Arraiá da CineOP com quadrilha de Antônio Pereira e forró encerra o domingo do festival em Ouro Preto

Quadrilha de Antônio Pereira e forró ao vivo encerram o domingo cultural do CineOP em Ouro Preto
Ouro Preto participa do 5º Fórum Regional de Diversificação Econômica de Minas Gerais em BH

Felipe Guerra divide painel com Itabirito e Conceição do Mato Dentro em fórum econômico estadual
Como Messi, Mbappé e Haaland usam a cabeça para ter uma vantagem psicológica na Copa do Mundo

O norueguês Erling Haaland comemora ao marcar o primeiro gol de sua equipe durante partida da fase de grupos da Copa do Mundo contra o Iraque, em 16 de junho de 2026: psicólogo do esporte analisa características que ajudam no sucesso no futebol moderno. AP Photo/Martin Meissner Eric Zillmer, Drexel University Parte da beleza do futebol está em sua imprevisibilidade. Na Copa do Mundo de 2026 já vimos Marrocos empatar com o Brasil, pentacampeão mundial e a Austrália superar as expectativas ao derrotar a Turquia. Mas poucas surpresas superarão o fato de a seleção de Cabo Verde, classificada em 67º lugarno ranking da Fifa no início do torneio, ter empatado em 0 a 0 com a Espanha – a favorita de muitos especialistas ao título. Mas o que influencia se uma equipe vence, empata ou perde? É claro que a qualidade dos jogadores e da comissão técnica é importante. E avanços recentes na análise esportiva, incluindo métricas de geolocalização de jogadores em tempo real, levaram à adoção de decisões baseadas em dados durante as partidas. Os principais times de futebol dependem cada vez mais de big data e algoritmos preditivos para obter uma vantagem competitiva. Mas a psicologia do esporte também desempenha um papel importante. E é aí que eu entro. Tenho paixão por esportes em geral e pelo futebol em particular – é o esporte que pratiquei desde criança na Alemanha. Agora, como psicólogo esportivo e diretor do Global Sport Leadership Solutions Lab da Universidade Drexel, estudo como jogadores e treinadores podem lidar com o caos em campo para melhorar estrategicamente o desempenho e vencer. A seguir, destaco vários princípios psicológicos modernos essenciais para todas as 48 seleções que disputaram a Copa do Mundo de 2026 no México, Canadá e EUA. Cinco passos para o sucesso no futebol Perturbação – É verdade em todos os esportes, e certamente no futebol moderno, que a equipe vencedora se beneficiará ao perturbar seu adversário. Táticas disruptivas podem incluir faltas táticas agressivas, contra-ataques em alta velocidade que pegam o adversário desprevenido, jogadas ensaiadas enganosas que criam um caos organizado, táticas de alta pressão que forçam os adversários a cometer erros e provocar os jogadores adversários. Desorganizar a estrutura e o ritmo do time adversário é tanto uma mentalidade quanto uma estratégia que pode levar a oportunidades de gol. Um time capaz de interromper o fluxo do adversário muitas vezes consegue superar uma desvantagem técnica ou desmoralizar times mais fracos. Aptidão de atenção – Marcar gols no futebol internacional é difícil. Um grande atacante vale seu peso em ouro. Ele não apenas realiza dribles excepcionais e usa de habilidades espetaculares no um contra um. Ele também tem uma forte “capacidade de atenção”, que exige eficiência cognitiva e ética de trabalho para se posicionar de