Exposição Ndanji abre hoje (12) na Casa de Vidro da UFOP com fotografia e instalação em sisal

Artista usa tranças em sisal e fotografia para falar de corpo, memória e herança da mulher negra A exposição Ndanji: uma raiz ancestral, da artista Dani dos Anjos, abre hoje, terça-feira, às 11h, na Casa de Vidro da UFOP (antigo Santander). A visitação é gratuita e acontece de terça a sexta, das 11h às 13h, até 27 de maio. Ndánji, em língua banto, significa raiz. O nome carrega o que a exposição propõe: partir das raízes — do cabelo afro, do corpo negro, da memória ancestral — para falar de identidade, resistência e herança cultural. A artista pesquisou identidade negra na diáspora com foco no corpo e no cabelo como marcadores históricos e culturais, e o resultado é uma instalação que combina fotografia e intervenção têxtil: tranças-raiz produzidas em sisal percorrem o ambiente como uma teia orgânica, conectando as imagens expostas ao espaço e ao espectador. O sisal não é escolha decorativa. A fibra vegetal, resistente e profundamente enraizada na cultura nordestina, evoca ao mesmo tempo a força do cabelo afro e as raízes que atravessam o tempo e a geografia. O resultado visual é uma instalação que ocupa o espaço de forma física — a teia de sisal não fica na parede, ela está no ambiente, ao redor de quem passa. A curadoria é de Rachel Falcão. A expografia e montagem foram feitas pela própria Dani dos Anjos com Saulo Calixto e Gio de Oliveira. A arte gráfica é de Giulia Oliva. 📋 Ndanji: uma raiz ancestral Abertura: Hoje, 12 de maio, às 11h Visitação: Terças a sextas, das 11h às 13h, até 27 de maio Local: Casa de Vidro da UFOP (antigo Santander) Entrada: Gratuita Artista: Dani dos Anjos Curadoria: Rachel Falcão

Samarco registra alta de 18% na produção no primeiro trimestre e planeja expansão até 2028

Resultado divulgado em live com investidores; operação ainda está em 60% da capacidade instalada A Samarco divulgou nesta sexta-feira, 8 de maio, os resultados do primeiro trimestre de 2026. A empresa produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro entre janeiro e março — crescimento de 18% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas somaram 3,2 milhões de toneladas, alta de 12% na comparação anual. O preço médio realizado de pelotas foi de US$ 130,3 por tonelada. A Samarco é a joint venture entre Vale e BHP Billiton responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. O desastre lançou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos pelo Rio Doce, atingiu centenas de comunidades nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e matou 19 pessoas. A empresa foi interditada após o acidente e retomou operações em 2020. Os resultados do primeiro trimestre refletem o processo gradual de recuperação da capacidade produtiva — a empresa opera atualmente com cerca de 60% do que tinha antes do rompimento. Para chegar a 100% da capacidade instalada, a Samarco projeta investimentos de R$ 13,8 bilhões no chamado “Momento 3”, que contempla a reativação de ativos no Complexo de Germano, em Mariana, e na unidade de pelotização de Ubu, no Espírito Santo. A expectativa é atingir a plena capacidade a partir de 2028. O processo, segundo a empresa, é ancorado em soluções de disposição de rejeitos sem uso de barragens convencionais. Em 2025, a Samarco produziu 15,1 milhões de toneladas, com receita líquida de US$ 1,9 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,1 bilhão. O resultado do primeiro trimestre de 2026 foi apresentado em live com investidores pelo presidente Rodrigo Vilela e pelo diretor financeiro Gustavo Selayzim. A empresa afirma manter conformidade com o Padrão Global da Indústria sobre Gerenciamento de Rejeitos em todas as suas estruturas. O Novo Acordo do Rio Doce — firmado em 2021 entre Samarco, Vale, BHP Billiton, governo federal, estados de Minas Gerais e Espírito Santo e representantes dos atingidos — prevê R$ 170 bilhões em reparação ao longo de décadas. Comunidades de Mariana ainda aguardam a conclusão de processos de indenização e reassentamento. 📋 Samarco — 1T26 em números Produção: 3,8 mi toneladas (+18% vs 1T25) Vendas: 3,2 mi toneladas (+12% vs 1T25) Preço médio de pelotas: US$ 130,3/t (+2% vs 4T25) Capacidade atual: ~60% da capacidade instalada Meta de 100%: A partir de 2028 Investimento previsto (Momento 3): R$ 13,8 bilhões Resultados 2025: 15,1 mi t produzidas / receita líquida US$ 1,9 bi / EBITDA US$ 1,1 bi

