Ouro Preto, quarta-feira, maio 13, 2026 17:54

Vereador de Itabirito é denunciado por suspeita de furar fila na UPA; Câmara vai analisar cassação

Prefeitura levou caso à Câmara e ao MP; vereador nega privilégio e diz que seguiu protocolo médico O vereador Renê Butekus (PSD), de Itabirito, é alvo de uma denúncia

Foto de Jiljana Isidoro

Jiljana Isidoro

Prefeitura levou caso à Câmara e ao MP; vereador nega privilégio e diz que seguiu protocolo médico

O vereador Renê Butekus (PSD), de Itabirito, é alvo de uma denúncia protocolada pela própria Prefeitura do município na Câmara Municipal e no Ministério Público de Minas Gerais. A denúncia apura se o parlamentar recebeu tratamento privilegiado durante atendimento na UPA Celso Matos Silva, em 20 de fevereiro de 2026.

Segundo registros do sistema da unidade obtidos pela Secretaria Municipal de Saúde, o paciente identificado pelas iniciais J.C. deu entrada às 18h41. O vereador chegou às 19h15, 34 minutos depois. Ambos receberam pulseira verde na triagem — classificação de pouca urgência. Ainda assim, Butekus foi atendido em 1h30, enquanto J.C. aguardou 2h16. A prefeitura afirma que, além do sistema, há imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas como elementos de prova.

Um vídeo divulgado pelo portal Sou Notícia mostra o vereador chamando um usuário do SUS de “otário” nas imediações da UPA após desentendimento sobre a ordem de atendimento. O caso também resultou em registro de boletim de ocorrência pela Polícia Militar.

Em nota, Butekus nega qualquer privilégio. “Esclareço que, no dia 20/02/2026, estive na UPA para atendimento, retirando a ficha às 19h15. Após a triagem, o atendimento médico ocorreu às 20h46, seguindo o Protocolo de Manchester. Tais horários e os fatos ocorridos foram confirmados pelo médico e pela enfermeira responsável pela triagem, conforme consta no Boletim de Ocorrência registrado.” O parlamentar afirmou não ter se identificado como vereador ao dar entrada na unidade e que não solicitou qualquer tipo de benefício.

A Prefeitura de Itabirito rebate: “A Secretaria Municipal de Saúde formalizou representação imediata junto à Câmara Municipal e ao Ministério Público, solicitando a apuração rigorosa dos fatos e a aplicação das sanções institucionais, regimentais e legais, caso as irregularidades sejam comprovadas.” A nota acrescenta que o sistema de saúde pública “deve ser regido estritamente por critérios técnicos”.

Na Câmara, o presidente Léo do Social (PSDB) informou que a denúncia será encaminhada para análise jurídica externa. Conforme o Decreto-Lei nº 201/1967, que rege processos de cassação de vereadores, a denúncia precisa ser lida em plenário na sessão seguinte ao protocolo. Depois, os vereadores votam a admissibilidade. Caso aprovada por maioria simples, é formada uma comissão processante com três parlamentares sorteados. Butekus é de oposição à gestão do prefeito Dr. Elio da Mata Santos — o que dá ao caso uma dimensão política além da disciplinar.

⚠️ Estado atual do processo
Fato: 20 de fevereiro de 2026, UPA Celso Matos Silva, Itabirito
Denúncia protocolada por: Secretaria Municipal de Saúde de Itabirito
Destinatários: Câmara Municipal de Itabirito e MPMG
Próximo passo: Leitura em plenário e votação de admissibilidade
Posição do vereador: Nega privilégio; diz que seguiu Protocolo de Manchester
O Vintém solicitou posicionamento da Câmara Municipal de Itabirito sobre a data da leitura da denúncia em plenário. Sem retorno até o fechamento desta edição.
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