Ouro Preto, quinta-feira, junho 11, 2026 08:19

UFOP instala Bancos Vermelhos em todos os campi nesta segunda em ato pelo fim da violência contra mulheres

Banco Vermelho na UFOP | Vintém Urgente e Incendioso · Serviço público Símbolo que nasceu na Itália e virou lei no Brasil em 2024 chega à universidade com informações sobre como denunciar violência de gênero — incluindo pela Ouvidoria Feminina da própria UFOP Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 A Universidade Federal de Ouro Preto inaugura nesta segunda-feira (9) Bancos Vermelhos em todos os seus campi — Ouro Preto, Mariana, Ipatingae João Monlevade. A instalação simultânea faz parte de uma iniciativa nacional coordenada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que leva o símbolo a diversas universidades e institutos federais no mesmo dia. O Banco Vermelho é um símbolo de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Cada exemplar instalado na UFOP traz também informações objetivas sobre como denunciar casos de violência de gênero — incluindo os canais disponíveis na própria universidade, entre eles a Ouvidoria Feminina, criada exclusivamente para receber esse tipo de denúncia. O registro pode ser feito pelo portal Ouvidoria Feminina UFOP e pode ser anônimo. O projeto nasceu na Itália em 2016 como um gesto simbólico: bancos pintados de vermelho espalhados por praças e espaços públicos para marcar a ausência das mulheres vítimas de feminicídio. No Brasil, a prática ganhou força nos últimos anos e, em 2024, foi incorporada à legislação federal — passando a integrar o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher. A instalação de amanhã, no entanto, acontece um dia após o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres — o que reforça o caráter de posicionamento institucional da iniciativa. Em Mariana, a iniciativa ganha peso adicional. A cidade ainda convive com a comoção gerada pelo feminicídio de Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e de sua filha Maria Fernanda, 2 anos, assassinadas em 3 de fevereiro no bairro Santa Clara. O crime mobilizou a comunidade — e colocou em debate também o papel da imprensa e das instituições no enfrentamento à violência doméstica. A UFOP tem dois campi na cidade, e ambos receberão bancos nesta segunda. 📍 Programação — instalação dos Bancos Vermelhos na UFOP · 9 de março Ouro Preto 9h Campus Morro do Cruzeiro · gramado em frente à portaria principal Ipatingaa 9h Instituto de Saúde e Humanidades (ISH) · Rua Graciliano Ramos, 719, Cidade Nobre Mariana — ICSA 14h Instituto de Ciências Sociais Aplicadas · Rua do Catete, 166, Centro Mariana — ICHS 15h30 Instituto de Ciências Humanas e Sociais · Rua do Seminário, s/n, Centro João Monlevade 14h Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) · Rua Trinta e Seis, 115, Loanda A Ouvidoria Feminina da UFOP funciona como um canal institucional dedicado a situações de violência de gênero vividas por integrantes da comunidade universitária. As denúncias são feitas pelo portal ufop.br/ouvidoria e podem ser realizadas de forma anônima. Mais informações sobre o projeto Banco Vermelho estão disponíveis em [LINK — Saiba mais sobre o projeto]. 📞 Canais de apoio — violência contra a mulher 180 · Central de Atendimento à Mulher — gratuito, sigiloso, 24h por dia 190 · Polícia Militar — emergências 181 · Disque Denúncia MG — ligação gratuita Ouvidoria Feminina UFOP · ufop.br/ouvidoria · pode ser anônima CREAS · apoio social e psicológico · Ouro Preto, Mariana e Itabirito · procure a Secretaria de Desenvolvimento Social Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

Ouro Preto entre os cinco maiores exportadores de MG no bimestre em que estado bate recorde

