O vereador Wanderley Kuruzu (PT) convocou uma audiência pública para debater mobilidade urbana e trânsito em Ouro Preto no dia 6 de julho, uma segunda-feira. A iniciativa responde a uma demanda crescente da população e coincide com o processo de revisão do Plano Diretor municipal, previsto para ser entregue à Câmara em agosto.
A convidada principal é uma professora especialista em mobilidade urbana de Belo Horizonte, identificada pelo vereador como professora Alice, da Fafich — a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. A participação está confirmada.
Entre as propostas que o vereador quer colocar em debate está a construção de um grande estacionamento na entrada da cidade, modelo adotado por outros centros históricos para reduzir o fluxo de veículos em áreas sensíveis. A ideia é que, em períodos de alto fluxo turístico, motoristas deixem os carros no estacionamento externo e utilizem um sistema de transporte interno eficiente — como vans — para circular pelo centro. Prestadores de serviço poderiam, nesse modelo, retirar os veículos para levar aos hotéis.
Kuruzu descartou a opção de fechar o centro histórico ao tráfego, proposta que circula no debate público. “O Preto tem três núcleos — Alto da Cruz, São Cristóvão e Baixo Ouro Preto. Você passa de um pro outro pela praça, pela rua São José ou pelo Pilar. Se fechar a São José, ficam só dois”, explicou, apontando que a medida reduziria ainda mais as já limitadas conexões entre as partes da cidade. O vereador também citou a tendência de cidades que fecharam centros históricos a expulsar moradores das áreas afetadas.
A audiência também deve discutir bolsões de estacionamento em pontos estratégicos, como a área onde funcionam atualmente os bombeiros, próxima a um antigo camping. O debate ocorre dentro do processo de revisão do Plano Municipal de Mobilidade Urbana, que será parte do conjunto de leis revisadas junto ao Plano Diretor. Kuruzu avaliou que a audiência servirá para colocar energia política no processo técnico em andamento.