Procon multa Viação Pássaro Verde por falhas no transporte intermunicipal em Minas

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) aplicou uma multa de R$ 221,5 mil à Viação Pássaro Verde por irregularidades na prestação do serviço de transporte intermunicipal no estado. A penalidade é resultado de fiscalizações realizadas pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) entre os meses de março e abril de 2025. As vistorias ocorreram no trecho entre Carangola e Belo Horizonte e identificaram uma série de falhas consideradas graves pelos órgãos de fiscalização. Entre elas, estão o descumprimento de horários e itinerários previstos, circulação de veículos em más condições de conservação e limpeza, além de ônibus operando sem a documentação obrigatória exigida pela legislação. De acordo com o Procon-MG, também houve resistência à fiscalização. Em alguns momentos, a empresa teria dificultado o trabalho dos agentes ao não apresentar veículos para vistoria quando solicitado, o que agravou a avaliação das irregularidades encontradas. Para o órgão de defesa do consumidor, as falhas comprometem a qualidade de um serviço essencial e colocam em risco a segurança dos passageiros, especialmente em um transporte utilizado diariamente por trabalhadores, estudantes e pacientes que dependem do deslocamento entre municípios. Em sua defesa, a Viação Pássaro Verde alegou que os problemas apontados seriam pontuais e que já teriam sido corrigidos. A empresa, no entanto, não negou a ocorrência das irregularidades registradas durante as fiscalizações. A decisão chama atenção também para cidades da Zona da Mata e de outras regiões de Minas, como Ponte Nova, onde o transporte intermunicipal é fundamental para a rotina da população. Casos como este reacendem o debate sobre a fiscalização contínua do serviço, a responsabilidade das concessionárias e o direito dos usuários a um transporte seguro, regular e de qualidade.
Ouro Preto recebe fórum para discutir diversificação econômica nos dias 29 e 30 de janeiro

Encontro no Centro de Artes e Convenções da UFOP reúne poder público, empreendedores e instituições para debater caminhos além da dependência setorial — com oficinas e painéis sobre turismo, economia criativa, campo, economia verde e inovação. Ouro Preto vai abrir a agenda de debates econômicos de 2026 com um tema que atravessa, em silêncio, as ladeiras históricas e as conversas de balcão: como reduzir vulnerabilidades e ampliar oportunidades de trabalho e renda sem perder a alma do território. Nos dias 29 e 30 de janeiro, a cidade sedia o 1º Fórum Regional de Diversificação Econômica | Edição Municipal Ouro Preto, no Centro de Artes e Convenções da UFOP. A proposta, segundo a Prefeitura, é criar um ambiente de escuta e articulação — menos “receita pronta” e mais encontro entre quem vive a cidade — para discutir vocações locais e rotas possíveis de desenvolvimento. Ouro Preto chega a esse debate com uma força evidente (patrimônio, turismo, serviços) e desafios conhecidos (dependência econômica concentrada e a necessidade de estimular outros segmentos, como agronegócio e economia verde). O prefeito Angelo Oswaldo afirmou que o tema está no centro das discussões regionais: “Acolheremos em Ouro Preto o Fórum Regional de Diversificação Econômica. Todos os municípios estão convidados a debater todos os temas…” Já o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Felipe Guerra, descreveu o evento como uma chance de aproximar gestão pública e empreendedores: “Esse espaço qualifica o diálogo, aproxima o poder público dos empreendedores e ajuda a dar visibilidade a demandas reais do território.” Para o gestor da ADOP, Vandeir Assis, a diversificação precisa partir do que já existe e pulsa na cidade: “Não há o que reinventar. O desafio está em identificar, fortalecer e apoiar as iniciativas que já nascem da vocação local.” Programação: empreendedorismo feminino, eixos do PADE e oficinas A programação começa no dia 29, às 13h, com o 1º Fórum Municipal de Empreendedorismo Feminino | Ouro Preto, realizado pela EmpreenDelas, com o tema “Estrelas que Inspiram”. Às 17h30, ocorre a abertura oficial do fórum regional, com debates organizados a partir dos eixos do PADE (Plano de Apoio à Diversificação Econômica de Ouro Preto) — incluindo apresentação do plano, debate sobre ambiente tributário, apresentação institucional da Vale e palestra magna. No dia 30, as atividades começam às 8h, com painéis sobre turismo e economia criativa, desenvolvimento rural, inteligência territorial, bancos comunitários e moedas sociais. À tarde, o foco se volta para oficinas temáticas, com trilhas de empreendedorismo e inclusão produtiva, agropecuária e economia verde e tecnologia e inovação. Realização, patrocínio e recursos públicos O evento é realizado pela Prefeitura de Ouro Preto e pela Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (ADOP), com projeto do Instituto Fórum e patrocínio de Samarco e Vale, além de uma lista de apoiadores locais e estaduais. No Diário Oficial do município, há registro de Termo de Fomento com repasse de R$ 200 mil à ADOP destinado à realização do fórum, vinculado às ações do PADE. Serviço 1º Fórum Regional de Diversificação Econômica | Edição Municipal Ouro Preto29 e 30 de janeiro de 2026Centro de Artes e Convenções da UFOP (Rua Diogo Vasconcelos, 328, Pilar)Realização: Prefeitura de Ouro Preto e ADOPMais informações e programação: site do FRDE (a Prefeitura informa que as inscrições serão divulgadas em breve)
Escola Estadual Dom Velloso, em Ouro Preto, será escola bilíngue em francês a partir deste ano

