Mariana e Ouro Preto abrem cadastramento de blocos para o Carnaval 2026

Foto: Ane Souz As prefeituras de Mariana e Ouro Preto abriram, a partir desta quinta-feira (8), o cadastramento oficial de blocos carnavalescos interessados em integrar a programação do Carnaval 2026. A iniciativa busca organizar o calendário da folia, garantir segurança e permitir o planejamento prévio do apoio oferecido pelo poder público aos grupos que desfilam durante o período carnavalesco. Cadastro em Mariana Em Mariana, os blocos devem se inscrever até o dia 16 de janeiro, presencialmente, no Departamento de Documentação e Arquivo, no prédio da Prefeitura. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h30. Segundo a administração municipal, o cadastramento é uma etapa essencial para que a Secretaria de Patrimônio Cultural possa organizar a programação, planejar a logística e definir o apoio aos blocos que participarão do carnaval. No ato da inscrição, os blocos devem apresentar: O Carnaval é um dos eventos mais aguardados do calendário cultural de Mariana, e a organização antecipada é apontada pela Prefeitura como fundamental para que a festa ocorra de forma segura e estruturada. Cadastro em Ouro Preto Já em Ouro Preto, o cadastramento dos blocos carnavalescos para o Carnaval 2026 está aberto no período de 8 a 18 de janeiro. O procedimento pode ser feito online, por meio de formulário eletrônico (Google Forms), disponibilizado pela Prefeitura. Além do cadastro digital, também haverá a opção de inscrição presencial na sede da Secretaria de Cultura e Turismo, localizada na Rua Cláudio Manoel, nº 61, Centro — a Casa de Gonzaga. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. De acordo com a Prefeitura, o cadastramento é fundamental para o planejamento do evento, contribuindo para a segurança, a estrutura e a valorização das manifestações culturais que fazem parte do carnaval ouro-pretano. Planejamento e organização Nas duas cidades, o cadastramento não garante automaticamente recursos ou apoio financeiro, mas é requisito básico para que os blocos sejam considerados na programação oficial e no planejamento da infraestrutura pública durante o carnaval. As prefeituras orientam que os blocos interessados realizem a inscrição dentro do prazo estabelecido, garantindo a participação no processo de organização do Carnaval 2026.

Conheça a trajetória das línguas africanas no Brasil, dos tempos coloniais até hoje

