Projeto de escolas cívico-militares divide Minas e acende embate entre governador e prefeito de Ouro Preto

Projeto enviado à ALMG busca base legal para programa suspenso na Justiça; prefeito de OP se opõe Uma proposta do governador Mateus Simões (PSD) para criar escolas cívico-militares na rede estadual de ensino de Minas Gerais virou o estopim de um confronto público durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, no 21 de abril. O prefeito Angelo Oswaldo criticou o modelo no próprio discurso oficial da data. O governador respondeu na hora, em tom elevado. Depois, Oswaldo foi às redes chamar Simões de “extremamente grosseiro, deseducado e desrespeitoso”. O Programa das Escolas Cívico-Militares (PECM), cujo projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 11 de abril, propõe um modelo de cooperação entre a Secretaria Estadual de Educação e instituições militares estaduais. O texto prevê que a adesão seja voluntária, condicionada a consulta pública com a comunidade escolar, e que militares da reserva atuem nas unidades. O governo diz que o objetivo é promover educação integral, cultura da paz e disciplina, “sem interferência na autonomia pedagógica”. O problema é que o programa já existia — e foi suspenso. Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) referendou decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) que determinou a descontinuidade do modelo para o ano letivo de 2026. O TCE apontou ausência de lei formal que embasasse o programa e irregularidade orçamentária. O projeto enviado à ALMG é justamente a tentativa de suprir essa lacuna. Antes mesmo de virar lei, o programa já havia sido implementado em nove escolas da rede estadual. Quando ainda era vice-governador, Simões chegou a afirmar: “Podem preparar para me prender, porque eu vou abrir colégio cívico-militar assim que eu entrar no exercício como governador.” A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da Comissão de Educação da ALMG, classifica o projeto como eleitoreiro. “O governo teve anos para apresentar políticas estruturantes na educação e só agora, às vésperas do período eleitoral, envia esse projeto”, disse. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) também se posicionou contra, afirmando que o modelo promove uma educação “baseada em hierarquia, disciplina e obediência”, em oposição a uma perspectiva democrática e crítica. Angelo Oswaldo, que não citou o projeto pelo nome na cerimônia do 21 de abril, preferiu a contraposição histórica: defendeu uma educação “cívico-militante, que milite no civismo, na educação, na pedagogia”, evocando Rui Barbosa e a tradição democrática mineira. Depois, nas redes sociais, foi mais direto: “Não um projeto pessoal do governador para agradar a extrema-direita brasileira.” A rede estadual de Minas Gerais atende cerca de 1,6 milhão de estudantes em 3,4 mil escolas. O projeto ainda precisa ser aprovado pela ALMG para entrar em vigor. 📋 O que prevê o projeto Adesão: Voluntária — depende de aprovação por consulta pública com a comunidade escolar Modelo: Cooperação entre Secretaria de Educação e instituições militares estaduais Militares: Militares da reserva atuarão nas escolas participantes Financiamento: Proibido uso de recursos do Fundeb para pagamento dos policiais Critérios de adesão: Vulnerabilidade socioeconômica, ocorrências disciplinares e desempenho em avaliações Status: Em tramitação na ALMG — suspensão judicial ainda vigente para 2026

Vereador de Itabirito é denunciado por suspeita de furar fila na UPA; Câmara vai analisar cassação

