Adoção e licença-maternidade: decisão judicial em Ouro Preto equipara prazo ao de mãe biológica

Ação com apoio do Sindsfop garantiu a uma servidora adotante o direito a 180 dias
Livro registra memórias e revela caminhos da Rota Turística Jaguara em Minas Gerais

Publicação lançada em Acuruí reúne histórias, paisagens e personagens de quatro municípios da região central do estado
Mega da Virada: o que é mito e o que é fato no sorteio mais esperado do fim de ano

Com prêmio estimado em R$ 850 milhões, a Mega da Virada volta a movimentar apostadores e a exigir atenção para boatos que circulam nesta época. O fim do ano chega e, junto dele, a expectativa em torno da Mega da Virada. Em todas as regiões do país, brasileiros aproveitam os últimos dias de dezembro para registrar palpites no concurso que promete transformar a vida de quem acertar os números sorteados. Neste ano, o prêmio estimado é de R$ 850 milhões — valor que pode superar R$ 1 bilhão, segundo a Caixa Econômica Federal. Prêmio recorde e informação confiável As apostas começaram no dia 1º de dezembro e já movimentam lotéricas e plataformas digitais das Loterias CAIXA. Com o valor acumulado, o concurso se aproxima de um dos maiores prêmios da história.Mas, junto do entusiasmo, multiplicam-se boatos sobre o funcionamento do sorteio — alguns deles antigos, outros renovados a cada edição. Para evitar desinformação, a CAIXA divulgou esclarecimentos sobre os rumores mais comuns. As bolinhas têm pesos diferentes? Segundo a instituição, essa é uma das fake news mais recorrentes. Todas as bolinhas utilizadas nos sorteios são feitas de borracha maciça, com peso idêntico de 66 gramas e diâmetro de 50 milímetros.Elas passam por análises técnicas periódicas realizadas por um instituto de metrologia, garantindo que cada número tenha a mesma probabilidade de ser sorteado. Os ganhadores sempre saem das mesmas regiões? Outro mito frequente é o de que os prêmios teriam “destino certo”. A CAIXA reforça que os resultados são determinados exclusivamente pela aleatoriedade.Regiões com mais ganhadores costumam ser aquelas com maior volume de apostas — não por favorecimento, mas por probabilidade simples. Ainda assim, qualquer combinação pode vencer, independentemente do local em que foi registrada. Como acompanhar o sorteio O sorteio da Mega da Virada acontece no dia 31 de dezembro, às 20h, com transmissão ao vivo pela TV, pelo YouTube da CAIXA e pela página das Loterias CAIXA no Facebook.As apostas podem ser feitas até 18h do dia 31, presencialmente ou pelos canais digitais, como Internet Banking e aplicativo Loterias CAIXA. A aposta simples custa R$ 5,00.
A força feminina das favelas: projeto destaca resistência e transformação das mulheres periféricas

Nilza Rogéria de Andrade Nunes, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Alessandra Cruz, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Norma Maria de Souza nasceu em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. Um lugar que não tinha luz e nem ruas pavimentadas. As enchentes eram frequentes e graves. A infância foi marcada por muitas brincadeiras na rua com os amigos, mas também pela pobreza e vulnerabilidade. Aos três anos, perdeu a mãe. Seu pai casou novamente, mas morreu quando ela tinha cerca de 15 anos. A família também foi impactada pela morte prematura de um dos irmãos por bala perdida. As tragédias não acabaram por aí, mas se perpetuaram. Norma teve 3 filhos. Kevin, o terceiro, sofreu sequelas de um parto marcado por várias violações que levaram a uma paralisia cerebral muito severa. Ela sofreu ainda do descaso e da falta de acolhimento. Mas o pior ainda estava por vir… O companheiro não aceitava um filho com deficiência neurológica e se tornou um agressor. Agressões físicas e psicológicas. Norma se separou do marido e foi para a luta. Nessa trajetória, acabou encontrando outras mulheres vivenciando situações semelhantes. Esperança vence desafios Em 2003, essas mulheres se uniram e criaram o grupo Marias – uma rede de mães para defender direito, saúde e dignidade para suas crianças com deficiência. O projeto Marias atende, hoje, cerca de 350 mães de crianças com deficiência. Na união encontram apoio e se ajudam. Nesse processo, muitas mães se formaram. São pedagogas, psicólogas, professora de educação física e enfermeiras. Norma é pedagoga e já concluiu 10 pós-graduações entre saúde e educação, fez mestrado e está terminando o doutorado. Mulher de favela O relato acima faz parte de um projeto do Departamento de Serviço Social da PUC-Rio, liderado por mim. A ideia foi contar as trajetórias de lideranças femininas que transformam positivamente realidades e contextos favelizados e periféricos. Com esses relatos potentes resolvemos criar o audiolivro “Mulher de Favela”. Nossa proposta é ampliar a visibilidade dessas narrativas, com as histórias sendo contadas na voz das próprias mulheres. A iniciativa, já reúne 30 capítulos com diferentes histórias de vida e luta, cada um dedicado a uma liderança comunitária. Em nossa opinião, ajudam a registrar a atuação de um feminismo negro e periférico, combinando memória, denúncia social e valorização de saberes locais. A opção pelo formato em áudio vem do desejo de abrir espaços para que essas