Ouro Preto, quarta-feira, maio 13, 2026 15:36

Faltam 9 dias: tudo o que você precisa saber para regularizar o título de eleitor antes do prazo

Cadastro eleitoral fecha em 7 de maio; quem estiver irregular perde o voto em outubro e muito mais Faltam menos de dez dias. O prazo para tirar o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências com a Justiça Eleitoral encerra no dia 6 de maio de 2026. A partir de 7 de maio, o cadastro fecha e nenhuma solicitação referente às Eleições Gerais de outubro será mais aceita. Quem perder o prazo não vota — e enfrenta outras restrições que vão muito além das urnas. As eleições de 4 de outubro elegem seis cargos: presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e, no Distrito Federal, deputados distritais. O eventual segundo turno para os cargos majoritários está marcado para 25 de outubro. Para votar em qualquer um desses, o título precisa estar regular até 6 de maio. O fechamento do cadastro 150 dias antes do pleito está previsto no artigo 91 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e não admite exceções. Em 2025, mais de 5 milhões de títulos foram cancelados pela Justiça Eleitoral por ausência injustificada em três eleições consecutivas. Quem estava nessa situação já pôde regularizar desde então, mas o prazo definitivo é agora. O que fazer e como fazer A maioria dos serviços pode ser resolvida pela internet, sem sair de casa, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE — o sistema foi reformulado em abril e ficou mais simples de usar. Mas há uma exceção importante: quem não tem a biometria registrada na Justiça Eleitoral precisou iniciar o pedido online até 6 de abril e ainda precisa comparecer ao cartório para o cadastramento presencial até 6 de maio. Quem registrou a biometria mas não a utilizou há mais de dez anos também precisa refazê-la presencialmente. Para regularizar um título cancelado, o primeiro passo é consultar a situação pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. Atenção: quem está com o título cancelado não consegue acessar o e-Título. Nesse caso, é preciso ir direto ao site do TSE. Se houver multas pendentes — R$ 3,51 por turno em que a pessoa deixou de votar sem justificativa —, o pagamento é feito antes do pedido de regularização, por boleto, Pix ou cartão de crédito. Depois, basta preencher o requerimento de revisão e enviar os documentos: documento de identificação com foto, comprovante de residência e uma selfie segurando o documento. Para tirar o título pela primeira vez, o procedimento é parecido. O pedido pode ser feito pelo Autoatendimento ou diretamente no cartório eleitoral. Jovens a partir de 15 anos já podem solicitar o documento, desde que completem 16 anos até o dia 4 de outubro — para eles, o voto em outubro será facultativo. Por que isso importa além do voto Muita gente subestima as consequências de estar irregular com a Justiça Eleitoral porque acha que o pior que pode acontecer é não votar. Não é bem assim. Com o título cancelado ou em situação irregular, o eleitor fica impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo público, obter passaporte ou carteira de identidade, receber salário ou proventos se for servidor público, fazer matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, contrair empréstimos em instituições públicas e praticar qualquer ato que exija quitação eleitoral. A lista está prevista no Código Eleitoral e é longa. O serviço de regularização é gratuito. O único custo possível é o pagamento das multas por ausências anteriores, que somam R$ 3,51 por turno. Para quem nunca votou e tem mais de 18 anos, o custo depende de quantas eleições foram perdidas. O valor total raramente passa de R$ 30, mas a situação irregular pode custar muito mais do que isso em concurso reprovado ou documento bloqueado. 🗳️ Resumo — o que fazer antes de 6 de maio Tirar o 1º título: Autoatendimento Eleitoral (tse.jus.br) ou cartório eleitoral — documento com foto e comprovante de residência Transferir domicílio: Autoatendimento Eleitoral — quem mudou de município e quer votar no novo endereço Atualizar dados (nome, endereço, foto): Autoatendimento Eleitoral Regularizar título cancelado: 1. Pague as multas (Pix, boleto ou cartão); 2. Preencha requerimento de revisão; 3. Envie documentos — tudo pelo Autoatendimento Biometria sem cadastro: Comparecer ao cartório eleitoral até 6 de maio — agendamento recomendado Multa por ausência: R$ 3,51 por turno não comparecido sem justificativa 📅 Datas importantes — Eleições 2026 6 de maio: Último dia para regularizar o título, tirar, transferir ou atualizar dados 7 de maio: Cadastro eleitoral fecha para as Eleições 2026 20 de julho a 20 de agosto: Período para solicitar voto em trânsito (1º turno) 4 de outubro: 1º turno — votação das 8h às 17h 25 de outubro: 2º turno (se houver) Cargos em disputa: Presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais 📲 Como consultar e regularizar Site: tse.jus.br → Autoatendimento Eleitoral Aplicativo: e-Título (iOS e Android) — gratuito; disponível apenas para títulos não cancelados Presencialmente: Cartório eleitoral da zona eleitoral de domicílio Telefone Justiça Eleitoral: 148 (gratuito) Atenção: o TSE não envia e-mails para informar cancelamento de título. Notificações por e-mail são golpe. ⚠️ Quem é obrigado a votar — e quem não é Obrigatório: Brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos Facultativo: Jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos, analfabetos Não podem se alistar: Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório Podem solicitar título a partir de: 15 anos (voto facultativo se completar 16 até 4/10)

