UFOP abre campus em Ipatinga no dia 30 de março com curso de Pedagogia e 100 vagas

Novo PAC destina R$ 60 milhões para sede definitiva; aulas começam em escola municipal cedida
R$ 15 milhões garantem permanência definitiva do ICHS da UFOP em Mariana após anos de disputa

Acordo com a Arquidiocese encerra ameaça de despejo que data de pelo menos 2018, diz reitor
Ouro Preto poderá ter Minha Casa, Minha Vida em 2026

Dois alvarás emitidos, seleção federal aberta. Pela primeira vez, MCMV pode chegar a Ouro Preto.
Servidores de Ouro Preto aprovam reajuste de 8% e abrem mão de direito a férias-prêmio

Acordo coletivo prevê vale-alimentação de R$ 1.350 e bônus de R$ 80 mil para aposentadoria
BDMG oferece crédito com taxa reduzida para mulheres empreendedoras e produtoras rurais de Minas até 31 de março

BDMG crédito mulheres empreendedoras | Vintém Serviço público · Economia Linha de crédito do banco estadual está com condições especiais durante o mês de março, com juros mais baixos, até 12 meses de carência e consultoria gratuita do Sebrae para quem contratar até o fim do mês Jiljana Isidoro · Vintém · 13 de março de 2026 O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) está com linha de crédito especial para mulheres empreendedoras ativa durante o mês de março, com taxa promocional de 0,33% ao mês mais a Selic — abaixo das condições habituais. O prazo de pagamento é de até 48 meses, com 12 meses de carência. A contratação pode ser feita de forma digital, pelo site do BDMG, até o dia 31 de março. Também inédita neste ano, a redução de taxas de março foi estendida às mulheres produtoras rurais, por meio da linha BDMG Agro Repasse, operada pelas cooperativas de crédito parceiras do banco. 💳 Como contratar — BDMG Mulher Empreendedora ⚠️ Prazo: até 31 de março de 2026 Taxa 0,33% ao mês + Selic (taxa promocional de março) Pagamento Até 48 meses, com 12 meses de carência Requisito Empresa com participação societária feminina igual ou superior a 50% do capital social, há mais de seis meses Bônus Consultoria técnica gratuita e personalizada do Sebrae Minas para quem contratar até 31/03 Como contratar De forma digital pelo site do BDMG: bdmg.mg.gov.br Produtoras rurais Acesso pela linha BDMG Agro Repasse, via cooperativas de crédito parceiras — lista disponível no site do banco Um em cada três pequenos negócios tem mulher à frente Negócios liderados por mulheres representam 40% das micro e pequenas empresas de Minas Gerais, segundo dados do Sebrae Minas. Em 2025, o BDMG liberou R$ 73,2 milhões em crédito para 1,2 mil empresárias por meio das linhas destinadas a elas. “Oferecer um crédito acessível é decisivo para impulsionar o empreendedorismo feminino, permitindo que elas explorem todo o potencial dos seus negócios.” — Letícia Guerra, gerente do BDMG Esta é a segunda edição consecutiva da parceria entre BDMG e Sebrae com foco na mulher empreendedora. A novidade deste ano é a inclusão das produtoras rurais nas condições especiais de março — uma extensão que amplia o alcance da iniciativa além dos centros urbanos. 📊 Em números 40% das MPEs mineiras têm participação feminina majoritária R$ 73,2 mi liberados pelo BDMG para mulheres empreendedoras em 2025 1,2 mil empresárias atendidas em Minas Gerais no ano passado A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, destacou o papel da iniciativa no contexto mais amplo de fomento ao empreendedorismo feminino. *”O empreendedorismo é um caminho de autonomia e liderança para as mulheres mineiras, portanto uma preocupação do Governo de Minas é criar condições para que elas transformem ideias em negócios, levem soluções ao mercado e tirem seus projetos do papel”*, afirmou. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com
Projeto de mineração da BHP avança sobre zona de amortecimento do Parque do Itacolomi