mulheres narrem suas próprias histórias. A distribuição em diferentes plataformas digitais tem o objetivo de permitir a ampla difusão e acesso ao público, contribuindo para o reconhecimento e fortalecimento das vivências de mulheres que atuam como agentes de mudança em seus territórios. Aos 92 anos, Dona Zica e a luta da mulher periférica Entre as 30 mulheres, destaco depoimentos de Dona Zica, que ajudou a fundar o Sindicato das Empregadas Domésticas do Rio de Janeiro e, hoje, mesmo com 92 anos, ainda participa da luta a favor dos direitos de mulheres periféricas. Outro exemplo é a jovem Lua Oliveira, que começou a atuar pela comunidade da Ladeira dos Tabajaras aos 12 anos, quando fundou a biblioteca comunitária Mundo da Lua, dentro de sua própria casa. Atualmente, com 17 anos, ela já ajudou na criação de mais de 120 salas de leitura em favelas e periferias do Rio de Janeiro, e em outros cinco estados brasileiros. Além das histórias de vida das lideranças femininas, o audiolivro “Mulher de Favela” aborda temas diversos, como a violência contra a mulher, acesso à saúde, educação e memória dos territórios. Injustiças sociais No Brasil, as mulheres negras estão na intersecção de múltiplas desigualdades e seus direitos são atacados repetidamente. Nesse sentido, relacionar a atuação dessas lideranças femininas das favelas e periferias e suas experiências frente aos determinantes sociais da saúde é um princípio orientador de nosso projeto de pesquisa. A ideia foi discutir a relação entre saúde e as experiências dessas mulheres nesses territórios urbanos permeados por injustiças sociais e, acreditamos, que isso tem contribuído em nossas pesquisas e intervenções para aprofundar propostas de estratégias e caminhos possíveis para atuar nas dimensões da saúde, conectando-a ao social, cultural e politicamente. A médio e longo prazos, poderemos avançar na implementação atividades de apoios e programas específicos para mulheres reorientarem também atividades geradoras de renda. Os vários tipos de feminismos Nosso projeto se baseou em uma pesquisa-ação participativa. E nos ofereceu uma maneira de ver como se reproduzem as opressões dentro das favelas. No início, nos interessava verificar a participação dessas mulheres nas ações micropolíticas de mobilização e mediação com o poder público. Vale destacar que essas mulheres subvertem a ordem e desenvolvem um modo particular de uma consciência feminista feminina, considerando o que algumas chamam de “feminismo popular”. Esse feminismo difere do feminismo “convencional” de duas maneiras: é frequentemente construído e expresso em lutas que não são feministas a priori e frequentemente desafia os valores políticos do feminismo. Inquieta-nos se tais atuações se refletem sobre o campo feminista que se pode compreender como “feminismo em movimento” ou mesmo o chamado “popular feminismo”. Estávamos atentas às novas representações sobre as favelas que se materializam nas falas, sobretudo, quando os sujeitos que falam são considerados (e se consideram) pessoas de referência. E a ideia foi examinar as tensões, representações e práticas das mulheres nesses contextos de exercício e consolidação do poder no âmbito local. Verificamos que elas utilizam de múltiplas formas de combater as opressões. Acreditamos que correlacionar a interseccionalidade ao mesmo tempo a um “projeto de conhecimento” foi e é uma arma política. Para nós é fundamental pensar conjuntamente as dominações. Acreditamos que isso possa contribuir para a não reprodução, impulsionando sentidos e ecoando vozes. Do Rio para o país Com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, nosso estudo mostrou que as condições sociais e a precariedade e/ou insuficiência na oferta de serviços públicos correlacionados aos níveis de pobreza acentuam a importância dessas mulheres. Elas percorrem longos caminhos para a reversão das vulnerabilidades
O papel estratégico da nova vacina Butantan-DV, primeira do mundo em dose única contra a dengue

André Ricardo Ribas Freitas, Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic Aprovada no último dia 26 de novembro pela Anvisa para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos, a vacina Butantan-DV é o primeiro imunizante contra dengue em dose única do mundo. A notícia é muito auspiciosa, uma vez que a dengue permanece como a arbovirose mais frequente no planeta, e uma das que mais pressionam o sistema de saúde brasileiro. O Brasil já convive com ciclos intensos de dengue há décadas. Eles são agravados pela circulação alternada e simultânea dos quatro sorotipos do vírus causador dessa febre (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Essa alternância cria condições para a ocorrência de epidemias maiores, com picos intensos e risco elevado de formas graves em razão da maior prevalência de segundas infecções. Dados do Ministério da Saúde indicam que, até novembro de 2025, foram contabilizados 1,6 milhão de casos prováveis de dengue. São Paulo é o estado mais afetado tanto em número total como proporcionalmente ao tamanho da população. No Brasil, os óbitos já somam 1,6 mil em 2025, e registram uma redução de 72% em comparação com 2024. Esse comportamento viral, associado à forte presença do mosquito Aedes aegypti — o