Cachoeira do Campo vai ganhar segunda UBS com recursos federais liberados pelo Ministério da Saúde

Recurso liberado pelo Ministério da Saúde; nova UBS terá equipe odontológica e multiprofissional Cachoeira do Campo vai ganhar mais uma Unidade Básica de Saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a liberação da UBS da Vila Alegre, ao lado do CAIC, em Governador Valadares — recursos destinados especificamente ao distrito de Ouro Preto. O anúncio foi feito pelo prefeito Angelo Oswaldo nas redes sociais. Com a nova unidade, Cachoeira do Campo passará a contar com duas UBSs — a do Alto da Beleza e a da Vila Alegre — e uma policlínica, que funcionará como centro de referência do sistema local de saúde. A estrutura da Vila Alegre será do tipo 3, o padrão mais completo na classificação do Ministério da Saúde para unidades básicas: tem capacidade para receber até três equipes de Saúde da Família e inclui, além da equipe básica de médico, enfermeiro e técnico de enfermagem, equipe odontológica e equipe multiprofissional. “Não só a equipe básica de médico, enfermeiro e técnico, mas vai receber também equipe odontológica, equipe multiprofissional, garantindo um acesso mais perto e mais integral aqui para a população”, explicou o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira. O terreno onde a UBS será construída tem uma história que o prefeito fez questão de registrar no anúncio. O vereador Vantuir Silva ajudou a preservar a área, impedindo que fosse vendida em 2018. “Não deixando vender esse terreno, hoje a gente vai ter uma proporção de poder chegar vários equipamentos, talvez, da saúde para a nossa região de Cachoeira do Campo”, disse o vereador no vídeo. Cachoeira do Campo é o maior distrito de Ouro Preto e um dos que mais cresce em população. A ampliação da rede básica de saúde no distrito é uma demanda antiga — a policlínica e as duas UBSs formam juntas a estrutura que a Prefeitura vinha projetando para atender o volume crescente de moradores. 📋 UBS Vila Alegre — Cachoeira do Campo Localização: Vila Alegre, ao lado do CAIC, Cachoeira do Campo Tipo: UBS tipo 3 — padrão mais completo do Ministério da Saúde Capacidade: Até 3 equipes de Saúde da Família Equipes previstas: Médico, enfermeiro e técnico de enfermagem + odontologia + multiprofissional Recurso liberado por: Ministério da Saúde — ministro Alexandre Padilha Contexto: Segunda UBS do distrito; junto com a do Alto da Beleza e a policlínica, forma a rede básica de saúde de Cachoeira do Campo

No Dia da Liberdade de Imprensa, caso de vereador de Itabirito que atacou portal local torna-se símbolo regional

Caso do vereador de Itabirito que chamou veículo local de imprensa porca ilustra desafio regional O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é celebrado em 3 de maio desde 1993, quando a ONU instituiu a data em memória da Declaração de Windhoek — documento assinado por jornalistas africanos em 1991 que defendia uma imprensa livre, independente e pluralista. A data existe porque, no mundo todo, cobrir o poder local ainda é uma das tarefas mais arriscadas do jornalismo. A Região dos Inconfidentes ofereceu um exemplo recente e concreto. Quando o portal Sou Notícia, de Itabirito, publicou matéria sobre a denúncia de que o vereador Renê Butekus (PSD) havia furado a fila de atendimento na UPA Celso Matos Silva, a resposta do parlamentar veio na tribuna da própria Câmara: ele chamou o veículo de “imprensa porca e suja”, “imprensa marrom”, “cor de titica” e “imprensa barata e suja”. Disse que não concede entrevista para “imprensa porca e suja da cidade”. E tentou desqualificar o trabalho como fake news. O caso tem um detalhe que merece atenção: a denúncia que originou a matéria não partiu do portal. Foi a própria Prefeitura de Itabirito que protocou representação formal à Câmara Municipal e ao Ministério Público de Minas Gerais, apontando possível “atendimento indevido” e “eventual favorecimento incompatível”. O portal apenas repercutiu um documento oficial. O vereador, ao atacar o veículo, estava, na prática, atacando a cobertura de um ato do poder público. A repercussão foi além de Itabirito. Rádio Itatiaia, jornal O Tempo e outros veículos de grande circulação noticiaram o caso, o que desfez a tentativa do parlamentar de circunscrevê-lo a uma disputa local. O vereador também havia registrado, na UPA, um boletim de ocorrência — o que foi usado como argumento de defesa, mas que também acabou se tornando mais um documento público acessível à imprensa. No Brasil, o jornalismo local e hiperlocal é o que mais documenta poder municipal — e o que mais sofre pressão direta de agentes políticos. O Reporteres Sem Fronteiras classifica o Brasil na 103ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2025, entre 180 países. A violência contra jornalistas é concentrada fora dos grandes centros, exatamente onde a cobertura é mais escassa e as represálias têm menos testemunhas. 📋 O caso em Itabirito Fato: 20/02/2026 — vereador Renê Butekus (PSD) na UPA Celso Matos Silva Denúncia: Protocolada pela própria Prefeitura de Itabirito na Câmara e no MPMG Reação do vereador: Atacou o portal Sou Notícia em sessão da Câmara com xingamentos e acusação de fake news Status: Denúncia em análise jurídica; processo de cassação ainda não aberto

