Infodemia: como plataformas digitais usam a desinformação e o excesso de informação para lucrar

Gilbergues Santos Soares, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) O Dia Internacional da Checagem de Fatos, neste 2 de abril, é mais uma oportunidade para qualificar a discussão sobre desinformação. Ela é uma marca do nosso tempo, assim como a premissa de que poderia ser combatida com mais informação. Essa ideia sustenta que ampliar o acesso a conteúdos neutralizaria as narrativas enganosas e seria suficiente para estimular práticas informacionais adequadas. Mas informação e desinformação são produzidas e disseminadas no mesmo ecossistema informacional. Em uma era dominada pela circulação intensa de conteúdos, pelo negacionismo, pelo revisionismo e por plataformas que monetizam atenção e engajamento, somente ampliar o volume informacional não basta para reduzir o grau de desinformação. É preciso investigar como a desinformação circula nas plataformas digitais e de que modo as práticas desinformacionais estão inscritas em um modelo de negócio que transforma atenção, engajamento e circulação em monetização. Mesmo sufocada pela desinformação, a sociedade trata a era digital e a informação como panaceias para os problemas produzidos nesse ambiente. A informação é entendida como solução em si mesma. Nesse enquadramento, a oposição entre informação e desinformação tende à simplificação: de um lado estaria a verdade; de outro, a mentira. Dessa simplificação emerge uma leitura recorrente do problema: se a desinformação se espalha, o caminho seria ampliar a circulação de informação qualificada para contê-la. Foi nesse contexto que, durante a pandemia de Covid-19, ganhou força a noção de infodemia. Hiperinformação e superdesinformação Durante a pandemia de Covid-19, o termo infodemia se difundiu como o excesso de dados e conteúdos — corretos e/ou incorretos — que circulavam com velocidade pelas plataformas digitais. Cresceu a percepção de que a desinformação poderia ser enfrentada com mais informação. A experiência mostrou que, mesmo com a existência e disponibilização de muitas evidências científicas, conteúdos falsos ou distorcidos prosperam impulsionados pelo volume de circulação. Ainda assim, a “sociedade da informação” oferece uma resposta centrada no indivíduo, privilegiando competências críticas e habilidades individuais para reconhecer narrativas falsas. Em vez de enfrentar as condições em que a desinformação circula, essa abordagem desloca para o sujeito a responsabilidade de distingui-la da informação. Como observa o pesquisador Rodrigo Moreno Marques (UFMG), o foco recai sobre as habilidades individuais, e não sobre o ambiente em que essas narrativas são produzidas, circulam e se fortalecem. A desinformação não pode ser resumida ou atribuída a falhas pessoais de interpretação. Trata-se de um fenômeno que estrutura estratégias de poder: em vez de circular espontaneamente, ela se articula com interesses econômicos e políticos, além de formas de organização da comunicação nas plataformas, como exemplificam as mobilizações da extrema direita no espaço digital. Para compreender esse funcionamento, é preciso relacionar informação e desinformação à crítica da economia política. Conceitos como alienação e fetichismo, formulados pelo filósofo e economista alemão Karl Marx, ajudam a iluminar uma realidade em que narrativas operam como fatos e a circulação de conteúdos se articula a questões econômicas e sociais. Nesse quadro, o regime de informação/desinformação passa a tensionar a própria democracia. Nos Manuscritos Econômico-Filosóficos (1844), Marx demonstrou que o capital provém da exploração dos trabalhadores e da acumulação de riquezas. Essa discussão importa porque essas relações de exploração se reconfiguram no ambiente digital, em que essa tecnologia se tornou a “indústria-base” da acumulação capitalista. Com ela, a informação converte-se em monetização e o modelo de negócio das plataformas aprofunda a acumulação de capitais, ampliando as desigualdades sociais. Enquanto tecnologias digitais expandem mercados e multiplicam fluxos informacionais, novas formas de exploração se consolidam e o capital se concentra cada vez mais. Nesse contexto, o atual regime informacional precisa ser compreendido como parte do capitalismo para podermos falar de desinformação. O novo regime de informação O modo como a vida material e o trabalho são produzidos e organizados influencia a forma como pensamos e nos comunicamos. Em sociedades plataformizadas, em contínua expansão, as redes sociais e as big techs distribuem informação e influenciam a organização e produção da vida social, estruturada a partir de uma base econômica. As condições materiais de existência dão origem a uma superestrutura composta por dimensões sociais, políticas, culturais e intelectuais. Assim, o conceito de alienação ajuda a entender efeitos da informação mediada pelas plataformas. Alienação ocorre quando deixamos de reconhecer ou controlar o produto de nosso trabalho. E isso se intensifica no ambiente das plataformas que retroalimenta a dinâmica de acumulação. Usuários produzem dados e conteúdos que alimentam sistemas econômicos sem que possam controlar o uso dessas informações. Em A Sociedade do Espetáculo, o filósofo e cineasta francês Guy Debord trata do indivíduo alienado pela sociedade moderna. Quanto mais o trabalhador (usuário) produz conteúdos e interações, menos vive essa experiência, se reconhecendo em imagens e narrativas dominantes, sem compreender sua posição no sistema. Quanto mais alienado do resultado de sua atividade, mais assume o papel de espectador. Temos, portanto, a consolidação de um espetáculo alimentado por um estágio avançado de produção de mais-valor (o valor gerado pela atividade do trabalhador/usuário e apropriado economicamente pelas plataformas). Nessas condições, a participação é convertida em matéria-prima. O modelo de negócio plataformizado move-se pela expropriação do tempo real do trabalhador/usuário, que ao mesmo tempo produz e consome, sob uma sensação de liberdade que não corresponde às relações efetivas em que está inserido. Nesse ambiente, atividades antes ligadas ao convívio social e ao lazer passam a ser mediadas pelo consumo e pela visibilidade nas plataformas. O espetáculo descrito por Debord se atualiza: relações sociais são filtradas e organizadas por uma lógica mercantil que transforma experiências em produtos. Informação e desinformação alienam e circulam nas redes como produtos do trabalho social. Essa produção favorece distorção, simplificação e manipulação de conteúdos. O resultado é um ambiente informacional que dificulta uma compreensão crítica da realidade. Sob a lente da economia política No novo regime de informação, mudam os meios e dispositivos e as plataformas se multiplicam, mas o capitalismo segue impondo as regras do jogo. Tecnologias ampliam o alcance e a velocidade dos fluxos informacionais, enquanto as mesmas lógicas de acumulação continuam organizando a produção e circulação

