuniram mais de 320 mil visitantes, capacitaram 2.364 pessoas e contaram com mais de 1.150 estandes. A taxa de satisfação de expositores e visitantes foi estimada em 95%, ainda de acordo com o projeto. Como se trata de números institucionais, os dados são apresentados com base no levantamento informado pela própria organização. O subsecretário de Liberdade Econômica e Empreendedorismo de Minas Gerais, Marco Gaspar, destacou a diversidade produtiva observada nas regiões visitadas. “Ao longo das 18 estações, vimos a força da diversidade econômica de Minas se manifestar em cada região. O desenvolvimento acontece quando reconhecemos as vocações locais e conectamos pessoas, instituições e oportunidades.” Ações de engajamento com o público Além das agendas empresariais, o projeto levou às cidades a ação “Trem Bão de Recordação”, presente em todas as etapas do percurso. A atividade reuniu registros fotográficos e sorteios de brindes oferecidos por expositores dos eventos, em uma tentativa de aproximar o público das programações e valorizar o comércio local. Na leitura da organização, esse tipo de ação ajudou a transformar a presença institucional em experiência compartilhada, ampliando a circulação de pessoas pelos eventos e reforçando a identidade regional de cada parada. A gestora de projetos da SDE Minas, Nilmara Soares, avaliou que o principal resultado do ciclo está nas conexões criadas entre os territórios. “Participar desta trajetória foi acompanhar de perto como a mobilização dos territórios gera resultados. A SDE Minas cumpriu seu papel de apoiar, articular e valorizar iniciativas locais.” O que fica após a última estação Como legado, o projeto aponta a mobilização de 18 territórios, o fortalecimento de redes institucionais e a continuidade de parcerias iniciadas ao longo do trajeto. A aposta, segundo os organizadores, é que as articulações construídas em 2025 possam sustentar novas etapas nos próximos ciclos. Mais do que o deslocamento físico entre municípios, a iniciativa procurou se firmar como uma plataforma de apoio ao desenvolvimento econômico regional. Em Minas, onde cada cidade parece guardar um ofício, um minério, um sabor ou um modo próprio de empreender, a travessia deixou um mapa de interesses e possibilidades que o estado agora pretende manter em movimento.

UFOP instala Bancos Vermelhos em todos os campi nesta segunda em ato pelo fim da violência contra mulheres

Banco Vermelho na UFOP | Vintém Urgente e Incendioso · Serviço público Símbolo que nasceu na Itália e virou lei no Brasil em 2024 chega à universidade com informações sobre como denunciar violência de gênero — incluindo pela Ouvidoria Feminina da própria UFOP Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 A Universidade Federal de Ouro Preto inaugura nesta segunda-feira (9) Bancos Vermelhos em todos os seus campi — Ouro Preto, Mariana, Ipatingae João Monlevade. A instalação simultânea faz parte de uma iniciativa nacional coordenada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que leva o símbolo a diversas universidades e institutos federais no mesmo dia. O Banco Vermelho é um símbolo de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Cada exemplar instalado na UFOP traz também informações objetivas sobre como denunciar casos de violência de gênero — incluindo os canais disponíveis na própria universidade, entre eles a Ouvidoria Feminina, criada exclusivamente para receber esse tipo de denúncia. O registro pode ser feito pelo portal Ouvidoria Feminina UFOP e pode ser anônimo. O projeto nasceu na Itália em 2016 como um gesto simbólico: bancos pintados de vermelho espalhados por praças e espaços públicos para marcar a ausência das mulheres vítimas de feminicídio. No Brasil, a prática ganhou força nos últimos anos e, em 2024, foi incorporada à legislação federal — passando a integrar o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher. A instalação de amanhã, no entanto, acontece um dia após o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres — o que reforça o caráter de posicionamento institucional da iniciativa. Em Mariana, a iniciativa ganha peso adicional. A cidade ainda convive com a comoção gerada pelo feminicídio de Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e de sua filha Maria Fernanda, 2 anos, assassinadas em 3 de fevereiro no bairro Santa Clara. O crime mobilizou a comunidade — e colocou em debate também o papel da imprensa e das instituições no enfrentamento à violência doméstica. A UFOP tem dois campi na cidade, e ambos receberão bancos nesta segunda. 📍 Programação — instalação dos Bancos Vermelhos na UFOP · 9 de março Ouro Preto 9h Campus Morro do Cruzeiro · gramado em frente à portaria principal Ipatingaa 9h Instituto de Saúde e Humanidades (ISH) · Rua Graciliano Ramos, 719, Cidade Nobre Mariana — ICSA 14h Instituto de Ciências Sociais Aplicadas · Rua do Catete, 166, Centro Mariana — ICHS 15h30 Instituto de Ciências Humanas e Sociais · Rua do Seminário, s/n, Centro João Monlevade 14h Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) · Rua Trinta e Seis, 115, Loanda A Ouvidoria Feminina da UFOP funciona como um canal institucional dedicado a situações de violência de gênero vividas por integrantes da comunidade universitária. As denúncias são feitas pelo portal ufop.br/ouvidoria e podem ser realizadas de forma anônima. Mais informações sobre o projeto Banco Vermelho estão disponíveis em [LINK — Saiba mais sobre o projeto]. 📞 Canais de apoio — violência contra a mulher 180 · Central de Atendimento à Mulher — gratuito, sigiloso, 24h por dia 190 · Polícia Militar — emergências 181 · Disque Denúncia MG — ligação gratuita Ouvidoria Feminina UFOP · ufop.br/ouvidoria · pode ser anônima CREAS · apoio social e psicológico · Ouro Preto, Mariana e Itabirito · procure a Secretaria de Desenvolvimento Social Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

