Veja o resultado de simulações de computador para prever a seleção ganhadora da Copa do Mundo

O polvo Paul apostou na Espanha contra a Holanda em 2010, mas será que simulações baseadas em ciência de dados e aprendizado de máquina vão se sair melhor este ano? Roland Weihrauch/DPA/AFP via Getty Images Achim Zeileis, University of Innsbruck Antigamente, quando queríamos saber qual seleção venceria a Copa do Mundo, precisávamos recorrer a videntes com bolas de cristal, adivinhação com folhas de chá ou torcer para que Paul, o Polvo nos indicasse o que iria acontecer. Mas a ciência de dados moderna pode oferecer uma alternativa melhor. Como parte de uma equipe de estatísticos, ajudei a treinar um algoritmo de aprendizado de máquina para prever o desfecho mais provável do torneio. Previsões probabilísticas e dados viciados O algoritmo que criamos funciona em duas etapas. Na primeira, modelos estatísticos sofisticados e insights de especialistas em apostas e no mercado de transferências são combinados para determinar os pontos fortes de todas as seleções e de seus jogadores. Na segunda etapa, um algoritmo de aprendizado de máquina decide a melhor forma de combinar as estimativas de força com outras informações sobre as seleções. Isso gerou uma previsão probabilística para cada partida possível do torneio. Isso pode ser comparado a um par de dados viciados: em vez de terem os números de 1 a 6 com probabilidades iguais, esses dados viciados têm probabilidades diferentes para o número de gols de cada time. Por exemplo, de acordo com nossa previsão, o México tem uma média de 1,9 gols na partida de estreia, enquanto a África do Sul, seu adversário, tem uma média de apenas 0,7. Mas isso não significa que o México certamente vencerá. Em vez disso, uma vitória do México é o resultado mais provável, com 65% de probabilidade. Um empate é menos provável (21%), e uma vitória da África do Sul é o resultado menos provável (14%). ‘Vuelve a casa, el fútbol vuelve a casa!’ Usando diferentes pares de dados viciados, o resultado de cada partida da Copa do Mundo pode ser simulado. Levamos em consideração o sorteio oficial do torneio e todas as regras da Fifa, incluindo a possibilidade de prorrogação e pênaltis. Executamos a simulação 100.000 vezes para determinar o roteiro mais provável do torneio. Os resultados mostram que a Espanha é a favorita ao título, com uma probabilidade de vitória de 14,5%, seguida de perto pela Inglaterra e pela França, ambas com 12,4%, e pela Alemanha, com 11,2%. Devido à ampliação do torneio – esta Copa do Mundo conta com 48 seleções e cinco rodadas na fase eliminatória –, este grupo de favoritas está bastante disputado. Portugal e a Argentina também têm boas chances de conquistar o título, com 8,9% e 8,2%, respectivamente. Já o Brasil vem na sétima posição, com 4,7% Os Estados Unidos, por sua vez, têm boas chances de chegar às oitavas de final: 78%. Essa é a maior probabilidade do grupo, que conta com outras três seleções. Na fase eliminatória, no entanto, quando cada partida é decisiva, as chances da seleção americana “sobreviver” caem relativamente rápido. A probabilidade de uma vitória da seleção anfitriã na final no MetLife Stadium, em Nova Jersey, em 19 de julho, é de apenas 1%. Um olhar mais profundo na sala de máquinas Nosso algoritmo de aprendizado de máquina e as simulações subsequentes são alimentados por dados, conhecimento especializado e modelos estatísticos. Primeiro, todas as partidas internacionais dos últimos oito anos servem de base para uma estimativa “retrospectiva” da força das seleções. Em segundo lugar, uma estimativa “prospectiva” da força é obtida a partir das cotações de várias casas de apostas internacionais, refletindo suas opiniões especializadas sobre o torneio que se aproxima. Em terceiro lugar, as avaliações dos jogadores individuais são produzidas com base em suas contribuições para os gols nos níveis de clube e nacional. E, finalmente, a qualidade atual e o potencial futuro dos jogadores se refletem em seus esperados valores de mercado. Essas informações estão disponíveis no site Transfermarkt, que utiliza uma abordagem de sabedoria coletiva para estimar os valores reais de mercado ainda desconhecidos. Essas quatro variáveis são combinadas com uma ampla gama de outros dados relevantes que refletem a situação atual das diferentes seleções e dos países de origem dos jogadores. Isso inclui detalhes específicos das equipes, como sua classificação na Fifa e o número de jogadores nas semifinais da Liga dos Campeões deste ano. Também levamos em conta fatores socioeconômicos específicos de cada país, como o PIB per capita. Para determinar se e como essas características são relevantes para os resultados reais em uma Copa do Mundo, foi utilizado um algoritmo de aprendizado de máquina. Aqui, uma chamada floresta aleatória é treinada, consistindo em muitas árvores de decisão que capturam subconjuntos ligeiramente diferentes dos dados. O algoritmo foi treinado com todos os jogos disputados nos principais torneios de futebol desde a Copa do Mundo de 2006. Assim, ele relaciona a força de uma equipe, seu valor de mercado e outros fatores ao número de gols marcados nas partidas da Copa do Mundo. Essas são as informações que definem o resultado de nossas simulações. Saiba mais Esta não é a primeira vez que nossa equipe, composta por Andreas Groll e Rouven Michels e colegas da Universidade Técnica de Dortmund, na Alemanha, Lars Magnus Hvattum da Faculdade Universitária de Molde, na Noruega, Gunther Schauberger da Universidade Técnica de Munique e eu colaboramos para fazer uma previsão da Copa do Mundo. Na Copa do Mundo Feminina de 2019, previmos corretamente que os EUA seriam os vencedores. Na Copa do Mundo Feminina de 2023 e na Copa do Mundo Masculina de 2022, os vencedores – Espanha e Argentina, respectivamente – não eram nossos favoritos, embora tenhamos previsto que fossem sérios candidatos. O ponto principal é que previsões tratam de probabilidades. Nosso programa não vai prever o vencedor com 100% de certeza – mas pode se sair melhor do que um molusco de oito braços. Achim Zeileis, Professor of Statistics, University of Innsbruck This article is republished from The Conversation under a Creative Commons license. Read the original