principal vetor da doença — nas áreas urbanas, ajuda a entender por que a dengue segue como um problema estrutural para o país. Nesse contexto, o anúncio recente da aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de uma nova vacina contra a dengue desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantan representa um avanço concreto. A Butantan-DV utiliza tecnologia de vírus vivo atenuado, já amplamente validada em imunizantes contra outros patógenos, como sarampo, caxumba e rubéola, febre amarela e rotavírus. Os vírus atenuados usados em vacinas passam por processos laboratoriais que os impedem de causar doenças. Porém, em contato com o organismo, conseguem estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos e ativar células de defesa. Esse reconhecimento prévio permite uma resposta rápida caso a pessoa seja exposta a estes ao vírus, reduzindo de forma significativa o risco de infecção e de quadros graves. Quanto ao perfil de segurança, os efeitos adversos mais comuns da Butantan-DV foram leves a moderados — como cefaleia, fadiga e exantema (manchas vermelhas na pele). Eventos graves foram raros e consistentes com o que já se conhece do uso de vacinas de vírus vivo atenuado. Diante desses resultados, a Anvisa concluiu que o risco-benefício é favorável, considerando a elevada carga da dengue no país. A agência reguladora prevê ainda o acompanhamento contínuo da segurança e eficácia ao longo dos próximos anos, como ocorre com qualquer imunizante novo introduzido em larga escala. Décadas de pesquisa A Butantan-DV é resultado de pesquisas iniciadas em 2009, quando o país ultrapassou 1 milhão de casos prováveis da doença. A partir de uma colaboração com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos Estados Unidos, que cederam as quatro cepas atenuadas do vírus, o Instituto Butantan desenvolveu sua própria formulação após centenas de experimentos. Os ensaios clínicos avançaram da fase 1, conduzida pelo NIH com 113 voluntários e imunogenicidade inicial de 90%, para a fase 2 brasileira, que reuniu 300 adultos e confirmou segurança e resposta imune robustas em apenas uma dose. O passo decisivo ocorreu a partir de 2016, com a fase 3. Foi um dos maiores estudos clínicos já feitos no país, envolvendo 16 mil voluntários de 2 a 59 anos em 16 centros de pesquisa. Após cinco anos de acompanhamento, os resultados mostraram eficácia geral de 74,7% em adolescentes e adultos e proteção de 91,6% contra formas graves. Ao menos três características explicam por que este imunizante representa um avanço importante. Enquanto a vacina atualmente disponível, a QDENGA (Takeda), é dada em duas doses, a Butantan-DV deve ser aplicada em dose única, o que torna a estratégia de vacinação mais simples, com maior potencial de cobertura. A dose única simplifica campanhas, melhora a adesão e permite respostas rápidas em momentos de surto ou em localidades com acesso irregular a serviços de saúde. Além disso, a Butantan-DV apresentou maior eficácia para casos sintomáticos e graves. Nos estudos, a vacina demonstrou boa capacidade de prevenir dengue sintomática — incluindo quadros graves que exigem hospitalização, reduzindo a pressão sobre unidades de emergência. A Butantan-DV também é segura para pessoas que não tiveram exposição anterior ao vírus da dengue. Ao não exigir infecção prévia, o imunizante supera a restrição apresentada pela vacina Dengvaxia (em três doses, da Sanofi-Pasteur), que era indicada somente a quem já havia sido infectado por dengue antes, e reposiciona a vacinação como medida populacional, não apenas individual. Outro ponto relevante é a produção nacional do imunizante: a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan para ampliar a produção busca garantir a fabricação em larga escala, fortalecendo a autonomia sanitária do país e reduzindo dependência de importações em momentos críticos. É importante ter clareza de que a vacinação não interromperá a transmissão sozinha. As arboviroses são transmitidas por vetores e influenciadas por fatores ambientais — densidade de mosquitos, chuva, temperatura e condições urbanas. Mesmo uma alta cobertura vacinal não eliminaria totalmente a circulação viral. A indicação para a faixa etária de 12 a 59 anos também limita o impacto populacional máximo. Mas isso não diminui sua importância: o objetivo central é reduzir casos, internações e mortes, o que é um ganho direto para a saúde pública. A disseminação das arboviroses As arboviroses não se limitam à dengue. Elas são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por insetos hematófagos (se alimntam de sangue). Entre os vetores mais relevantes estão o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, transmissores de dengue, chikungunya e Zika; o Culicoides paraenses (conhecido como maruim ou mosquito porva) e o Culex quinquefasciatus (pernilongo comum), envolvidos na transmissão do vírus Oropouche. O pernilongo comum também pode transmitir o vírus West Nile. Nos últimos anos, vários desses vírus passaram a ocorrer em novas regiões do Brasil e das Américas, deixando de se concentrar apenas nos territórios historicamente afetados. O vírus Oropouche, antes restrito à Amazônia, hoje provoca surtos
Cientistas mapeiam onde o derretimento do gelo na Antártica vai mais elevar o nível do mar