Exportações MG bimestre 2026 | Vintém Análise de dados · Economia regional Minas Gerais exportou US$ 6,6 bilhões de janeiro a fevereiro de 2026 — alta de 5,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ouro foi o produto com maior crescimento; Ouro Preto respondeu por 4,1% das vendas do estado em fevereiro Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 Minas Gerais fechou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com US$ 6,6 bilhões em vendas ao exterior — alta de 5,9% frente ao mesmo período de 2025. O estado respondeu por 13% de todas as exportações brasileiras no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit da balança comercial mineira chegou a US$ 3,7 bilhões no bimestre, crescimento de quase 12% em relação ao início de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,3 bilhões. As importações totalizaram US$ 2,9 bilhões, com Minas respondendo por 6,8% das aquisições internacionais do país. 📍 Ouro Preto no cenário estadual Em fevereiro, Ouro Preto figurou entre os cinco maiores municípios exportadores de Minas Gerais, respondendo por 4,1% das exportações estaduais — o equivalente a US$ 125 milhões em produtos embarcados, principalmente minério de ferro com destino à China. A cidade ficou atrás de Varginha (8,7%), Araxá (8,1%), Paracatu (7,8%) e Nova Lima (5,9%), segundo dados da Secex/MDIC divulgados pela Agência Minas. Ouro lidera crescimento entre os produtos exportados O ouro foi a mercadoria com maior crescimento nas exportações mineiras no bimestre, com aumento de US$ 320,3 milhões — alta de 82,7% frente ao mesmo período de 2025. Na sequência, ferro-ligas registraram crescimento de US$ 106,1 milhões (40,8%) e o ferro fundido bruto e ferro spiegel, de US$ 46,5 milhões (36,8%). Já em fevereiro, os principais produtos exportados pelo estado foram minérios de ferro e seus concentrados (25,9% do total), café (24,7%), ouro (10,3%), ferro-ligas (7,5%) e açúcares (2,7%). 📊 Bimestre janeiro–fevereiro 2026 US$ 6,6 bi exportações mineiras — +5,9% sobre jan-fev/2025 US$ 3,7 bi superávit da balança comercial — +12% sobre jan-fev/2025 13% participação de MG nas exportações brasileiras no período China lidera compras; Suíça sobe no ranking Em fevereiro, Minas alcançou 147 países compradores. A China manteve a liderança, responsável por 29,8% das compras de produtos mineiros. Estados Unidos (8,2%), Alemanha (5,7%) e Canadá (4,5%) completaram o topo do ranking, seguidos pela Suíça (4,3%). As exportações para o mercado suíço já acumulam alta de US$ 113 milhões no bimestre em relação ao ano anterior — crescimento relacionado em grande parte ao ouro, cuja principal rota de comercialização internacional passa pelo país. “O crescimento nas nossas exportações e também do superávit da balança comercial destacam o potencial mineiro consolidado no comércio exterior. Por meio da ampliação de mercados e da valorização de produtos, esperamos alcançar resultados ainda mais positivos neste ano.” — Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Maiores exportadores municipais em fevereiro 🏆 Ranking de municípios exportadores — fevereiro 2026 1ºVarginha8,7% 2ºAraxá8,1% 3ºParacatu7,8% 4ºNova Lima5,9% 5ºOuro Preto4,1% Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

UFOP adere a pacto nacional contra o feminicídio e leva debate ao semestre letivo de 2026

Universidade passa a integrar articulação lançada pelos Três Poderes e prepara ações para o Mês da Mulher e para o início das aulas, previsto para 6 de abril, com foco no enfrentamento à violência de gênero. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) passou a integrar o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, uma articulação lançada em fevereiro de 2026 pelos Três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres e ampliar medidas de prevenção, proteção e responsabilização. Na universidade, a adesão será acompanhada por ações ao longo do Mês da Mulher e do semestre 2026/1, cujo início está previsto para 6 de abril. A universidade entra numa frente nacional A entrada da UFOP no pacto insere a universidade numa mobilização institucional que tenta responder, de forma coordenada, a um problema que há muito deixou de caber apenas nas estatísticas. Segundo a própria instituição, a adesão mira a proteção de direitos e a busca por respostas mais eficazes à violência de gênero, levando o tema para dentro do ambiente acadêmico e das rotinas de formação. No plano nacional, o pacto foi lançado em 4 de fevereiro de 2026 com a proposta de reunir Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra mulheres. Entre os objetivos anunciados estão o fortalecimento das redes de atendimento, a ampliação de campanhas educativas, a agilização do cumprimento de medidas protetivas e o combate à impunidade. Do discurso institucional à vida universitária Na UFOP, a adesão ao pacto vem acompanhada de uma agenda pensada para março e para o semestre 2026/1. Segundo a universidade, a proposta é ampliar o debate sobre feminicídio e outros temas ligados à luta das mulheres dentro do espaço acadêmico. O calendário oficial dos cursos presenciais indica como previsão de início do período letivo o dia 6 de abril de 2026. Uma das ações já anunciadas é a participação da UFOP na campanha Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. A instituição informou que instalará bancos em seus campi em 9 de março, com unidades também em Mariana, além de divulgar informações sobre denúncia e acolhimento, inclusive por meio da Ouvidoria Feminina. Informação, denúncia e articulação O pacto também prevê a plataforma TodosPorTodas.br, apresentada como um espaço para concentrar informações sobre a iniciativa, reunir canais de denúncia e divulgar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, além de estimular a participação de órgãos públicos, empresas e sociedade civil. Na prática, a aposta é que a circulação mais organizada de informação ajude a encurtar distâncias entre a violência, a denúncia e a resposta institucional. No noticiário oficial do governo federal, o lançamento da iniciativa ocorreu em meio a um cenário que ajuda a dimensionar a urgência do tema. Segundo dados do sistema de Justiça citados pelo governo, em 2025 foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia no país, enquanto 621.202 medidas protetivas foram concedidas no mesmo período. Entre Ouro Preto, Mariana e a responsabilidade pública Em cidades como Ouro Preto e Mariana, onde a universidade ocupa um lugar central na vida pública, a adesão ao pacto carrega um peso que ultrapassa a esfera administrativa. Quando uma instituição de ensino assume esse compromisso, ela também afirma que a produção de conhecimento não pode caminhar apartada da defesa da vida. Mais do que aderir a uma agenda nacional, a UFOP indica que o tema deverá atravessar o cotidiano universitário nos próximos meses. A expectativa, segundo a instituição, é que o debate sobre feminicídio, machismo estrutural e igualdade de gênero ganhe presença mais contínua entre campanhas, ações educativas e canais de escuta.

