Ouro Preto, sábado, abril 25, 2026 04:58

Cupim e água: obra emergencial na Capela do Padre Faria

Extinção do cupim de solo foi executada; próxima etapa, foca em drenagem e contenção do terreno
Foto de Jiljana Isidoro

Jiljana Isidoro

A temporada de chuvas bate à porta e, no Padre Faria, a proteção começa por baixo. Em entrevista exclusiva ao Vintém, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Flávio Malta, resume o roteiro da intervenção: “A Capela do Padre Faria recebeu investimentos no ano passado. A gente fez primeiro um trabalho de investigação em projeto. Nesse trabalho percebemos que aquele trabalho que era preventivo deveria ter mais urgência.”

O alvo principal foi o cupim de solo: “A gente conseguiu executar de fato a extinção desse cupim de solo. O cupim ataca muito a Capela do Padre Faria porque ele vem por baixo, vem pela terra. A gente foi atrás de uma empresa especializada no combate a esse cupim. Ela fez todo o trabalho e a gente vai dar sequência agora — já está creditado na conta do Instituto Mãos de Ouro pra iniciar esse trabalho.”

Em paralelo ao combate à praga, a pasta avançou no projeto de engenharia do entorno: “Também estamos com ações junto ao PAC (Programa de Aceleração e Crescimento das Cidades Históricas). A gente conseguiu fazer um projeto de drenagem e contenção da área do entorno da capela. Isso é muito bom porque vai conter a área de barranco logo em frente e favorecer a drenagem de todo o adro.”

O que já foi feito

  • Diagnóstico técnico: investigação em projeto que elevou o grau de urgência.
  • Controle biológico: contratação de empresa especializada e extinção do cupim de solo sob a capela.

O que vem agora

  • Sequência do tratamento contra cupins, com recursos do Instituto Mãos de Ouro.
  • Obras de drenagem e contenção vinculadas ao PAC Cidades Históricas, para estabilizar o barranco e escoar a água do adro.

A Capela do Padre Faria — também referida como Nossa Senhora do Rosário do Padre Faria — integra o conjunto urbano tombado de Ouro Preto e tem origem provável no final do século XVII, ligada às primeiras comunidades negras e à Irmandade do Rosário dos Homens Pretos. É referência de devoção popular e memória afro-mineira, o que reforça a urgência das obras de salvaguarda. (Levantamento com base em registros públicos e no acervo técnico consultado pela reportagem.)

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