Ouro Preto, terça-feira, abril 14, 2026 02:56

Novo diagnóstico de “autismo profundo” pode mudar políticas de apoio

Kelsie Boulton, University of Sydney; Marie Antoinette Hodge, University of Sydney e Rebecca Sutherland, University of Sydney Quando se trata de autismo, poucas questões geram tanto debate quanto a melhor forma de apoiar as pessoas autistas com maiores necessidades. Isso levou a revista médica The Lancet a reunir um grupo internacional de especialistas para propor uma nova categoria de “autismo profundo”. Essa categoria descreve pessoas autistas que têm pouca ou nenhuma linguagem (falada, escrita, por sinais ou por meio de um dispositivo de comunicação), um QI inferior a 50 e que precisam de supervisão e apoio 24 horas por dia. Isso se aplicaria apenas a crianças com oito anos ou mais, quando suas habilidades cognitivas e de comunicação são consideradas mais estáveis. Em nosso novo estudo, consideramos como a categoria poderia impactar as avaliações de autismo. Descobrimos que 24% das crianças autistas atendiam ou estavam sob risco de atender aos critérios para autismo profundo. Por que o debate? A categoria tem como objetivo ajudar governos e prestadores de serviços a planejar e fornecer apoio para que as pessoas autistas com as maiores necessidades não sejam negligenciadas. Ela também visa reequilibrar sua sub-representação nas pesquisas convencionais sobre autismo. Essa nova categoria pode ser útil para defender mais apoio, pesquisas e evidências para esse grupo. Mas alguns críticos levantaram preocupações de que as pessoas autistas que não se enquadram nessa categoria possam ser percebidas como menos necessitadas e excluídas dos serviços e apoios financeiros. Outros argumentam que a categoria não enfatiza suficientemente os pontos fortes e as capacidades das pessoas autistas e dá demasiada ênfase aos desafios que enfrentam. O que fizemos? Realizamos o primeiro estudo australiano para examinar como a categoria “autismo profundo” poderia se aplicar a crianças que frequentam serviços de diagnóstico financiados pelo governo para condições de desenvolvimento. Com base no Registro Australiano de Neurodesenvolvimento Infantil, examinamos dados de 513 crianças autistas avaliadas entre 2019 e 2024. Perguntamos: quantas crianças atendiam aos critérios para autismo profundo? havia características comportamentais que diferenciavam esse grupo? Como nos concentramos nas crianças no momento do diagnóstico, a maioria (91%) tinha menos de oito anos. Descrevemos essas crianças como estando “em risco de autismo profundo”. O que descobrimos? Cerca de 24% das crianças autistas em nosso estudo atendiam ou estavam em risco de atender aos critérios para autismo profundo. O número é semelhante à proporção de crianças internacionalmente. Quase metade (49,6%) apresentou comportamentos que representavam um risco à segurança, como tentar fugir dos cuidadores, em comparação com um terço (31,2%) das outras crianças autistas. Esses desafios não se limitavam às crianças que atendiam aos critérios para autismo profundo. Cerca de uma em cada cinco crianças autistas (22,5%) se automutilava, e mais de um terço (38,2%) apresentava agressividade em relação a outras pessoas. Portanto, embora a categoria tenha identificado muitas crianças com necessidades muito elevadas, outras crianças que não atendiam a esses critérios também tinham necessidades significativas. É importante ressaltar que descobrimos que a definição de “autismo profundo” nem sempre se alinha aos níveis oficiais de diagnóstico que determinam a quantidade de apoio e o financiamento do NDIS (National Disability Insurance Scheme, programa governamental australiano que fornece financiamento e apoio a pessoas com deficiências significativas e permanentes) que as crianças recebem. Em nosso estudo, 8% das crianças em risco de autismo profundo foram classificadas como nível 2, em vez de nível 3 (o nível mais alto de apoio). Enquanto isso, 17% das crianças classificadas como nível 3 não atendiam aos critérios para autismo profundo. Nossa preocupação Analisamos as crianças quando receberam o diagnóstico de autismo pela primeira vez. As crianças tinham entre 18 meses e 16 anos, das quais mais de 90% tinham menos de oito anos. Isso está de acordo com nossa pesquisa anterior, que mostra que a idade média do diagnóstico nos sistemas públicos é de 6,6 anos. De uma perspectiva prática, a nossa maior preocupação em relação à categoria de autismo profundo é o limite de idade de oito anos. Como a maioria das crianças já é avaliada antes dos oito anos, a introdução desta categoria nos serviços de avaliação significaria que muitas famílias precisariam repetir as avaliações, colocando uma pressão adicional sobre os já sobrecarregados serviços de desenvolvimento. Em segundo lugar, serão necessárias modificações se este critério for utilizado para informar as decisões de financiamento, uma vez que não se enquadra perfeitamente nos critérios de apoio de nível 3. Mas nossos resultados também sugerem que a categoria de autismo profundo pode fornecer uma maneira clara e mensurável de descrever as necessidades das pessoas autistas com os maiores requisitos de apoio. Cada criança autista tem pontos fortes e necessidades individuais. O termo “autismo profundo” precisaria ser promovido com uma linguagem inclusiva e de apoio, de modo a não substituir ou diminuir as necessidades individuais, mas ajudar os médicos a adaptar os apoios e obter recursos adicionais quando necessário. Incluir a categoria em futuras diretrizes clínicas, como a diretriz nacional para avaliação e diagnóstico de autismo da Austrália, poderia ajudar a garantir que governos, serviços para pessoas com deficiência e médicos planejem e ofereçam apoio. O que você pode fazer enquanto isso? Se você está preocupado com a necessidade de apoio substancial para seu filho, aqui estão algumas medidas práticas que você pode tomar para garantir que suas necessidades sejam reconhecidas e atendidas: Explique suas preocupações Nem todos os médicos têm experiência em trabalhar com crianças com grandes necessidades de apoio. Seja o mais claro possível sobre os comportamentos que afetam a segurança ou a vida diária do seu filho, incluindo automutilação, agressividade ou tentativas de fuga. Esses detalhes, embora difíceis de compartilhar, ajudam a dar uma imagem mais clara das necessidades de apoio do seu filho. Também pode ser um desafio encontrar e ter acesso a médicos com experiência adequada. Outro benefício potencial de ter uma categoria definida é que ela pode melhor ajudar as famílias a navegar pelos cuidados. Pergunte sobre o apoio para toda a família Nossos estudos mostram que muitos cuidadores querem mais apoio para si mesmos, mas

