Sindicato cobra medidas estruturais; Prefeitura repudia o ataque e aciona PM e Guarda Municipal. Caso ocorreu na tarde de 19 de dezembro de 2025, em Ouro Preto (MG).
Na tarde de 19 de dezembro de 2025, um técnico de enfermagem que atuava na UPA Dom Orione, em Ouro Preto, foi agredido por um paciente durante o atendimento. Em nota pública, o Sindsfop (Sindicato dos Servidores Públicos de Ouro Preto) manifestou apoio ao trabalhador, classificou o episódio como parte de um problema recorrente de segurança e cobrou providências do poder público. A Prefeitura de Ouro Preto, também em nota, repudiou a agressão, informou que Polícia Militar e Guarda Civil Municipal foram acionadas e que atos de violência contra servidores configuram crime.
O que dizem as notas
- Sindsfop — O sindicato lembra que já havia registrado duas agressões simultâneas em 2 de abril de 2025, na UPA Dom Orione e na UPA de Cachoeira do Campo, e aponta “falta de segurança” nas unidades e “leniência do poder público” para resolver o problema. A entidade afirma que não se tratam de casos isolados, relacionando a escalada da violência à precarização do serviço público e a discursos que expõem servidores. Reitera o repúdio e exige medidas para proteger trabalhadores e usuários do SUS.
- Prefeitura de Ouro Preto — A administração relata que a agressão ocorreu quando o profissional atendia uma paciente e outro usuário exigiu ser atendido naquele momento. Ao ser orientado a aguardar, o homem partiu para a violência. Segundo a Prefeitura, PM e GCM foram acionadas “para garantir a segurança e a adoção das medidas legais”. O Executivo frisa que agressões, ameaças ou desacato a servidores são inaceitáveis e prevê sanções conforme os arts. 129 (lesão corporal) e 331 (desacato) do Código Penal, com pena que pode chegar a 2 anos de detenção, além de outras consequências conforme o caso. A Prefeitura manifesta solidariedade ao servidor e diz manter compromisso com a integridade física, moral e psicológica da equipe, adotando ações preventivas e corretivas.
Segundo o Sindsfop, os episódios de 2 de abril e o caso de 19 de dezembro indicam repetição de risco nas UPAs do município. O sindicato cita adoecimento físico e emocional de servidores e pede respostas estruturais. A Prefeitura afirma que o caso atual segue o rito legal: registro, investigação e responsabilização do agressor.