No ano do recorde de feminicídios no Brasil, como está a nossa região?

Matéria – Larissa e Maria Fernanda | Vintém Larissa tinha 25 anos. Maria Fernanda, dois. O que os matou começa muito antes da faca O feminicídio de mãe e filha em Mariana chocou a região. A cobertura de parte da imprensa chocou também — por razões diferentes. O Vintém apura os dados da violência contra a mulher em Ouro Preto, Mariana e Itabirito e ouve quem trabalha para que cada morte seja contada com o nome certo. Na tarde de terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, vizinhos do bairro Santa Clara, em Mariana, ouviram gritos vindos de uma casa na rua Caetano Pinto. Depois, silêncio. Quando a Polícia Militar chegou, encontrou Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e a filha do casal, Maria Fernanda Oliveira Gomes, 2 anos, mortas no quintal da residência, abraçadas, com múltiplas lesões na cabeça, no pescoço e nos membros. O facão usado no crime foi encontrado no terreno vizinho. O companheiro delas, Felipe Gomes Cordeiro, 24 anos, chegou ao local acompanhado do padrasto e ele mesmo conduziu os policiais até os corpos. Preso em flagrante, apresentou versões contraditórias. Acabou confessando. Sua prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. Ele deve permanecer preso até o julgamento. A Prefeitura de Mariana classificou o crime como “brutal” e prestou solidariedade aos familiares. “Um crime brutal, que causa indignação e tristeza em toda cidade”, dizia o comunicado oficial. No sábado seguinte, 7 de fevereiro, centenas de pessoas foram às ruas em uma marcha convocada por moradores — batizada de Marcha dos Homens, com concentração no Centro de Convenções e caminhada até a Praça Minas Gerais. Uma familiar de Larissa e Maria Fernanda tomou a palavra e lembrou que o feminicídio é o estágio final de uma violência que começa muito antes. Mas enquanto a cidade enlutuada marchava, parte da cobertura jornalística do caso trilhava outro caminho. A narrativa que mata duas vezes Nos dias que se seguiram ao crime, algumas publicações escolheram destacar em seus títulos a versão do próprio suspeito — a de que uma “suposta traição” teria “motivado” ou “levado” o homem a matar. O problema não é mencionar o contexto alegado pelo suspeito. O problema é transformar essa alegação no enquadramento central da história: quando o título diz que a traição “levou” alguém a matar, está construindo uma relação de causalidade. Não descreve o crime — explica, e ao explicar, justifica. “O feminicídio não começa na manchete. Mas a manchete pode determinar se a próxima mulher vai pedir socorro ou vai ficar em silêncio, com medo de não ser acreditada.” — Campanha da Associação Riograndense de Imprensa, 2026 O Projeto Ariadnes, observatório de mídia, gênero e sexualidade da UFOP, sediado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas de Mariana, publicou em suas redes sociais uma análise da cobertura do caso — apontando exatamente esse padrão. O projeto, coordenado pela professora Karina Gomes Barbosa e com atuação na formação de jornalistas da Região dos Inconfidentes, tem realizado oficinas sobre cobertura ética de feminicídios desde 2025. A publicação gerou ampla repercussão e debate entre moradores e profissionais da comunicação. A pesquisadora e linguista Ana Maduro, cujo trabalho embasou um projeto de lei debatido na Câmara Legislativa do Distrito Federal em março de 2026, resume o mecanismo: “Muitas manchetes acabam diminuindo a responsabilidade do agressor ao sugerir motivações relacionadas ao comportamento da vítima.” O ciclo se fecha quando a cobertura replica e amplifica a mesma lógica que estrutura a violência de gênero: a de que a mulher é responsável pelo que acontece a ela. Traição, real ou suposta, não justifica assassinato. Nem de uma mulher adulta. Nem de uma criança de dois anos. O que os dados dizem sobre nossa região O caso de Larissa e Maria Fernanda não é isolado. Os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais mostram que a violência doméstica é persistente nas três cidades que o Vintém cobre. Ouro Preto lidera em números absolutos entre elas: foram 588 registros em 2021, subindo para 703 em 2022 e 697 em 2023. Até abril de 2024, o município já acumulava 256 casos — um ritmo que sugeria encerrar o ano próximo dos recordes anteriores. Em Mariana, a média histórica é igualmente elevada: 638 registros em 2021, 605 em 2022, 607 em 2023. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania do município informou, até junho de 2024, uma média de 13 novos casos de violência atendidos por mês — com violência física, psicológica e abuso sexual entre as formas mais comuns. Itabirito registrou 461 casos em 2021, queda para 346 em 2022, retorno a 405 em 2023. Esses números, cabe lembrar, dizem respeito às ocorrências registradas. A subnotificação é histórica: o medo, a dependência financeira, o estigma social e, especialmente em cidades menores, o risco de exposição em comunidades onde agressor e vítima são conhecidos de todos — tudo isso mantém uma parte significativa dos casos fora das estatísticas oficiais. 📊 Dados regionais · Violência doméstica Ouro Preto, Mariana e Itabirito: o que os registros mostram Município 2021 2022 2023 Jan–Abr 2024 Ouro Preto 588 ↑ 703 697 256 Mariana 638 605 607 173 Itabirito 461 ↓ 346 405 144 Registros de violência doméstica — todas as formas (física, psicológica, sexual, patrimonial). Os números refletem ocorrências registradas, não o total real: especialistas estimam subnotificação significativa, especialmente em cidades de médio porte. 13 novos casos de violência atendidos por mês em Mariana (média até jun/2024) 166 famílias atendidas mensalmente nos centros de referência de Itabirito 3 municípios com CREAS ativo para acolhimento de vítimas VINTÉM Fonte: Sejusp-MG / Observatório de Segurança Pública · dados até abr/2024 🇧🇷 Panorama · Minas Gerais e Brasil Feminicídio: o que os números nacionais dizem sobre o que acontece aqui 1.568 feminicídios consumados no Brasil em 2025 — recorde histórico desde 2015 4,7% crescimento em relação a 2024, que já havia batido recorde 13.703 mulheres mortas por feminicídio no Brasil desde a tipificação do crime (2015–2025) 4/dia média de feminicídios consumados no Brasil desde 2022 Ocorrências

