UFOP fica em 41º no Ranking Universitário da Folha e em 9º no indicador de inovação

UFOP é 37ª entre as federais; Farmácia (10º) e Engenharia Ambiental (13º) são os melhores cursos
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Jiljana Isidoro

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) ficou em 41º lugar entre 205 universidades no Ranking Universitário Folha (RUF) 2026, e em nono no indicador de inovação. Entre as federais, aparece na 37ª posição geral e, segundo a universidade, é a sexta de Minas Gerais. A página da UFOP no RUF traz a classificação de todos os cursos avaliados.

Como o ranking é feito

O RUF é produzido pela Folha de S.Paulo desde 2012 e avalia universidades públicas e privadas a partir de cinco indicadores: ensino, pesquisa, inovação, internacionalização e mercado. Segundo a UFOP, os dados vêm de instituições e avaliações nacionais, como Enade, Inep, Capes, Inpi, CNPq, SciELO e Datafolha. Em 2026, a USP ficou em primeiro lugar, com 99,10 pontos, e a Unicamp em segundo, líder no indicador de inovação, no qual a UFOP está em nono.

Cursos mais bem colocados

A Folha também classificou as 42 carreiras com maior número de ingressantes no país, consideradas as mais promissoras pelo jornal. A UFOP oferece 25 delas. Os melhores resultados da universidade são Farmácia, em décimo lugar, e Engenharia Ambiental, em 13º.

O que diz o reitor

O reitor Luciano Campos afirma que os resultados mostram a posição de uma universidade de porte médio entre instituições de grandes capitais: “Somos uma universidade de porte médio, sediada no interior de Minas Gerais, mas que alcança posições de destaque no ensino, na pesquisa e na inovação, ao lado de gigantes situadas em grandes capitais”.

Campos também faz ressalvas. Segundo ele, os modelos de avaliação são muitas vezes desfavoráveis a instituições com a configuração geográfica e operacional da UFOP, principalmente no indicador de mercado, e nenhum ranking mede com precisão o impacto social e acadêmico de uma universidade pública. Ele vê o resultado como um incentivo: “É um estímulo para avançar. Nos últimos dois anos, iniciamos transformações estruturantes, que podem trazer reflexos consolidados nos próximos ciclos, como a criação da Coordenadoria de Avaliação Institucional (Cavin) e o aprimoramento da Comissão Própria de Avaliação (CPA)”.

Para o reitor, essas medidas influenciam diretamente a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação e o desempenho deles em avaliações externas. Ele cita ainda a institucionalização da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo como iniciativa que fortalece a transferência de tecnologia, a proteção da propriedade intelectual e a ligação com o setor produtivo.

O que significa o nono lugar em inovação

A diretora de Inovação e Empreendedorismo da UFOP, Izabel Cristina da Silva, afirma que a posição reconhece a capacidade da instituição de transformar conhecimento acadêmico em tecnologias, empreendimentos e soluções para a população. “Inovar envolve proteger a propriedade intelectual, aproximar a pesquisa das demandas sociais e produtivas, viabilizar parcerias e criar condições para que ideias e tecnologias cheguem à sociedade. É um trabalho coletivo, que reúne pessoas e diferentes áreas da Universidade, além de exigir diálogo constante”, diz.

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