Samarco divulga relatório de sustentabilidade 2025 com dados ambientais e atualização da reparação

Empresa divulga balanço anual com indicadores de 2025 e atualização sobre o Novo Acordo do Rio Doce A Samarco publicou nesta semana o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025, com dados sobre desempenho ambiental, investimentos sociais e o andamento das obrigações estabelecidas pelo Novo Acordo do Rio Doce — o acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. A empresa registrou 87,7% de recirculação global de água em suas operações no ano passado. A unidade de Ubu, no Espírito Santo, operou com recirculação integral e balanço hídrico positivo — o que significa que devolveu ao sistema mais água do que consumiu. O consumo de energia elétrica foi suprido integralmente por fontes renováveis e rastreadas. A destinação sustentável de resíduos não minerais chegou a 95%. Em 2025, 89% do rejeito arenoso gerado foi reaproveitado nas obras de descaracterização da barragem de Germano — estrutura que integra o complexo de Mariana e está em processo de neutralização. Na área de governança, a Samarco afirma manter 100% de aderência ao Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM), com monitoramento contínuo das estruturas. Recebeu, pelo quarto ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, que avalia a qualidade dos inventários de emissões de gases de efeito estufa. O relatório destaca R$ 22,4 milhões destinados a iniciativas socioinstitucionais e R$ 1,6 bilhão em compras pelo Programa Força Local, que envolve mais de 2,2 mil fornecedores em Minas Gerais e no Espírito Santo. A empresa investiu ainda R$ 52,5 milhões em 84 projetos de pesquisa e inovação, com foco em automação, inteligência artificial e empilhamento a seco de rejeitos — tecnologia que elimina a necessidade de barragens de contenção com água. Sobre a agenda de reparação, o documento informa que a Samarco avançou em obras estruturantes, recuperação ambiental e implantação de sistemas de abastecimento de água em municípios atingidos pelo desastre. O Novo Acordo, firmado em 2021 entre as mineradoras responsáveis — Samarco, Vale e BHP Billiton —, o governo federal, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e representantes dos atingidos, prevê um montante total de R$ 170 bilhões ao longo de décadas. Parte significativa das obrigações ainda está em execução, e comunidades de Mariana aguardam a conclusão de processos de indenização e reassentamento. O relatório completo está disponível no site da Samarco. 📋 Indicadores Samarco 2025 Recirculação de água: 87,7% (Ubu operou com balanço hídrico positivo) Energia elétrica: 100% de fontes renováveis Resíduos não minerais: 95% com destinação sustentável Rejeito arenoso reaproveitado: 89% nas obras da barragem de Germano Investimento em P&D: R$ 52,5 mi em 84 projetos Compras locais (MG + ES): R$ 1,6 bi / mais de 2,2 mil fornecedores Iniciativas socioinstitucionais: R$ 22,4 mi Relatório completo: samarco.com

Gerdau e IFMG inauguram espaço de tecnologia e robótica para alunos da rede pública de Ouro Branco