forma a marcar gols. Esses jogadores são celebrados por seu “sangue frio” e habilidade com a bola, mas é sua inteligência psicológica que os torna especiais. Uma das primeiras habilidades a falhar sob pressão é a capacidade de concentração. O artilheiro por excelência não “congela”. Pode-se chamar isso de “nervos de aço”, mas é apenas uma metáfora para gerenciar múltiplas fontes de atenção de forma simultânea e eficiente. Atacantes como o inglês Harry Kane, o francês Kylian Mbappé e o norueguês Erling Haaland mantêm o controle da atenção sob pressão. Eles se concentram no momento em que mais importa e alternam entre tarefas com naturalidade. Divagação mental controlada – A divagação mental é um afastamento espontâneo do ambiente imediato. Nos esportes, a divagação mental costuma ser vista como algo negativo, pois a falta de atenção em um momento crucial pode levar ao desastre. Mas é difícil manter o foco por mais de 90 minutos durante uma partida de futebol. E novas evidências de neuroimagem sugerem que, nos momentos de divagação mental, o cérebro não está de forma alguma em repouso. Na verdade, ele apenas está processando informações de maneira diferente. Assim, a divagação mental controlada, que envolve uma exploração mental ativa, pode ser altamente benéfica em esportes de alto rendimento — mesmo que seja apenas por alguns segundos. Os melhores jogadores parecem saber quando se concentrar e quando se distanciar. Às vezes, eles desviam o olhar da bola e absorvem uma perspectiva mais ampla da partida. Então, quando surge uma oportunidade crucial de marcar um gol, eles fixam sua concentração e estão 100% presentes. O capitão da Argentina, Lionel Messi, comemora a vitória de seu país por 3 a 0 sobre a Argélia em 16 de junho de 2026. AP Photo/Reed Hoffmann O árbitro Wilton Sampaio, do Brasil, mostra o cartão vermelho ao sul-africano Themba Zwane durante a partida entre México e África do Sul em 11 de junho de 2026. AP Photo/Silvia Izquierdo Quando pesquisadores examinaram para onde o grande jogador argentino Lionel Messi olha, descobriram que seus olhos muitas vezes estão longe da bola. O senso comum no futebol sempre foi manter os olhos na bola, mas uma nova pesquisa sugere que o vencedor também deixa a mente vagar e desvia o olhar da ação. O cérebro de Messi parece ser capaz de fazer coisas que muitos de seus adversários não conseguem; ele parece ter habilidades cognitivas de nível extraordinário. Resiliência (para os árbitros) — O futebol é um dos esportes mais difíceis de arbitrar. Os árbitros não só precisam estar em excelente condição física, como também devem ser capazes de se controlar emocionalmente a partida. Isso tem se tornado cada vez mais difícil, com jogadores profissionais simulando lesões rotineiramente e uma regra do impedimento que é interpretada com precisão de frações de centímetro. E há ainda uma das decisões cognitivas mais difíceis e controversas de todos os esportes: o pênalti, marcado por uma falta cometida dentro da área. Com tanto em jogo e todos de olho, o árbitro da Copa do Mundo moderna precisa ter habilidades excepcionais de multitarefa, comunicação e gestão. Os árbitros fazem parte da dinâmica da partida, quer queiram, quer não. Todos os julgam – ainda mais em 2026, já que os árbitros
A IA chegou na pós‑graduação, mas não nas universidades

