UFOP adere a pacto nacional contra o feminicídio e leva debate ao semestre letivo de 2026

Universidade passa a integrar articulação lançada pelos Três Poderes e prepara ações para o Mês da Mulher e para o início das aulas, previsto para 6 de abril, com foco no enfrentamento à violência de gênero. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) passou a integrar o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, uma articulação lançada em fevereiro de 2026 pelos Três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres e ampliar medidas de prevenção, proteção e responsabilização. Na universidade, a adesão será acompanhada por ações ao longo do Mês da Mulher e do semestre 2026/1, cujo início está previsto para 6 de abril. A universidade entra numa frente nacional A entrada da UFOP no pacto insere a universidade numa mobilização institucional que tenta responder, de forma coordenada, a um problema que há muito deixou de caber apenas nas estatísticas. Segundo a própria instituição, a adesão mira a proteção de direitos e a busca por respostas mais eficazes à violência de gênero, levando o tema para dentro do ambiente acadêmico e das rotinas de formação. No plano nacional, o pacto foi lançado em 4 de fevereiro de 2026 com a proposta de reunir Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra mulheres. Entre os objetivos anunciados estão o fortalecimento das redes de atendimento, a ampliação de campanhas educativas, a agilização do cumprimento de medidas protetivas e o combate à impunidade. Do discurso institucional à vida universitária Na UFOP, a adesão ao pacto vem acompanhada de uma agenda pensada para março e para o semestre 2026/1. Segundo a universidade, a proposta é ampliar o debate sobre feminicídio e outros temas ligados à luta das mulheres dentro do espaço acadêmico. O calendário oficial dos cursos presenciais indica como previsão de início do período letivo o dia 6 de abril de 2026. Uma das ações já anunciadas é a participação da UFOP na campanha Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. A instituição informou que instalará bancos em seus campi em 9 de março, com unidades também em Mariana, além de divulgar informações sobre denúncia e acolhimento, inclusive por meio da Ouvidoria Feminina. Informação, denúncia e articulação O pacto também prevê a plataforma TodosPorTodas.br, apresentada como um espaço para concentrar informações sobre a iniciativa, reunir canais de denúncia e divulgar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, além de estimular a participação de órgãos públicos, empresas e sociedade civil. Na prática, a aposta é que a circulação mais organizada de informação ajude a encurtar distâncias entre a violência, a denúncia e a resposta institucional. No noticiário oficial do governo federal, o lançamento da iniciativa ocorreu em meio a um cenário que ajuda a dimensionar a urgência do tema. Segundo dados do sistema de Justiça citados pelo governo, em 2025 foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia no país, enquanto 621.202 medidas protetivas foram concedidas no mesmo período. Entre Ouro Preto, Mariana e a responsabilidade pública Em cidades como Ouro Preto e Mariana, onde a universidade ocupa um lugar central na vida pública, a adesão ao pacto carrega um peso que ultrapassa a esfera administrativa. Quando uma instituição de ensino assume esse compromisso, ela também afirma que a produção de conhecimento não pode caminhar apartada da defesa da vida. Mais do que aderir a uma agenda nacional, a UFOP indica que o tema deverá atravessar o cotidiano universitário nos próximos meses. A expectativa, segundo a instituição, é que o debate sobre feminicídio, machismo estrutural e igualdade de gênero ganhe presença mais contínua entre campanhas, ações educativas e canais de escuta.
Doação de órgãos: entenda quem pode doar e como funciona o processo

Pretende ser um doador de órgãos? No Brasil, há dois tipos reconhecidos: vivos e falecidos. Cada processo segue critérios médicos e legais específicos para garantir segurança ao doador e ao receptor. O doador vivo deve ser maior de idade, juridicamente capaz, saudável e que concorde com a doação, desde que isso não comprometa a própria saúde. Esse doador pode conceder um dos rins, parte do fígado, ou dos pulmões. Em todos os casos, é necessário haver compatibilidade sanguínea. A avaliação médica é rigorosa e considera o histórico clínico e doenças prévias. Pela legislação brasileira, parentes até o quarto grau e cônjuges podem doar. Por outro lado, pessoas sem vínculo familiar só podem realizar a doação com autorização judicial. O cirurgião geral Luiz Gustavo Guedes, especializado em transplantes de fígado, explica quais órgãos podem ser doados em vida e reforça os cuidados tomados para preservar a saúde do doador. “Existem alguns transplantes que podem ser realizados com o doador vivo, então, de uma pessoa viva para uma outra pessoa. São basicamente um transplante de rim, uma parte do fígado e uma parte do pulmão também pode ser doado. São procedimentos que são mais complexos, mas que, quando bem avaliados, além de conseguir recuperar o paciente que está precisando do transplante, mantém a segurança e a vida do paciente que está doando também”, informa. Doador falecido Já o doador falecido é aquele com diagnóstico de morte encefálica ou morte por parada cardiorrespiratória. No caso de morte encefálica é possível doar órgãos como coração, rins, pulmões, fígado, pâncreas e intestino, além de tecidos como córneas, ossos, válvulas, pele e tendões. Quando o óbito é por parada cardiorespiratória só os tecidos podem ser doados. Porém, a doação só é realizada após a autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado esse desejo em vida. O Dr. Luiz Gustavo Guedes também esclarece como é feito o diagnóstico de morte encefálica e destaca a segurança do protocolo adotado no Brasil. “O que as pessoas precisam saber sobre o processo de doação é que esse diagnóstico é feito para pessoas que estão com um quadro neurológico irreversível e ele é feito por três médicos que avaliam esse paciente em momentos diferentes. Então é um procedimento bastante seguro, um protocolo que é muito preciso na confirmação desse diagnóstico e não há possibilidade de falha nesse processo”, ressalta. “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”. Converse com sua família e seja um doador. Para mais informações, acesse o site gov.br/saude. Fonte: Brasil 61
STF determina que estados e municípios adotem modelo federal de transparência para emendas parlamentares

Decisão do ministro Flávio Dino obriga entes federativos a seguir padrão nacional de rastreabilidade dos recursos a partir do orçamento de 2026.