Aumento do nível do mar altera as linhas costeiras, colocando casas e populações em risco: muitos lugares experimentam uma elevação superior à média global, enquanto lugares próximos à camada de gelo podem até ver o nível do mar baixar, e a principal razão tem a ver com a gravidade. Aerial Views/E+/Getty Images Shaina Sadai, Five College Consortium e Ambarish Karmalkar, University of Rhode Island Quando as calotas de gelo polar derretem, os efeitos se espalham por todo o mundo. O derretimento do gelo eleva o nível médio global do mar, altera correntes oceânicas e afeta as temperaturas em locais distantes dos polos. Mas este derretimento não afeta o nível do mar e as temperaturas da mesma forma em todos os lugares. Em um novo estudo, nossa equipe de cientistas investigou como o derretimento do gelo na Antártica afeta o clima global e o nível do mar. Combinamos modelos computacionais da camada de gelo da Antártica, das áreas terrestres e do clima global, incluindo processos atmosféricos e oceânicos, para explorar as complexas interações que o derretimento do gelo tem com outras partes da Terra. É importante entender o que acontece com o gelo da Antártica, pois ele contém água congelada suficiente para elevar o nível médio do mar em cerca de 58 metros. À medida que este gelo derrete, isso se torna um problema existencial para as pessoas e os ecossistemas de comunidades insulares e costeiras. O nível do mar está subindo lentamente em direção das casas da Ilha Tierra Bomba, na Colômbia, onde um cemitério já foi levado pela água. Luis Acosta/AFP via Getty Images Mudanças na Antártica A extensão do derretimento da camada de gelo da Antártica dependerá do quanto a Terra aquecerá. E isso depende das emissões futuras de gases de efeito estufa de fontes como veículos, usinas de energia e indústrias. Estudos sugerem que grande parte da camada de gelo da Antártica poderia sobreviver se os países reduzissem suas emissões de gases de efeito estufa de acordo com a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5ºC em comparação com os níveis pré-industriais. No entanto, se as emissões continuarem aumentando e a atmosfera e os oceanos aquecerem muito mais, isso poderá causar um derretimento substancial e um aumento muito maior do nível do mar. Nossa pesquisa mostra que as emissões altas representam riscos não apenas para a estabilidade da camada de gelo da Antártica Ocidental, que já está contribuindo para o aumento do nível do mar, mas também para a camada de gelo da Antártica Oriental, que é muito maior e mais estável. Isso também mostra como diferentes regiões do mundo sofrerão diferentes níveis de aumento do nível do mar à medida que a Antártica derrete. Compreendendo a mudança do nível do mar Se o nível do mar subisse como a água em uma banheira, então, à medida que as camadas de gelo derretessem, o oceano subiria na mesma proporção em todos os lugares. Mas não é isso que acontece. Em vez disso, muitos lugares experimentam um aumento regional do nível do mar superior à média global, enquanto lugares próximos à camada de gelo podem até ver o nível do mar baixar. A principal razão tem a ver com a gravidade. As camadas de gelo são enormes, e essa massa cria uma força gravitacional que atrai a água do oceano ao seu redor, semelhante à forma como a atração gravitacional entre a Terra e a Lua afeta as marés. À medida que a camada de gelo encolhe, sua atração gravitacional sobre o oceano diminui, levando à queda do nível do mar em regiões próximas à costa da camada de gelo e ao aumento em regiões mais distantes. Mas as mudanças no nível do mar não são apenas uma função da distância da camada de gelo derretida. Essa perda de gelo também altera a forma como o planeta gira. O eixo de rotação é puxado em direção à massa de gelo que falta, o que, por sua vez, redistribui a água ao redor do globo. Fatores que podem retardar o derretimento À medida que a enorme camada de gelo da Antártica derrete, a Terra sólida abaixo dela se recupera. Sob o leito rochoso da Antártica está o manto da Terra, que flui lentamente como melaço. Quanto mais a camada de gelo derrete, menos ela pressiona a Terra sólida. Com menos peso sobre ela, a rocha pode “repicar”. Isso pode elevar partes da camada de gelo, tirando-as do contato com as águas oceânicas em aquecimento e diminuindo a velocidade do derretimento. Isso acontece mais rapidamente em locais onde o manto flui mais rápido, como sob a camada de gelo da Antártica Ocidental. Esse efeito de “repique” poderia ajudar a preservar a camada de gelo — se as emissões globais de gases de efeito estufa forem mantidas baixas. A Nasa explica como a terra se recupera quando as camadas de gelo derretem. Nasa via Virtual Palaeosciences. Outro fator que pode retardar o derretimento pode parecer contraintuitivo. Embora a água do degelo da Antártica provoque o aumento do nível do mar, os modelos mostram que ela também retarda o aquecimento induzido pelos gases de efeito estufa. Isso porque a água do degelo da Antártica reduz as temperaturas da superfície do oceano no Hemisfério Sul e no Pacífico tropical, retendo o calor nas profundezas do oceano e retardando o aumento da temperatura média global do ar. Mas, à medida que o degelo ocorre, mesmo que seja mais lento, o nível do mar sobe. Mapeando resultados sobre o nível do mar Combinamos modelos computacionais que simulam esses e outros comportamentos da camada de gelo da Antártica, das áreas terrestres e do clima para entender o que poderia acontecer com o nível do mar em todo o mundo à medida que as temperaturas globais aumentam e o gelo derrete. Por exemplo, em um cenário moderado em que o mundo reduz as emissões de gases de efeito estufa, embora não o suficiente para manter o aquecimento global abaixo
