Novembro Azul na Região dos Inconfidentes: por onde passam os homens que tratam o câncer de próstata

Com a rede de alta complexidade concentrada em Belo Horizonte, pacientes de Ouro Preto, Mariana e Itabirito começam o caminho nas UBS, passam pela regulação e, quando necessário, seguem para UNACONs e CACONs da capital. Um novo protocolo estadual promete agilizar o diagnóstico com ressonância multiparamétrica antes da biópsia. Na Região dos Inconfidentes, o percurso do homem que desconfia de um câncer de próstata ainda é, em geral, um caminho em zigue-zague: atenção básica na cidade, exames iniciais, fila de regulação e, para os casos que exigem tratamento de alta complexidade, o embarque rumo a Belo Horizonte. É o desenho possível de uma rede que se quer mais próxima — e que, em 2025, ganhou uma novidade importante: Minas anunciou um Protocolo Estadual de Cuidado da Próstata incorporando ressonância magnética multiparamétrica antes da biópsia no SUS mineiro, mediante pactuação entre Estado e municípios. A diretriz não cria rastreamento populacional, mas organiza a investigação quando há sintomas ou PSA alterado. Como se entra na rede (e por onde ela se resolve) O primeiro passo é local: Unidades Básicas de Saúde de Ouro Preto, Mariana e Itabirito fazem a escuta, solicitam PSA (exame de sangue que ajuda a investigar problemas da próstata) e exame clínico e, havendo suspeita, encaminham para urologia/oncologia via regulação. Nos casos que demandam alta complexidade (cirurgia oncológica, quimioterapia, radioterapia), a referência costuma ser Belo Horizonte, que concentra 41 serviços oncológicos habilitados (32 UNACON, 4 CACON, 1 hospital geral com cirurgia de câncer e 4 radioterapias integradas). A própria SES-MG descreve a rede e reforça que o acesso é regulado pelos municípios.  Em Itabirito, a Câmara sancionou, em 2024, a Lei 4.066, que autoriza a criação de um Centro Oncológico municipal. É um marco político local, mas não equivale à habilitação como UNACON/CACON (que depende de critérios técnicos e pactuações com o Ministério da Saúde). Para onde BH costuma receber os regulados da região Na capital, a porta de alta complexidade do SUS envolve, entre outros, Santa Casa BH (CACON), Instituto Mário Penna/Hospital Luxemburgo (UNACON), Hospital Felício Rocho (UNACON), HC-UFMG (UNACON) e Hospital Alberto Cavalcanti/Fhemig (UNACON) — estabelecimentos listados pela SES-MG/CNES como parte da rede oncológica estadual. A página oficial da secretaria confirma a quantidade de serviços habilitados e o papel da regulação municipal para acesso. O que muda com o novo protocolo O PSA alterado passa a levar à ressonância multiparamétrica antes da biópsia, aumentando a precisão diagnóstica e evitando procedimentos invasivos desnecessários. O Estado anunciou aporte financeiro próprio para viabilizar a medida, condicionado à aprovação na CIB. Em paralelo, a SES-MG reforçou que a investigação começa na atenção primária — o que exige agenda disponível e comunicação clara nas UBS. O tamanho do problema em Minas (e por aqui) O recado de novembro é direto: homens cuidam menos da saúde e costumam adiar a ida ao médico — o que empurra diagnósticos para fases tardias. A SES-MG lembra ainda que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. Entre 2019 e 2023, 36.416 casos de câncer de próstata foram registrados em hospitais de referência de Minas, sinalizando a dimensão do cuidado que a rede precisa sustentar. 

Saneouro divulga nota sobre processo societário; posicionamento confirma que venda global da controladora segue em andamento com conclusão prevista para 2026

Após a repercussão internacional da venda da GS Inima — uma das controladoras da Saneouro — para a estatal de Abu Dhabi TAQA, por cerca de US$ 1,2 bilhão, a concessionária divulgou uma nota oficial sobre o tema. Sem entrar em detalhes sobre a operação global, a Saneouro afirma que o processo de inclusão de um novo acionista na estrutura societária da GS Inima já está em curso e que pode ser concluído apenas em 2026. O que diz a nota da Saneouro No comunicado, a empresa informa que: A nota não nega a negociação noticiada pela imprensa internacional; apenas esclarece que, no âmbito da Saneouro, nenhuma mudança societária se efetivou até o momento, o que é compatível com o estágio da operação global, que depende de aprovações formais, como informado anteriormente pelo Vintém. (leia aqui a matéria completa) Contexto internacional: venda da GS Inima foi anunciada em agosto A operação envolvendo a GS Inima foi anunciada no dia 25 de agosto de 2025 por veículos internacionais como Reuters, El País / CincoDías, Korea Economic Daily e pela própria TAQA, por meio de comunicado distribuído via PR Newswire. O valor divulgado é de aproximadamente US$ 1,2 bilhão, e o negócio faz parte da estratégia da TAQA de ampliar sua presença global no setor de água — da dessalinização ao saneamento. A GS Inima opera cerca de 50 projetos em 10 países, incluindo concessões de longo prazo na América Latina, Europa e Oriente Médio. Por que a conclusão depende de 2026 Como mostrado anteriormente, o acordo global está sujeito a: No Brasil, qualquer mudança de controle que afete a Saneouro — mesmo que indiretamente — depende de anuência prévia da Prefeitura de Ouro Preto, conforme previsto no contrato de concessão. A Prefeitura informou que ainda não recebeu comunicado sobre eventual pedido de anuência. Situação atual

MiniMovers: Quando o corpo fala

Um projeto transdisciplinar da UFOP que ensina crianças autistas e neurodivergentes a se reconhecerem através da psicomotricidade