Mariana realiza no dia 27 de maio o IX Seminário de Saúde Mental, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde, acontece no Cineteatro Municipal das 8h às 15h30 e reúne profissionais da saúde, pacientes, familiares e representantes da Rede de Atenção Psicossocial. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link disponível ao fim desta matéria.
O tema escolhido para esta edição é “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo” — e o contexto do ano dá peso à escolha. Em 2026, a Lei 10.216 completa 25 anos. Aprovada em 6 de abril de 2001, a lei redirecionou o modelo de atenção à saúde mental no Brasil, substituindo a lógica do internamento em hospitais psiquiátricos pelo cuidado em liberdade, no território, com respeito à autonomia e aos direitos das pessoas. Os CAPS — Centros de Atenção Psicossocial — nasceram desse marco legal. O seminário propõe discutir o que avançou nesse quarto de século e o que ainda falta.
A programação começa às 8h com credenciamento e café. Às 8h30, a mesa de abertura reúne representantes do Executivo Municipal, da Secretaria de Saúde, da RAPS, do Conselho Municipal de Saúde e da ASSUSAM — a Associação de Usuários de Saúde Mental de Mariana, cuja presença na abertura não é protocolar: é uma escolha política colocar usuários na mesa de abertura de um seminário sobre saúde mental. Às 9h15, o Samba 18 de Maio 2026 ocupa o palco.
A primeira mesa de debate, às 9h45, tem como tema “Todos cabem no mundo: a construção cotidiana de uma rede viva e antimanicomial”. A proposta é discutir como o cuidado em liberdade se efetiva no cotidiano dos serviços — incluindo o manejo de crises, o papel das políticas públicas e as dificuldades reais de articulação entre serviços. A mediação fica com Karen Rafaela Santos, psicóloga da RAPS Mariana.
À tarde, após o almoço, o evento retoma às 13h com o lançamento do livro “Ponto cirúrgico”, de Cassiano Jørgensen. Às 13h30, a segunda mesa — “Entre histórias e afetos: cuidando da saúde mental com delicadeza” — propõe uma discussão sobre cuidado centrado nos vínculos, na escuta e nas práticas coletivas. A mediação é da terapeuta ocupacional Marcela Alves Lima.