Mariana terá o primeiro hospital universitário da região. A pedra fundamental da unidade foi descerrada durante visita do ministro da Educação, Camilo Santana, à Universidade Federal de Ouro Preto. O investimento é de R$ 228,5 milhões, provenientes do Fundo Rio Doce — recursos de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015.
O hospital terá 246 leitos, sendo 225 de internação e 21 de observação, além de 65 leitos de UTI, quatro salas cirúrgicas e duas salas de hemodinâmica. O atendimento será 100% pelo SUS, com foco em média e alta complexidade nas áreas de clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, oncologia e neurocirurgia. A gestão ficará a cargo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). O terreno foi doado pela Prefeitura de Mariana.
A fase atual é de elaboração dos projetos. O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, explicou que a empresa responsável já está no município e tem prazo de 270 dias para concluir essa etapa. Depois, será aberta a licitação para a obra. A expectativa é que a construção comece em novembro de 2026, com prazo de execução de 30 meses. A previsão é de que o hospital gere mais de 600 empregos.
O ministro Camilo Santana associou o anúncio diretamente à tragédia de Mariana. “A construção desse hospital é um compromisso do presidente Lula com Mariana, especialmente após a tragédia que marcou a cidade. Não basta apenas construir o hospital, é fundamental garantir também a sua manutenção e funcionamento ao longo do tempo”, afirmou.
O que muda para a UFOP
Para o reitor Luciano Campos, a unidade representa um avanço estratégico para a universidade. “Com essa iniciativa, a UFOP passa a integrar o grupo de universidades federais que contam com um hospital universitário”, disse. Campos destacou que o hospital “permitirá ampliar e qualificar a formação de estudantes da área da saúde, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão”.
O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, reforçou o caráter multiprofissional da unidade: o hospital “funcionará como um importante campo de formação para estudantes de diversas áreas, não apenas da saúde, contribuindo para a produção de conhecimento e para a qualificação profissional”. Chioro definiu a unidade como “referência de alta complexidade para toda a região de Mariana e Ouro Preto”.
A vice-reitora Roberta Froes situou o anúncio no contexto da reparação pelos impactos do rompimento da barragem. “O lançamento da pedra fundamental do Hospital Universitário representa a realização de um sonho da universidade e um passo importante na reparação dos impactos sofridos pela região”, afirmou.
| 2015 | Rompimento da barragem de Fundão em Mariana — origem dos recursos via Fundo Rio Doce |
| Mar/2026 | Pedra fundamental descerrada durante visita do ministro Camilo Santana à UFOP |
| Até Dez/2026 | Prazo para conclusão dos projetos (270 dias a partir do início dos trabalhos) |
| Nov/2026 | Previsão de início das obras |
| ~2029 | Previsão de conclusão (30 meses de obra) |