Espaço no campus do IFMG em Ouro Branco tem potencial para alcançar 5.300 alunos da rede pública O Instituto Federal de Minas Gerais de Ouro Branco inaugurou em março um Espaço Maker dentro do campus, com patrocínio da Gerdau, apoio do Grupo +Unidos e da Prefeitura de Ouro Branco. A estrutura foi batizada de Ouro Hub e oferece equipamentos e metodologias para atividades de programação, robótica, prototipagem e fabricação digital. Segundo o IFMG, o espaço tem potencial para beneficiar 24 escolas públicas do município e aproximadamente 5.300 estudantes. Espaços maker são laboratórios de criação prática — ambientes onde alunos trabalham com ferramentas físicas e digitais para desenvolver protótipos, resolver problemas e aprender tecnologia fora do modelo de lousa e apostila. O conceito existe há décadas em universidades americanas e europeias e chegou às escolas públicas brasileiras de forma irregular e fragmentada. Em Ouro Branco, a estrutura fica dentro de um campus federal, o que garante acesso a estudantes que dificilmente teriam contato com esse tipo de equipamento em casa ou na escola básica. A iniciativa nasceu de uma articulação entre setores diferentes: a Gerdau entrou com o patrocínio, o Grupo +Unidos — organização social com atuação em educação e inovação — coordena a gestão do espaço, e a Prefeitura de Ouro Branco entrou como parceira institucional. O IFMG oferece a infraestrutura física e a integração com a grade de ensino. A proposta inclui formação de educadores da rede municipal, não só dos alunos do instituto. O contexto econômico de Ouro Branco dá peso ao projeto. A cidade é historicamente dependente da siderurgia — a Gerdau opera ali uma das suas principais unidades no Brasil — e, como outros municípios da região central de Minas, enfrenta a pressão de criar alternativas ao ciclo econômico baseado em indústria pesada e mineração. Iniciativas de tecnologia e empreendedorismo para jovens da rede pública são uma aposta de diversificação de longo prazo que cidades como Ouro Branco precisam fazer agora, antes que a janela se feche. Para o diretor do IFMG Campus Ouro Branco, Haroldo Lacerda de Brito, o espaço representa uma mudança concreta de acesso. “Este espaço é resultado de uma importante parceria e representa o fortalecimento da tecnologia, da inovação e da cultura digital em nosso território. Nossa meta é impactar mais de 5 mil estudantes da rede pública, ampliando oportunidades concretas para estudantes, educadores e empreendedores”, afirmou. 📋 Espaço Maker — Ouro Hub Onde: IFMG Campus Ouro Branco Inaugurado: Março de 2026 Potencial de alcance: 5.300 alunos de 24 escolas públicas de Ouro Branco Atividades: Programação, robótica, prototipagem, fabricação digital, cultura maker Patrocínio: Gerdau Parceiros: Grupo +Unidos e Prefeitura de Ouro Branco

Catadores da região metropolitana viram fornecedores da Petrobras com parceria de óleo de cozinha na Regap

