Em 2026, o Bloco Cabrobró chega com a proposta de manter essa tradição e, ao mesmo tempo, atualizar a experiência do público — especialmente no bar. A programação divulgada para o bloco reúne Filipe Ret, TZ da Coronel, Monobloco, além de DJ GBR e WS da Igrejinha. A combinação desenha um roteiro musical que atravessa o rap/trap e o “clima de Carnaval” do Monobloco, com DJs para sustentar o giro da festa e evitar que o domingo perca fôlego.
Em entrevista ao Vintém, Lui Lucena, um dos diretores do bloco, explicou que a escala de atrações foi construída com termômetro de público. Sobre o retorno do Monobloco, ele conta que a escolha veio de uma demanda clara: “Ano passado, a gente não veio com axé, né? E o pessoal pediu muito… ‘música de carnaval, música de carnaval’.” Para confirmar o caminho, diz que a equipe fez pesquisa nas redes: “A gente fez uma pesquisa, lançou até uma caixinha de perguntas no Instagram… e aí o Monobloco foi unanimidade.”
No caso do Filipe Ret, a aposta é no alcance geracional e na versatilidade do repertório: “Ele não tem um público específico… tanto a pessoa de 40 anos escuta ele, quanto a pessoa de 15.” E completa: “Ele tem aquele rap mais cabeça pra você fazer uma reflexão, mas também tem aquela música pra você dançar.”
Drinks e estrutura: “vibe tropical” no open bar
Sem entrar em itens ainda não anunciados oficialmente, Lui adiantou que a edição de 2026 quer reforçar a experiência do open bar com bebidas e combinações de perfil mais leve e refrescante: “Esse ano a gente está investindo bastante no prazer do folião… principalmente na área de bebidas.” Ele cita uma linha de drinks fechada com uma marca regional e artesanal: “Tem vários drinks que a gente fechou com a marca chamada Valnut… é artesanal, então é de bastante qualidade.” E resume o conceito: “Na vibe realmente tropical… bebidas à base de maracujá, limão, laranja… aquelas frutas que realmente dão refrescância.”
Ouro Preto como “show diferente”
Na leitura de Lui, a cidade também pesa na experiência — inclusive para quem sobe ao palco. “Todo mundo fala, quando toca a primeira vez aqui, que a energia é diferente.” E descreve o impacto da paisagem histórica: “Assim que entra pela porta da cidade… atravessa a Praça Tiradentes… parece que tá entrando em outra dimensão.” Para ele, isso muda o espetáculo: “Você pode ir no show do Felipe Ret em Belo Horizonte… quando você vem aqui não vai ser o mesmo show.”
De bloco de rua a festa de grande estrutura
A trajetória do Cabrobró é contada como uma história de crescimento orgânico: começou como uma brincadeira entre amigos, com espírito de bloco de rua — bateria, improviso, lata batendo e a cidade participando junto. Com o tempo, o encontro foi ganhando corpo, público e organização, até se consolidar no circuito do Espaço Folia, onde o formato atual se firmou como uma das grandes datas do calendário carnavalesco local.
É uma transformação que mantém a mesma lógica de origem: oferecer um “dia inteiro” de experiência, daqueles que ficam na memória e viram assunto por meses.