Samarco registra alta de 18% na produção no primeiro trimestre e planeja expansão até 2028

Resultado divulgado em live com investidores; operação ainda está em 60% da capacidade instalada A Samarco divulgou nesta sexta-feira, 8 de maio, os resultados do primeiro trimestre de 2026. A empresa produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro entre janeiro e março — crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas somaram 3,2 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação anual. O preço médio realizado de pelotas foi de US$ 130,3 por tonelada. A Samarco é a joint venture entre Vale e BHP Billiton responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. O desastre lançou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos pelo Rio Doce, atingiu centenas de comunidades nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e matou 19 pessoas. A empresa foi interditada após o acidente e retomou operações em 2020. Os resultados do primeiro trimestre refletem o processo gradual de recuperação da capacidade produtiva — a empresa opera atualmente com cerca de 60% do que tinha antes do rompimento. Para chegar a 100% da capacidade instalada, a Samarco projeta investimentos de R$ 13,8 bilhões no chamado “Momento 3”, que contempla a reativação de ativos no Complexo de Germano, em Mariana, e na unidade de pelotização de Ubu, no Espírito Santo. A expectativa é atingir a plena capacidade a partir de 2028. O processo, segundo a empresa, é ancorado em soluções de disposição de rejeitos sem uso de barragens convencionais. Em 2025, a Samarco produziu 15,1 milhões de toneladas, com receita líquida de US$ 1,9 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,1 bilhão. O resultado do primeiro trimestre de 2026 foi apresentado em live com investidores pelo presidente Rodrigo Vilela e pelo diretor financeiro Gustavo Selayzim. A empresa afirma manter conformidade com o Padrão Global da Indústria sobre Gerenciamento de Rejeitos em todas as suas estruturas. O Novo Acordo do Rio Doce — firmado em 2021 entre Samarco, Vale, BHP Billiton, governo federal, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e representantes dos atingidos — prevê R$ 170 bilhões em reparação ao longo de décadas. Comunidades de Mariana ainda aguardam a conclusão de processos de indenização e reassentamento. 📋 Samarco — 1T26 em números Produção: 3,8 mi toneladas (+18% vs 1T25) Vendas: 3,2 mi toneladas (+12% vs 1T25) Preço médio de pelotas: US$ 130,3/t (+2% vs 4T25) Capacidade atual: ~60% da capacidade instalada Meta de 100%: A partir de 2028 Investimento previsto (Momento 3): R$ 13,8 bilhões Resultados 2025: 15,1 mi t produzidas / receita líquida US$ 1,9 bi / EBITDA US$ 1,1 bi