Parceria entre Petrobras e catadores da RMBH prevê coleta de 20 toneladas de óleo por mês em 2026 Uma parceria entre a Petrobras Biocombustível e a rede Cataunidos — que representa 31 cooperativas de catadores da Região Metropolitana de BH — começa a operar em 2026 com a coleta de óleo de cozinha usado para produção de biocombustível na Refinaria Gabriel Passos, a Regap, em Betim. A expectativa é coletar 20 toneladas de óleo por mês, gerando cerca de R$ 1,5 milhão por ano de renda para aproximadamente 650 pessoas envolvidas no processo. O programa, chamado Óleo Circular Solidário, foi apresentado ao presidente Lula durante visita à Regap em março de 2026. Em 2025, a refinaria já havia adquirido 5,86 toneladas de óleo residual coletado por catadores de Montes Claros. A expansão para a RMBH marca a entrada de Ouro Preto e municípios vizinhos no raio de atuação potencial da iniciativa — o deputado estadual Leleco Pimentel mencionou o programa na Rádio Real no dia 1º de abril, indicando que catadores de Ouro Preto já teriam sido incluídos no circuito. O funcionamento é simples: o óleo de cozinha que sobra em residências, restaurantes e estabelecimentos é guardado em garrafas PET, filtrado das impurezas grosseiras e entregue aos catadores, que repassam para os reservatórios da Petrobras. O material segue então para a Regap, onde é processado como matéria-prima do Diesel R — combustível com conteúdo renovável que mistura petróleo com óleo vegetal. Um litro de óleo descartado na pia contamina até 25 mil litros de água. Recolhido pelos catadores, ele vira combustível. A Regap está em fase de expansão acelerada. No Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras, estão previstos R$ 3,8 bilhões de investimentos e a geração de aproximadamente 8 mil empregos na refinaria. Nos próximos dez anos, os investimentos podem chegar a R$ 9 bilhões e 36 mil postos de trabalho. A capacidade de processamento atual é de 166 mil barris por dia, com projeto de aumento de 25 mil barris até 2027. Para os catadores, a parceria representa uma mudança de posição na cadeia econômica. De trabalhadores invisíveis que competem com o lixo orgânico nas ruas, passam a ser fornecedores formais de matéria-prima para uma das maiores refinarias do país. O Sebrae está envolvido na capacitação e formalização das cooperativas para operar dentro dos padrões exigidos pela Petrobras. ♻️ Como participar Guarde o óleo de cozinha usado em garrafa PET limpa Filtre para retirar resíduos sólidos grosseiros (borras de fritura) Entregue ao catador/cooperativa participante do programa Não descarte na pia, no vaso sanitário ou no lixo comum Informações sobre pontos de coleta em Ouro Preto: Secretaria de Meio Ambiente — (31) 3559-3200

Projeto de escolas cívico-militares divide Minas e acende embate entre governador e prefeito de Ouro Preto

Projeto enviado à ALMG busca base legal para programa suspenso na Justiça; prefeito de OP se opõe Uma proposta do governador Mateus Simões (PSD) para criar escolas cívico-militares na rede estadual de ensino de Minas Gerais virou o estopim de um confronto público durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, no 21 de abril. O prefeito Angelo Oswaldo criticou o modelo no próprio discurso oficial da data. O governador respondeu na hora, em tom elevado. Depois, Oswaldo foi às redes chamar Simões de “extremamente grosseiro, deseducado e desrespeitoso”. O Programa das Escolas Cívico-Militares (PECM), cujo projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 11 de abril, propõe um modelo de cooperação entre a Secretaria Estadual de Educação e instituições militares estaduais. O texto prevê que a adesão seja voluntária, condicionada a consulta pública com a comunidade escolar, e que militares da reserva atuem nas unidades. O governo diz que o objetivo é promover educação integral, cultura da paz e disciplina, “sem interferência na autonomia pedagógica”. O problema é que o programa já existia — e foi suspenso. Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) referendou decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) que determinou a descontinuidade do modelo para o ano letivo de 2026. O TCE apontou ausência de lei formal que embasasse o programa e irregularidade orçamentária. O projeto enviado à ALMG é justamente a tentativa de suprir essa lacuna. Antes mesmo de virar lei, o programa já havia sido implementado em nove escolas da rede estadual. Quando ainda era vice-governador, Simões chegou a afirmar: “Podem preparar para me prender, porque eu vou abrir colégio cívico-militar assim que eu entrar no exercício como governador.” A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da Comissão de Educação da ALMG, classifica o projeto como eleitoreiro. “O governo teve anos para apresentar políticas estruturantes na educação e só agora, às vésperas do período eleitoral, envia esse projeto”, disse. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) também se posicionou contra, afirmando que o modelo promove uma educação “baseada em hierarquia, disciplina e obediência”, em oposição a uma perspectiva democrática e crítica. Angelo Oswaldo, que não citou o projeto pelo nome na cerimônia do 21 de abril, preferiu a contraposição histórica: defendeu uma educação “cívico-militante, que milite no civismo, na educação, na pedagogia”, evocando Rui Barbosa e a tradição democrática mineira. Depois, nas redes sociais, foi mais direto: “Não um projeto pessoal do governador para agradar a extrema-direita brasileira.” A rede estadual de Minas Gerais atende cerca de 1,6 milhão de estudantes em 3,4 mil escolas. O projeto ainda precisa ser aprovado pela ALMG para entrar em vigor. 📋 O que prevê o projeto Adesão: Voluntária — depende de aprovação por consulta pública com a comunidade escolar Modelo: Cooperação entre Secretaria de Educação e instituições militares estaduais Militares: Militares da reserva atuarão nas escolas participantes Financiamento: Proibido uso de recursos do Fundeb para pagamento dos policiais Critérios de adesão: Vulnerabilidade socioeconômica, ocorrências disciplinares e desempenho em avaliações Status: Em tramitação na ALMG — suspensão judicial ainda vigente para 2026

