Fibromialgia em Ouro Preto: secretaria forma equipe e pacientes relatam primeiro atendimento na policlínica

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Jiljana Isidoro

Depois de se mobilizarem, acionarem a Secretaria de Saúde e manifestarem na Câmara Municipal, pacientes com fibromialgia de Ouro Preto relatam ter sido atendidas na policlínica pelo Dr. Felipe, médico da dor. O atendimento marcou o início do funcionamento da equipe multidisciplinar estruturada pela Secretaria de Saúde para tratar a condição pelo SUS municipal.

Rosa Padula foi uma das pacientes atendidas. “A gente tava muito angustiada, passando mal e sem uma direção. Mas agora a gente já tem essa esperança, uma luz no fim do túnel”, disse ao Vintém. Segundo ela, o médico recebeu as pacientes com atenção, explicou sobre a doença e se comprometeu a ministrar uma palestra sobre o tema. O próximo passo, segundo Rosa, é o atendimento com a equipe multidisciplinar, previsto para o dia 13.

Deizimar, que havia relatado ao Vintém a dificuldade de conseguir avaliação na rede pública — incluindo uma fila de aproximadamente 300 pessoas à sua frente —, agradeceu o que chamou de primeiro passo do secretário de Saúde, Leandro Moreira. “Já teve o primeiro contato, que já foi com o médico da dor pra ele atestar e encaminhar pra ser feito as carteirinhas”, disse. Ela reforçou também a necessidade de acesso às medicações: “A qualidade da vida da gente já cai porque a gente fica bem incapacitada às vezes até de trabalhar. A gente não pode ficar sem remédio.”

Em contato com o Vintém, o secretário Leandro Moreira confirmou a estruturação da equipe e o início dos atendimentos. “A gente construiu a equipe multidisciplinar composta pelo médico, reumatologista, com assistente social e psicólogo da policlínica. Já estamos garantindo o direito das pessoas já com diagnóstico de fibromialgia e garantindo acesso também para aquelas que estão em investigação para fechar o diagnóstico”, disse. Segundo Moreira, a equipe também viabiliza a emissão da carteirinha de identificação, documento necessário para que as pacientes acessem os direitos previstos em lei — como atendimento prioritário, vaga de estacionamento reservada e gratuidade no transporte coletivo municipal.

O gargalo no acesso à carteirinha havia sido o ponto central do relato de Deizimar na primeira reportagem do Vintém sobre o tema, publicada em maio, por ocasião do Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia.

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