Ouro Preto entrou na primeira leva do Minas Bilíngue, programa do Governo de Minas que inicia a implantação no ano letivo de 2026 com 30 escolas estaduais. Na lista divulgada nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, aparece a Escola Estadual Dom Velloso (ID 106470) como unidade selecionada para oferta bilíngue em francês, no Ensino Fundamental em Tempo Integral (EFTI). Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), o Minas Bilíngue foi lançado em 2025 e começa a funcionar em sala de aula em 2026, com escolas distribuídas por diferentes regiões do estado e vinculadas a 18 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). A proposta combina ensino bilíngue e intercultural: a língua adicional — definida pela comunidade escolar — ganha mais carga horária e passa a se conectar a outros componentes curriculares, sem aumento da carga horária total do estudante, já que o programa se integra ao modelo de tempo integral (EMTI e EFTI). Na apresentação do projeto, o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, afirmou que a iniciativa pode ampliar horizontes na rede pública: “mais oportunidades se abrem aos estudantes mineiros”. Como vai funcionar o bilinguismo A SEE-MG informa que, além das aulas de idioma, parte das disciplinas da Formação Geral Básica e dos Itinerários Formativos deve ser ministrada parcialmente na língua adicional, em uma abordagem interdisciplinar. O currículo prevê ainda Estudos Interculturais, com temas históricos, culturais e artísticos ligados aos países falantes do idioma. O calendário oficial da rede estadual aponta início das aulas em 4 de fevereiro de 2026. Francês em Ouro Preto A confirmação do francês na Dom Velloso coloca Ouro Preto no mapa inicial do programa com um idioma menos comum na rede pública, ao lado de outras possibilidades mencionadas pela SEE-MG para as escolas selecionadas (como inglês e espanhol, além de opções como mandarim, alemão e italiano, conforme adesão e escolha local). A Escola Estadual Dom Velloso fica no bairro Pilar, em Ouro Preto, sob a SRE Ouro Preto.
Por que o carnaval de Ouro Preto pode ser uma grande aposta da geração Z

