Edição do cinquentenário acontece em 14 de fevereiro de 2026. Além do evento, o bloco mantém o cortejo tradicional nas ladeiras, prepara ações de aquecimento na cidade — e ainda guarda uma atração surpresa para anunciar mais perto da data.
Em 1976, alguém decidiu que o Carnaval de Ouro Preto não precisava ser “bonito”: precisava ser verdadeiro. Sem manual, sem ornamento — só a vontade de viver o agora. Meio século depois, o Bloco do Caixão chega aos 50 anos como um marco de identidade do Carnaval universitário: uma festa que não apenas passa — marca.
A comemoração principal acontece no sábado, 14 de fevereiro de 2026, abrindo a sequência dos grandes eventos do Carnaval na cidade. Até aqui, a programação divulgada reúne Dennis DJ, Felipe Amorim, Fatsync e Skullz. Mas há um detalhe que tem alimentado a expectativa: a organização ainda mantém uma atração “guardada” — um nome que não foi anunciado e deve ser revelado mais perto do Carnaval, como parte do pacote especial do cinquentenário.
A escolha do line-up segue uma lógica que se repete em Ouro Preto: misturar apelo nacional e energia de pista, sem perder o espírito de ladeira. Dennis volta como um dos nomes mais associados ao Carnaval da cidade; Felipe Amorim chega embalado por hits recentes; e Fatsync reforça a frente eletrônica do evento. A peça que falta — e que a organização prefere soltar no tempo certo — é justamente o que promete dar um “efeito de anúncio” à edição dos 50 anos.
Uma tradição que nasceu na rua — e nunca saiu dela
O Caixão nasceu como um desfile: um cortejo de rua que cresceu atravessando gerações. O símbolo do caixão permaneceu, mas foi adaptado ao longo do tempo para garantir mais segurança no trajeto. A imagem que ficou é a mesma: gente subindo, cantando, batucando, ocupando Ouro Preto com a alegria de quem faz história sem pedir licença.
Cinquentenário também é experiência
Para 2026, a organização promete uma edição de “superprodução”, com camadas de experiência para pista e camarote. Entre os diferenciais citados para o setor premium, está prevista Chandon no camarote como parte do clima comemorativo do cinquentenário — um gesto de “brinde à altura” para quem escolhe viver a data por dentro.
E é nesse conjunto — estrutura, tradição e anúncio ainda pendente — que a edição de 50 anos tenta se afirmar: não como repetição do que já funcionou, mas como uma virada de chave em escala e memória.
Skullz, a caveira que virou rosto do Caixão
Se o Bloco do Caixão nasceu na rua, ele também aprendeu — com o tempo — a falar a língua do agora. A prova é Skullz, o mascote que virou personagem oficial do bloco: um DJ de “cabeça de caveira”, usado como símbolo visual da festa e como fio condutor da narrativa do cinquentenário.
A figura ganhou força na comunicação recente do Caixão justamente por personificar um sentimento que o folião conhece bem: a saudade que começa antes mesmo da quarta-feira de cinzas. Skullz aparece como alguém que vive o ano inteiro, faz de tudo, mas tem uma obsessão que não muda: chegar o Carnaval.
Essa estratégia também funciona como linguagem de pertencimento. Em vez de comunicar apenas com line-up e serviço, o Caixão cria um “rosto” para o bloco, algo que atravessa gerações e sustenta uma história contínua — não só o evento de um dia, mas o vínculo de um ano inteiro.
Aquecimento: Caixão Run
Antes do Carnaval, o bloco também puxa a cidade para um aquecimento fora do óbvio: a Caixão Run, corrida de 5 km marcada para 25 de janeiro de 2026, com inscrição solidária (ingresso + 1 kg de alimento) pela plataforma de vendas.