Prefeitura levou caso à Câmara e ao MP; vereador nega privilégio e diz que seguiu protocolo médico O vereador Renê Butekus (PSD), de Itabirito, é alvo de uma denúncia protocolada pela própria Prefeitura do município na Câmara Municipal e no Ministério Público de Minas Gerais. A denúncia apura se o parlamentar recebeu tratamento privilegiado durante atendimento na UPA Celso Matos Silva, em 20 de fevereiro de 2026. Segundo registros do sistema da unidade obtidos pela Secretaria Municipal de Saúde, o paciente identificado pelas iniciais J.C. deu entrada às 18h41. O vereador chegou às 19h15, 34 minutos depois. Ambos receberam pulseira verde na triagem — classificação de pouca urgência. Ainda assim, Butekus foi atendido em 1h30, enquanto J.C. aguardou 2h16. A prefeitura afirma que, além do sistema, há imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas como elementos de prova. Um vídeo divulgado pelo portal Sou Notícia mostra o vereador chamando um usuário do SUS de “otário” nas imediações da UPA após desentendimento sobre a ordem de atendimento. O caso também resultou em registro de boletim de ocorrência pela Polícia Militar. Em nota, Butekus nega qualquer privilégio. “Esclareço que, no dia 20/02/2026, estive na UPA para atendimento, retirando a ficha às 19h15. Após a triagem, o atendimento médico ocorreu às 20h46, seguindo o Protocolo de Manchester. Tais horários e os fatos ocorridos foram confirmados pelo médico e pela enfermeira responsável pela triagem, conforme consta no Boletim de Ocorrência registrado.” O parlamentar afirmou não ter se identificado como vereador ao dar entrada na unidade e que não solicitou qualquer tipo de benefício. A Prefeitura de Itabirito rebate: “A Secretaria Municipal de Saúde formalizou representação imediata junto à Câmara Municipal e ao Ministério Público, solicitando a apuração rigorosa dos fatos e a aplicação das sanções institucionais, regimentais e legais, caso as irregularidades sejam comprovadas.” A nota acrescenta que o sistema de saúde pública “deve ser regido estritamente por critérios técnicos”. Na Câmara, o presidente Léo do Social (PSDB) informou que a denúncia será encaminhada para análise jurídica externa. Conforme o Decreto-Lei nº 201/1967, que rege processos de cassação de vereadores, a denúncia precisa ser lida em plenário na sessão seguinte ao protocolo. Depois, os vereadores votam a admissibilidade. Caso aprovada por maioria simples, é formada uma comissão processante com três parlamentares sorteados. Butekus é de oposição à gestão do prefeito Dr. Elio da Mata Santos — o que dá ao caso uma dimensão política além da disciplinar. ⚠️ Estado atual do processo Fato: 20 de fevereiro de 2026, UPA Celso Matos Silva, Itabirito Denúncia protocolada por: Secretaria Municipal de Saúde de Itabirito Destinatários: Câmara Municipal de Itabirito e MPMG Próximo passo: Leitura em plenário e votação de admissibilidade Posição do vereador: Nega privilégio; diz que seguiu Protocolo de Manchester O Vintém solicitou posicionamento da Câmara Municipal de Itabirito sobre a data da leitura da denúncia em plenário. Sem retorno até o fechamento desta edição.

Panteão da Inconfidência terá limpeza das lápides e maior nitidez das gravuras em novo projeto

Parceria com prefeitura e museu prevê limpeza das lápides e maior nitidez nas gravuras do espaço O Panteão dos Heróis e Heroínas da Inconfidência, dentro do Museu da Inconfidência, receberá uma reforma. O deputado estadual Leleco Pimentel anunciou nesta segunda-feira, ao lado do prefeito Angelo Oswaldo, da pré-candidata ao Senado Marília Campos e do prefeito de Contagem Ricardo Faria, uma parceria entre o mandato “Juntos para Servir”, a Prefeitura de Ouro Preto e a direção do museu para a conservação do espaço. Segundo Pimentel, o projeto prevê a limpeza das cantarias e lápides do Panteão, além de tornar mais legíveis as escrituras e gravuras ali presentes. “Nós estamos numa parceria para que o Panteão seja não só mais clarificado no sentido da limpeza das lápides, mas que possa também trazer maior nitidez nas escrituras e gravuras que estão aqui junto com o Alferes Joaquim José da Silva Xavier.” O anúncio coincidiu com dois outros momentos ligados ao espaço: a identificação dos manuscritos de Tiradentes no acervo do museu, realizada nesta semana, e a elevação da instituição à categoria de Museu Nacional por projeto de lei enviado pelo presidente Lula ao Congresso. Angelo Oswaldo celebrou os movimentos juntos. “Esse museu ganha uma nova estatura, que passa a ser um museu nacional, o que significa mais projeção, mais recursos para preservar nossa história e a nossa identidade local e nacional”, disse o prefeito. O Panteão abriga os restos mortais de Tiradentes e de outros participantes da Inconfidência Mineira. O vereador Kuruzu (PT) e representantes da diretoria do Partido dos Trabalhadores também participaram do ato.

Terras da Febem aguardam sanção para se tornarem 500 moradias populares em Ouro Preto