Ivana Stolze Lima, Fundação Casa de Rui Barbosa Durante o desfile das escolas de samba no Rio de Janeiro, neste carnaval de 2025, a atitude de uma das juradas contra o que ela considerou ter sido um excesso de uso de termos em iorubá no samba da escola Unidos de Padre Miguel fez a escola perder pontos e ser rebaixada do Grupo Especial, a elite do carnaval carioca, para o grupo de acesso. A decisão extemporânea e sem respaldo nem nas regras nem na tradição do desfile gerou imensa e justificada polêmica no mundo do samba. E, também, entre historiadores, linguistas e estudiosos da cultura africana e suas relações com o Brasil. Eu, particularmente, ouço palavras que desconheço em línguas africanas desde muito antes de dedicar às pesquisas sobre o tema, como historiadora. E agradeço ao samba por ter me ensinado a ver a história — sempre presente — dos africanos no Brasil. “Pizindin, menino bom”: eu era criança quando conheci esse lindo samba-enredo da Portela, de 1974, pelo rádio, ouvido por minha mãe enquanto costurava. O samba homenageava Pixinguinha que, junto a outros músicos, desde o final do século XIX expressava conceitos e palavras de línguas africanas em letras de samba, lundus e que tais. Como no clássico Yao, dele e de Gastão Viana: “Aquicô no terreiro peluadié, faz inveja pra gente que não tem muié”. Bem mais recentemente, em 2024, fomos brindados pelo lindo refrão Ya temi xoa(“ainda estamos vivos”) do Salgueiro, salpicado de palavras yanomamis, que trazem uma curiosidade saudável pela diversidade linguística que constitui a história da humanidade e que é direito constitucional no Brasil. As vozes e as falas africanas sempre geraram reações, o que é a melhor evidência de sua força comunicativa e meio de memórias, pensamentos e conhecimentos. Já na época colonial, Luís dos Santos Vilhena alertava para os problemas da concentração africana na população de Salvador, tomando as línguas africanas como ameaça à boa ordem, como vetores de uma comunicação perigosa, e sugeria que as autoridades coibissem seus batuques e alaridos. O historiador Francisco Adolfo Varnhagen, construindo uma imagem sobre a história do Brasil após a Independência, denuncia-se ao escrever que os africanos não teriam identidade própria, e que por isso deturpariam o português, e corromperiam “a língua da mocidade”. Ora, quer exemplo mais claro da força da comunicação africana do que sua capacidade de influenciar a juventude? Como historiadora, há muitas questões interessantes para refletir quando se considera os povos africanos e suas línguas em diáspora. Há vários anos desenvolvo pesquisas sobre a história social das línguas africanas no Brasil. Meu livro “Antônio, escrivão português, e Rita, africana do Benim: essa não é uma história de amor” tem como eixo básico a análise do manuscrito “Obra nova de língua geral de mina traduzida ao nosso idioma”, que consiste em uma tradução de línguas do sul do Benim para o português falado em Minas Gerais do século XVIII. Trata-se de um documento valioso para discutir a diáspora africana no Brasil. Construo uma análise no campo da história social, e procuro evidenciar a voz africana contida no documento, representada metaforicamente por Rita, uma africana escravizada que se libertou, foi dona de uma venda, teve uma filha com o escrivão português Antônio da Costa Peixoto, que assina o manuscrito. Essa icônica Rita representa as mulheres africanas oriundas do atual Benim, que tiveram papel fundamental na região mineradora, atuando no pequeno comércio, usando sua matemática, se aproximando por vários caminhos do poder da escrita, e principalmente como guardiãs de uma memória e conhecimento africano decisivos na formação social da população brasileira. Rita é figurativamente a coautora da tradução. Não sabia escrever, mas “usou” a mão do escrivão para operar uma tradução e sobreviver na terra do branco. O documento é precioso não apenas por registrar uma língua africana falada no Brasil — algo que demonstra os vínculos de sociabilidade reconstruídos pelos escravizados da Costa da Mina (como os portugueses se referiam à região litorânea do Benim, Nigéria e países vizinhos) — como por representar diferentes aspectos da experiência africana. Aspectos estes rarissimamente presentes em registros e discursos oficiais, como a sexualidade, a corporeidade africana, a violência sofrida por escravizados, as hierarquias sociais, a religiosidade e outros. Analiso o documento em diálogo com a riquíssima historiografia sobre as Minas Gerais no século XVIII, e sobre a história africana e da formação do mundo atlântico. Consultei arquivos e bibliotecas de Minas, Portugal e Estados Unidos, e essa experiência aparece muito: os impasses da pesquisa, os limites dos arquivos coloniais, a materialidade dos documentos são questões explicitadas no livro. Para abordar a questão da presença dos africanos no Brasil a partir de suas línguas, é importante ainda entender o contexto mais geral da diversidade de populações, povos e línguas que marca a história do país. Bem como discutir aspectos sociais e políticos que envolveram a expansão da língua portuguesa, isto é, a colonização linguística. Longe do que pode ser imaginado, projetando sobre o passado a situação linguística contemporânea, o português custou muito a se impor como a língua de colonização. Embora desde o século XVI existisse a expectativa de que a língua do príncipe deveria ser falada pelos súditos, as alteridades americanas e africanas se impuseram ao projeto colonizador. Entre as centenas de línguas indígenas, o tupinambá, falado por povos do litoral, foi logo aprendido pelos europeus. Os missionários jesuítas se dedicaram a estudá-la e usá-la na doutrinação católica. Surgiram as línguas gerais que tinham como base o tupi, falada por descendentes de europeus e de africanos. Em meados do século XVIII, houve uma tentativa de proibição das línguas gerais de base tupi e a imposição do português, entre as reformas empreendidas pelo Marquês de Pombal. Mas a língua portuguesa só passou a dominar na medida em que o número de falantes de português se tornou majoritário, e com uma série de mudanças ao longo no século XIX: a centralização do Estado, a imprensa e a ampliação da alfabetização por meio de um sistema escolar. Os povos

Desenvolvimento econômico: Ouro Preto saiu de 16 mil para 21 mil empregos formais em cinco anos