Ouro Preto entre os cinco maiores exportadores de MG no bimestre em que estado bate recorde

Exportações MG bimestre 2026 | Vintém Análise de dados · Economia regional Minas Gerais exportou US$ 6,6 bilhões de janeiro a fevereiro de 2026 — alta de 5,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ouro foi o produto com maior crescimento; Ouro Preto respondeu por 4,1% das vendas do estado em fevereiro Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 Minas Gerais fechou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com US$ 6,6 bilhões em vendas ao exterior — alta de 5,9% frente ao mesmo período de 2025. O estado respondeu por 13% de todas as exportações brasileiras no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit da balança comercial mineira chegou a US$ 3,7 bilhões no bimestre, crescimento de quase 12% em relação ao início de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,3 bilhões. As importações totalizaram US$ 2,9 bilhões, com Minas respondendo por 6,8% das aquisições internacionais do país. 📍 Ouro Preto no cenário estadual Em fevereiro, Ouro Preto figurou entre os cinco maiores municípios exportadores de Minas Gerais, respondendo por 4,1% das exportações estaduais — o equivalente a US$ 125 milhões em produtos embarcados, principalmente minério de ferro com destino à China. A cidade ficou atrás de Varginha (8,7%), Araxá (8,1%), Paracatu (7,8%) e Nova Lima (5,9%), segundo dados da Secex/MDIC divulgados pela Agência Minas. Ouro lidera crescimento entre os produtos exportados O ouro foi a mercadoria com maior crescimento nas exportações mineiras no bimestre, com aumento de US$ 320,3 milhões — alta de 82,7% frente ao mesmo período de 2025. Na sequência, ferro-ligas registraram crescimento de US$ 106,1 milhões (40,8%) e o ferro fundido bruto e ferro spiegel, de US$ 46,5 milhões (36,8%). Já em fevereiro, os principais produtos exportados pelo estado foram minérios de ferro e seus concentrados (25,9% do total), café (24,7%), ouro (10,3%), ferro-ligas (7,5%) e açúcares (2,7%). 📊 Bimestre janeiro–fevereiro 2026 US$ 6,6 bi exportações mineiras — +5,9% sobre jan-fev/2025 US$ 3,7 bi superávit da balança comercial — +12% sobre jan-fev/2025 13% participação de MG nas exportações brasileiras no período China lidera compras; Suíça sobe no ranking Em fevereiro, Minas alcançou 147 países compradores. A China manteve a liderança, responsável por 29,8% das compras de produtos mineiros. Estados Unidos (8,2%), Alemanha (5,7%) e Canadá (4,5%) completaram o topo do ranking, seguidos pela Suíça (4,3%). As exportações para o mercado suíço já acumulam alta de US$ 113 milhões no bimestre em relação ao ano anterior — crescimento relacionado em grande parte ao ouro, cuja principal rota de comercialização internacional passa pelo país. “O crescimento nas nossas exportações e também do superávit da balança comercial destacam o potencial mineiro consolidado no comércio exterior. Por meio da ampliação de mercados e da valorização de produtos, esperamos alcançar resultados ainda mais positivos neste ano.” — Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Maiores exportadores municipais em fevereiro 🏆 Ranking de municípios exportadores — fevereiro 2026 1ºVarginha8,7% 2ºAraxá8,1% 3ºParacatu7,8% 4ºNova Lima5,9% 5ºOuro Preto4,1% Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com