Desenvolvimento econômico: Ouro Preto saiu de 16 mil para 21 mil empregos formais em cinco anos

Secretário de Desenvolvimento Econômico faz balanço de 2025 e destaca crescimento sem meses de saldo negativo, selo ouro da Sala Mineira, primeira política de economia criativa de Minas e modelo de gestão descentralizada que atrai delegações de todo o país Ouro Preto encerra 2025 com 21.194 postos de trabalho formais, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Felipe Guerra. O número representa um crescimento de quase 5 mil vagas desde 2021, quando a cidade tinha 16.200 empregos formais. Em entrevista exclusiva, o secretário detalhou as conquistas do ano e a estratégia de gestão descentralizada que, segundo ele, tem atraído empresas e delegações de outras cidades interessadas no modelo ouro-pretano. “Ouro Preto hoje tem 21 mil em torno de 194 postos de trabalho. O prefeito Ângelo Oswaldo assumiu há cinco anos atrás, Ouro Preto tinha 16.200 postos de trabalho. E agora, no primeiro ano do segundo mandato, ele já subiu absurdamente para 21 mil postos de trabalho”, comemorou Guerra. “O que é muito importante para a cidade de Ouro Preto, que mostra uma cidade com o cenário econômico aquecido.” Além do crescimento quantitativo, o secretário destacou a estabilidade: “Nesse ano, no número de empregos, não tivemos nem um mês com saldo negativo. Isso é muito importante ser dito. Porque quando há muita variação no mercado, geralmente novembro e dezembro são meses que as empresas mandam embora, terminam o contrato. Isso não aconteceu em Ouro Preto esse ano.” Para Guerra, os números revelam maturidade econômica: “Isso não mostra só aquele crescimento desenfreado econômico, mostra que o mercado se estabeleceu, que esses empregos não são simplesmente empregos temporários, mas já são empregos formais, uma cadeia produtiva da cidade.” 250 novas empresas e desburocratização O município conta hoje com aproximadamente 8 mil empresas abertas, com saldo positivo de 250 estabelecimentos em 2025. “Entre os que abrem e fecham, ficou 250 a mais”, explicou o secretário. A desburocratização foi apontada como fator decisivo. “Ouro Preto, como não tinha secretaria de desenvolvimento econômico, a área econômica era extremamente descentralizada. Tinha parte na Fazenda, parte no Turismo e Indústria de Comércio, parte na Secretaria de Patrimônio. O empresário tinha uma dificuldade gigantesca de abrir uma empresa”, contextualizou Guerra. “Perdemos vários e vários empreendimentos. Porque, como diz o meio econômico, o dinheiro não espera.” Com a criação da Sala Mineira do Empreendedor, em parceria com o Sebrae e a Agência de Desenvolvimento de Ouro Preto (Adope), o cenário mudou: “Hoje você consegue abrir uma empresa simples em 3, 4 dias em Ouro Preto. O empresário de Ouro Preto sabe onde ele tem que ir para abrir uma empresa, para se capacitar, para buscar informações.” O trabalho foi reconhecido: “A nossa Sala Mineira ganhou esse ano o prêmio ouro pelo Sebrae, por Minas Gerais. Foram mais de 4 mil CNPJs abertos nos últimos anos desde a criação da sala.” Guerra complementou com outro dado: “Mais de 780 atividades estão dispensas de alvará quando a gente assina a lei de liberdade econômica.” SINE: de penúltimo a top 3 de Minas Outro destaque foi a transformação do Sistema Nacional de Emprego (SINE). “Quando nós assumimos a secretaria, ele estava em penúltimo lugar em Minas Gerais. Dos 853 municípios que têm o SINE, o nosso era o penúltimo. É triste falar isso”, admitiu o secretário. “E hoje nós estamos entre os três SINEs de Minas Gerais.” O secretário atribuiu o resultado à liderança de Guilherme de Jesus e à equipe: “Tem uma transparência que dita a vida pública dele e um comprometimento com o SINE. Nós temos o SINE Ouro Preto, temos o SINE Cachoeira do Campo, temos o SINE Antônio Pereira. É uma equipe que trabalha de maneira articulada e entrega tantos resultados.” A estrutura foi fundamental para grandes contratações: “Fizemos os grandes feirões de emprego no início do ano. Tivemos o feirão de emprego do Vila Galé, um hotel de rede internacional captado para Minas Gerais depois de 25 anos. Fizemos o saldão da GSA, entre tantos outros, da Araújo, todos com apoio do SINE.” Primeira política de economia criativa de Minas Ouro Preto se tornou a primeira cidade mineira com política pública de economia criativa. “Ouro Preto já tem uma atividade e várias pessoas trabalhando com a economia criativa, e a gente então fez essa ação”, explicou Guerra. “A economia criativa foi o último eixo a entrar na primeira revisão dessa política pública do PADE [Plano de Ação de Desenvolvimento Econômico].” A política foi desenvolvida em parceria com a UFOP: “É uma