Vereador de Itabirito é denunciado por suspeita de furar fila na UPA; Câmara vai analisar cassação

Prefeitura levou caso à Câmara e ao MP; vereador nega privilégio e diz que seguiu protocolo médico O vereador Renê Butekus (PSD), de Itabirito, é alvo de uma denúncia protocolada pela própria Prefeitura do município na Câmara Municipal e no Ministério Público de Minas Gerais. A denúncia apura se o parlamentar recebeu tratamento privilegiado durante atendimento na UPA Celso Matos Silva, em 20 de fevereiro de 2026. Segundo registros do sistema da unidade obtidos pela Secretaria Municipal de Saúde, o paciente identificado pelas iniciais J.C. deu entrada às 18h41. O vereador chegou às 19h15, 34 minutos depois. Ambos receberam pulseira verde na triagem — classificação de pouca urgência. Ainda assim, Butekus foi atendido em 1h30, enquanto J.C. aguardou 2h16. A prefeitura afirma que, além do sistema, há imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas como elementos de prova. Um vídeo divulgado pelo portal Sou Notícia mostra o vereador chamando um usuário do SUS de “otário” nas imediações da UPA após desentendimento sobre a ordem de atendimento. O caso também resultou em registro de boletim de ocorrência pela Polícia Militar. Em nota, Butekus nega qualquer privilégio. “Esclareço que, no dia 20/02/2026, estive na UPA para atendimento, retirando a ficha às 19h15. Após a triagem, o atendimento médico ocorreu às 20h46, seguindo o Protocolo de Manchester. Tais horários e os fatos ocorridos foram confirmados pelo médico e pela enfermeira responsável pela triagem, conforme consta no Boletim de Ocorrência registrado.” O parlamentar afirmou não ter se identificado como vereador ao dar entrada na unidade e que não solicitou qualquer tipo de benefício. A Prefeitura de Itabirito rebate: “A Secretaria Municipal de Saúde formalizou representação imediata junto à Câmara Municipal e ao Ministério Público, solicitando a apuração rigorosa dos fatos e a aplicação das sanções institucionais, regimentais e legais, caso as irregularidades sejam comprovadas.” A nota acrescenta que o sistema de saúde pública “deve ser regido estritamente por critérios técnicos”. Na Câmara, o presidente Léo do Social (PSDB) informou que a denúncia será encaminhada para análise jurídica externa. Conforme o Decreto-Lei nº 201/1967, que rege processos de cassação de vereadores, a denúncia precisa ser lida em plenário na sessão seguinte ao protocolo. Depois, os vereadores votam a admissibilidade. Caso aprovada por maioria simples, é formada uma comissão processante com três parlamentares sorteados. Butekus é de oposição à gestão do prefeito Dr. Elio da Mata Santos — o que dá ao caso uma dimensão política além da disciplinar. ⚠️ Estado atual do processo Fato: 20 de fevereiro de 2026, UPA Celso Matos Silva, Itabirito Denúncia protocolada por: Secretaria Municipal de Saúde de Itabirito Destinatários: Câmara Municipal de Itabirito e MPMG Próximo passo: Leitura em plenário e votação de admissibilidade Posição do vereador: Nega privilégio; diz que seguiu Protocolo de Manchester O Vintém solicitou posicionamento da Câmara Municipal de Itabirito sobre a data da leitura da denúncia em plenário. Sem retorno até o fechamento desta edição.