Pesquisa derruba mito: quem mais compra livro no Brasil é mulher negra da classe C

Pesquisa CBL/Nielsen mostra que mulheres negras da classe C são o maior grupo comprador do país Quem compra livro no Brasil não é quem a maioria imagina. A pesquisa Panorama do Consumo de Livros, divulgada em março pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData, desfaz alguns estereótipos de uma vez por todas: o maior grupo consumidor de livros no país são mulheres negras da classe C. Não a elite. Não os universitários de grandes centros. Mulheres negras, classe C, 15% de todos os compradores de livros brasileiros. O estudo entrevistou 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, em outubro de 2025, cobrindo todas as regiões e faixas de renda. O resultado: 18% da população adulta brasileira comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses — um crescimento de 2 pontos percentuais sobre 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos compradores num único ano. As mulheres respondem por 61% de todos os consumidores. Pessoas pretas e pardas, somadas, são 49% do total. O outro dado que quebra paradigmas é o crescimento entre jovens. As faixas de 18 a 24 e 25 a 34 anos avançaram juntas 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O canal que explica boa parte desse movimento é o TikTok e o Instagram — os chamados BookTok e bookstagram, onde perfis dedicados à literatura acumulam milhões de visualizações. “As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, afirmou Sevani Matos, presidente da CBL. O dado confirma: 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras por redes sociais. Parte do crescimento tem explicação mais prosaica. Em 2025, os livros de colorir viraram febre — cerca de 11 milhões de pessoas, 7,1% dos adultos, compraram ao menos um exemplar. É um número que pode superestimar o interesse por leitura de longo prazo: alguém que compra um livro de colorir numa fila de supermercado não necessariamente vai para a livraria na semana seguinte. A economista Mariana Bueno, da Nielsen, faz a ressalva sem rodeios: “Os livros de colorir são, sem dúvida, um fator relevante para esse crescimento. Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta.” Se o crescimento é real, os obstáculos também são. Cerca de 35 milhões de brasileiros que não compraram livros em 2025 apontaram como principal razão a falta de livrarias físicas próximas. Outros 35% disseram que o preço é alto demais. E 16% admitiram ter acessado PDFs gratuitos ou livros digitais ilegais — o que o setor lê como “demanda reprimida”: há gente que quer ler e não quer, ou não pode, pagar. “Pirataria é demanda. São pessoas que estão, de alguma maneira, lendo mas não comprando”, disse Bueno. Quanto ao formato, o livro impresso segue dominante: 80% das últimas compras foram de exemplares físicos. Mas 53% das vendas totais já acontecem em plataformas online — o que significa que a livraria física perdeu o canal sem perder o valor simbólico. Para 53% dos compradores, a livraria é um espaço para relaxar e explorar sem pressa. Para 46%, é conexão com cultura. O lugar ainda importa — só que a compra muitas vezes acontece em outro lugar. 📚 Quem compra livro no Brasil — dados CBL/Nielsen 2025 18% da população adulta comprou ao menos um livro em 2025 3 milhões de novos compradores em relação a 2024 61% dos compradores são mulheres 49% são pessoas pretas ou pardas Maior grupo: mulheres negras da classe C — 15% do total de compradores Maior crescimento: jovens de 18 a 34 anos (+3,4 pp) 80% compraram livro impresso na última compra 53% das vendas totais já são online 56% dos compradores costumam comprar por redes sociais 16% dos não-compradores admitiram acessar pirataria Metodologia: 16 mil entrevistas, outubro de 2025, todas as regiões e faixas de renda, margem de erro 0,8%