Câmara de Ouro Preto lança Campanha da Fraternidade 2026 com debate sobre moradia

Audiência pública acontece nesta segunda-feira (9), às 18h, no plenário da Câmara; evento é aberto ao público e será transmitido ao vivo pelo YouTube A Câmara Municipal de Ouro Preto realiza nesta segunda-feira, 9 de março, às 18h, a audiência pública de lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. O evento, proposto pelos vereadores Kuruzu (PT) e Matheus Pacheco (PV), acontece no plenário da Casa e é aberto à participação da comunidade. A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o período da Quaresma. Em 2026, o tema escolhido é “Fraternidade e Moradia” e o lema, retirado do Evangelho de João, é “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Ao longo da Quaresma, a iniciativa mobiliza paróquias, pastorais e movimentos sociais em todo o país por meio de atividades de formação, encontros e ações solidárias. Para o vereador Kuruzu, a escolha do tema pela Igreja chega em momento especialmente significativo para Ouro Preto. “Essa Campanha da Fraternidade 2026 chega em um momento oportuno para a nossa cidade. Saber que a Igreja Católica propõe essa reflexão sobre um tema tão importante alimenta o debate e a nossa atuação na luta por moradia em Ouro Preto”, afirmou. A audiência desta segunda integra um contexto mais amplo de debates sobre habitação que vêm ocupando o legislativo municipal. Na semana passada, Ouro Preto assistiu à assinatura do acordo judicial que encerra a disputa pelas chamadas Terras da Novelis, garantindo regularização fundiária para moradores de cinco bairros da área sul da cidade e abrindo caminho para a construção de moradias populares. Na mesma semana, o vereador Kuruzu anunciou o avanço de projeto de lei do deputado estadual Elton Pimentel que prevê a doação de aproximadamente 20 hectares da antiga FEBEM ao município para a implantação de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. A audiência pública de hoje busca apresentar à comunidade a proposta da campanha deste ano e trazer o debate para o contexto municipal, discutindo a realidade da moradia em Ouro Preto a partir da reflexão proposta pela CNBB. 🏛️ Serviço · Audiência Pública Campanha da Fraternidade 2026 na Câmara de Ouro Preto Tema · Fraternidade e Moradia “Ele veio morar entre nós” João 1,14 · CNBB 2026 📅 Quando 9 de março de 2026Segunda-feira · 18h 📍 Onde Plenário da Câmara MunicipalPraça Tiradentes, 41 🎙️ Requerimento Vereadores Kuruzu (PT)e Matheus Pacheco (PV) 🎟️ Entrada Aberta ao público Gratuita ▶️ Transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara Municipal de Ouro Preto no YouTube VINTÉM Informação que vale ouro