Raquel Lobão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Numa tarde recente, uma orientanda me enviou o rascunho de um capítulo teórico. O texto estava fluido, bem articulado, com as referências nos lugares certos. Algo, porém, parecia levemente fora de lugar, uma certa uniformidade de ritmo, uma ausência daquela aspereza produtiva que marca quem ainda está aprendendo a pensar por escrito. Não perguntei nada. Ela também não disse nada. E foi exatamente esse silêncio que me preocupou. Essa cena, que aposto não ser exclusiva da minha experiência no programa de pós-graduação em Comunicação (PGCOM) da UERJ, resume um dos dilemas mais urgentes e menos enfrentados da universidade brasileira hoje: a inteligência artificial generativa já está dentro das dissertações e teses. Está nas revisões de literatura, nos fichamentos, nos esboços de argumento, nas transcrições de entrevistas. Está no cotidiano da pós-graduação de um jeito silencioso, informal e, sobretudo, sem nenhuma bússola ética ou institucional que oriente estudantes e professores sobre o que fazer com ela. O problema não é a tecnologia. O problema é o vazio ao redor dela. Esse vazio não é privilégio brasileiro. Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista Frontiers in Education, analisa estudos sobre escrita acadêmica e IA entre 2023 e 2025 e identifica o que pesquisadores passaram a chamar de escrita “AI-nizada” — textos que diluem a voz autêntica do estudante e comprometem o desenvolvimento de sua identidade intelectual. Pesquisa publicada no British Journal of Educational Technology mostrou que professores de universidades britânicas já recorrem a arguições orais improvisadas como estratégia de emergência para verificar autoria. E o International Center for Academic Integrity revelou que 58% dos estudantes admitiram usar ferramentas de IA de forma desonesta em avaliações acadêmicas e provavelmente a cifra real é maior. Trata-se de um sinal claro de que os modelos avaliativos tradicionais simplesmente não dão conta do novo cenário. Sem mapa e sem bússola No Brasil, o quadro é agravado por uma camada adicional: a ausência quase total de regulação institucional. Levantamento realizado pela Cátedra Oscar Sala da USP, com mais de 150 Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, encontrou apenas sete com diretrizes formais para o uso de IA generativa. O Referencial do MEC para uso responsável de IA na Educação, publicado em fevereiro de 2026, confirmou o tamanho do problema: 73,8% dos docentes e gestores de IES públicas não souberam informar se havia qualquer medida regulatória sobre o tema em suas instituições. Mais recentemente, levantamento publicado pelo O Globo em março de 2026 indicou que apenas 43% das 69 universidades federais já têm protocolos disponíveis ou em construção – o que significa que mais da metade ainda opera sem qualquer orientação formal. Quando uma universidade finalmente se mexe, o campo ainda não sabe bem como reagir. O caso da Universidade Federal do Ceará é ilustrativo. Ao publicar sua Portaria nº 39/2025, tornando obrigatória a declaração de uso de IA e a submissão de trabalhos a ferramentas de detecção de similaridade, a universidade foi simultaneamente pioneira e alvo de crítica. Artigo publicado aqui no The Conversation argumentou que a norma carregava viés punitivista, criava zonas cinzentas difíceis de fiscalizar e arriscava desestimular exatamente a transparência que pretendia promover. A UFC respondeu que o objetivo era ético e formativo, não disciplinar. O debate em si, porém, é sintomático: não temos nem linguagem comum para discutir o problema. Na pós-graduação, as tensões são particularmente agudas porque o que está em jogo não é apenas o desempenho numa disciplina. É a formação de pesquisadores. Uma dissertação ou tese não é um produto. É um processo de aprendizagem profunda, de construção de um pensamento próprio, de amadurecimento intelectual que não tem atalho. E é exatamente nesse processo que a IA generativa, usada sem mediação, representa seu risco mais sutil e mais grave: não o do plágio evidente, mas o do que pesquisadores chamam de erosão epistêmica, isto é, a atrofia gradual da capacidade de pensar de forma independente, de sustentar um argumento, de desenvolver uma voz intelectual própria. Risco de corrupção da identidade acadêmica Pesquisa conduzida com acadêmicos britânicos e publicada na Postdigital Science and Education revelou que professores expressam temores de que as ferramentas de IA possam “corromper a identidade acadêmica e as práticas autênticas de produção intelectual.” Outros falam em “desqualificação”, “desumanização” e “erosão epistêmica”. Não se trata de resistência tecnológica. Trata-se de uma ansiedade existencial legítima sobre o valor do trabalho intelectual em si. Na pós-graduação, essa ansiedade se concretiza no processo de orientação: como avaliar o desenvolvimento de um pensador quando não se sabe mais distinguir o que é dele do que foi gerado por uma máquina? Como identificar se um mestrando realmente compreendeu o que escreveu — ou se aprendeu apenas a fazer as perguntas certas para um chatbot? O estudo da Frontiers in Education é preciso ao nomear o dilema que estudantes enfrentam: escolher entre produzir um texto que “soa melhor” graças à IA ou um que “soa como eles mesmos.” Quando a escolha sistemática é pela primeira opção, o que se perde não é apenas autoria — é a formação. O referencial do MEC propõe caminhos sensatos: Comissões de Inteligência Artificial nas IES, critérios explícitos de autoria, revisão das práticas avaliativas para valorizar processo e não apenas produto. Um estudo comparando políticas institucionais em 40 universidades de seis regiões do mundo aponta na mesma direção, mostrando que as instituições mais eficazes combinam diretrizes claras com programas de formação e avaliações autênticas e não apostam apenas em controle e detecção. São propostas razoáveis. Mas um referencial sem obrigatoriedade é uma sugestão. E sugestões, no contexto da burocracia universitária brasileira, têm um ciclo de vida conhecido: viram grupos de trabalho, que viram relatórios, que viram gavetas. O que falta não é diagnóstico. O que falta é mecanismo e um ator que o faça funcionar. Esse ator tem nome: a CAPES. A agência que regula e avalia a pós-graduação brasileira é, hoje, a instância com mais poder real para induzir mudanças sistêmicas nas IES. Não por acaso,
SEF/MG notifica por SMS donos de veículos com IPVA 2026 em aberto; saiba como pagar

SMS não traz links nem boleto; inadimplente perde o CRLV 2026 e pode ir à dívida ativa do estado