UFOP cria dois bacharelados em Inteligência Artificial e amplia formação tecnológica em Ouro Preto e João Monlevade

Cursos passam a integrar a graduação da Universidade e fortalecem pesquisas, parcerias e o desenvolvimento regional.
Foto de Jiljana Isidoro

Jiljana Isidoro

A Universidade Federal de Ouro Preto aprovou a criação de dois novos cursos de bacharelado em Inteligência Artificial, que serão ofertados nos campi de Ouro Preto e João Monlevade. A decisão, tomada pelos conselhos superiores da Instituição, sinaliza um passo relevante para a expansão da formação tecnológica na região e a consolidação da UFOP em áreas estratégicas da computação.

Os novos bacharelados foram aprovados em reuniões extraordinárias do Conselho de Graduação e do Conselho Universitário, e agora seguem para cadastramento no e-MEC, etapa necessária para a oferta das vagas no Sisu.
As graduações terão estruturas próprias em cada unidade:

  • Campus Morro do Cruzeiro (Ouro Preto): 80 vagas anuais, divididas entre os dois semestres.
  • Icea (João Monlevade): 50 vagas anuais, com entrada única.

Segundo a pró-reitora de Graduação, Marlice Nogueira, cada projeto pedagógico foi construído de acordo com as especificidades acadêmicas das unidades. Ela destaca, porém, que haverá compartilhamento de disciplinas e diálogo permanente entre os cursos para ajustes e atualizações curriculares.

Expansão que acompanha o avanço tecnológico

A criação dos bacharelados representa, para o Departamento de Computação da UFOP, um movimento natural diante do crescimento de áreas como ciência de dados, visão computacional, sistemas inteligentes e aplicações em saúde e indústria.
Para a professora Andrea Gomes Campos, o novo curso fortalece a atuação da Universidade em um campo em rápida transformação. Ela lembra que a UFOP já possui tradição na área, com o curso de Ciência da Computação entre os mais concorridos da Instituição.

A expectativa, afirma a docente, é que a nova formação amplie o alcance das pesquisas e crie oportunidades de cooperação com setores produtivos e instituições públicas.

Impacto regional: emprego, pesquisa e inovação

Em João Monlevade, a chegada do curso consolida o Icea como polo tecnológico. O diretor do Instituto, Wagner Curi, ressalta que a cada ano cresce a demanda por profissionais capazes de dominar ferramentas de automação, análise inteligente de dados e processos baseados em IA.

Segundo ele, a ampliação da oferta também responde a características econômicas de uma região marcada pela presença industrial. “Ao ocupar novos turnos, fortalecer pesquisas e atrair estudantes com perfis diversos, o Instituto se expande academicamente e contribui para o desenvolvimento local”, observa.

Atualmente, o Icea já abriga dois cursos de computação; com o novo bacharelado, passa a ofertar três graduações na área.

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