Projeto de mineração da BHP avança sobre zona de amortecimento do Parque do Itacolomi

Reportagem da Agência Primaz revela que mineradora — uma das responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana — pretende realizar sondagens geológicas em área próxima ao parque; estudo ambiental teria omitido seis espécies ameaçadas de extinção, segundo pesquisadores da UFOP Esta matéria repercute reportagem publicada pela Agência Primaz, de Mariana, com apuração e fotos do jornalista Lui Pereira. Foto: Ruínas da Fazenda Tesoureiro foram ignoradas nos estudos de impacto da mineradora – Foto: Vivian Baeta A BHP Billiton Brasil Ltda. — uma das mineradoras responsabilizadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015 — pretende realizar sondagens geológicas para quantificar reservas de minério de ferro em uma área localizada dentro da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Itacolomi, a 1,19 quilômetros do limite oeste do parque. A informação foi publicada pela Agência Primaz, de Mariana, em reportagem assinada pelo jornalista Lui Pereira. O projeto, denominado Rancharia – Fase 2, está situado na Fazenda Tesoureiro, em área de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, próxima a ruínas históricas e aos distritos de Lavras Novas e Chapada, que ficam a cerca de três e quatro quilômetros da área, respectivamente. Embora o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da empresa aponte a viabilidade do projeto, documentos técnicos elaborados por grupos de pesquisa vinculados à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) contestam as conclusões. O que dizem os pesquisadores O OBSERVA — Observatório Sócio-Ambiental pela Conservação, grupo de pesquisa e extensão da UFOP —, identificou que o EIA apresentado pela BHP teria omitido seis espécies de plantas ameaçadas de extinção com registros confirmados para a área. Segundo a Agência Primaz, esse número representa um aumento de 300% em relação à lista de espécies em risco declarada pela empresa. O grupo também sustenta que as medidas de recuperação propostas pela mineradora são insuficientes para restaurar a complexidade biológica do ecossistema afetado. O ponto mais sensível do projeto, conforme a reportagem original, é a necessidade de suprimir vegetação de Campo Rupestre Ferruginoso — ecossistema raro, formado há bilhões de anos e protegido pela Lei da Mata Atlântica. Pesquisadores alertam que esse ambiente é fundamental para a recarga de aquíferos e que sua supressão, em área que abriga espécies ameaçadas, violaria a legislação federal. O grupo CONTERRA, também citado pela Agência Primaz, aponta que a exploração na zona de amortecimento do Itacolomi trará impactos ao cotidiano de Lavras Novas e Chapada, incluindo contaminação do ar e da água, aumento do tráfego de veículos pesados e degradação da paisagem — fatores que afetariam diretamente o ecoturismo, atividade central na economia dos dois distritos. Um elemento adicional chama atenção: segundo a reportagem, as ruínas da Fazenda Tesoureiro — vestígios históricos presentes na área — não teriam sido contempladas nos estudos de impacto apresentados pela mineradora. Contexto: BHP em Ouro Preto O avanço do Projeto Rancharia – Fase 2 se insere num quadro mais amplo de pressão minerária sobre o município. Conforme levantamento publicado pelo Mongabay e pela Agência Pública, ao menos sete empresas têm processos de licenciamento e pesquisa de ferro e manganês em curso no entorno de Ouro Preto. A BHP, isoladamente, já detém autorização para pesquisar ferro em uma área superior a 900 hectares na região de Botafogo. Ouro Preto é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1980. O Parque Estadual do Itacolomi, que divide território entre Ouro Preto e Mariana, foi concedido à iniciativa privada em dezembro de 2022, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, por contrato de 30 anos.