Reportagem da Agência Primaz revela que mineradora — uma das responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana — pretende realizar sondagens geológicas em área próxima ao parque; estudo ambiental teria omitido seis espécies ameaçadas de extinção, segundo pesquisadores da UFOP Esta matéria repercute reportagem publicada pela Agência Primaz, de Mariana, com apuração e fotos do jornalista Lui Pereira. Foto: Ruínas da Fazenda Tesoureiro foram ignoradas nos estudos de impacto da mineradora – Foto: Vivian Baeta A BHP Billiton Brasil Ltda. — uma das mineradoras responsabilizadas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015 — pretende realizar sondagens geológicas para quantificar reservas de minério de ferro em uma área localizada dentro da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Itacolomi, a 1,19 quilômetros do limite oeste do parque. A informação foi publicada pela Agência Primaz, de Mariana, em reportagem assinada pelo jornalista Lui Pereira. O projeto, denominado Rancharia – Fase 2, está situado na Fazenda Tesoureiro, em área de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, próxima a ruínas históricas e aos distritos de Lavras Novas e Chapada, que ficam a cerca de três e quatro quilômetros da área, respectivamente. Embora o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da empresa aponte a viabilidade do projeto, documentos técnicos elaborados por grupos de pesquisa vinculados à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) contestam as conclusões. O que dizem os pesquisadores O OBSERVA — Observatório Sócio-Ambiental pela Conservação, grupo de pesquisa e extensão da UFOP —, identificou que o EIA apresentado pela BHP teria omitido seis espécies de plantas ameaçadas de extinção com registros confirmados para a área. Segundo a Agência Primaz, esse número representa um aumento de 300% em relação à lista de espécies em risco declarada pela empresa. O grupo também sustenta que as medidas de recuperação propostas pela mineradora são insuficientes para restaurar a complexidade biológica do ecossistema afetado. O ponto mais sensível do projeto, conforme a reportagem original, é a necessidade de suprimir vegetação de Campo Rupestre Ferruginoso — ecossistema raro, formado há bilhões de anos e protegido pela Lei da Mata Atlântica. Pesquisadores alertam que esse ambiente é fundamental para a recarga de aquíferos e que sua supressão, em área que abriga espécies ameaçadas, violaria a legislação federal. O grupo CONTERRA, também citado pela Agência Primaz, aponta que a exploração na zona de amortecimento do Itacolomi trará impactos ao cotidiano de Lavras Novas e Chapada, incluindo contaminação do ar e da água, aumento do tráfego de veículos pesados e degradação da paisagem — fatores que afetariam diretamente o ecoturismo, atividade central na economia dos dois distritos. Um elemento adicional chama atenção: segundo a reportagem, as ruínas da Fazenda Tesoureiro — vestígios históricos presentes na área — não teriam sido contempladas nos estudos de impacto apresentados pela mineradora. Contexto: BHP em Ouro Preto O avanço do Projeto Rancharia – Fase 2 se insere num quadro mais amplo de pressão minerária sobre o município. Conforme levantamento publicado pelo Mongabay e pela Agência Pública, ao menos sete empresas têm processos de licenciamento e pesquisa de ferro e manganês em curso no entorno de Ouro Preto. A BHP, isoladamente, já detém autorização para pesquisar ferro em uma área superior a 900 hectares na região de Botafogo. Ouro Preto é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 1980. O Parque Estadual do Itacolomi, que divide território entre Ouro Preto e Mariana, foi concedido à iniciativa privada em dezembro de 2022, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, por contrato de 30 anos.
Vacina contra dengue está disponível em Ouro Preto, mas adesão ainda é baixa, diz secretário de Saúde

Leandro Moreira alerta para aumento de casos no estado, reforça funcionamento do Vacimóvel na UPA Dom Orione e lembra que combate ao mosquito segue indispensável Com casos de dengue em elevação em Minas, a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Preto voltou a fazer um chamado direto às famílias: a vacina está no SUS, mas pouca gente tem procurado a imunização. Em entrevista, o secretário Leandro Moreira afirmou que a baixa adesão preocupa e destacou que o município mantém postos e um Vacimóvel com oferta diária de vacinas. Ouro Preto tem vacina contra a dengue disponível na rede pública, porém a demanda ainda não acompanha a necessidade de proteção, segundo o secretário de Saúde, Leandro Moreira. “Temos a vacina de forma gratuita e não temos adesão suficiente”, afirmou, ao comentar o cenário de avanço dos casos no estado. A estratégia nacional de vacinação contra a dengue é voltada, em regra, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses e intervalo de três meses. Postos, PSFs e a “van da vacina” Na entrevista, Leandro Moreira reforçou que todas as unidades de Saúde da Família (PSF) do município possuem sala de vacinação e que o município conta ainda com o Vacimóvel como alternativa prática para quem não consegue ir ao posto. “Não tem justificativa para não conseguir vacinar”, disse, orientando a população a levar o cartão de vacina para atualização. A disponibilidade diária do Vacimóvel também foi divulgada em reportanto ocorre na UPA Dom Orione, com funcionamento de segunda a sexta, das 7h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Vacina não substitui cuidado no quintal Mesmo com a imunização, o secretário fez questão de insistir no que costuma ser esquecido quando a chuva vai embora e o calor aperta: prevenção é tarefa coletiva. “O fato de termos a vacina não nos limita nas ações contra dengue”, afirmou, pedindo atenção a recipientes com água parada dentro de casa e também no entorno — “não adianta eu fazer a minha parte se a do vizinho não está sendo feita”. Ele orienta que, ao identificar locais com possível criadouro, a população acione os canais da Prefeitura para que equipes façam a fiscalização. A lógica é conhecida, mas sempre urgente: reduzir foco diminuir não só dengue, mas também chikungunya, zika e febre amarela. Campanha da gripe no horizonte Além da dengue, a Secretaria projeta a campanha de vacinação contra a gripe para abril e menciona a possibilidade de antecipação, conforme sinalizações do Ministé(Até o momento, não há um calendário nacional único amplamente divulgado para todo o país em 2026; historicamente, a vacinação ocorre no outono nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste, com.)
Câmara de Ouro Preto aprova lei que obriga Saneouro a prestar contas trimestralmente