Domingo de Páscoa em Ouro Preto: O Triunfo da Luz sobre as sombras

Ouro Preto desperta neste domingo, 05 de abril, sob um novo manto. O silêncio e o luto da Sexta-feira da Paixão dão lugar ao júbilo da Ressurreição. As ladeiras, antes percorridas por procissões penitenciais, agora ostentam quilômetros de tapetes devocionais feitos de serragem colorida e flores, preparando o caminho para a passagem do Cristo Vivo. A festividade começa cedo, às 07h, com a Santa Missa na Basílica do Pilar, seguida pela jubilosa Procissão da Ressurreição. O cortejo conduz o Santíssimo Sacramento até o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, acompanhado por anjinhos, irmandades e ordens terceiras. O som das matracas é substituído pelas marchas festivas da Sociedade Musical Senhor Bom Jesus de Matosinhos, simbolizando a vitória definitiva da vida sobre a morte . O fato principal deste dia é a figura de Nossa Senhora do Triunfo. Diferente da Virgem Dolorosa que acompanhou o enterro do filho, a Mãe resplandece agora em cores claras, participando plenamente da vitória de Cristo. Para a comunidade católica de Ouro Preto, Maria é o sinal seguro de esperança, a luz que dissipa as trevas e conduz os fiéis à certeza de que a fé sempre vence . O encerramento oficial da Semana Santa 2026 ocorre à noite, com uma solenidade de rara beleza. Às 19h, na Basílica do Pilar, será celebrada a Missa Solene Cantada, com a participação do Coral Francisco Gomes da Rocha e da Orquestra Pe. Simões. O ponto alto será a Coroação de Nossa Senhora do Triunfo, seguida pelo Solene Canto do Te Deum — um hino de louvor e ação de graças que remonta aos primeiros séculos do cristianismo e que, em Ouro Preto, ganha a grandiosidade das composições coloniais .