Secretário de Desenvolvimento Econômico faz balanço de 2025 e destaca crescimento sem meses de saldo negativo, selo ouro da Sala Mineira, primeira política de economia criativa de Minas e modelo de gestão descentralizada que atrai delegações de todo o país Ouro Preto encerra 2025 com 21.194 postos de trabalho formais, segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Tecnologia, Felipe Guerra. O número representa um crescimento de quase 5 mil vagas desde 2021, quando a cidade tinha 16.200 empregos formais. Em entrevista exclusiva, o secretário detalhou as conquistas do ano e a estratégia de gestão descentralizada que, segundo ele, tem atraído empresas e delegações de outras cidades interessadas no modelo ouro-pretano. “Ouro Preto hoje tem 21 mil em torno de 194 postos de trabalho. O prefeito Ângelo Oswaldo assumiu há cinco anos atrás, Ouro Preto tinha 16.200 postos de trabalho. E agora, no primeiro ano do segundo mandato, ele já subiu absurdamente para 21 mil postos de trabalho”, comemorou Guerra. “O que é muito importante para a cidade de Ouro Preto, que mostra uma cidade com o cenário econômico aquecido.” Além do crescimento quantitativo, o secretário destacou a estabilidade: “Nesse ano, no número de empregos, não tivemos nem um mês com saldo negativo. Isso é muito importante ser dito. Porque quando há muita variação no mercado, geralmente novembro e dezembro são meses que as empresas mandam embora, terminam o contrato. Isso não aconteceu em Ouro Preto esse ano.” Para Guerra, os números revelam maturidade econômica: “Isso não mostra só aquele crescimento desenfreado econômico, mostra que o mercado se estabeleceu, que esses empregos não são simplesmente empregos temporários, mas já são empregos formais, uma cadeia produtiva da cidade.” 250 novas empresas e desburocratização O município conta hoje com aproximadamente 8 mil empresas abertas, com saldo positivo de 250 estabelecimentos em 2025. “Entre os que abrem e fecham, ficou 250 a mais”, explicou o secretário. A desburocratização foi apontada como fator decisivo. “Ouro Preto, como não tinha secretaria de desenvolvimento econômico, a área econômica era extremamente descentralizada. Tinha parte na Fazenda, parte no Turismo e Indústria de Comércio, parte na Secretaria de Patrimônio. O empresário tinha uma dificuldade gigantesca de abrir uma empresa”, contextualizou Guerra. “Perdemos vários e vários empreendimentos. Porque, como diz o meio econômico, o dinheiro não espera.” Com a criação da Sala Mineira do Empreendedor, em parceria com o Sebrae e a Agência de Desenvolvimento de Ouro Preto (Adope), o cenário mudou: “Hoje você consegue abrir uma empresa simples em 3, 4 dias em Ouro Preto. O empresário de Ouro Preto sabe onde ele tem que ir para abrir uma empresa, para se capacitar, para buscar informações.” O trabalho foi reconhecido: “A nossa Sala Mineira ganhou esse ano o prêmio ouro pelo Sebrae, por Minas Gerais. Foram mais de 4 mil CNPJs abertos nos últimos anos desde a criação da sala.” Guerra complementou com outro dado: “Mais de 780 atividades estão dispensas de alvará quando a gente assina a lei de liberdade econômica.” SINE: de penúltimo a top 3 de Minas Outro destaque foi a transformação do Sistema Nacional de Emprego (SINE). “Quando nós assumimos a secretaria, ele estava em penúltimo lugar em Minas Gerais. Dos 853 municípios que têm o SINE, o nosso era o penúltimo. É triste falar isso”, admitiu o secretário. “E hoje nós estamos entre os três SINEs de Minas Gerais.” O secretário atribuiu o resultado à liderança de Guilherme de Jesus e à equipe: “Tem uma transparência que dita a vida pública dele e um comprometimento com o SINE. Nós temos o SINE Ouro Preto, temos o SINE Cachoeira do Campo, temos o SINE Antônio Pereira. É uma equipe que trabalha de maneira articulada e entrega tantos resultados.” A estrutura foi fundamental para grandes contratações: “Fizemos os grandes feirões de emprego no início do ano. Tivemos o feirão de emprego do Vila Galé, um hotel de rede internacional captado para Minas Gerais depois de 25 anos. Fizemos o saldão da GSA, entre tantos outros, da Araújo, todos com apoio do SINE.” Primeira política de economia criativa de Minas Ouro Preto se tornou a primeira cidade mineira com política pública de economia criativa. “Ouro Preto já tem uma atividade e várias pessoas trabalhando com a economia criativa, e a gente então fez essa ação”, explicou Guerra. “A economia criativa foi o último eixo a entrar na primeira revisão dessa política pública do PADE [Plano de Ação de Desenvolvimento Econômico].” A política foi desenvolvida em parceria com a UFOP: “É uma política pública que foi em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto, que é uma das missões também da nossa secretaria, que é se aproximar das entidades.” Com o documento aprovado, a cidade está “participando e disputando para ser a cidade criativa da humanidade pelo Unesco. Ouro Preto é patrimônio da humanidade. E a gente está buscando esse título, essa chancela, que será muito importante para toda a área da economia criativa.” O secretário anunciou novidade: “Esse ano que vem, nós teremos um evento chamado Festival da Criatividade. Vai ser uma semana inteira com várias atividades de economia criativa, com os grupos ouro-pretanos, com os nossos distritos. Falar em economia criativa em Minas vai ter que falar de Ouro Preto.” Ele citou ainda ações específicas: “O nosso diretor de economia criativa, Luiz Viana, hoje traz também um trabalho importantíssimo de afroempreendedorismo em Ouro Preto, junto com o nosso diretor de igualdade racial, o Kedson. Foram várias e várias ações em favor do afroempreendedorismo.” Jabuticaba é primeiro arranjo produtivo e identidade geográfica A jabuticaba de Cachoeira do Campo conquistou dois marcos: “Primeiro, chancela a jabuticaba de Cachoeira do Campo como arranjo produtivo local no governo do estado de Minas Gerais. E depois nós entramos com a identidade geográfica da jabuticaba, fazendo a primeira identidade geográfica de Ouro Preto.” O projeto recebeu recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico e parceria com a Samarco: “Nossa diretoria de economia criativa, junto com a Federa Minas, foi buscar na Samarco o recurso para a gente fazer o