Quando se fala no carnaval de Ouro Preto como uma possível aposta da geração Z, é importante deixar claro do que estamos tratando. A referência central aqui é o carnaval de rua — aquele que acontece nas ladeiras históricas, nos blocos tradicionais, nos desfiles das escolas de samba e na ocupação coletiva do espaço público. Mas isso não significa ignorar ou desqualificar o carnaval universitário, organizado pelas repúblicas estudantis, que também faz parte da identidade da cidade. O diferencial de Ouro Preto está justamente na convivência entre diferentes formas de viver a festa. O interesse crescente da geração Z pelo carnaval de rua dialoga com mudanças mais amplas na forma de consumir cultura. Em vez de experiências concentradas em grandes estruturas privadas, cresce a busca por vivências abertas, caminháveis e compartilhadas. Em Ouro Preto, o carnaval de rua acontece no encontro: a música ecoa pelas ladeiras, os blocos se formam nas esquinas e a festa se constrói em movimento. É um carnaval que se vive a pé, com o corpo e com o olhar atentos ao entorno — um formato que conversa diretamente com os hábitos culturais dessa geração. Há também um elemento musical que ajuda a entender essa aproximação. Levantamentos recentes divulgados pelo Spotify indicam que a geração Z é hoje a que mais consome MPB na plataforma, revelando um interesse renovado por repertórios brasileiros, narrativos e coletivos. Esse movimento ajuda a explicar por que as marchinhas tradicionais, com letras simples, irônicas e fáceis de cantar em grupo, encontram novamente espaço entre os mais jovens. No carnaval de rua de Ouro Preto, a música não é apenas trilha sonora: ela é participação, coro e experiência compartilhada. O cenário urbano da cidade reforça essa vivência. As ladeiras de pedra, os casarios coloniais e as praças históricas fazem do carnaval de rua uma experiência visual intensa, sem necessidade de grandes produções ou estruturas artificiais. Para uma geração acostumada a registrar e compartilhar o cotidiano, Ouro Preto funciona como linguagem estética espontânea, em que a cidade não é cenário montado, mas parte ativa da festa. Outro ponto central é a autenticidade. Os blocos caricatos, as escolas de samba, os personagens populares e as referências históricas oferecem identidade cultural e continuidade — algo cada vez mais valorizado por jovens que cresceram em ambientes digitais homogêneos. O carnaval de rua de Ouro Preto não é genérico nem replicável: ele carrega memória, sotaque e pertencimento. Isso não significa oposição ao carnaval universitário, que segue sendo relevante e atrativo, especialmente para estudantes e jovens em busca de festas privadas e programação intensa. Ao contrário: Ouro Preto se destaca por oferecer um carnaval completo, capaz de acolher diferentes públicos, ritmos e expectativas. Há espaço para o bloco tradicional, para a escola de samba, para a festa universitária, para a programação infantil e para o carnaval nos distritos. Se o carnaval do futuro aponta para mais diversidade, mais escolha e mais convivência entre formatos, Ouro Preto já reúne esses elementos. Não por ter se reinventado recentemente, mas porque sempre soube conciliar rua, festa, memória e vida urbana. Para a geração Z — e para outras gerações — essa pluralidade pode ser justamente o maior atrativo.
Escola francesa de gastronomia Le Cordon Bleu vai usar casarão histórico em BH para unir culinária mineira e francesa

Parceria com Codemig prevê espaço que terá cursos de cozinha, restaurante e eventos; ideia é criar receitas mineiras com técnicas francesas e projetar Minas no cenário gastronômico mundial A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) fechou parceria com a escola francesa Le Cordon Bleu para usar a Mineiraria, um casarão tombado localizado no Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, em Belo Horizonte. A ideia é criar um espaço que misture escola de gastronomia, restaurante e centro de eventos — tudo unindo a cozinha mineira com técnicas da culinária francesa. O que é Le Cordon Bleu? É uma das escolas de gastronomia mais famosas e tradicionais do mundo, fundada em Paris em 1895. Presente em diversos países, a Le Cordon Bleu é referência em formação de chefs profissionais e tem como marca a excelência no ensino das técnicas da culinária francesa clássica. O que vai funcionar no espaço? O projeto prevê transformar a Mineiraria em um centro gastronômico completo, que vai oferecer: Comida mineira com “sotaque” francês O grande diferencial da parceria é criar um menu que pegue receitas tradicionais de Minas — como tropeiro, tutu, frango com quiabo, doces — e as prepare usando técnicas refinadas da cozinha francesa. A proposta é valorizar os ingredientes e pratos mineiros, mas com uma apresentação e preparo que seguem métodos consagrados mundialmente. “É uma iniciativa excelente para a gastronomia, a cultura e o turismo mineiros. Uma das mais renomadas escolas de gastronomia do mundo, presente em tantos países, está conosco nesse projeto de valorização do nosso estado”, afirmou Luísa Barreto, presidente da Codemig. Quem vai aproveitar? O espaço foi pensado para atender diferentes públicos: Onde fica e por que esse lugar? A Mineiraria é uma casa histórica tombada que fica dentro do Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte. O mesmo complexo abriga a Sala de Concertos Minas Gerais, onde a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se apresenta. A localização é estratégica: fica perto da região de comércio popular de roupas da capital, shoppings, clínicas e hospitais. Isso significa que diferentes tipos de pessoas passam por ali — desde quem vai tomar um café rápido até quem quer ter uma experiência gastronômica completa depois de assistir a um concerto. Objetivo maior: colocar Minas no mapa mundial da gastronomia A parceria tem uma ambição além do espaço físico: posicionar Minas Gerais como referência em gastronomia no Brasil e no mundo. A ideia é que, com o prestígio internacional da Le Cordon Bleu e a riqueza da culinária mineira, o estado ganhe destaque em roteiros turísticos gastronômicos e atraia visitantes interessados em conhecer — e aprender — sobre a comida daqui. O projeto também pretende fortalecer toda a cadeia produtiva, valorizando produtores locais de queijos, cachaças, doces, hortaliças e outros ingredientes típicos de Minas, criando oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico. A data de inauguração do empreendimento ainda não foi divulgada. Os próximos passos incluem a elaboração do plano de negócios e a estruturação física do espaço.
Ouro Preto figura entre os 10 destinos mais procurados do Brasil e lidera visitação em Minas