Madrugar não te fará mais rico, e pode prejudicar sua saúde

Alfredo Rodríguez Muñoz, Universidad Complutense de Madrid Nas redes sociais e nos livros de autoajuda, uma ideia sedutora se repete. Pertencer ao chamado “clube das 5 da manhã”, acordando a essa hora, é o primeiro passo para o sucesso. Esse hábito promete mais produtividade, mais autocontrole e, quase por extensão, uma vida melhor. Tim Cook, CEO da Apple, é conhecido por começar seu dia de madrugada, e o ator Mark Wahlberg popularizou rotinas extremas nas quais afirmava acordar às 2h30 para treinar. A conclusão implícita parece clara: se você quer ter sucesso, precisa ganhar horas ao Sol. Mas quando analisamos o que dizem as pesquisas sobre sono e desempenho, a mensagem é muito menos épica. Para muitas pessoas, forçar o despertar matinal não é uma receita para o sucesso, mas sim para um pior desempenho, decisões mais impulsivas e o acúmulo de uma dívida de saúde que, mais cedo ou mais tarde, terá que ser paga. Nem todos temos o mesmo relógio interno Existem diferenças individuais estáveis nos chamados cronotipos. Algumas pessoas são mais “madrugadoras” e se ativam cedo, enquanto outras são mais “noturnas” e têm melhor desempenho à tarde ou à noite. Essas diferenças não são um capricho nem uma questão de disciplina, mas em parte biológicas e genéticas. Além disso, o cronotipo não é totalmente fixo: ao longo da vida, tendemos, gradualmente, a nos tornar um pouco mais matinais. A adolescência costuma ser a fase mais noturna, enquanto na idade adulta o relógio interno se desloca lentamente para horários mais cedo. Mas essa mudança é progressiva, não voluntária, e não pode ser acelerada simplesmente com força de vontade. Tentar transformar uma coruja em uma cotovia da noite para o dia, no entanto, é, na melhor das hipóteses, ineficiente e, na pior, um choque frontal com nossa fisiologia: o corpo pode estar fora da cama, mas o cérebro continua funcionando no “modo noturno”. Quando forçamos nossa agenda a colidir com nosso relógio interno, entramos em um estado de jet lag social. Esse fenômeno não é simplesmente estar cansado: é viver em uma desfasagem crônica, em que a biologia interna e as exigências externas operam em fusos horários diferentes. Esse desequilíbrio estressa nossa fisiologia constantemente. Como resultado, altera a regulação metabólica, disparando a resistência à insulina e elevando o risco cardiovascular. A verdadeira armadilha: reduzir o sono O segundo grande risco do clube das 5 não é madrugar em si, mas o que isso geralmente implica: reduzir as horas de sono. A maioria dos adultos precisa de sete a nove horas de descanso para um funcionamento ideal. Mas muitas pessoas adotam essas rotinas extremas sem se deitar mais cedo; simplesmente dormem menos. No ecossistema dos gurus da produtividade, frases reveladoras como “dormir é coisa de pobre” se popularizaram, como se o descanso fosse um defeito moral e não uma necessidade biológica. O sono, na verdade, não é um tempo improdutivo, mas um processo ativo de recuperação. Durante a noite, o cérebro consolida a memória, regula as emoções, restaura o sistema imune e mantém o equilíbrio metabólico. Quando o descanso é reduzido de forma crônica, aumentam a fadiga, a irritabilidade e o risco de problemas de saúde mental. Também se deterioram a atenção e o desempenho cognitivo. Além disso, dormir menos não significa apenas dormir um pouco pior. A arquitetura do sono funciona em ciclos, e as fases finais desempenham uma função crítica: integrar experiências, processar a carga emocional e afinar o julgamento. Quando adiantamos sistematicamente o despertador, não apenas reduzimos o descanso total, mas sacrificamos a parte que mais contribui para a lucidez. Aqui surge um dos mitos mais persistentes: confundir mais horas acordado com mais produtividade. Um cérebro privado de sono pode responder e-mails logo pela manhã, sim, mas funciona com menos controle executivo, mais impulsividade e pior capacidade de planejar, avaliar riscos e liderar com empatia. Dormir menos para trabalhar mais é como dirigir um carro cada vez mais rápido depois de ter tirado os freios. Talvez se avance, mas o custo chega na próxima curva. A cultura da fadiga não é uma medalha O fenômeno do madrugar extremo se encaixa em algo mais amplo: a glorificação da exaustão como símbolo de comprometimento. Durante anos, em muitas organizações, premiou-se implicitamente quem se gabava de dormir pouco ou de estar sempre disponível. A evidência é clara: líderes fatigados não são heróis estoicos. Eles tendem a ser vistos como mais irritáveis, menos carismáticos e menos capazes de se conectar emocionalmente com suas equipes. Além disso, o discurso das “manhãs milagrosas” costuma ignorar as condições reais de vida. Nem todo mundo pode se dar ao luxo de acordar cedo para meditar, ler ou treinar em silêncio. Para muitas pessoas, acordar cedo significa simplesmente adicionar mais uma hora de cansaço a dias já longos, com trabalhos exigentes e responsabilidades de cuidados. Nada disso significa que acordar cedo seja negativo para todos. Há pessoas que se sentem bem acordando cedo e dormem o suficiente ao fazê-lo. O problema surge quando isso é vendido como uma receita universal e a diversidade biológica é ignorada. A ciência do sono é menos épica do que os gurus da produtividade apregoam, mas muito mais útil. O que importa não é acordar antes dos outros, mas dormir o necessário e de forma regular. Talvez a verdadeira vantagem competitiva não seja ganhar horas ao Sol, mas começar o dia com um cérebro realmente descansado. Porque o sucesso não começa às cinco da manhã. Começa quando deixamos de viver permanentemente cansados. Alfredo Rodríguez Muñoz, Catedrático de Psicología Social y de las Organizaciones, Universidad Complutense de Madrid This article is republished from The Conversation under a Creative Commons license. Read the original article.

