UFOP registra 54 mil inscrições no SiSU 2026 e triplica demanda em dois anos

Universidade saltou de 16 mil inscrições em 2024 para 54 mil em 2026; mudança para edição única e uso de três anos do Enem explicam crescimento de 227% A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) registrou 54.033 inscrições no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) em 2026, consolidando crescimento expressivo na demanda por vagas. O número é mais que o triplo das inscrições de 2024, quando o processo seletivo começou a funcionar em formato anual com duas entradas ao longo do ano. A trajetória mostra salto contínuo: 16.474 inscrições em 2024, 38.363 em 2025 e agora 54.033 em 2026. De 2024 para 2026, o aumento foi de 227,8%. Apenas entre 2025 e 2026, a universidade registrou crescimento de 40,9%. “A adoção de três edições do Enem para inscrição e classificação dos candidatos foi um fator preponderante no aumento do número de inscrições. Além disso, o Enem vem ampliando o número de participações nos últimos anos, o que impacta diretamente o SiSU”, explica a pró-reitora adjunta de Graduação, Hermelinda Gomes Dias. Mudança no formato a partir de 2024 Desde 2024, o SiSU da UFOP passou a ocorrer em edição única anual, diferentemente do modelo anterior que previa dois processos seletivos por ano (um por semestre). Apesar de ser edição única, o formato atual permite duas entradas de estudantes ao longo do ano letivo. A principal mudança que explica o crescimento exponencial é a possibilidade de candidatos utilizarem notas de três edições diferentes do Enem para se inscrever e concorrer às vagas. Antes, cada processo seletivo aceitava apenas a nota do Enem mais recente. Com a flexibilização, estudantes que fizeram o exame em anos anteriores podem continuar usando suas notas, ampliando significativamente o público elegível para concorrer às vagas da UFOP. Contexto nacional favorece universidade O aumento também reflete movimento nacional de crescimento do próprio Enem. Nos últimos anos, o exame tem registrado aumento no número de inscritos, o que naturalmente expande a base de candidatos potenciais para o SiSU de todas as universidades federais. Para a UFOP, o crescimento da demanda representa reconhecimento institucional e ampliação da visibilidade nacional da universidade, que compete por estudantes com instituições de todo o país através do sistema unificado. O desafio agora é manter a qualidade do processo seletivo, garantir estrutura adequada para receber os ingressantes e continuar atraindo candidatos qualificados para os cursos oferecidos nos campi de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade. 📊 EVOLUÇÃO DAS INSCRIÇÕES NO SISU DA UFOP 2024: 16.474 inscrições2025: 38.363 inscrições (+132,8%)2026: 54.033 inscrições (+40,9% em relação a 2025 / +227,8% em relação a 2024) Mudanças no processo:
Eduardo Tropia, o fotógrafo que escreveu Ouro Preto com a luz

Por mais de meio século, seu olhar construiu uma memória sensível da cidade.
Cartografia: conheça a importância das mulheres na elaboração de mapas ao longo da história