Vender obras de arte roubadas é complicado: especialista explica então por que os ladrões ainda se dão ao trabalho de roubá‑las

Anja Shortland, King’s College London Levou menos de três minutos para que uma quadrilha organizada roubasse um Renoir, um Matisse e um Cézanne, cujo valor total era de cerca de 9 milhões de euros (cerca de R$ 54 milhões), de um museu particular próximo a Parma, na Itália, em março de 2026. Este é o segundo roubo de obras de arte de grande repercussão nos últimos meses, após o furto de joias no valor de € 9,5 milhões (R$ 56,5 milhões) do Louvre, em Paris, em outubro de 2025. Os itens roubados são claramente valiosos. Mas, como especialista em governança de mercados criminosos, posso afirmar que roubar os bens é apenas o primeiro passo. Transformar esse saque em dinheiro é uma tarefa repleta de riscos. O governo italiano leva a sério a proteção de seu patrimônio cultural, com um departamento inteiro da Carabinieri (polícia italiana) dedicado ao roubo de obras de arte e antiguidades. Esse departamento vasculha o comércio global de arte em busca de tesouros falsificados, roubados e exportados ilegalmente, exigindo sua devolução. Há poucas chances de vender as obras-primas roubadas no mercado internacional de arte — mesmo a um preço de banana. Enquanto no passado os negociantes e as casas de leilão podiam fechar os olhos para as origens suspeitas de uma obra de arte excepcional, nas últimas duas décadas as normas e procedimentos do mercado se tornaram consideravelmente mais rigorosos. Qualquer pessoa que compre arte sem verificar se um antigo proprietário registrou seu interesse no objeto não passa no teste de boa-fé. Isso significa que não pode obter um título de propriedade válido e, portanto, o direito de posse legal permanece com a pessoa ou instituição de quem a obra de arte foi roubada. Além disso, as vendas de obras de arte roubadas nas quais o vendedor eludiu a devida diligência podem ser anuladas, o que significa que o dinheiro deve ser devolvido. Por isso, negociantes e leiloeiros de renome levam seu dever de diligência muito a sério. No mínimo, eles consultam o banco de dados da Interpol sobre obras de arte roubadas, de acesso livre, antes da venda. No entanto, bancos de dados privados — como o do Art Loss Register — oferecem maior tranquilidade, listando muito mais objetos perdidos e roubados e limitando a pesquisa àqueles com interesse legítimo em um objeto. Quando um registro constata que alguém está tentando colocar uma obra de arte roubada no mercado aberto, ele coleta e repassa todas as informações que possam levar a polícia à sua localização ou às pessoas envolvidas em sua venda ou armazenamento. Qualquer coisa recém-retirada da parede de um museu é, portanto, invendável — a menos que se trate de joias que possam ser desmontadas e vendidas como sucata (cara). Então, qual poderia ser a motivação financeira por trás desse roubo? Um vilão ao estilo James Bond encomendando pinturas favoritas para adornar seu covil é uma explicação improvável. Sim, pinturas poderiam ser roubadas sob encomenda, mas comprar arte no mercado aberto para lavar dinheiro é menos arriscado. Com altas recompensas por informações ou pela devolução de obras de arte roubadas, a segurança e a omerta (o código de silêncio) teriam que ser totalmente herméticas ao exibir tesouros roubados. Por outro lado, “recompensas por informações” poderiam ser uma motivação para o roubo em si. Em meados do século passado, as seguradoras pagavam regularmente aos “descobridores” com tão pouca fiscalização que o roubo de obras de arte de alto valor se tornou uma ocupação lucrativa e de baixo risco. Instituições como o Art Loss Register romperam essa coexistência confortável e, em vez disso, usam quaisquer pistas para ajudar a polícia a conduzir recuperações e operações secretas. Hoje em dia, só é seguro negociar um acordo sobre uma “comissão de intermediário” quando um objeto roubado já mudou de mãos tantas vezes que a ligação com os ladrões originais se perdeu na névoa do tempo. Mesmo assim, o “intermediário” final teria sorte se conseguisse mais de 10% do valor da pintura, que provavelmente teria de dividir com os ladrões e vários proprietários obscuros do submundo ao longo do caminho. Mas há uma terceira razão para roubar obras de arte. Grupos do crime organizado às vezes usam obras de arte roubadas como moeda de troca para negociar punições mais brandas. Por exemplo, os ladrões de joias de Dresden guardaram algumas peças do seu saque para usar sua recuperação na negociação de penas mais curtas. Os penitentos (“arrependidos”) que querem deixar organizações mafiosas também fornecem, por vezes, informações sobre o paradeiro de tesouros desaparecidos. Se houver a percepção de que obras de arte roubadas podem ser usadas para reduzir uma pena de prisão ou um pacote de compensação financeira, seu valor no submundo pode crescer muito além da recompensa oferecida ao descobridor. Embora seja difícil verificar a afirmação de que obras de arte roubadas são usadas como garantia em negócios de drogas, vários tesouros únicos foram de fato recuperados de propriedades pertencentes a mafiosos de alto escalão. Essas obras não foram encontradas em galerias com temperatura controlada, mas enroladas em locais úmidos que fazem os curadores de museus chorarem de desespero. Esperemos que as belas obras de arte de Parma sejam tratadas com respeito até que as vejamos novamente. Anja Shortland, Reader in Political Economy, King’s College London This article is republished from The Conversation under a Creative Commons license. Read the original article.

