Santa Casa de Ouro Preto realizará nove cirurgias bariátricas pelo SUS em pacientes do ambulatório municipal

Procedimentos são resultado de um ano de acompanhamento no Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica, que já atendeu 950 pessoas
No Dia Mundial da Fibromialgia, pacientes de Ouro Preto relatam dificuldade no acesso ao tratamento pelo SUS

Em Ouro Preto, a data chega com requerimento na Câmara e relatos de dificuldade no acesso ao SUS Todo 12 de maio é o Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia. Em Ouro Preto, a data mobilizou a Câmara Municipal nesta terça-feira: o vereador Ricardo Gringo (Republicanos) protocolou o Requerimento 172/2026, pedindo ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas de atendimento, acolhimento e garantia de direitos às pessoas diagnosticadas com a doença no município. O vereador Matheus Pacheco (PV) lembrou em plenário que é autor de legislação sobre fibromialgia aprovada pela Câmara em 2024. A data existe desde 2012, quando pacientes e entidades de apoio passaram a usar o 12 de maio — dia de Florence Nightingale — para dar visibilidade a uma condição que afeta cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Nove em cada dez pacientes são mulheres. A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica e generalizada que, por não deixar marcas visíveis nem alterar exames de imagem ou sangue, ainda enfrenta estigma dentro e fora da medicina. O relato de Deizimar Deizimar, moradora do bairro Santa Cruz, descreveu ao Vintém sua experiência tentando acessar o tratamento pela rede pública municipal. Ela aguarda avaliação com a equipe multidisciplinar da policlínica e, segundo seu relato, há “umas 300 pessoas” na fila à sua frente. O único reumatologista disponível na rede pública atende às segundas-feiras, das 9h às 14h. Ela relata que, na última vez que foi, o profissional não estava. “Pela demanda, é um profissional e muita demanda. Se não fizer um mutirão ou se não fizer uma parceria, a gente vai passar esse ano e não vai ter essa avaliação, porque a gente precisa da carteirinha”, disse. A carteira de identificação é o documento que habilita o paciente a acessar os direitos previstos em lei — e sua emissão, em Ouro Preto, depende de avaliação prévia com equipe multiprofissional. Deizimar também mencionou o custo das medicações: “É uma doença que vai ser tratada pelo resto da vida e as medicações não ficam barato.” O Vintém procurou o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira, para comentar a situação. Leandro Moreira não se posicionou até o fechamento desta reportagem. O que é fibromialgia A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética difusa, persistente, acompanhada de fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão. O diagnóstico é clínico — feito por exclusão, geralmente por reumatologista — e não há cura. O tratamento é para a vida toda, com foco no controle dos sintomas por meio de medicamentos, fisioterapia, atividade física e acompanhamento multidisciplinar. O que a legislação prevê Nos últimos anos, o arcabouço legal sobre fibromialgia se expandiu em diferentes níveis. Em 2023, a Lei Federal 14.705 instituiu o Programa Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, determinando atendimento integral no SUS com equipe multidisciplinar. Em julho de 2025, a Lei Federal 15.176 passou a permitir o enquadramento da condição como deficiência, mediante avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional — o que abre caminho para benefícios previdenciários, cotas e isenções. Em Minas Gerais, a Lei Estadual 24.508/2023 já assegurava direitos equivalentes aos de pessoas com deficiência aos fibromiálgicos com limitações comprovadas. Em Ouro Preto, a Prefeitura publicou decreto executivo regulamentando as leis federal e estadual no âmbito municipal, reconhecendo a fibromialgia como deficiência para todos os fins de direito e garantindo atendimento prioritário, vagas de estacionamento reservadas e gratuidade no transporte coletivo municipal — condicionados à avaliação biopsicossocial. O número do decreto não foi confirmado até o fechamento desta reportagem. A Câmara Municipal aprovou a Proposição de Lei nº 460/2024, de autoria do vereador Matheus Pacheco (PV), que obriga órgãos públicos e estabelecimentos privados do município a disponibilizar atendimento preferencial a pessoas com fibromialgia. Em ambos os casos, o acesso aos direitos depende da comprovação da condição — e é exatamente esse processo que Deizimar e outras pacientes relatam como gargalo na rede pública local. 📋 Fibromialgia — o que é O que é: Síndrome de dor crônica e generalizada no sistema musculoesquelético Sintomas: Dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão Diagnóstico: Clínico, feito por exclusão — não há alteração em exames de imagem ou sangue Prevalência no Brasil: Cerca de 6 milhões de pessoas Perfil: 9 em cada 10 pacientes são mulheres Tem cura? Não — tratamento é para toda a vida Símbolo: Borboleta roxa 📋 Seus direitos Atendimento integral no SUS: equipe com médico, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta — Lei Federal 14.705/2023 Possibilidade de enquadramento como PcD: mediante avaliação biopsicossocial — Lei Federal 15.176/2025 Se enquadrado como PcD: BPC-LOAS, cotas de emprego, isenções fiscais e demais direitos da Lei Brasileira de Inclusão Em MG: Lei Estadual 24.508/2023 — direitos de PcD a fibromiálgicos com limitações comprovadas Em Ouro Preto: Decreto municipal — atendimento prioritário, estacionamento e gratuidade no transporte, mediante avaliação Primeiro passo no SUS: Encaminhamento pelo posto de saúde para reumatologista
Museu da Inconfidência será elevado a Museu Nacional por projeto de lei de Lula