Gladys West desenvolveu os modelos matemáticos por trás dos sistemas de GPS: embora as contribuições técnicas das mulheres abranjam toda a história da cartografia, elas são difíceis de identificar e documentar. U.S. Navy/Wikimedia Commons Melinda Laituri, Colorado State University Embora as mulheres sempre tenham feito parte do panorama cartográfico, suas contribuições para a cartografia foram negligenciadas por muito tempo. A elaboração de mapas tem sido tradicionalmente associada aos homens, desde a projeção do mundo de Mercator no século XVI até agrimensores como George Washington e Thomas Jefferson, que mapeavam propriedades no século XVIII, e o desenvolvimento de sistemas de informação geográfica por Roger Tomlinson na década de 1960. A cartografia e os campos relacionados às tecnologias geoespaciais continuam sendo dominados pelos homens. Mas, como geógrafa e especialista em sistemas de informação geográfica, tenho observado como as oportunidades para as mulheres como cartógrafas mudaram nas últimas cinco décadas. O advento de tecnologias como os sistemas de informação geográfica aumentou as oportunidades de educação, emprego e pesquisa para as mulheres, tornando a cartografia mais acessível. A paisagem feminina As mulheres têm sido essenciais para a forma como as pessoas veem e compreendem o mundo. O conceito da “Mãe Terra” ou da “Mãe Natureza” como o centro do Universo e fonte de toda a vida está presente em culturas indígenas de todo o mundo. No século XX, a comunidade científica e os ativistas ambientais adotaram o termo Gaia — a deusa grega que personifica a Terra, mãe de todas as divindades — para refletir a noção da Terra como um sistema vivo. Gaia é representada como feminina e entendida como uma força orientadora na manutenção da atmosfera, dos oceanos e do clima. A representação da Terra como mulher foi reformulada com o surgimento do nacionalismo, quando os termos “pátria” e “terra natal” adquiriram significados distintos. Pátria implicava herança e tradição, enquanto terra natal sugere local de nascimento e senso de pertencimento. Essas construções de gênero aparecem em todas as culturas. Europa Regina (1570). Sebastian Münster/Wikimedia Commons Outro aspecto da natureza de gênero da cartografia é a maneira como os mapas usavam formas femininas para retratar características. Mapas antropomórficos do século XVI ao XIX demonstram como os cartógrafos usavam figuras femininas para retratar países europeus. Por exemplo, o mapa “Europa Regina” do cartógrafo Johannes Putsch, originalmente desenhado em 1537, estabeleceu o modelo para mapas posteriores nos quais as nações são representadas como mulheres em várias poses e diferentes estados de vestimenta — ou sem vestimenta —, embora não correspondam exatamente às formas reais dos relevos. Esses mapas refletem as mudanças nos significados culturais e políticos associados ao território e ao poder. A paisagem feminina, ou a mulher como mapa, é frequentemente usada para retratar países como ativos, agressivos ou passivos, dependendo do status do Estado-nação em relação à guerra e à paz e dos estereótipos de um país. Tecnologia e o papel das mulheres na cartografia Embora as contribuições técnicas das mulheres abranjam toda a história da cartografia, elas são difíceis de identificar e documentar. Mas um olhar mais atento revela a variedade de papéis que as mulheres desempenharam na cartografia. Um dos primeiros exemplos conhecidos de um mapa feito por uma mulher data do século IV, quando a irmã do primeiro-ministro da dinastia Han na China bordou um mapa em seda. Durante os séculos XV e XVI, as mulheres eram contratadas para colorir mapas e contribuir com detalhes artísticos nas bordas. Muitas cartógrafas usavam apenas a inicial do primeiro nome e o sobrenome, ocultando seu gênero e tornando seu trabalho difícil de rastrear. O século XVIII trouxe o advento da impressão, o que abriu novos caminhos para as mulheres participarem como gravadoras de placas de cobre, editoras de mapas e fabricantes de globos. No século XIX, a cartografia tornou-se parte da educação formal para mulheres na América do Norte, onde a interseção entre bordado e geografia produziu globos de tecido e mapas de linho. Mais tarde, com o acesso a papel e lápis, seguiu-se o desenho e a coloração de mapas. A Segunda Guerra Mundial deu início a uma nova era de oportunidades para as mulheres nos Estados Unidos, pois elas foram recrutadas para preencher funções críticas no desenvolvimento cartográfico enquanto os homens eram enviados para a batalha. Conhecidas como “Millie, a cartógrafa”, ou as “donzelas do mapeamento militar”, mulheres produziam mapas topográficos, interpretavam fotografias aéreas e ajudavam a avançar a fotogrametria, o uso de fotos para criar modelos 3D da topografia da Terra. As ‘donzelas do mapeamento militar’ criaram dezenas de milhares de mapas durante a Segunda Guerra Mundial. Alfred T Palmer/Escritório de Informação de Guerra via Biblioteca do Congresso Com base no papel cada vez mais importante das mulheres na cartografia, na década de 1950, Evelyn Pruitt, do Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos, criou o termo sensoriamento remoto, referindo-se ao uso de imagens de satélite para observar, medir e mapear a Terra. No mesmo período, a matemática Gladys West desenvolveu os modelos matemáticos para sistemas de posicionamento global, conhecidos como GPS. Mulheres criando mapas As mulheres também supervisionaram a criação de mapas de várias maneiras. As sociedades matriarcais indígenas expressavam informações espaciais por meio de diferentes formas de cartografia. Isso inclui canções, danças e rituais que identificavam recursos comunitários importantes, como nascentes, bosques sagrados e rotas de migração. O desenvolvimento da cartografia europeia foi impulsionado pela Era dos Descobrimentos, do século XV ao XVII, e pelas atividades empreendedoras associadas à reprodução e venda de mapas. As mulheres frequentemente assumiam essas funções após a morte de seus maridos, garantindo a continuidade dos negócios familiares. Não apenas os reis, mas também as rainhas determinavam quais mapas eram necessários. Por exemplo, a Rainha Elizabeth I encomendou o Atlas da Inglaterra e do País de Gales de 1579, um dos primeiros atlas nacionais. Ele apresentava um mapa de todo o país, acessível de casa ou de uma sala de leitura. Mulheres definindo a direção dos mapas Enquanto os primeiros mapas posicionavam as mulheres principalmente como figuras simbólicas para projetar significado político ou
Ouro Preto planta 30 mil pés de café e aposta em nova vocação econômica além do minério