Ouro Preto entre os cinco maiores exportadores de MG no bimestre em que estado bate recorde

Exportações MG bimestre 2026 | Vintém Análise de dados · Economia regional Minas Gerais exportou US$ 6,6 bilhões de janeiro a fevereiro de 2026 — alta de 5,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ouro foi o produto com maior crescimento; Ouro Preto respondeu por 4,1% das vendas do estado em fevereiro Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 Minas Gerais fechou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com US$ 6,6 bilhões em vendas ao exterior — alta de 5,9% frente ao mesmo período de 2025. O estado respondeu por 13% de todas as exportações brasileiras no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit da balança comercial mineira chegou a US$ 3,7 bilhões no bimestre, crescimento de quase 12% em relação ao início de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,3 bilhões. As importações totalizaram US$ 2,9 bilhões, com Minas respondendo por 6,8% das aquisições internacionais do país. 📍 Ouro Preto no cenário estadual Em fevereiro, Ouro Preto figurou entre os cinco maiores municípios exportadores de Minas Gerais, respondendo por 4,1% das exportações estaduais — o equivalente a US$ 125 milhões em produtos embarcados, principalmente minério de ferro com destino à China. A cidade ficou atrás de Varginha (8,7%), Araxá (8,1%), Paracatu (7,8%) e Nova Lima (5,9%), segundo dados da Secex/MDIC divulgados pela Agência Minas. Ouro lidera crescimento entre os produtos exportados O ouro foi a mercadoria com maior crescimento nas exportações mineiras no bimestre, com aumento de US$ 320,3 milhões — alta de 82,7% frente ao mesmo período de 2025. Na sequência, ferro-ligas registraram crescimento de US$ 106,1 milhões (40,8%) e o ferro fundido bruto e ferro spiegel, de US$ 46,5 milhões (36,8%). Já em fevereiro, os principais produtos exportados pelo estado foram minérios de ferro e seus concentrados (25,9% do total), café (24,7%), ouro (10,3%), ferro-ligas (7,5%) e açúcares (2,7%). 📊 Bimestre janeiro–fevereiro 2026 US$ 6,6 bi exportações mineiras — +5,9% sobre jan-fev/2025 US$ 3,7 bi superávit da balança comercial — +12% sobre jan-fev/2025 13% participação de MG nas exportações brasileiras no período China lidera compras; Suíça sobe no ranking Em fevereiro, Minas alcançou 147 países compradores. A China manteve a liderança, responsável por 29,8% das compras de produtos mineiros. Estados Unidos (8,2%), Alemanha (5,7%) e Canadá (4,5%) completaram o topo do ranking, seguidos pela Suíça (4,3%). As exportações para o mercado suíço já acumulam alta de US$ 113 milhões no bimestre em relação ao ano anterior — crescimento relacionado em grande parte ao ouro, cuja principal rota de comercialização internacional passa pelo país. “O crescimento nas nossas exportações e também do superávit da balança comercial destacam o potencial mineiro consolidado no comércio exterior. Por meio da ampliação de mercados e da valorização de produtos, esperamos alcançar resultados ainda mais positivos neste ano.” — Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Maiores exportadores municipais em fevereiro 🏆 Ranking de municípios exportadores — fevereiro 2026 1ºVarginha8,7% 2ºAraxá8,1% 3ºParacatu7,8% 4ºNova Lima5,9% 5ºOuro Preto4,1% Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