Aprovado na ALMG em dois turnos, projeto tem 60 dias para ser sancionado pelo novo governador MG O projeto de lei que destina as terras da antiga Febem à construção de 500 moradias populares em Ouro Preto já passou pelos dois turnos de votação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Agora aguarda a sanção do governador do estado, que tem 60 dias para assinar a lei. O prazo começa a contar a partir da aprovação. O deputado estadual Leleco Pimentel, um dos autores do projeto, esteve em Ouro Preto nesta segunda-feira e cobrou a sanção durante o 21 de abril. Segundo ele, o governador estava presente na cidade para a cerimônia da Medalha da Inconfidência. “Se o governador não tiver altivez de fazer isso amanhã, na presença em Ouro Preto, devolver a Ouro Preto e à prefeitura para construir moradias, o presidente da Assembleia, Tadeuzinho, com quem conversei pessoalmente, vai sancionar essa lei”, disse Pimentel. Leleco adiantou ainda qual é o passo seguinte após a sanção: “Queremos o Ministério das Cidades recebendo o projeto para as 500 moradias e para também dar destinação à área para projetos de mobilidade e cuidado com o povo de Ouro Preto.” As terras da Febem ficam em uma área de quase 19 mil metros quadrados no entorno central de Ouro Preto, próxima à Rua Dom Helvécio, com acesso ao Jardim Botânico. O projeto prevê unidades habitacionais nas faixas 1, 2 e 3 do Minha Casa Minha Vida. Para Leleco, a destinação das terras começa a saldar uma conta antiga. “É impressionante como a dívida histórica que o Estado tem com Ouro Preto começa a ser paga. A Terra da Febem é um grande passo para essa dívida com o povo de Ouro Preto.”

Marília Campos visita Ouro Preto na véspera do 21 de abril e percorre museu e casas históricas

Pré-candidata ao Senado visitou o Museu da Inconfidência e a Casa de Gonzaga ao lado do prefeito A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, esteve em Ouro Preto nesta segunda-feira, 20 de abril, véspera do feriado de Tiradentes. Ela percorreu o Museu da Inconfidência, visitou a Casa de Gonzaga e esteve com o prefeito Angelo Oswaldo, com o deputado estadual Leleco Pimentel e o prefeito de Contagem, Ricardo Faria, que assumiu o cargo após a renúncia de Marília em março. Na Casa de Gonzaga, Angelo Oswaldo mostrou à visitante uma escultura de Marília de Dirceu feita pelo artista Evandro Carneiro. A personagem histórica — cujo nome completo era Marília Maria Doroteia Joaquina de Seixas — foi a musa do poeta Tomás Gonzaga e deu nome à obra que o tornou um dos maiores poetas do período colonial. “Marília e Marília se encontraram ali”, disse o prefeito. Para Marília Campos, a visita não foi apenas simbólica. “Estar aqui tem um significado não apenas histórico, mas também muito contemporâneo, porque a nossa luta também é em defesa da soberania e da democracia”, afirmou a pré-candidata, ao conectar o feriado ao cenário político atual. “Num momento em que a soberania de muitos países é comprometida, a nossa luta é em defesa da democracia e da soberania dos povos.” O deputado Leleco Pimentel acompanhou a visita e anunciou que o mandato conjunto com o deputado federal Padre João — chamado “Juntos para Servir” — está entre os articuladores da pré-candidatura de Marília ao Senado na região. Marília Campos renunciou à prefeitura de Contagem em 26 de março e lidera pesquisas para o Senado em Minas Gerais, com 20,6% das intenções de voto, segundo levantamento recente. 📋 Quem é Marília Campos Natural de: Ouro Branco (MG), a cerca de 40 km de Ouro Preto Formação: Psicóloga pela UFMG Trajetória: Vereadora (2000), deputada estadual (2004, reeleita 2018), prefeita de Contagem por quatro mandatos (2005–2013 e 2021–2026) Renunciou à prefeitura: 26 de março de 2026 Pré-candidatura: Senado Federal pelo PT, aprovada pela direção nacional do partido em fevereiro de 2026

Mais de 600 cidades de Minas estão em alerta ou risco de dengue, aponta levantamento

Primeiro LIRAa de 2026 mostra que maioria dos focos do Aedes aegypti está dentro de casa; MG registra 45 mil casos prováveis de dengue no ano A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais divulgou nesta terça-feira o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. De 853 municípios mineiros, 819 participaram do levantamento — e o resultado mostra 422 cidades em situação de alerta e outras 184 em risco de surto de dengue, chikungunya ou zika. São 606 no total. O levantamento considerou os meses de janeiro, fevereiro e março. Apenas 213 municípios apresentaram índice satisfatório, com menos de 1% dos imóveis vistoriados com presença de larvas do mosquito. O Índice de Infestação Predial (IIP) mede exatamente isso: a cada 100 imóveis, quantos têm foco do Aedes. O dado mais relevante do levantamento é onde os focos estão: dentro de casa. Caixas d’água destampadas, pratos de vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais respondem pela maior parte dos criadouros identificados pelas equipes de vigilância. A mensagem do governo estadual é direta — o combate ao mosquito depende mais do comportamento doméstico do que de qualquer ação pública isolada. Minas registra, até a 14ª Semana Epidemiológica de 2026, cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. Em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a prefeitura decretou emergência na segunda-feira após alta de 268% nos casos — 1.811 confirmados e 1.468 atendimentos por chikungunya. O governo estadual investe cerca de R$ 210 milhões por ano no enfrentamento às arboviroses. Apesar dos números, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, afirma que o cenário está dentro do esperado para o período sazonal, que vai de outubro a maio. A curva de casos mostra trajetória de queda nas semanas mais recentes. 🦟 Como evitar focos em casa Mantenha caixas d’água sempre tampadas Elimine água parada em pratos de plantas, pneus, garrafas e recipientes Limpe calhas e ralos com frequência Descarte corretamente lixo e entulho no quintal