Município historicamente ligado ao ouro investe em cafeicultura especial com apoio de associação regional, governos e mineradora; distritos como Rodrigo Silva, São Bartolomeu e Glaura lideram produção Ouro Preto plantou 30 mil novos pés de café e aposta na consolidação de uma atividade econômica que, até pouco tempo, seria difícil associar à cidade histórica. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 7 de fevereiro, pelo prefeito Angelo Oswaldo, em vídeo publicado nas redes sociais oficiais do município. “Ouro Preto tem café e vai ter mais ainda. Uma associação de produtores de cafés especiais acaba de ser criada na região dos Inconfidentes. Com a nossa região, nós vamos ter uma produção bastante significativa”, declarou o prefeito, ao lado do secretário municipal de Agropecuária, Sebastião Evasio. A cafeicultura é recente em Ouro Preto. Municípios vizinhos como Itabirito já têm tradição no cultivo, mas em Ouro Preto — historicamente associado ao ciclo do ouro e à mineração — o café começa a ganhar espaço como alternativa econômica para produtores rurais. Os distritos de Rodrigo Silva, Piedade, Moreira, Maciel, São Bartolomeu, Engenho D’Água e Glaura concentram a produção. Apoio institucional em três frentes O prefeito Angelo Oswaldo anunciou apoio articulado de três secretarias municipais para fortalecer a cadeia do café: Agropecuária (Sebastião Evasio), Desenvolvimento Econômico (Felipe Guerra) e Cultura e Turismo (Flávio Pimenta). “Garantimos pela Secretaria de Agropecuária, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pela Secretaria de Cultura e Turismo, todo o apoio à Associação de Produtores de Cafés Especiais. Vamos estar juntos dando esse apoio para essa nova marca de cafés especiais surgir em breve”, afirmou o prefeito. A estratégia une três dimensões: técnica (manejo, cultivares, tratos culturais), econômica (estruturação de marca regional, comercialização) e turística (cafés especiais como produto de identidade local, agregando valor ao turismo). Articulação começou em 2025 O marco público da cafeicultura em Ouro Preto foi o 1º Dia de Campo do Café Especial Sustentável dos Inconfidentes, realizado em 19 de julho de 2025, na Fazenda Vale do Caixeta, distrito de Rodrigo Silva. O evento reuniu cerca de 50 produtores rurais e foi promovido pelas prefeituras de Ouro Preto e Itabirito, pela Fazenda Vale do Caixeta, pelo Sistema Faemg/Senar e pela Sociedade de Produtores Rurais de Itabirito e Ouro Preto (SPR), com apoio da Vale e do programa PRA Produzir Sustentável. Na ocasião, o secretário Sebastião Bonifácio falou em reconhecimento do município por café “com qualidade” e “responsabilidade ambiental”. O proprietário da Fazenda Vale do Caixeta, Guilherme Pedrosa, destacou a mudança em curso: “É estranho associar Ouro Preto, que sempre foi minério, ao café. Mas isso está mudando.” O produtor Ricardo César defendeu a união: “Precisamos unir os produtores da região para consolidar a atividade.” APCEI: a associação que nasce com o café A Associação de Produtores de Cafés Especiais dos Inconfidentes (APCEI) surge como desdobramento dessa articulação. Fundada em novembro de 2025, a associação se apresenta publicamente como organização voltada para fortalecer e difundir o cultivo de cafés especiais na região dos Inconfidentes. Próximos passos: marca regional e mercado O plantio de 30 mil pés é parte de uma estratégia maior: consolidar Ouro Preto como produtor de cafés especiais e criar marca regional que agregue valor ao produto. “O pessoal está animado e nós queremos estar juntos também, dando esse apoio. Em breve, [Ouro Preto] vai ter várias marcas de café da região dos Inconfidentes”, prometeu o prefeito Angelo Oswaldo. A aposta é que o café, produto tradicionalmente mineiro mas até agora pouco presente em Ouro Preto, se some ao ouro, ao barroco e ao turismo como elemento de identidade econômica — uma vocação nova para uma das cidades mais antigas do Brasil.
Djonga volta às ladeiras: tudo o que você precisa saber sobre o show na sexta de Carnaval em Ouro Preto

Rapper que estudou na UFOP e morou em Mariana se apresenta gratuitamente no Largo do Cinema às 20h de 13 de fevereiro; Prefeitura investiu R$ 180 mil e cidade prepara esquema de segurança e proteção ao patrimônio
Morre aos 50 anos Henrique Maderite, influenciador que popularizou “Sexta-feira, mei dia”, leia sobre sua trajetória

Empresário da construção civil e criador de conteúdo mineiro faleceu em 6 de fevereiro no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, vítima de infarto fulminante
Algoritmos: como funciona a caixa preta que define o que vemos ao acessar uma rede social

Nos últimos cinco anos, a indústria da desinformação se sofisticou e cresceu sem nenhuma punição ou monitoramento.
Pré-Carnaval de Engenheiro Corrêa aposta na memória e transforma estação ferroviária em palco da folia

Evento gratuito acontece nos dias 7 e 8 de fevereiro e reúne blocos tradicionais, música brasileira e programação inclusiva no distrito
Importância do incentivo: jovens músicos da Região dos Inconfidentes chegam a festival internacional no Sul do país

Sete alunos do Instituto O Berço da Orquestra participam do Gramado in Concert com apoio da Pedreira Irmãos Machado
Vereadores levam ao Ministério Público debate sobre hidrometração em Antônio Pereira

Reunião com promotor de Justiça discute possível suspensão temporária e abertura de diálogo entre órgãos e comunidade