BDMG oferece crédito com taxa reduzida para mulheres empreendedoras e produtoras rurais de Minas até 31 de março

BDMG crédito mulheres empreendedoras | Vintém Serviço público · Economia Linha de crédito do banco estadual está com condições especiais durante o mês de março, com juros mais baixos, até 12 meses de carência e consultoria gratuita do Sebrae para quem contratar até o fim do mês Jiljana Isidoro · Vintém · 13 de março de 2026 O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) está com linha de crédito especial para mulheres empreendedoras ativa durante o mês de março, com taxa promocional de 0,33% ao mês mais a Selic — abaixo das condições habituais. O prazo de pagamento é de até 48 meses, com 12 meses de carência. A contratação pode ser feita de forma digital, pelo site do BDMG, até o dia 31 de março. Também inédita neste ano, a redução de taxas de março foi estendida às mulheres produtoras rurais, por meio da linha BDMG Agro Repasse, operada pelas cooperativas de crédito parceiras do banco. 💳 Como contratar — BDMG Mulher Empreendedora ⚠️ Prazo: até 31 de março de 2026 Taxa 0,33% ao mês + Selic (taxa promocional de março) Pagamento Até 48 meses, com 12 meses de carência Requisito Empresa com participação societária feminina igual ou superior a 50% do capital social, há mais de seis meses Bônus Consultoria técnica gratuita e personalizada do Sebrae Minas para quem contratar até 31/03 Como contratar De forma digital pelo site do BDMG: bdmg.mg.gov.br Produtoras rurais Acesso pela linha BDMG Agro Repasse, via cooperativas de crédito parceiras — lista disponível no site do banco Um em cada três pequenos negócios tem mulher à frente Negócios liderados por mulheres representam 40% das micro e pequenas empresas de Minas Gerais, segundo dados do Sebrae Minas. Em 2025, o BDMG liberou R$ 73,2 milhões em crédito para 1,2 mil empresárias por meio das linhas destinadas a elas. “Oferecer um crédito acessível é decisivo para impulsionar o empreendedorismo feminino, permitindo que elas explorem todo o potencial dos seus negócios.” — Letícia Guerra, gerente do BDMG Esta é a segunda edição consecutiva da parceria entre BDMG e Sebrae com foco na mulher empreendedora. A novidade deste ano é a inclusão das produtoras rurais nas condições especiais de março — uma extensão que amplia o alcance da iniciativa além dos centros urbanos. 📊 Em números 40% das MPEs mineiras têm participação feminina majoritária R$ 73,2 mi liberados pelo BDMG para mulheres empreendedoras em 2025 1,2 mil empresárias atendidas em Minas Gerais no ano passado A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, destacou o papel da iniciativa no contexto mais amplo de fomento ao empreendedorismo feminino. *”O empreendedorismo é um caminho de autonomia e liderança para as mulheres mineiras, portanto uma preocupação do Governo de Minas é criar condições para que elas transformem ideias em negócios, levem soluções ao mercado e tirem seus projetos do papel”*, afirmou. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

Acontece hoje (11): Mariana realiza oficina para construir Plano Municipal dos Direitos das Mulheres