política pública que foi em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, que é uma das missões também da nossa secretaria, que é se aproximar das entidades.” Com o documento aprovado, a cidade está “participando e disputando para ser a cidade criativa da humanidade pelo Unesco. Ouro Preto é patrimônio da humanidade. E a gente está buscando esse título, essa chancela, que será muito importante para toda a área da economia criativa.” O secretário anunciou novidade: “Esse ano que vem, nós teremos um evento chamado Festival da Criatividade. Vai ser uma semana inteira com várias atividades de economia criativa, com os grupos ouro-pretanos, com os nossos distritos. Falar em economia criativa em Minas vai ter que falar de Ouro Preto.” Ele citou ainda ações específicas: “O nosso diretor de economia criativa, Luiz Viana, hoje traz também um trabalho importantíssimo de afroempreendedorismo em Ouro Preto, junto com o nosso diretor de igualdade racial, o Kedson. Foram várias e várias ações em favor do afroempreendedorismo.” Jabuticaba é primeiro arranjo produtivo e identidade geográfica A jabuticaba de Cachoeira do Campo conquistou dois marcos: “Primeiro, chancela a jabuticaba de Cachoeira do Campo como arranjo produtivo local no governo do estado de Minas Gerais. E depois nós entramos com a identidade geográfica da jabuticaba, fazendo a primeira identidade geográfica de Ouro Preto.” O projeto recebeu recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico e parceria com a Samarco: “Nossa diretoria de economia criativa, junto com a Federa Minas, foi buscar na Samarco o recurso para a gente fazer o
Santa Casa inicia programa de cirurgia bariátrica e anuncia primeiro procedimento em Ouro Preto

Equipe médica destaca que operação é parte do tratamento da obesidade e deve ser oferecida também pelo SUS, em parceria com o município A Santa Casa de Ouro Preto anunciou o início da realização de cirurgias bariátricas na instituição. Em vídeo gravado antes do procedimento, o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Tuian Cerqueira afirmou que a operação marca um passo relevante na linha de cuidado para pacientes com obesidade associada a outras doenças — e ressaltou que a cirurgia não deve ser tratada como um atalho estético. “Hoje, nós vamos realizar a nossa primeira cirurgia bariátrica aqui na Santa Casa. Essa cirurgia tem uma importância muito grande porque ela é um dos elementos do tratamento daqueles pacientes que têm obesidade, junto com outras doenças”, disse. Segundo o médico, o caminho começa, em geral, pelo tratamento clínico, com acompanhamento ao longo do tempo. “Esses pacientes são submetidos, ao longo de todo um tempo, a um tratamento clínico para tentar reduzir a obesidade e melhorar as outras doenças. E, caso não tenha o sucesso terapêutico esperado, a cirurgia é então um desses componentes”, explicou. Tuian enfatizou que o objetivo principal é ampliar saúde e longevidade, reduzindo riscos associados à obesidade. “Não é uma cirurgia simplesmente para perder peso. Nosso objetivo é fazer a cirurgia para que, com a perda de peso, esse paciente possa melhorar a sua condição de saúde, reduzir a sua chance de ter câncer, de ter infarto, de ter derrame ou AVC, e para ele que ele possa viver mais”, afirmou. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Santa Casa Da Misericórdia De Ouro Preto (@santacasadeouropreto) Procedimento por vídeo e preparação prévia De acordo com o cirurgião, a equipe fará o procedimento por via minimamente invasiva, com uso de videolaparoscopia. “A gente vai fazer a cirurgia por via minimamente invasiva ou por vídeo”, disse, citando a estrutura de materiais e equipamentos necessários. Entre os itens mencionados estão materiais conhecidos como OPME (órteses, próteses e materiais especiais), além de grampeadores e cargas específicas. “São materiais importantes para estar ali no momento do procedimento”, explicou. O médico também destacou que o processo começa bem antes da sala cirúrgica. “É um trabalho que a gente faz de duas a três semanas antes do procedimento… envolve outros setores, como autorização, suprimentos, farmácia. Então, todos os setores aí estão bem interligados para o melhor procedimento”, relatou. Equipe e perspectiva de atendimento pelo SUS Tuian informou que contará com o apoio de outros cirurgiões e profissionais na composição da equipe. “Aqui com a gente está o meu colega cirurgião… o doutor Gabriel Faleira, que vai participar da cirurgia e integrar a equipe junto com a gente para fazer isso e os próximos casos”, disse. Na gravação, o médico afirmou que o procedimento anunciado atende, neste primeiro momento, uma paciente com convênio. Ainda assim, a expectativa é que o serviço também seja ofertado pelo Sistema Único de Saúde, em parceria com o município. “A cirurgia vai servir uma paciente que tem convênio… mas vai ser feita, oferecida também… pelo Sistema Único de Saúde, uma parceria importante da Santa Casa com o município de Ouro Preto”, declarou. O cirurgião disse que a intenção é manter o mesmo padrão de equipe e insumos. “Vai ser feita pelas mesmas equipes, com os mesmos materiais de primeira qualidade, por via minimamente invasiva, oferecendo serviços de primeira qualidade”, afirmou.