Coletivo Show Interior lança álbum Caliandra na floresta de Paraopeba com raízes em Ouro Preto

Gravado em Amarantina, álbum do coletivo foi lançado na FLONA de Paraopeba com entrada gratuita O coletivo Show Interior lançou no dia 19 de abril o álbum Caliandra na Floresta Nacional do Cerrado de Paraopeba, em Minas Gerais. O espetáculo foi gratuito, com classificação livre, e reuniu música ao vivo, poesia e acessibilidade em Libras num cenário de mata nativa. O projeto foi um dos quatro selecionados em todo o estado pelo edital FEC Minas em Cena. As composições são de Adriana Maciel, cantora e criadora do projeto que mora em Ouro Preto há 15 anos e nasceu em Paraopeba — o que dá ao lançamento uma dimensão pessoal além da artística. O álbum foi gravado em Amarantina, distrito de Ouro Preto, e parte da obra de João Guimarães Rosa como fio condutor: o universo do sertão, os vaqueiros, os cantadores, as paisagens que Rosa transformou em linguagem literária. “Caliandra representa toda a força feminina que existe nesse cerrado mineiro, a força feminina do povo rural, e é também uma homenagem a Paraopeba, que é onde eu me criei, onde eu nasci. Moro em Ouro Preto há 15 anos e as paisagens da cidade, assim como em Paraopeba, existem muitas emoções, muita profundidade e é aí que eu dialogo com o Guimarães Rosa, que fala dessa profundidade do ser humano”, disse Adriana. A apresentação ao vivo teve direção cênica de Du Sarto e direção musical de Gustavo Souza, que também tocou violão. O palco reuniu André Vitorino na sanfona, Tiago Valentim na percussão e João Pedro Marques no violoncelo. A preparação vocal foi de Letícia Afonso e os arranjos de Maxsuel Sancho. A caliandra é uma planta nativa do cerrado — arbusto de flores cor-de-rosa que floresce entre setembro e março, quando a savana está mais seca. O nome do álbum carrega essa referência botânica e geográfica, ancorando o projeto num território específico antes mesmo de abrir a primeira faixa. 📋 Caliandra — Show Interior Álbum: Caliandra Coletivo: Show Interior Lançamento: 19 de abril de 2026, FLONA de Paraopeba Gravado em: Amarantina, distrito de Ouro Preto Compositora: Adriana Maciel Edital: FEC Minas em Cena — 1 dos 4 selecionados no estado Acessibilidade: Interpretação em Libras

Cemig investe R$ 18,5 milhões em nova subestação que beneficia 170 mil pessoas em Itabirito e região

Subestação Itabirito 4 estava operando desde janeiro; cerimônia oficial aconteceu em 20 de abril A Cemig inaugurou oficialmente a Subestação Itabirito 4 na segunda-feira, 20 de abril, em cerimônia com a presença do governador Mateus Simões. O investimento foi de R$ 18,5 milhões. A estrutura já estava operando desde janeiro — a entrega formal veio meses depois da energização. A subestação tem potência instalada de 15 MVA e linha de distribuição de 138 kV. Segundo a Cemig, cerca de 17 mil clientes são atendidos diretamente, beneficiando aproximadamente 170 mil pessoas em Itabirito, Moeda, Nova Lima e comunidades rurais como Água Limpa, Córrego do Bação, Cabral, Saboeiro e São Gonçalo do Bação. A tecnologia usada é o modelo compacto integrado (Seci), que permite montagem prévia dos equipamentos antes da instalação no local — o que reduz o tempo de obra. A inauguração faz parte de um ciclo mais amplo. A Cemig prevê investir mais de R$ 450 milhões na regional Mantiqueira só em 2026, com instalação de 130 religadores automáticos e conversão de 1.000 km de redes pelo programa Minas Trifásico. O Programa Mais Energia, iniciado em 2021, tem meta de entregar 200 novas subestações até 2027. Em 2025 foram 23 unidades entregues; neste ano, a previsão global chega a 38. Para a região, o investimento tem relevância além do consumo doméstico. Itabirito concentra operações de mineração — a Jaguar Mining está em processo de reativação da mina Santa Isabel, no distrito de Acuruí — e a capacidade elétrica é condicionante para a retomada de operações industriais. “A chegada de uma infraestrutura elétrica mais robusta será fundamental para impulsionar o desenvolvimento desse e de outros setores”, disse Jonathan Aguiar Esperidon, gerente de Distribuição da Alta Tensão da Cemig na regional Mantiqueira. 📋 Subestação Itabirito 4 Investimento: R$ 18,5 milhões Potência: 15 MVA / linha de 138 kV Em operação desde: Janeiro de 2026 Beneficiados: ~17 mil clientes / ~170 mil pessoas Municípios atendidos: Itabirito, Moeda, Nova Lima e comunidades rurais Tecnologia: Modelo compacto integrado Seci

