No Brasil, pouca coisa é mais íntima que o número de WhatsApp. Pois em 2026 essa chave tende a mudar de forma: o app deve permitir que pessoas e empresas se encontrem por nome de usuário — um identificador único, à la @apelido, que dispensa o compartilhamento do telefone. A preparação começou agora, em novembro de 2025, quando a Meta detalhou a transição a parceiros e sinalizou uma fase de reserva de nomes antes do lançamento amplo.
Segundo comunicações recentes compiladas por sites especializados, a adoção será gradual e inclui etapas técnicas para que conversas, chamadas e grupos passem a exibir o @ em vez do número quando o usuário quiser. Para empresas, o plano envolve adequar fluxos de atendimento e integração ao novo identificador; para o público, a novidade promete mais controle sobre a privacidade — especialmente em grupos grandes e interações com desconhecidos.
O que muda na prática
- Contato sem telefone: será possível iniciar conversas sabendo apenas o @ da pessoa. O número segue existindo, mas pode ficar oculto. Hoje, o app já ensaia camadas de “ocultar número” em interações com contas comerciais; o @ reforça esse caminho.
- Reserva antecipada: antes do lançamento total, usuários e empresas poderão garantir o próprio @ (inclusive alinhado ao Instagram e ao Facebook), reduzindo riscos de apropriação indevida.
- Privacidade e antifraude: relatórios apontam que o recurso vem acompanhado de medidas extras de segurança — como chaves/validações associadas ao @ — para evitar spam e impersonação. É um ponto a monitorar até o anúncio definitivo.
Por que isso importa (e muito) no Brasil
- Grupos e comércio local: de condomínios a vaquinhas de igreja, passando por vendas de bairro, a exposição do número sempre foi um preço pago pela participação. O @ reduz essa fricção — e pode favorecer mercados de nicho que já operam no app.
- Golpes e engenharia social: o Brasil sofre com fraudes baseadas em vazamento de números e clonagens. O @ não elimina o problema, mas desacopla a identidade conversacional do telefone, dificultando ataques que começam por listas de contatos.
- Marca e atendimento: para empresas — das grandes redes às lojas de Ouro Preto —, o @ tende a virar ativo de branding e de busca interna (“procure @padaria-do-chico”). A corrida por nomes curtos e memoráveis deve ser intensa.
O que ainda não está fechado
A Meta não publicou, até aqui, um calendário público e completo para consumidores. O que há são documentos e briefings enviados a parceiros e referências no canal beta, que apontam reserva em 2025 e lançamento amplo a partir de 2026. Até lá, detalhes como recuperação de conta pelo @, política de disputa de nomes e regras de verificação (selo) seguem em construção.
Como se preparar (pessoa física e negócio)
- Mapeie seus nomes: se você já usa @ no Instagram/Facebook, tente manter coerência. Fique de olho na reserva oficial dentro do WhatsApp assim que surgir no seu app beta/estável.
- Ative a verificação: para negócios, garanta documentação e processos de verificação; o @ sem selo pode confundir clientes.
- Eduque seus contatos: combine com a família e com a equipe como será o uso do @, e reforce práticas de checagem (ligação de confirmação, palavras de segurança).
- Políticas de privacidade: revise o que hoje você expõe em grupos abertos. O @ ajuda, mas não substitui cautela com links e pedidos de dinheiro.