Iniciativa do Governo de Minas, por meio da CODEMGE, percorreu mais de 5,4 mil quilômetros, apoiou agendas empresariais regionais e, segundo os organizadores, ajudou a ampliar negócios, capacitações e articulações locais
Depois de cruzar Minas Gerais de ponta a ponta, o projeto SDE Minas — Semana de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais — fechou o ciclo de 2025 com passagem por 18 municípios e uma proposta centrada na articulação entre poder público, setor produtivo e entidades empresariais. Ao longo do percurso, a iniciativa apoiou eventos regionais e promoveu reuniões de negócios voltadas à diversificação econômica no estado.
Segundo a organização, o trajeto somou cerca de 5,4 mil quilômetros e consolidou uma rede de apoio institucional em diferentes territórios mineiros.
Um percurso voltado às economias locais
O encerramento do ciclo 2025 do chamado Trem do Desenvolvimento marca o fim de uma jornada que percorreu cidades de diferentes perfis econômicos em Minas Gerais. A iniciativa passou por Juruaia, Ipatinga, Governador Valadares, Santa Bárbara, Jacutinga, Guanhães, Andradas, Salinas, Divinópolis, Mantena, Congonhas, Itabirito, Montes Claros, Mariana, Ubá, Taiobeiras, Conceição do Mato Dentro e Ouro Preto.
Em cada parada, o projeto se associou a feiras multissetoriais, festivais, fóruns regionais, semanas de desenvolvimento econômico e encontros empresariais. A proposta, de acordo com a instituição, foi fortalecer o diálogo entre governo, empreendedores e associações locais, além de dar visibilidade a vocações já conhecidas em cada região, como turismo, moda, mineração, gastronomia, comércio, indústria e economia criativa.
A última estação foi Ouro Preto, cidade-símbolo da memória e da invenção mineira, onde o encerramento ganhou contorno de balanço e legado. Entre ladeiras históricas e novos arranjos produtivos, o projeto buscou afirmar a ideia de que o desenvolvimento regional não se desenha apenas nos gabinetes, mas também na escuta do território.
Reuniões de negócios e articulação institucional
Segundo a CODEMGE e os organizadores do projeto, foram realizadas 11 reuniões empresariais ao longo da trajetória. Esses encontros, ainda de acordo com a organização, serviram para identificar demandas regionais, aproximar instituições e estimular parcerias entre lideranças econômicas locais.
A ação também funcionou como apoio institucional a eventos já consolidados em alguns municípios e a agendas ainda em formação, como fóruns empresariais e iniciativas de diversificação econômica. O foco esteve no fortalecimento do associativismo e na criação de ambientes favoráveis à cooperação entre empreendedores, entidades representativas e poder público.
Para o diretor da CODEMGE, Lucas Pitta, o projeto reforçou a conexão entre o governo estadual e os municípios. “Encerramos esta jornada com a certeza de que cada cidade visitada fortaleceu o propósito da SDE Minas: apoiar iniciativas locais, aproximar o Governo do setor produtivo e construir oportunidades reais de diversificação econômica.”
Números apresentados pela organização
No balanço divulgado ao fim do ciclo, os organizadores informaram que os eventos apoiados pelo projeto movimentaram mais de R$ 656 milhões em negócios. Segundo os dados oficiais da iniciativa, as agendas reuniram mais de 320 mil visitantes, capacitaram 2.364 pessoas e contaram com mais de 1.150 estandes.
A taxa de satisfação de expositores e visitantes foi estimada em 95%, ainda de acordo com o projeto. Como se trata de números institucionais, os dados são apresentados com base no levantamento informado pela própria organização.
O subsecretário de Liberdade Econômica e Empreendedorismo de Minas Gerais, Marco Gaspar, destacou a diversidade produtiva observada nas regiões visitadas. “Ao longo das 18 estações, vimos a força da diversidade econômica de Minas se manifestar em cada região. O desenvolvimento acontece quando reconhecemos as vocações locais e conectamos pessoas, instituições e oportunidades.”
Ações de engajamento com o público
Além das agendas empresariais, o projeto levou às cidades a ação “Trem Bão de Recordação”, presente em todas as etapas do percurso. A atividade reuniu registros fotográficos e sorteios de brindes oferecidos por expositores dos eventos, em uma tentativa de aproximar o público das programações e valorizar o comércio local.
Na leitura da organização, esse tipo de ação ajudou a transformar a presença institucional em experiência compartilhada, ampliando a circulação de pessoas pelos eventos e reforçando a identidade regional de cada parada.
A gestora de projetos da SDE Minas, Nilmara Soares, avaliou que o principal resultado do ciclo está nas conexões criadas entre os territórios. “Participar desta trajetória foi acompanhar de perto como a mobilização dos territórios gera resultados. A SDE Minas cumpriu seu papel de apoiar, articular e valorizar iniciativas locais.”
O que fica após a última estação
Como legado, o projeto aponta a mobilização de 18 territórios, o fortalecimento de redes institucionais e a continuidade de parcerias iniciadas ao longo do trajeto. A aposta, segundo os organizadores, é que as articulações construídas em 2025 possam sustentar novas etapas nos próximos ciclos.
Mais do que o deslocamento físico entre municípios, a iniciativa procurou se firmar como uma plataforma de apoio ao desenvolvimento econômico regional. Em Minas, onde cada cidade parece guardar um ofício, um minério, um sabor ou um modo próprio de empreender, a travessia deixou um mapa de interesses e possibilidades que o estado agora pretende manter em movimento.