ExpoOuro 2026 chega a Cachoeira do Campo com quatro dias gratuitos de shows

Quatro dias gratuitos reúnem Neguinho Safadão, Rick e Renner e o tradicional Poeirão em Cachoeira Cachoeira do Campo recebe a ExpoOuro 2026 entre os dias 30 de abril e 3 de maio, no Clube do Cavalo. O evento é gratuito durante todos os quatro dias e combina shows de música sertaneja, exposição de animais, leilões e o tradicional Poeirão — competição de marcha com cavalos que reúne criadores da região. A abertura acontece na quinta-feira (30), com shows de Neguinho Safadão e da dupla Rick e Renner. No sábado (2), sobe ao palco Marcelinho de Lima. O encerramento, no domingo (3), fica por conta de Guilherme Silva e Negão Chandon. O Poeirão começa no sábado, a partir das 10h, com diversas categorias e premiação em dinheiro: R$ 350 para o campeão, R$ 250 para o reservado e R$ 200 para o 1º prêmio nas categorias gerais. Entre as categorias do Poeirão estão Piquira, Pequeno Porte, Cavalo Comum, Campolina Registrado, Muares, além das modalidades Mirim, Juvenil e Amazonas — com disputa de Campeão dos Campeões em marcha picada e marcha batida. A programação completa está disponível no site da Prefeitura de Ouro Preto. 📋 Serviço Quando: 30 de abril a 3 de maio de 2026 Onde: Clube do Cavalo, Cachoeira do Campo, Ouro Preto Entrada: Gratuita Quinta (30): Neguinho Safadão + Rick e Renner Sábado (2): Poeirão a partir das 10h + Marcelinho de Lima Domingo (3): Guilherme Silva e Negão Chandon Programação completa: ouropreto.mg.gov.br

Em 35 anos, Romaria dos Trabalhadores da Arquidiocese de Mariana conecta fé e luta por direitos na região

Romaria dos Trabalhadores da Arquidiocese de Mariana chega à 35ª edição com pauta viva na região Todo 1º de maio, desde 1991, a Arquidiocese de Mariana realiza a Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras. O evento combina celebração religiosa com mobilização sobre direitos do trabalho e impactos da mineração nas comunidades da região. Em 2026, a iniciativa chega à 35ª edição — e o contexto local não falta em pauta. A romaria é itinerante. Em 2024, foi realizada na Comunidade de Botafogo, no município de Ouro Preto — uma localidade que enfrenta pressão de cinco empreendimentos minerários que buscam operar na área. Moradores montaram uma instalação com vídeos, fotos e depoimentos sobre os riscos que enfrentam. O evento reuniu cerca de 500 pessoas, entre romeiros das cinco regiões pastorais da Arquidiocese, sacerdotes, ativistas de movimentos populares, sindicatos e representantes de entidades. A data coincide com a festa de São José Operário — celebração criada em 1955 pelo Papa Pio XII como resposta católica ao Dia do Trabalho, que havia sido apropriado como data emblemática pelo movimento socialista desde o século XIX. Na prática, na Região dos Inconfidentes, as duas tradições coexistem: a celebração litúrgica e a mobilização por direitos. A pauta da romaria deste ano ainda não foi divulgada, mas o cenário regional oferece material em abundância: o processo de repactuação do Rio Doce ainda está em curso para dezenas de comunidades de Mariana afetadas pelo crime da Samarco; as terras da Novelis em Ouro Preto acaban de ser devolvidas ao município após anos de embate liderado pelo sindicato dos metalúrgicos; e trabalhadores de cooperativas de transporte escolar da região enfrentam atrasos nos repasses da prefeitura. O 1º de maio de 2026 cai numa sexta-feira, criando um feriado prolongado de três dias — o que costuma reduzir a mobilização presencial, mas tende a ampliar o alcance nas redes sociais.