São Cristóvão lança seu samba 2026: comunidade em festa para cantar “Eu sou a Revolução”

Evento aberto neste domingo, 14h–19h, na quadra do bairro São Cristóvão; Inconfidência Mineira é escola convidada A Acadêmicos de São Cristóvão abre alas para 2026 com um gesto simples e poderoso: colocar o povo para cantar junto. Neste domingo, a escola realiza o lançamento oficial do samba-enredo 2026, em um encontro que movimenta a quadra do bairro e reafirma a vocação da agremiação de fazer do samba uma casa de memória, afeto e luta. O tema, “Eu sou a Revolução”, costura a ancestralidade negra às montanhas das Minas setecentistas e reposiciona a narrativa da cidade a partir de quem a fez com as próprias mãos. A letra (divulgada nas redes da escola) convoca esperança, perseverança e justiça — um canto de pertencimento que promete embalar a Praça Tiradentes no próximo Carnaval. Fundada em 1980, de verde e rosa e símbolo do cisne branco, a São Cristóvão leva no estandarte a história do bairro e de suas famílias. Entre vitórias e carnavais marcantes, a escola consolidou um estilo que junta pesquisa, poesia e chão de quadra — o segredo de um canto que vem de longe e chega inteiro ao desfile. O lançamento Das 14h às 19h, o público acompanha a Bateria Pulsação e os demais segmentos da escola na apresentação do novo hino. A Inconfidência Mineira (ESIM) participa como convidada, reforçando a liga entre as agremiações ouro-pretanas. Segundo a diretoria, a proposta é simples: integração da comunidade, celebração da tradição e um espaço de convivência onde a cultura popular é a protagonista. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Acadêmicos de São Cristóvão (@esasccristovao) O lançamento do samba é mais que um rito de calendário: é quando a comunidade aprende a canção que irá contar a cidade na avenida. É também quando se costuram alas, fantasias e histórias — e quando a São Cristóvão, do alto da sua tradição, reafirma que Carnaval é obra coletiva.