Taquaral entra no período de chuvas entre a saída e o recomeço: 33 famílias retiradas, mas demolições ainda não começaram

Prefeitura afirma ter investido R$ 4,49 milhões em indenizações e reassentamentos entre 2024 e 2025; moradores relatam insegurança com casas vazias, risco de reocupação e dúvidas sobre valores Com a chegada do período de chuvas de fim de ano — quando a cidade volta a olhar para encostas, taludes e áreas vulneráveis — o Taquaral reaparece no mapa das preocupações em Ouro Preto. O bairro vive um tempo de transição: parte das famílias já saiu de uma área classificada como de risco, mas a etapa seguinte do processo ainda não começou. A Prefeitura informa que investiu R$ 4.491.309,20 para retirar 33 famílias entre 2024 e 2025: 28 receberam indenização em dinheiro e cinco foram reassentadas com moradias no Conjunto Habitacional Residencial Vila Alegre. Ao mesmo tempo, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SMDUH) afirma que nenhum dos imóveis desapropriados foi demolido até o momento, o que, na prática, mantém o bairro dividido entre casas ocupadas, casas vazias e o medo de reocupações irregulares. Vale lembrar que não é o bairro todo que precisa ser evacuado, cerca de 280 casas não precisam ser evacuadas. As áreas de risco são divididas em: baixo, médio, alto e muito alto. Francisco Rodrigues, 54, diz que a decisão de sair não é simples: é deixar para trás uma vida inteira. “A gente fica muito triste de poder estar saindo do local da gente, que a gente construiu o sonho da gente. Mas se for pra melhorar, a gente sai.” O impasse, para ele, é o valor oferecido. “O problema também é sobre a indenização que está sendo muito pouca, porque ele só paga de 170 mil para baixo.” Casado há 25 anos e pai de três filhos, Francisco conta que a história da família está amarrada ao terreno. “Os pais dela pelejou para construir e fez aquela casinha. Criou os filhos tudo ali. Aí depois veio eu, que casei com ela… Foi uma luta para construir… Antes era trilho, a gente descia com o material de caminhonete e lutou pra fazer essa casa.” Ele teme que a indenização não garanta um recomeço equivalente: “Às vezes até acha [outro imóvel], às vezes acha num lugar ruim, até pior do que o lugar que a gente mora.” Bairro em transição: casas vazias e sensação de insegurança Além da mudança forçada, Francisco descreve um efeito colateral do processo: o vácuo deixado por imóveis desocupados. “A situação aqui é muito ruim porque a gente convive aqui… ao redor da gente tem muitas pessoas que saíram e estão no aluguel social. E as casas às vezes ficam vazias e outras pessoas vêm ocupando o lugar que a gente às vezes nem conhece.” Para ele, o ciclo só se fecharia com a retirada seguida de demolição e sinalização clara. “O que a prefeitura tinha que fazer é… derrubando as casas, demolindo… deixando a área limpa e boa… Tipo aquelas placas para não deixar ninguém construir mais.” “Eu comprei e só depois descobri que era indenizado” Maria, 53, relata ter chegado ao Taquaral pela necessidade de parar de pagar aluguel e por limitações físicas. “Eu estava pagando aluguel… já tinha mais de 12 anos. Aí apareceu esse barraco aqui. Eu não ia pagar aluguel o resto da minha vida.” Com problemas no joelho e dificuldade de subir escadas, buscou um imóvel térreo. Só depois de procurar a secretaria, afirma ter descoberto que a casa estava em área de risco e já havia sido indenizada ao antigo ocupante. “Quando eu cheguei lá [na Habitação], eu descobri que aqui estava indenizado… a moça lá, a Natália, falou para mim que era para eu aguardar.” O pedido dela é simples: “Se tirar eu daqui, é uma casinha para mim… um lugar que eu tenho acesso de andar. Não precisa ser grande coisa. Tiver um quarto, um banheiro e a cozinha é o suficiente.” Aquiles, que mora sozinho no bairro, resume por que ainda não saiu: “Não pagou nada não. O valor é pouco.” A reportagem do Vintém procurou o vereador Kuruzu que acompanha de situação de perto e ele afirma: ““É um misto de injustiça e escândalo muito grande: as pessoas serem expulsas pra morar nessas encostas de risco, com tanta terra firme pública abandonada, no imóvel conhecido como ‘Terras da Febem’, por exemplo”. Por que as demolições ainda não começaram Segundo a SMDUH, “até o presente momento, nenhum dos imóveis desapropriados foi demolido” e o início dessa etapa depende de entraves técnicos e administrativos. No plano técnico, a secretaria afirma que “as demolições dependem de autorização prévia do IPHAN, em razão do