Encontro promovido pela Subsecretaria da Mulher e Direitos Humanos será às 18h, no Centro de Convenções, e busca reunir poder público e sociedade civil na formulação de metas para políticas públicas voltadas às mulheres no município. Mariana promove nesta quarta-feira, 11 de março, a oficina de elaboração do Plano Municipal dos Direitos das Mulheres. Aberta à participação popular, a atividade acontece às 18h, no Centro de Convenções, e integra o esforço de construção coletiva de diretrizes para a promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento das desigualdades no município. Um plano para orientar políticas públicas A proposta é transformar escuta em política pública. A oficina marcada para hoje pretende reunir contribuições da sociedade civil para um documento que deve orientar ações do município em diferentes frentes, da proteção de direitos à ampliação da participação das mulheres na vida social. Segundo a convocação divulgada pela prefeitura, o plano servirá como instrumento de organização de metas e prioridades para a atuação do poder público. Em vez de um texto restrito ao gabinete, a ideia é construir o plano a muitas mãos. Após essa etapa participativa, o documento será encaminhado ao Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, responsável pelo controle social e pelo acompanhamento da efetivação das propostas. Participação popular no centro do processo A gestão municipal tem apresentado a participação da população como peça essencial para que o plano reflita as demandas reais das mulheres de Mariana. O chamamento público divulgado nos canais oficiais da prefeitura também incentiva inscrições prévias para ampliar a presença da comunidade no debate. Num município em que a vida pública ainda carrega marcas profundas de desigualdade, discutir direitos das mulheres em espaço aberto tem peso que vai além do calendário institucional. É nesse tipo de encontro que a política deixa de ser apenas promessa e começa, de fato, a ganhar corpo na escuta. Essa leitura é uma inferência a partir do objetivo público da oficina e do papel atribuído ao plano.

Câmara de Ouro Preto lança Campanha da Fraternidade 2026 com debate sobre moradia

Audiência pública acontece nesta segunda-feira (9), às 18h, no plenário da Câmara; evento é aberto ao público e será transmitido ao vivo pelo YouTube A Câmara Municipal de Ouro Preto realiza nesta segunda-feira, 9 de março, às 18h, a audiência pública de lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. O evento, proposto pelos vereadores Kuruzu (PT) e Matheus Pacheco (PV), acontece no plenário da Casa e é aberto à participação da comunidade. A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o período da Quaresma. Em 2026, o tema escolhido é “Fraternidade e Moradia” e o lema, retirado do Evangelho de João, é “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Ao longo da Quaresma, a iniciativa mobiliza paróquias, pastorais e movimentos sociais em todo o país por meio de atividades de formação, encontros e ações solidárias. Para o vereador Kuruzu, a escolha do tema pela Igreja chega em momento especialmente significativo para Ouro Preto. “Essa Campanha da Fraternidade 2026 chega em um momento oportuno para a nossa cidade. Saber que a Igreja Católica propõe essa reflexão sobre um tema tão importante alimenta o debate e a nossa atuação na luta por moradia em Ouro Preto”, afirmou. A audiência desta segunda integra um contexto mais amplo de debates sobre habitação que vêm ocupando o legislativo municipal. Na semana passada, Ouro Preto assistiu à assinatura do acordo judicial que encerra a disputa pelas chamadas Terras da Novelis, garantindo regularização fundiária para moradores de cinco bairros da área sul da cidade e abrindo caminho para a construção de moradias populares. Na mesma semana, o vereador Kuruzu anunciou o avanço de projeto de lei do deputado estadual Elton Pimentel que prevê a doação de aproximadamente 20 hectares da antiga FEBEM ao município para a implantação de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. A audiência pública de hoje busca apresentar à comunidade a proposta da campanha deste ano e trazer o debate para o contexto municipal, discutindo a realidade da moradia em Ouro Preto a partir da reflexão proposta pela CNBB. 🏛️ Serviço · Audiência Pública Campanha da Fraternidade 2026 na Câmara de Ouro Preto Tema · Fraternidade e Moradia “Ele veio morar entre nós” João 1,14 · CNBB 2026 📅 Quando 9 de março de 2026Segunda-feira · 18h 📍 Onde Plenário da Câmara MunicipalPraça Tiradentes, 41 🎙️ Requerimento Vereadores Kuruzu (PT)e Matheus Pacheco (PV) 🎟️ Entrada Aberta ao público Gratuita ▶️ Transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara Municipal de Ouro Preto no YouTube VINTÉM Informação que vale ouro