Ouro Preto ganha Parque Tecnológico Henri Gorceix sem custos para o cofre público municipal

Fundação Gorceix adquiriu terreno na Fazenda da Jacuba para criar hub de inovação em parceria com IFMG, UFOP e Incultec; projeto prevê atração de empresas, geração de empregos e diversificação da economia Ouro Preto deu mais um passo rumo à diversificação econômica com o lançamento da pedra fundamental do Parque Tecnológico Henri Gorceix. O empreendimento, viabilizado pela Fundação Gorceix em parceria com a Prefeitura Municipal, promete transformar a cidade em polo de inovação tecnológica sem exigir investimentos públicos municipais. O terreno na Fazenda da Jacuba foi adquirido pela própria fundação. “Um dia muito importante para Ouro Preto, estamos aqui junto com a Fundação Gorceix colocando a pedra fundamental do Parque Tecnológico, que vai ser aqui na nossa cidade de Ouro Preto”, anunciou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Guerra. “Não há investimento público nenhum aqui. É todo recurso provindo da Fundação Gorceix, que acreditou em uma proposta colocada no nosso plano municipal de desenvolvimento econômico e de inovação em tecnologia.” Ecossistema de inovação já em funcionamento O parque tecnológico é parte de uma estratégia maior de desenvolvimento econômico que já está em andamento. “Nós criamos um hub de inovação que hoje funciona no IFMG, junto com a UFOP, trouxemos a Incultec para a cidade de Ouro Preto e não só, mas dentro da universidade”, detalhou o secretário. “E agora, uma conquista gigante, não só para Ouro Preto, mas para toda Minas Gerais: o Parque Tecnológico de Ouro Preto.” A Incultec (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) atua desde 2006 na incubação de empresas de base tecnológica da UFOP. Com o parque, esse ecossistema ganha nova estrutura física e possibilidades de expansão. Fundação Gorceix assume protagonismo na inovação A Fundação Gorceix, que há mais de meio século atua no apoio a projetos científicos, educacionais e de assistência social, assume agora papel de destaque na área de inovação tecnológica. “Aqui, a Fundação Gorceix tem compromissos históricos, sociais, econômicos, educacionais”, destacou Felipe Guerra. “Hoje, a Fundação Gorceix começa junto com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto a olhar também para o futuro e se colocar no futuro.” A fundação leva o nome de Henri Gorceix, geólogo francês que fundou em 1876 a Escola de Minas de Ouro Preto, eixo histórico de ciência e tecnologia em Minas Gerais. A escolha do nome do parque resgata esse legado de inovação científica. Expectativas de geração de emprego e renda O secretário projeta impactos significativos na economia local: “O parque tecnológico vai trazer várias empresas para essa localização. Então será gerado muito emprego, muita renda, muita inovação, muita solução, muita patente. Um grande negócio para Ouro Preto.” A expectativa é que o parque funcione como polo de atração empresarial, aproximando pesquisa, empresas e governo. A presença do IFMG, UFOP e Incultec cria um corredor natural para pesquisa e desenvolvimento, estágios, spin-offs e transferência de tecnologia. Parte de plano maior de desenvolvimento O Parque Tecnológico integra o sistema de inovação criado pela gestão do prefeito Angelo Oswaldo. “Ouro Preto hoje marca história novamente, pensando no futuro, pensando em soluções para o presente, mas também sempre com olhar na nossa diversificação econômica”, afirmou Felipe Guerra. O secretário destacou outros avanços recentes: “Batemos recorde em número de novos empregos, em atração de novas empresas. Somos selo ouro em Minas Gerais com a Sala Mineira do Empreendedor. O nosso Sine está entre os cinco melhores de Minas Gerais.” A Sala Mineira do Empreendedor de Ouro Preto recebeu, em 11 de dezembro de 2025, o Selo Ouro de Referência em Atendimento do Sebrae, reconhecimento que reforça os esforços municipais no ambiente de negócios. “Um trabalho gigantesco feito pelo prefeito Angelo Oswaldo e pela vice-prefeita Regina Braga, com todo esse desenvolvimento econômico, acreditando em boas políticas públicas para trazer soluções para todo Ouro Preto”, concluiu o secretário. Diversificação além da mineração Se consolidado conforme o planejado, o parque pode representar importante passo na diversificação econômica de Ouro Preto, cidade historicamente dependente da mineração e do setor público. A aposta em tecnologia, inovação e empreendedorismo busca criar novas frentes de geração de emprego e renda. A articulação entre instituições de ensino, empresas privadas, fundações e poder público segue modelo de parques tecnológicos já consolidados em outras regiões do país, onde a proximidade com universidades e centros de pesquisa acelera a transferência de conhecimento para o setor produtivo. O projeto deverá passar por licenciamento ambiental e demais procedimentos urbanísticos conforme a legislação municipal e estadual. Informações sobre cronograma de obras e início das operações devem ser divulgadas nas próximas etapas do empreendimento.