Ouro Preto gerou 4 mil empregos formais em cinco anos e SINE chega ao 3º lugar no estado

Estoque de vagas com carteira assinada cresceu 21,5% entre 2020 e 2025; posto local fica atrás só de Uberlândia e BH entre 133 unidades de Minas Entre 2020 e 2025, Ouro Preto gerou aproximadamente 4 mil novas vagas de emprego com carteira assinada. O estoque de empregos formais no município passou de 16.624 para 20.197, um crescimento de 21,5% em cinco anos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). No mesmo período, o posto SINE do município saiu das últimas colocações entre os 133 postos de Minas Gerais e chegou à 3ª posição em número de vagas intermediadas, atrás apenas de Uberlândia e Belo Horizonte. “Quando assumimos a secretaria, Ouro Preto ocupava a penúltima colocação em Minas Gerais nos indicadores de intermediação de mão de obra. Hoje, com muito trabalho, planejamento e compromisso com resultados, alcançamos uma posição de destaque”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Felipe Vecchia Guerra. O SINE de Ouro Preto conecta trabalhadores e empresas gratuitamente, com cadastro, análise de perfil e encaminhamento para entrevistas. Um diferencial apontado pelo coordenador do posto, Guilherme de Jesus, é a separação das vagas que não exigem experiência prévia — hoje são cerca de 200 oportunidades nessa condição. “A gente separa as vagas no quadro, para as empresas com experiência, e embaixo a gente coloca as que não precisam de experiência”, explicou. Quem busca emprego pode se cadastrar pelo Portal Emprega Brasil, pelo aplicativo Sine Fácil, pela Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente na unidade. 📋 SINE Ouro Preto Endereço: Rua Padre Rolim, 661, 2º andar do Terminal Rodoviário, São Cristóvão Horário: Segunda a sexta, 8h às 17h Telefone: (31) 3559-3321 / 3551-0750 E-mail: sine.ouropreto@social.mg.gov.br Online: Portal Emprega Brasil ou app Sine Fácil

Estudantes da rede pública têm até 24 de abril para pedir isenção da taxa do ENEM 2026

Pedido é feito pela Página do Participante com login Gov.br; quem faltou ao ENEM 2025 também precisa justificar no mesmo prazo O prazo para solicitar isenção da taxa de inscrição do ENEM 2026 abriu na segunda-feira, 13 de abril, e vai até 24 de abril. O pedido é feito exclusivamente pela Página do Participante, com login da plataforma Gov.br. Quem não fizer o pedido dentro do prazo paga a taxa normalmente na hora da inscrição. Tem direito à isenção quem está matriculado no 3º ano do ensino médio em escola pública em 2026, quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada com renda familiar de até 1,5 salário mínimo, e inscritos no CadÚnico. O programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação, também dá acesso à gratuidade. Atenção para quem faltou nos dois dias de prova do ENEM 2025: a justificativa de ausência precisa ser apresentada no mesmo período — até 24 de abril. Sem ela, a isenção em 2026 não é garantida. Um ponto que costuma gerar confusão: a aprovação da isenção não significa inscrição automática no exame. A inscrição para o ENEM 2026 tem data própria, a ser divulgada pelo MEC. O resultado dos pedidos de isenção sai em 8 de maio. Recursos podem ser apresentados entre 11 e 15 de maio, com resultado final em 22 de maio. A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que disponibiliza laboratórios de informática nas escolas para apoiar os estudantes durante o processo de solicitação. 📋 Datas importantes Pedido de isenção e justificativa de ausência no ENEM 2025: até 24 de abril Resultado dos pedidos: 8 de maio Recurso: 11 a 15 de maio Resultado final: 22 de maio Como pedir: Página do Participante — login Gov.br