UFOP adere a pacto nacional contra o feminicídio e leva debate ao semestre letivo de 2026

Universidade passa a integrar articulação lançada pelos Três Poderes e prepara ações para o Mês da Mulher e para o início das aulas, previsto para 6 de abril, com foco no enfrentamento à violência de gênero. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) passou a integrar o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, uma articulação lançada em fevereiro de 2026 pelos Três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres e ampliar medidas de prevenção, proteção e responsabilização. Na universidade, a adesão será acompanhada por ações ao longo do Mês da Mulher e do semestre 2026/1, cujo início está previsto para 6 de abril. A universidade entra numa frente nacional A entrada da UFOP no pacto insere a universidade numa mobilização institucional que tenta responder, de forma coordenada, a um problema que há muito deixou de caber apenas nas estatísticas. Segundo a própria instituição, a adesão mira a proteção de direitos e a busca por respostas mais eficazes à violência de gênero, levando o tema para dentro do ambiente acadêmico e das rotinas de formação. No plano nacional, o pacto foi lançado em 4 de fevereiro de 2026 com a proposta de reunir Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra mulheres. Entre os objetivos anunciados estão o fortalecimento das redes de atendimento, a ampliação de campanhas educativas, a agilização do cumprimento de medidas protetivas e o combate à impunidade. Do discurso institucional à vida universitária Na UFOP, a adesão ao pacto vem acompanhada de uma agenda pensada para março e para o semestre 2026/1. Segundo a universidade, a proposta é ampliar o debate sobre feminicídio e outros temas ligados à luta das mulheres dentro do espaço acadêmico. O calendário oficial dos cursos presenciais indica como previsão de início do período letivo o dia 6 de abril de 2026. Uma das ações já anunciadas é a participação da UFOP na campanha Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. A instituição informou que instalará bancos em seus campi em 9 de março, com unidades também em Mariana, além de divulgar informações sobre denúncia e acolhimento, inclusive por meio da Ouvidoria Feminina. Informação, denúncia e articulação O pacto também prevê a plataforma TodosPorTodas.br, apresentada como um espaço para concentrar informações sobre a iniciativa, reunir canais de denúncia e divulgar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, além de estimular a participação de órgãos públicos, empresas e sociedade civil. Na prática, a aposta é que a circulação mais organizada de informação ajude a encurtar distâncias entre a violência, a denúncia e a resposta institucional. No noticiário oficial do governo federal, o lançamento da iniciativa ocorreu em meio a um cenário que ajuda a dimensionar a urgência do tema. Segundo dados do sistema de Justiça citados pelo governo, em 2025 foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia no país, enquanto 621.202 medidas protetivas foram concedidas no mesmo período. Entre Ouro Preto, Mariana e a responsabilidade pública Em cidades como Ouro Preto e Mariana, onde a universidade ocupa um lugar central na vida pública, a adesão ao pacto carrega um peso que ultrapassa a esfera administrativa. Quando uma instituição de ensino assume esse compromisso, ela também afirma que a produção de conhecimento não pode caminhar apartada da defesa da vida. Mais do que aderir a uma agenda nacional, a UFOP indica que o tema deverá atravessar o cotidiano universitário nos próximos meses. A expectativa, segundo a instituição, é que o debate sobre feminicídio, machismo estrutural e igualdade de gênero ganhe presença mais contínua entre campanhas, ações educativas e canais de escuta.