BDMG oferece crédito com taxa reduzida para mulheres empreendedoras e produtoras rurais de Minas até 31 de março

BDMG crédito mulheres empreendedoras | Vintém Serviço público · Economia Linha de crédito do banco estadual está com condições especiais durante o mês de março, com juros mais baixos, até 12 meses de carência e consultoria gratuita do Sebrae para quem contratar até o fim do mês Jiljana Isidoro · Vintém · 13 de março de 2026 O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) está com linha de crédito especial para mulheres empreendedoras ativa durante o mês de março, com taxa promocional de 0,33% ao mês mais a Selic — abaixo das condições habituais. O prazo de pagamento é de até 48 meses, com 12 meses de carência. A contratação pode ser feita de forma digital, pelo site do BDMG, até o dia 31 de março. Também inédita neste ano, a redução de taxas de março foi estendida às mulheres produtoras rurais, por meio da linha BDMG Agro Repasse, operada pelas cooperativas de crédito parceiras do banco. 💳 Como contratar — BDMG Mulher Empreendedora ⚠️ Prazo: até 31 de março de 2026 Taxa 0,33% ao mês + Selic (taxa promocional de março) Pagamento Até 48 meses, com 12 meses de carência Requisito Empresa com participação societária feminina igual ou superior a 50% do capital social, há mais de seis meses Bônus Consultoria técnica gratuita e personalizada do Sebrae Minas para quem contratar até 31/03 Como contratar De forma digital pelo site do BDMG: bdmg.mg.gov.br Produtoras rurais Acesso pela linha BDMG Agro Repasse, via cooperativas de crédito parceiras — lista disponível no site do banco Um em cada três pequenos negócios tem mulher à frente Negócios liderados por mulheres representam 40% das micro e pequenas empresas de Minas Gerais, segundo dados do Sebrae Minas. Em 2025, o BDMG liberou R$ 73,2 milhões em crédito para 1,2 mil empresárias por meio das linhas destinadas a elas. “Oferecer um crédito acessível é decisivo para impulsionar o empreendedorismo feminino, permitindo que elas explorem todo o potencial dos seus negócios.” — Letícia Guerra, gerente do BDMG Esta é a segunda edição consecutiva da parceria entre BDMG e Sebrae com foco na mulher empreendedora. A novidade deste ano é a inclusão das produtoras rurais nas condições especiais de março — uma extensão que amplia o alcance da iniciativa além dos centros urbanos. 📊 Em números 40% das MPEs mineiras têm participação feminina majoritária R$ 73,2 mi liberados pelo BDMG para mulheres empreendedoras em 2025 1,2 mil empresárias atendidas em Minas Gerais no ano passado A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, destacou o papel da iniciativa no contexto mais amplo de fomento ao empreendedorismo feminino. *”O empreendedorismo é um caminho de autonomia e liderança para as mulheres mineiras, portanto uma preocupação do Governo de Minas é criar condições para que elas transformem ideias em negócios, levem soluções ao mercado e tirem seus projetos do papel”*, afirmou. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com