A Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Preto completa um ano de funcionamento da sala de reabilitação sensorial, serviço criado para acompanhar pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que demandam reabilitação intelectual. A estrutura surgiu de um gargalo concreto: a referência regional para esse tipo de atendimento é o Serviço Especializado em Reabilitação (SER) de Itabirito, e a fila de espera estava deixando pacientes sem nenhum suporte por tempo indeterminado.
“A alta demanda e procura pelo serviço estava fazendo com que os nossos pacientes ficassem aguardando por um período muito longo e sem nenhum acompanhamento”, disse o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira. A sala atua com equipe multiprofissional — terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, entre outros — e atende tanto quem já tem o diagnóstico de autismo fechado quanto quem ainda está em processo de investigação.
A criação do serviço também corrigiu um desvio dentro da própria rede municipal. Parte desse acompanhamento estava sendo feita no CAPS Infantil, o que o secretário considera inadequado. “O CAPS Infantil não tem esse fim, pois o CAPS Infantil atua no paciente em crise”, explicou Moreira. “Organizamos esse espaço justamente para que o nosso paciente não ficasse perdido por um período longo até conseguir chegar até o SER em Itabirito.”
A referência em Itabirito segue sendo mantida: os pacientes continuam sendo encaminhados para o SER quando há disponibilidade de vaga. A sala local funciona como etapa intermediária de acompanhamento — um serviço que, segundo o secretário, “já vem para garantir mais assistência humanizada.” Para 2026, Moreira anunciou investimentos na estrutura, com ampliação dos atendimentos e das terapias disponíveis.