zoneamento e das restrições patrimoniais da área onde os imóveis estão localizados.” No plano administrativo, diz haver dificuldade de contratação, pois “grande parte dos imóveis situa-se em áreas de difícil acesso, exigindo que tanto a demolição quanto a remoção dos resíduos sejam realizadas de forma predominantemente manual.” A Prefeitura descreve ainda o protocolo após o pagamento: “o Município é imitido na posse do imóvel no prazo de até 30 dias” e, nesse período, o expropriado pode retirar materiais e concluir a desocupação. Após o prazo, “o Município passa a deter plena posse, podendo realizar intervenções no imóvel, inclusive a demolição… observadas as autorizações e exigências legais.” Reocupações: não há registro sistematizado Sobre reocupações irregulares relatadas por moradores, a SMDUH informa que “não dispõe de levantamento específico ou registro sistematizado” sobre o número de casos após indenização. A secretaria diz que episódios que chegaram ao seu conhecimento foram encaminhados à Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito, “órgão competente para fiscalização e adoção das providências cabíveis.” Questionada sobre termos de cooperação com Ministério Público, forças policiais ou assistência social para esses casos, a resposta foi: “Atualmente, não há acordos ou termos de cooperação formalizados… especificamente voltados a esses casos.” Investimento informado pelo Município A Prefeitura informou que, entre 2024 e 2025, investiu: No Taquaral, o período de chuvas escancara a urgência de reduzir riscos — mas também de dar previsibilidade ao “depois”: o que será feito das casas desapropriadas, como evitar
Cia Lamparina relança seis curtas natalinos em exibição gratuita no site e no YouTube

Minas Gerais, 2025 – Seis histórias de Natal produzidas em plena pandemia de 2020 voltam a emocionar o público em exibição on-line e gratuita. A Cia Lamparina – por meio do projeto Lamparina Audiovisual, contemplado pelo edital 11 do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais (FEC 11/2024 – Circula Minas – Audiovisual) – relança seu pacote de curtas natalinos no site oficial e no canal da companhia no YouTube, como ação de contrapartida pública. Originalmente realizados por demanda da Vale S.A./Trem da Vale, os curtas foram produzidos em um dos momentos mais delicados da recente história mundial e, por isso, carregam tanto o registro sensível da pandemia quanto temas universais ligados ao Natal, à família e às memórias afetivas. Dois dos filmes dialogam diretamente com o contexto da Covid-19: “O Causo do Papai Noel na Pandemia” acompanha, com humor e delicadeza, os desafios de manter a magia do bom velhinho em meio ao distanciamento social. “Fantasmas de Natal do Trem” toma o trem como cenário para tratar de ausências, medos e esperanças, evocando as marcas que o período pandêmico deixou nas relações humanas. Os outros quatro curtas apostam em histórias atemporais, que podem ser revisitadas a cada fim de ano: “Culinária” celebra as comidas, as amizades e os encontros familiares que fazem da ceia um ritual de afeto. “O Frango” narra, em tom bem-humorado, as desventuras de um casal que queima o frango da ceia e precisa lidar com o desastre gastronômico às vésperas da festa. “A Folia de Dê” é uma alegoria inspirada no Dia de Reis, conectando tradição, fé popular e brincadeira. “Trem de Minas” acompanha a imaginação de uma criança fascinada por um trem, em diálogo com a avó sobre a passagem do tempo e da vida, numa espécie de conto-poema sobre memória e despedida. O relançamento dos curtas reforça a vocação da Cia Lamparina para unir teatro, audiovisual e cultura popular, democratizando o acesso às artes por meio de conteúdos gratuitos e disponíveis on-line. As obras são indicadas para toda a família e podem ser assistidas de qualquer lugar do Brasil, bastando acessar o site e o canal da Cia Lamparina no YouTube durante o período natalino. ServiçoO quê: Relançamento on-line de seis curtas natalinos da Cia LamparinaFilmes: “O Causo do Papai Noel na Pandemia”, “Fantasmas de Natal do Trem”, “Culinária”, “O Frango”, “A Folia de Dê” e “Trem de Minas”Onde assistir: Site oficial (cialamparina.com.br/curtas-de-natal) e canal da Cia Lamparina no YouTube (@teatrodebonecos)Quanto: GratuitoRealização (2020): Vale S.A. / Trem da ValeRelançamento (2025): Contrapartida do projeto Lamparina Audiovisual – contemplado pelo edital 11 do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais (FEC 11/2024 – Circula Minas – Audiovisual)