Vacina contra dengue está disponível em Ouro Preto, mas adesão ainda é baixa, diz secretário de Saúde

Leandro Moreira alerta para aumento de casos no estado, reforça funcionamento do Vacimóvel na UPA Dom Orione e lembra que combate ao mosquito segue indispensável Com casos de dengue em elevação em Minas, a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Preto voltou a fazer um chamado direto às famílias: a vacina está no SUS, mas pouca gente tem procurado a imunização. Em entrevista, o secretário Leandro Moreira afirmou que a baixa adesão preocupa e destacou que o município mantém postos e um Vacimóvel com oferta diária de vacinas. Ouro Preto tem vacina contra a dengue disponível na rede pública, porém a demanda ainda não acompanha a necessidade de proteção, segundo o secretário de Saúde, Leandro Moreira. “Temos a vacina de forma gratuita e não temos adesão suficiente”, afirmou, ao comentar o cenário de avanço dos casos no estado. A estratégia nacional de vacinação contra a dengue é voltada, em regra, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses e intervalo de três meses. Postos, PSFs e a “van da vacina” Na entrevista, Leandro Moreira reforçou que todas as unidades de Saúde da Família (PSF) do município possuem sala de vacinação e que o município conta ainda com o Vacimóvel como alternativa prática para quem não consegue ir ao posto. “Não tem justificativa para não conseguir vacinar”, disse, orientando a população a levar o cartão de vacina para atualização. A disponibilidade diária do Vacimóvel também foi divulgada em reportanto ocorre na UPA Dom Orione, com funcionamento de segunda a sexta, das 7h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Vacina não substitui cuidado no quintal Mesmo com a imunização, o secretário fez questão de insistir no que costuma ser esquecido quando a chuva vai embora e o calor aperta: prevenção é tarefa coletiva. “O fato de termos a vacina não nos limita nas ações contra dengue”, afirmou, pedindo atenção a recipientes com água parada dentro de casa e também no entorno — “não adianta eu fazer a minha parte se a do vizinho não está sendo feita”. Ele orienta que, ao identificar locais com possível criadouro, a população acione os canais da Prefeitura para que equipes façam a fiscalização. A lógica é conhecida, mas sempre urgente: reduzir foco diminuir não só dengue, mas também chikungunya, zika e febre amarela. Campanha da gripe no horizonte Além da dengue, a Secretaria projeta a campanha de vacinação contra a gripe para abril e menciona a possibilidade de antecipação, conforme sinalizações do Ministé(Até o momento, não há um calendário nacional único amplamente divulgado para todo o país em 2026; historicamente, a vacinação ocorre no outono nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste, com.)

Dez anos depois, “quando a causa é justa, a conquista vem”

