Ouro Preto, sexta-feira, abril 24, 2026 01:01

Panteão da Inconfidência terá limpeza das lápides e maior nitidez das gravuras em novo projeto

Parceria com prefeitura e museu prevê limpeza das lápides e maior nitidez nas gravuras do espaço O Panteão dos Heróis e Heroínas da Inconfidência, dentro do Museu da Inconfidência, receberá uma reforma. O deputado estadual Leleco Pimentel anunciou nesta segunda-feira, ao lado do prefeito Angelo Oswaldo, da pré-candidata ao Senado Marília Campos e do prefeito de Contagem Ricardo Faria, uma parceria entre o mandato “Juntos para Servir”, a Prefeitura de Ouro Preto e a direção do museu para a conservação do espaço. Segundo Pimentel, o projeto prevê a limpeza das cantarias e lápides do Panteão, além de tornar mais legíveis as escrituras e gravuras ali presentes. “Nós estamos numa parceria para que o Panteão seja não só mais clarificado no sentido da limpeza das lápides, mas que possa também trazer maior nitidez nas escrituras e gravuras que estão aqui junto com o Alferes Joaquim José da Silva Xavier.” O anúncio coincidiu com dois outros momentos ligados ao espaço: a identificação dos manuscritos de Tiradentes no acervo do museu, realizada nesta semana, e a elevação da instituição à categoria de Museu Nacional por projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso. Angelo Oswaldo celebrou os movimentos juntos. “Esse museu ganha uma nova estatura, que passa a ser um museu nacional, o que significa mais projeção, mais recursos para preservar nossa história e a nossa identidade local e nacional”, disse o prefeito. O Panteão abriga os restos mortais de Tiradentes e de outros participantes da Inconfidência Mineira. O vereador Kuruzu (PT) e representantes da diretoria do Partido dos Trabalhadores também participaram do ato.

Terras da Febem aguardam sanção para se tornarem 500 moradias populares em Ouro Preto

Aprovado na ALMG em dois turnos, projeto tem 60 dias para ser sancionado pelo novo governador MG O projeto de lei que destina as terras da antiga Febem à construção de 500 moradias populares em Ouro Preto já passou pelos dois turnos de votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Agora aguarda a sanção do governador do estado, que tem 60 dias para assinar a lei. O prazo começa a contar a partir da aprovação. O deputado estadual Leleco Pimentel, um dos autores do projeto, esteve em Ouro Preto nesta segunda-feira e cobrou a sanção durante o 21 de abril. Segundo ele, o governador estava presente na cidade para a cerimônia da Medalha da Inconfidência. “Se o governador não tiver altivez de fazer isso amanhã, na presença em Ouro Preto, devolver a Ouro Preto e à prefeitura para construir moradias, o presidente da Assembleia, Tadeuzinho, com quem conversei pessoalmente, vai sancionar essa lei”, disse Pimentel. Leleco adiantou ainda qual é o passo seguinte após a sanção: “Queremos o Ministério das Cidades recebendo o projeto para as 500 moradias e para também dar destinação à área para projetos de mobilidade e cuidado com o povo de Ouro Preto.” As terras da Febem ficam em uma área de quase 19 mil metros quadrados no entorno central de Ouro Preto, próxima à Rua Dom Helvécio, com acesso ao Jardim Botânico. O projeto prevê unidades habitacionais nas faixas 1, 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida. Para Leleco, a destinação das terras começa a saldar uma conta antiga. “É impressionante como a dívida histórica que o Estado tem com Ouro Preto começa a ser paga. A Terra da Febem é um grande passo para essa dívida com o povo de Ouro Preto.”

Marília Campos visita Ouro Preto na véspera do 21 de abril e percorre museu e casas históricas

Pré-candidata ao Senado visitou o Museu da Inconfidência e a Casa de Gonzaga ao lado do prefeito A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, esteve em Ouro Preto nesta segunda-feira, 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes. Ela percorreu o Museu da Inconfidência, visitou a Casa de Gonzaga e esteve com o prefeito Angelo Oswaldo, com o deputado estadual Leleco Pimentel e o prefeito de Contagem, Ricardo Faria, que assumiu o cargo após a renúncia de Marília em março. Na Casa de Gonzaga, Angelo Oswaldo mostrou à visitante uma escultura de Marília de Dirceu feita pelo artista Evandro Carneiro. A personagem histórica — cujo nome completo era Marília Maria Doroteia Joaquina de Seixas — foi a musa do poeta Tomás Gonzaga e deu nome à obra que o tornou um dos maiores poetas do período colonial. “Marília e Marília se encontraram ali”, disse o prefeito. Para Marília Campos, a visita não foi apenas simbólica. “Estar aqui tem um significado não apenas histórico, mas também muito contemporâneo, porque a nossa luta também é em defesa da soberania e da democracia”, afirmou a pré-candidata, ao conectar o feriado ao cenário político atual. “Num momento em que a soberania de muitos países é comprometida, a nossa luta é em defesa da democracia e da soberania dos povos.” O deputado Leleco Pimentel acompanhou a visita e anunciou que o mandato conjunto com o deputado federal Padre João — chamado “Juntos para Servir” — está entre os articuladores da pré-candidatura de Marília ao Senado na região. Marília Campos renunciou à prefeitura de Contagem em 26 de março e lidera pesquisas para o Senado em Minas Gerais, com 20,6% das intenções de voto, segundo levantamento recente. 📋 Quem é Marília Campos Natural de: Ouro Branco (MG), a cerca de 40 km de Ouro Preto Formação: Psicóloga pela UFMG Trajetória: Vereadora (2000), deputada estadual (2004, reeleita 2018), prefeita de Contagem por quatro mandatos (2005–2013 e 2021–2026) Renunciou à prefeitura: 26 de março de 2026 Pré-candidatura: Senado Federal pelo PT, aprovada pela direção nacional do partido em fevereiro de 2026

Mais de 600 cidades de Minas estão em alerta ou risco de dengue, aponta levantamento

Primeiro LIRAa de 2026 mostra que maioria dos focos do Aedes aegypti está dentro de casa; MG registra 45 mil casos prováveis de dengue no ano A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou nesta terça-feira o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. De 853 municípios mineiros, 819 participaram do levantamento — e o resultado mostra 422 cidades em situação de alerta e outras 184 em risco de surto de dengue, chikungunya ou zika. São 606 no total. O levantamento considerou os meses de janeiro, fevereiro e março. Apenas 213 municípios apresentaram índice satisfatório, com menos de 1% dos imóveis vistoriados com presença de larvas do mosquito. O Índice de Infestação Predial (IIP) mede exatamente isso: a cada 100 imóveis, quantos têm foco do Aedes. O dado mais relevante do levantamento é onde os focos estão: dentro de casa. Caixas d’água destampadas, pratos de vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais respondem pela maior parte dos criadouros identificados pelas equipes de vigilância. A mensagem do governo estadual é direta — o combate ao mosquito depende mais do comportamento doméstico do que de qualquer ação pública isolada. Minas registra, até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026, cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. Em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a prefeitura decretou emergência na segunda-feira após alta de 268% nos casos — 1.811 confirmados e 1.468 atendimentos por chikungunya. O governo estadual investe cerca de R$ 210 milhões por ano no enfrentamento às arboviroses. Apesar dos números, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, afirma que o cenário está dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio. A curva de casos mostra trajetória de queda nas semanas mais recentes. 🦟 Como evitar focos em casa Mantenha caixas d’água sempre tampadas Elimine água parada em pratos de plantas, pneus, garrafas e recipientes Limpe calhas e ralos com frequência Descarte corretamente lixo e entulho no quintal