Com taxa de ocupação hoteleira de 66% e 360 mil visitantes no Museu da Inconfidência, cidade histórica consolida-se como principal polo turístico mineiro
A relevância do carnaval de Ouro Preto também se mede pela agenda

A força do carnaval de Ouro Preto não se explica apenas pela tradição ou pelo cenário histórico da cidade. Ela se comprova, de forma concreta, quando artistas de alta demanda nacional incluem a cidade em suas agendas de carnaval, em um calendário disputado por capitais e grandes centros. Estar em Ouro Preto, nesse contexto, não é acaso: é escolha estratégica. Nos últimos anos, o carnaval universitário — organizado a partir da articulação entre os blocos Caixão, Cabrobró, Praia e Chapado — tem sido um dos principais vetores dessa projeção nacional. Apenas na edição mais recente, a programação reuniu nomes como Felipe Amorim, MC Daniel, KVSH, Filipe Ret, MC Hariel, Jammil, Matuê, Mumuzinho, Luísa Sonza e Ludmilla, artistas que circulam por grandes festivais e turnês nacionais. A presença recorrente desses nomes ajuda a entender por que Ouro Preto se mantém no radar do público jovem em escala nacional. Esse protagonismo não surgiu do nada. O Bloco do Caixão, criado em 1976, completa 50 anos em 2026, consolidando-se como um dos mais longevos e simbólicos do carnaval ouro-pretano. Ao lado dele, Cabrobró, Praia e Chapado formam um conjunto de blocos que estruturaram uma programação capaz de atrair milhares de foliões de fora da região. Mais do que festas, esses blocos ajudaram a organizar um polo específico do carnaval da cidade, com impacto direto na economia local, na ocupação temporária da rede hoteleira e na circulação urbana. Um aspecto que diferencia o carnaval de Ouro Preto de outros grandes destinos é a ausência de histórico recorrente de grandes episódios de violência. Apesar do volume expressivo de foliões, o evento privado e público tem sido marcado por baixos índices de brigas generalizadas e roubos em massa, segundo registros das últimas edições. Em um cenário nacional em que segurança se tornou critério decisivo na escolha do destino carnavalesco, esse fator pesa — especialmente para jovens e famílias que acompanham ou visitam a cidade. É importante destacar que esse polo não existe isoladamente. O carnaval universitário convive com o carnaval de rua tradicional, com os blocos caricatos, as escolas de samba, a programação infantil e as festas nos distritos. Muitos foliões transitam entre esses universos ao longo do dia, reforçando a ideia de que Ouro Preto não oferece um único modelo de carnaval, mas um ecossistema plural, capaz de acolher diferentes públicos, ritmos e expectativas. Nesse sentido, a relevância do carnaval de Ouro Preto não está em competir com outros destinos, mas em sustentar, ao longo do tempo, uma festa que combina tradição, renovação, diversidade musical e convivência urbana. Quando artistas disputados escolhem a cidade, quando blocos completam meio século de existência e quando milhares de jovens seguem retornando ano após ano, o recado é claro: Ouro Preto não apenas participa do carnaval brasileiro — ela ocupa um lugar próprio nele.
Pedido de anuência para mudança societária da GS Inima (sócia majoritária da Saneouro) chega oficialmente à Prefeitura de Ouro Preto

