Por que só dois setores
A abertura só foi possível depois da aprovação do projeto de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o que permitiu uma proposta de visitação controlada em parte do prédio. Segundo a coordenadora do MCT e professora do Departamento de Geologia (Degeo), Flávia Compassi, os dois setores ficam no andar inferior e o acesso é restrito a eles: “O acesso ficará restrito a esses setores, sem circulação livre pelos demais espaços do Museu, o que permite controlar melhor o fluxo de pessoas, orientar o público e preservar tanto a segurança dos visitantes quanto a integridade do acervo e do edifício histórico”.
Para ela, a iniciativa “representa um momento importante de reaproximação entre o Museu e a comunidade”. A Fundação Gorceix financiou bolsas para os monitores, e a UFOP e a Escola de Minas apoiam a organização dos espaços e das atividades.
Por que o museu está fechado e quando volta
O diretor da Escola de Minas, José Alberto Naves Cocota Júnior, ligou o fechamento a duas questões: a necessidade de intervenções para dar mais segurança ao espaço e a redução da equipe. “Durante a pandemia houve uma redução significativa dos trabalhadores terceirizados que apoiavam as atividades do Museu e, desde então, essa força de trabalho não foi recomposta”, afirmou.
Nos últimos três anos, a Escola de Minas atualizou o sistema de prevenção e combate a incêndio e pânico, com novos extintores, hidrantes, sensores e iluminação de emergência, melhorou telhados vizinhos ao museu, atualizou a instalação elétrica em alguns setores e pintou as fachadas e o prédio principal. O Observatório Astronômico, no mesmo complexo da Praça Tiradentes, passou por reforma completa.
A próxima etapa já foi licitada e está em fase de contratação. Prevê a atualização da instalação elétrica e a reforma do telhado e das janelas do museu, com início esperado em breve e duração de cerca de um ano. Para Cocota, será “a maior obra de manutenção predial realizada no MCT nas últimas décadas”.
Em paralelo, a universidade finaliza um termo de cooperação com um instituto com experiência em manutenção e adequação de espaços museais. O documento foi aprovado pelo Conselho da Escola de Minas, passou pelo setor de convênios e está em análise na Procuradoria da UFOP. Depois de validado, deve ser assinado. O termo deve embasar um diagnóstico das necessidades de reforma e um futuro projeto de intervenção, que a UFOP pretende apoiar com empresas no âmbito da Lei Rouanet. Com as obras do próximo ano e a expectativa de novos técnicos administrativos para o museu, a Escola de Minas trabalha com a retomada da visitação regular em 2028.
Noites no Observatório Astronômico
A programação inclui ainda visitas ao Observatório Astronômico nos dias 13, 20 e 27 de outubro, todas às terças. São dois grupos por noite, das 18h30 às 20h e das 20h às 21h30, com até 20 pessoas cada, num total de até 120 vagas. As visitas são orientadas pelo professor Hermano Schneider Velten, coordenador do Observatório, com dois estudantes bolsistas. Em caso de mau tempo, podem ser alteradas ou canceladas. A reserva é feita pelo Sympla.