Acordo encerra ação judicial de 2019 e garante regularização fundiária para moradores de cinco bairros da área sul de Ouro Preto; para o vereador Kuruzu, que liderou a Ocupação Chico Rei em 2015, a luta não termina aqui Fotos: PMOP Na noite de Natal de 2015, mais de 500 pessoas ocuparam uma fração de terras pertencentes à Novelis em Ouro Preto. A multinacional do alumínio havia encerrado suas operações na região e colocado à venda parte do patrimônio fundiário que acumulara ao longo de décadas — inclusive terrenos originalmente cedidos pela Prefeitura para incentivar a geração de empregos. A insatisfação era direta: a empresa fechou as portas, demitiu trabalhadores, e as terras seguiam sendo negociadas no mercado. A mobilização ganhou nome, Ocupação Chico Rei, e um rosto: Wanderley Kuruzu, que dez anos depois ocupa uma cadeira na Câmara Municipal pelo PT. Na manhã de quinta-feira, 26 de fevereiro, Kuruzu estava no Salão Paroquial da Paróquia de Cristo Rei quando o prefeito Angelo Oswaldo assinou o acordo que encerra a disputa judicial pelas chamadas “Terras da Novelis”. Para o vereador, o momento confirma uma convicção cultivada ao longo de uma década de enfrentamentos. “Conforme a gente sempre diz lá nas nossas reuniões da Ocupação Chico Rei, quando a causa é justa, o povo se mobiliza, se organiza, vai à luta e, se necessário, persevera — a conquista vem. Eu acho que essa é uma lição que fica dessa luta toda. Dez anos, muita gente não acreditava.” A ação judicial e o caminho até o acordo Em 2019, o Ministério Público de Minas Gerais abriu Ação Civil Pública contra a Novelis e a própria Prefeitura de Ouro Preto, apontando parcelamento indevido do solo nos bairros Saramenha, Tavares, Vila Operária e Vila dos Engenheiros — área onde parte significativa dos moradores vivia há décadas sem titulação formal. Em 2021, a Justiça reposicionou o Município: de réu, passou a integrar o polo ativo da ação, abrindo caminho para as negociações. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação e a Procuradoria Geral do Município conduziram os estudos que se tornaram a base da proposta. Em dezembro de 2025, a Prefeitura apresentou à Novelis a versão final. A empresa aceitou em 30 de dezembro. Em fevereiro de 2026, o acordo foi homologado pela Justiça antes do Carnaval. Para o promotor Emmanuel Pelegrini, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Ouro Preto, a conquista evidencia os limites das soluções puramente formais. “Estamos tratando da regularização de uma parte significativa do território de Ouro Preto. Problemas complexos e antigos como esse não se resolvem com decisões formais. Eles exigem persistência, resiliência, responsabilidade e vontade de construção.” O Procurador-Geral do Município, Diogo Ribeiro, contextualizou a dimensão histórica da disputa. “Há mais de 40 anos a comunidade reivindica áreas de uso público consolidadas que estavam em propriedade da Novelis. Com o esforço da Procuradoria Geral Municipal e da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, fica estabelecido o repasse dessas áreas para o Município.” O que o acordo garante No total, o Município recebe aproximadamente 240 mil metros quadrados — mais de 37% de toda a área discutida no processo. Passam à titularidade pública o Ginásio da Aluminas, o campo de futebol, a Creche Colmeia, quadras esportivas e praças que já faziam parte do cotidiano das comunidades. A Prefeitura também garantiu o terreno para expansão do cemitério da Irmandade de São Miguel Arcanjo e áreas reservadas para futuros equipamentos de saúde e educação. O ponto mais aguardado pelos moradores é a regularização fundiária. Famílias dos bairros Tavares, Saramenha de Cima, Saramenha de Baixo, Vila dos Engenheiros e Vila Operária receberão a titulação formal dos terrenos onde já vivem. “Foi uma luta grande, mas as terras da Novelis agora são terras do povo de Ouro Preto”, encerrou o prefeito Angelo Oswaldo. A luta que continua Para Kuruzu, o acordo é uma vitória parcial — e um ponto de partida. Em declaração após a cerimônia, o vereador deixou claro que a agenda habitacional de Ouro Preto vai muito além do que foi assinado na quinta-feira. “Foi importante também que uma área maior de terra poderá ser destinada à habitação popular. Sim, essa sempre foi a nossa luta. Chega do povo pobre, ou menos favorecido conforme se prefira chamar, ser expulso para morar nas encostas, nas áreas de risco, quando tem terra firme demais.” Kuruzu apontou duas frentes prioritárias para os próximos meses. A primeira é o Plano Diretor do município, em processo de revisão. “Nós estamos de olho nele, que precisa ter atenção para com as demandas do povo trabalhador de Ouro Preto, que é quem faz a cidade funcionar. Que não seja um plano diretor feito dentro de gabinetes, no ar condicionado.” A segunda é a disputa pelas terras da antiga FEBEM — área pública de cerca de 300 hectares, equivalente a aproximadamente 500 campos de futebol, na entrada de Ouro Preto, pertencente ao Estado de Minas Gerais. “Aquelas lá são um escândalo ainda maior, porque já são terras públicas, terra pertencente ao Estado de Minas Gerais. Não é um pedacinho não, são 300 hectares. Terras públicas, ociosas, paradas, abandonadas, sem cumprir nenhuma função social. Nossa luta vai se intensificar agora, nosso olhar vai ficar cada vez mais atento para as terras da FEBEM e o Plano Diretor.” A mensagem final do vereador soou como convocação. “Agora, a gente espera que cada comunidade de Ouro Preto, cada bairro, cada distrito, que tenha as suas demandas justas de luta por direito, que se organize cada vez mais. A palavra perseverança tem uma importância muito grande nessa conquista.”