Projeto do vereador Kuruzu estabelece transparência sobre o uso de recursos públicos na concessão de água e esgoto; placar foi de 11 votos a favor
Eduardo Tropia, o fotógrafo que escreveu Ouro Preto com a luz

Por mais de meio século, seu olhar construiu uma memória sensível da cidade.
Ouro Preto planta 30 mil pés de café e aposta em nova vocação econômica além do minério

Município historicamente ligado ao ouro investe em cafeicultura especial com apoio de associação regional, governos e mineradora; distritos como Rodrigo Silva, São Bartolomeu e Glaura lideram produção Ouro Preto plantou 30 mil novos pés de café e aposta na consolidação de uma atividade econômica que, até pouco tempo, seria difícil associar à cidade histórica. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 7 de fevereiro, pelo prefeito Angelo Oswaldo, em vídeo publicado nas redes sociais oficiais do município. “Ouro Preto tem café e vai ter mais ainda. Uma associação de produtores de cafés especiais acaba de ser criada na região dos Inconfidentes. Com a nossa região, nós vamos ter uma produção bastante significativa”, declarou o prefeito, ao lado do secretário municipal de Agropecuária, Sebastião Evasio. A cafeicultura é recente em Ouro Preto. Municípios vizinhos como Itabirito já têm tradição no cultivo, mas em Ouro Preto — historicamente associado ao ciclo do ouro e à mineração — o café começa a ganhar espaço como alternativa econômica para produtores rurais. Os distritos de Rodrigo Silva, Piedade, Moreira, Maciel, São Bartolomeu, Engenho D’Água e Glaura concentram a produção. Apoio institucional em três frentes O prefeito Angelo Oswaldo anunciou apoio articulado de três secretarias municipais para fortalecer a cadeia do café: Agropecuária (Sebastião Evasio), Desenvolvimento Econômico (Felipe Guerra) e Cultura e Turismo (Flávio Pimenta). “Garantimos pela Secretaria de Agropecuária, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pela Secretaria de Cultura e Turismo, todo o apoio à Associação de Produtores de Cafés Especiais. Vamos estar juntos dando esse apoio para essa nova marca de cafés especiais surgir em breve”, afirmou o prefeito. A estratégia une três dimensões: técnica (manejo, cultivares, tratos culturais), econômica (estruturação de marca regional, comercialização) e turística (cafés especiais como produto de identidade local, agregando valor ao turismo). Articulação começou em 2025 O marco público da cafeicultura em Ouro Preto foi o 1º Dia de Campo do Café Especial Sustentável dos Inconfidentes, realizado em 19 de julho de 2025, na Fazenda Vale do Caixeta, distrito de Rodrigo Silva. O evento reuniu cerca de 50 produtores rurais e foi promovido pelas prefeituras de Ouro Preto e Itabirito, pela Fazenda Vale do Caixeta, pelo Sistema Faemg/Senar e pela Sociedade de Produtores Rurais de Itabirito e Ouro Preto (SPR), com apoio da Vale e do programa PRA Produzir Sustentável. Na ocasião, o secretário Sebastião Bonifácio falou em reconhecimento do município por café “com qualidade” e “responsabilidade ambiental”. O proprietário da Fazenda Vale do Caixeta, Guilherme Pedrosa, destacou a mudança em curso: “É estranho associar Ouro Preto, que sempre foi minério, ao café. Mas isso está mudando.” O produtor Ricardo César defendeu a união: “Precisamos unir os produtores da região para consolidar a atividade.” APCEI: a associação que nasce com o café A Associação de Produtores de Cafés Especiais dos Inconfidentes (APCEI) surge como desdobramento dessa articulação. Fundada em novembro de 2025, a associação se apresenta publicamente como organização voltada para fortalecer e difundir o cultivo de cafés especiais na região dos Inconfidentes. Próximos passos: marca regional e mercado O plantio de 30 mil pés é parte de uma estratégia maior: consolidar Ouro Preto como produtor de cafés especiais e criar marca regional que agregue valor ao produto. “O pessoal está animado e nós queremos estar juntos também, dando esse apoio. Em breve, [Ouro Preto] vai ter várias marcas de café da região dos Inconfidentes”, prometeu o prefeito Angelo Oswaldo. A aposta é que o café, produto tradicionalmente mineiro mas até agora pouco presente em Ouro Preto, se some ao ouro, ao barroco e ao turismo como elemento de identidade econômica — uma vocação nova para uma das cidades mais antigas do Brasil.