A Samarco publicou nesta semana o Relatório Anual de Sustentabilidade 2025, com dados sobre desempenho ambiental, investimentos sociais e o andamento das obrigações estabelecidas pelo Novo Acordo do Rio Doce — o acordo de reparação firmado após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015.
A empresa registrou 87,7% de recirculação global de água em suas operações no ano passado. A unidade de Ubu, no Espírito Santo, operou com recirculação integral e balanço hídrico positivo — o que significa que devolveu ao sistema mais água do que consumiu. O consumo de energia elétrica foi suprido integralmente por fontes renováveis e rastreadas. A destinação sustentável de resíduos não minerais chegou a 95%. Em 2025, 89% do rejeito arenoso gerado foi reaproveitado nas obras de descaracterização da barragem de Germano — estrutura que integra o complexo de Mariana e está em processo de neutralização.
Na área de governança, a Samarco afirma manter 100% de aderência ao Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM), com monitoramento contínuo das estruturas. Recebeu, pelo quarto ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, que avalia a qualidade dos inventários de emissões de gases de efeito estufa.
O relatório destaca R$ 22,4 milhões destinados a iniciativas socioinstitucionais e R$ 1,6 bilhão em compras pelo Programa Força Local, que envolve mais de 2,2 mil fornecedores em Minas Gerais e no Espírito Santo. A empresa investiu ainda R$ 52,5 milhões em 84 projetos de pesquisa e inovação, com foco em automação, inteligência artificial e empilhamento a seco de rejeitos — tecnologia que elimina a necessidade de barragens de contenção com água.
Sobre a agenda de reparação, o documento informa que a Samarco avançou em obras estruturantes, recuperação ambiental e implantação de sistemas de abastecimento de água em municípios atingidos pelo desastre. O Novo Acordo, firmado em 2021 entre as mineradoras responsáveis — Samarco, Vale e BHP Billiton —, o governo federal, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e representantes dos atingidos, prevê um montante total de R$ 170 bilhões ao longo de décadas. Parte significativa das obrigações ainda está em execução, e comunidades de Mariana aguardam a conclusão de processos de indenização e reassentamento.
O relatório completo está disponível no site da Samarco.