Foto: Ane Souz
Por que o crime organizado está tornando a vida mais cara sem que a gente perceba

Robson Rodrigues, UERJ Há muito a criminalidade organizada deixou de ser um fenômeno restrito às periferias urbanas. Ela atualmente está infiltrada de maneira profunda nos circuitos formais da economia. Nas grandes metrópoles – onde se concentra a infraestrutura financeira, logística e produtiva –, os efeitos sobre o setor privado são particularmente severos. Os custos operacionais sobem, a concorrência é distorcida, investimentos são adiados ou cancelados e o próprio capital institucional se fragiliza. Trata-se, portanto, de um problema que é securitário, econômico e de governança ao mesmo tempo. Para ilustrar, imagine um comerciante observando um concorrente abrir uma loja ao lado da sua, que vende mais barato, não paga impostos e nunca parece ter problemas de caixa. Depois de alguns meses, o comerciante descobre o motivo: a loja existe para lavar dinheiro do crime organizado. Esse cenário, que parece enredo de série policial, é o dia a dia de milhares de empresários brasileiros. Estudos conduzidos por instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que a criminalidade organizada impõe ao Brasil um custo anual equivalente a cerca de 4,2% do PIB apenas em impactos sobre o setor privado. Em valores absolutos, isso equivale a mais de R$ 450 bilhões — montante suficiente para construir sete vezes o Rodoanel de São Paulo. Custo nacional e transnacional No Rio de Janeiro, essa situação salta aos olhos. Basta a um observador atento percorrer a Avenida Brasil — principal e mais estratégico corredor viário do Estado, mas também um dos mais perigosos — para constatar a deterioração acelerada do ambiente produtivo. Empresas históricas, que durante décadas compuseram um tecido econômico vibrante ao longo da via, vêm desaparecendo de um território que passou a ser, na prática, controlado por organizações criminosas. Diante desse cenário, as respostas do Estado têm seguido um roteiro velho e surrado: reforços pontuais e reativos de policiamento combinadas com operações policiais de grande impacto midiático, mas com baixos resultados estruturais. Além disso, como o cobertor dos recursos públicos é curto, o modelo se exaure nessas ações, abrindo espaço para a expansão dos “crimes de rua”, em especial roubos e furtos de celulares. Importante destacar que o problema está longe de ser uma particularidade brasileira. Na América Latina e no Caribe, o custo médio do crime alcança 3,44% do PIB regional, segundo estimativas do BID (2024). É o equivalente a 78% de todo o orçamento público destinado à educação na região. As cifras estimadas para a região ultrapassam em 42% o custo estimado do crime organizado na Europa. Em escala global, dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) indicam que redes criminosas transnacionais movimentam anualmente cerca de 1,5% do PIB mundial — um volume financeiro que supera, inclusive, toda a ajuda humanitária global combinada. No fim das contas, essa conta não desaparece: ela só se redistribui, chegando, de diferentes formas, a toda a sociedade. O impacto sobre o setor produtivo A criminalidade deixou de ser um risco eventual ao setor privado e tornou-se custo estrutural de operação. Para funcionar, as empresas sustentam uma engrenagem paralela de proteção, que inclui câmeras, vigilância privada, blindagem de veículos, seguros mais caros, rastreamento de cargas e rotinas adicionais de controle. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, os gastos diretos com segurança no Brasil já se aproximam de R$ 60 bilhões por ano. A esse valor se somam cerca de R$ 200 bilhões em custos indiretos — perdas, interrupções logísticas e ineficiências operacionais — que se espalham pela cadeia produtiva e acabam repassados ao consumidor. Nesse cenário, não causa espanto que uma em cada três empresas da América Latina registre ao menos um incidente criminal por ano. Tampouco que os gastos com segurança já consumam 2,7% da receita bruta — mais, em muitos casos, do que as perdas causadas por falhas no fornecimento de energia. Mais grave ainda é o custo invisível trazido pela presença do crime organizado. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) mapeou sua atuação em 16 setores da economia formal. Entre eles, nos combustíveis, bebidas, tabaco, construção civil, mineração. Em cada um desses setores, empresas criminosas operam com vantagem competitiva artificial: não maximizam lucros, só precisam lavar dinheiro. Isso destrói a concorrência leal. O resultado? A CNI estima que essa infiltração tenha impedido a criação de 370 mil empregos formais em 2022 e retirado R$ 500 bilhões da economia produtiva — recursos que, em condições normais, poderiam estar gerando renda, impostos e inovação. O que pode ser feito As estatísticas trazem um dado muito interessante sobre o enfrentamento eficiente à violência. O FMI (Fundo Monetário Internacional) mostrou que reduzir as taxas de homicídio ao nível da média global poderia elevar o crescimento anual da América Latina em até meio ponto percentual. Nas economias mais violentas, o ganho poderia chegar a 1 ponto — o equivalente a bilhões de dólares em riqueza adicional gerada a cada ano. Isso muda o enquadramento do problema. Combater o crime organizado não é apenas uma questão de segurança pública. E o setor privado tem um papel importante nessa equação que vai além de contratar vigilantes. As empresas poderiam, por exemplo, exigir rastreabilidade nas cadeias de fornecimento, pressionar por regulação mais rigorosa em setores infiltrados e adotar práticas antilavagem de dinheiro mesmo quando não são instituições financeiras. O Movimento Unidos pelo Combustível Legal é um exemplo concreto disso. Trata-se de uma coalizão de empresas do setor que estimou perdas de cerca de R$ 30 bilhões por ano com sonegação e adulteração de combustíveis — e passou a pressionar ativamente por mudanças regulatórias. Os resultados mostram que esse tipo de articulação funciona. Isso significa que combater o crime organizado não é só uma questão de segurança. É política econômica. É competitividade. É geração de emprego. A conta que ninguém faz No fim das contas, o crime organizado funciona como um imposto invisível. Ele não aparece na nota fiscal, não consta em nenhum CNPJ, mas está embutido em
As raízes da história da Páscoa: De onde vieram as crenças cristãs sobre a ressurreição de Jesus?