A Prefeitura de Ouro Preto confirmou que chegaram oficialmente ao município os documentos que solicitam anuência para a mudança societária envolvendo a Saneouro, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na cidade. Segundo informações obtidas pelo Vintém, o pedido foi protocolado e a Procuradoria Geral do Município já iniciou a análise jurídica da documentação. A expectativa da administração municipal é que o parecer jurídico seja emitido em até quinze dias. O protocolo marca a abertura formal do processo no âmbito municipal, etapa obrigatória sempre que há qualquer alteração societária que possa impactar contratos de concessão de serviços públicos. O que motivou o pedido O pedido de anuência ocorre após o anúncio internacional de que a GS Inima Environment, empresa que integra a estrutura societária da Saneouro, foi incluída em um processo global que pode resultar na entrada de um novo acionista. Procurada pela reportagem, a Saneouro informou que: “A Saneouro notificou a Prefeitura Municipal de Ouro Preto que a GS E&C (Coreia), controladora da GS Inima Environment (Espanha), iniciou um processo internacional que possibilita a oportunidade de inclusão de um novo acionista.” A empresa destacou que o processo está em andamento no exterior e que a notificação ao município atende às exigências contratuais e legais. Por que a anuência do município é necessária De acordo com as regras que regem concessões públicas, qualquer alteração societária que envolva empresas concessionárias precisa ser previamente analisada e autorizada pelo poder concedente — neste caso, a Prefeitura de Ouro Preto. Até que o parecer jurídico seja emitido e o processo concluído, não há alteração na operação da Saneouro nem na prestação dos serviços à população. Próximos passos Com a documentação já protocolada, cabe agora à Procuradoria Geral: O Vintém acompanha o andamento do processo e seguirá atualizando os leitores à medida que novas informações forem oficialmente divulgadas.
Bacia de contenção é entregue no Morada do Sol para reduzir alagamentos em Mariana

Uma bacia de contenção — estrutura projetada para reter temporariamente a água da chuva e controlar o escoamento, reduzindo enchentes e enxurradas — foi entregue na tarde da última terça-feira (6) no bairro Morada do Sol, em Mariana. A obra, executada pela Secretaria Municipal de Obras e Gestão Urbana, era aguardada há anos por moradores da região do Barro Preto, frequentemente afetada por alagamentos. As intervenções tiveram início em março de 2025 e foram concluídas em prazo considerado curto para o porte da obra. A nova estrutura tem como objetivo ampliar a capacidade de drenagem da área e aumentar a segurança de moradores que conviviam com inundações recorrentes, especialmente em vias como a Travessa Monsenhor Rafael Coelho, onde o acúmulo de água era frequente em períodos de chuva intensa. Impacto direto na rotina dos moradores Moradores relatam que o histórico de alagamentos gerava insegurança constante. Para Milton, morador do Barro Preto, a entrega da bacia representa um alívio. Segundo ele, a obra traz mais tranquilidade principalmente para quem vive em áreas mais baixas do bairro, onde a água costumava invadir residências e dificultar a circulação. A Prefeitura informou que a intervenção foi planejada a partir de demandas antigas da comunidade e integra um conjunto de ações voltadas à mitigação de riscos associados às chuvas no município. Intervenções técnicas e desafios da obra A execução da bacia de contenção envolveu alta complexidade técnica e enfrentou desafios logísticos, como o intenso fluxo de veículos na região. Entre os serviços realizados estão a construção de muro de gabião e colchão reno, a instalação de aduelas sob a ponte, além de terraplanagem, pavimentação asfáltica, paisagismo, construção de passeios e instalação de grades de proteção. Outro destaque foi a implantação de uma estrutura de trilhos destinada a reter lixo e entulhos levados pela enxurrada. De acordo com a administração municipal, o sistema tem atuado de forma eficaz ao impedir que resíduos agravem o volume de água acumulada e comprometam o funcionamento da bacia. Drenagem urbana e prevenção de alagamentos Segundo a Prefeitura, a obra faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a capacidade de drenagem urbana, reduzir os impactos das chuvas e melhorar a qualidade de vida nos bairros Morada do Sol, Barro Preto e em outras áreas suscetíveis a alagamentos.
Imposto de Renda: confira as mudanças após isenção para salários até R$ 5 mil

Medida vale desde 1º de janeiro e efeitos refletem nos pagamentos de fevereiro; para rendas até R$ 7.350 haverá redução gradual do imposto