A exposição Ndanji: uma raiz ancestral, da artista Dani dos Anjos, abre hoje, terça-feira, às 11h, na Casa de Vidro da UFOP (antigo Santander). A visitação é gratuita e acontece de terça a sexta, das 11h às 13h, até 27 de maio.
Ndánji, em língua banto, significa raiz. O nome carrega o que a exposição propõe: partir das raízes — do cabelo afro, do corpo negro, da memória ancestral — para falar de identidade, resistência e herança cultural. A artista pesquisou identidade negra na diáspora com foco no corpo e no cabelo como marcadores históricos e culturais, e o resultado é uma instalação que combina fotografia e intervenção têxtil: tranças-raiz produzidas em sisal percorrem o ambiente como uma teia orgânica, conectando as imagens expostas ao espaço e ao espectador.
O sisal não é escolha decorativa. A fibra vegetal, resistente e profundamente enraizada na cultura nordestina, evoca ao mesmo tempo a força do cabelo afro e as raízes que atravessam o tempo e a geografia. O resultado visual é uma instalação que ocupa o espaço de forma física — a teia de sisal não fica na parede, ela está no ambiente, ao redor de quem passa.
A curadoria é de Rachel Falcão. A expografia e montagem foram feitas pela própria Dani dos Anjos com Saulo Calixto e Gio de Oliveira. A arte gráfica é de Giulia Oliva.