Repúblicas da UFOP doam 300 fardos de água para Ubá após chuvas na Zona da Mata

Doação partiu de estudantes de Ouro Preto e ganhou transporte gratuito por mobilização nas redes; UFOP e parceiros mantêm pontos de coleta em Ouro Preto, Mariana e João Monlevade Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) organizaram uma ação rápida para ajudar Ubá, na Zona da Mata, atingida por fortes chuvas nos últimos dias. As repúblicas Pif-Paf e Verdes Mares reuniram 300 fardos de água e conseguiram viabilizar a entrega com apoio voluntário, articulado a partir de uma postagem nas redes sociais. A mobilização foi puxada por Ruan Robert Martins Silva, estudante de Engenharia de Controle e Automação e morador da República Pif-Paf. Ele conta que buscou um transporte após divulgar a ideia no Instagram: “Postei no Instagram à procura de um carreto”. A ajuda veio de onde ele não esperava: o dono de um “disk bebidas” na cidade se ofereceu para fazer o trajeto sem cobrar pelo frete, viabilizando a entrega. Viagem difícil, entrega concluída Em Ubá, os fardos foram destinados ao Lar de Idosos do município. O caminho, que normalmente é de cerca de 160 km, ficou mais demorado diante das condições das estradas e do cenário pós-chuva. A equipe saiu ao meio-dia e só retornou a Ouro Preto de madrugada, já perto das 3h, de acordo com o organizador. A partir da postagem inicial, outras doações começaram a chegar à república. Parte do material não coube no caminhão e seria encaminhada depois ao ponto de apoio montado em Ouro Preto. Chuvas na Zona da Mata mobilizam redes e instituições A ação dos estudantes ocorre em um contexto de emergência mais amplo. Nos últimos dias, temporais castigaram cidades da Zona da Mata e de outras áreas do Sudeste, com mortes, desaparecidos e centenas de pessoas deslocadas, segundo agências internacionais. Ubá e Juiz de Fora estão entre os municípios citados como fortemente atingidos. Ruan afirma que já planeja uma nova remessa de doações, desta vez com destino a Juiz de Fora. Onde doar na região Em nota institucional, a UFOP informou que os pontos de coleta estão recebendo água mineral, materiais de limpeza e itens de higiene pessoal, entre outros itens essenciais. Ouro Preto Mariana João Monlevade

Câmara aprova três projetos de valorização da guarda municipal de Ouro Preto

Plano de cargos e salários, adicionais de insalubridade e periculosidade e verba de fardamento foram votados na sexta reunião ordinária de 2026; secretário de Segurança celebrou aprovação como “dia de alento” para a categoria. Foto: Taianne Silva/CMOP A Câmara Municipal de Ouro Preto aprovou nesta terça-feira (24) três projetos de lei de autoria do prefeito Ângelo Osvaldo que ampliam direitos e benefícios dos agentes da Guarda Municipal. As matérias tramitavam há cerca de um ano e foram votadas em única discussão e redação final, com 12 votos favoráveis cada uma. O pacote é composto pelo Projeto de Lei Complementar 133/2025, que altera o plano de cargos e vencimentos da Prefeitura no que diz respeito ao cargo de guarda civil municipal; pelo Projeto de Lei Complementar 132/2025, que atualiza os adicionais de insalubridade e periculosidade para os servidores municipais; e pelo Projeto de Lei Ordinária 912/2025, que modifica a verba indenizatória destinada à aquisição de fardamento. Segundo o vereador Carlinhos Mendes (Avante), o PLC 133 representa acréscimo de cerca de R$ 600 no piso salarial de cada agente — informação que o Vintém busca confirmar junto à Prefeitura. A votação aconteceu com guardas municipais presentes no plenário. O secretário municipal de Segurança e Trânsito, Moisés dos Santos, foi convidado a usar a tribuna e celebrou o resultado. “Hoje é um dia muito importante para a nossa guarda municipal, é um dia de alento, é um dia de reconhecimento”, declarou. “Quero parabenizar a instituição Guarda, através de todos os integrantes, por essa luta de classe. A união faz sempre a força.” O presidente da Câmara, vereador Vantuir (Avante), destacou que o apoio foi unânime entre os 15 vereadores da Casa, mesmo que dois — Naércio Ferreira (PSD) e Zé do Binga (PV) — estivessem ausentes por motivo de saúde na sessão. “Foi unânime o apoio à Guarda Municipal de Ouro Preto”, afirmou. “Todos os vereadores apoiaram, desde o início até o fim.” O vereador Ricardo Gringo (Republicanos), que havia apresentado requerimento no ano anterior cobrando um plano de viabilidade para o aumento da categoria, lembrou que a luta vinha de antes. “A segurança pública tem que se organizar”, disse. “Nós estamos aqui com o nosso mandato como um importante instrumento dessa transformação.”