Um mosaico da Ressurreição na Basílica de São Paulo em Harissa, Líbano. FredSeiller/Wikimedia Commons Aaron Gale, West Virginia University Com a aproximação da Páscoa, os cristãos de todo o mundo começam a se concentrar em dois dos princípios centrais de sua fé: a morte e a ressurreição de Jesus de Nazaré. Outros mestres judeus carismáticos ou operadores de milagres estavam ativos na Judeia na mesma época, aproximadamente há 2.000 anos atrás. O que diferenciava Jesus era a crença de seus seguidores em sua ressurreição. Para os crentes, isso não era apenas um milagre, mas um sinal de que Jesus era o tão esperado messias judeu, enviado para salvar o povo de Israel de seus opressores. Mas será que a ideia de uma ressurreição em si era uma crença única na Israel do primeiro século? Sou um estudioso do judaísmo antigo e sua conexão com o movimento cristão primitivo. O conceito cristão de Jesus ressuscitando dos mortos ajudou a moldar muitos dos principais ensinamentos da fé e, por fim, a separação da nova religião do judaísmo. No entanto, os ensinamentos religiosos sobre a ressurreição remontam a muitos séculos antes de Jesus ter vivido na Terra. Há histórias que provavelmente são anteriores às crenças judaicas primitivas em muitos séculos, como a história egípcia do deus Osíris sendo ressuscitado por sua esposa, Ísis. Entretanto, o mais relevante para o cristianismo são as próprias ideias do judaísmo sobre a ressurreição. ‘Seus mortos viverão’ Uma das primeiras referências judaicas escritas à ressurreição na Bíblia é encontrada no Livro de Isaías, que discute uma era futura, talvez uma época de julgamento final, na qual os mortos ressuscitariam e estariam sujeitos à justiça final de Deus. “Seus mortos viverão; seus cadáveres se levantarão”, profetiza Isaías. “Os que habitam no pó despertarão e gritarão de alegria”. O Grande Pergaminho de Isaías: o mais bem preservado dos pergaminhos bíblicos encontrados em Qumran, perto do Mar Morto, que provavelmente foi escrito por volta do século II a.C. Ardon Bar Hama/The Israel Museum, Jerusalem/Wikimedia Commons Textos bíblicos judaicos posteriores, como o Livro de Daniel, também faziam referência à ressurreição. Havia várias seitas judaicas concorrentes na época em que Jesus viveu. A mais proeminente e influente, os fariseus, integrou ainda mais o conceito de ressurreição ao pensamento judaico. De acordo com o historiador Josefo, do primeiro século, os fariseus acreditavam que a alma era imortal e poderia ser reunida a um corpo ressuscitado – ideias que provavelmente teriam tornado a ideia de Jesus ressuscitando dos mortos mais aceitável para os judeus de sua época. Em poucos séculos, os rabinos começaram a fundir as referências bíblicas anteriores à ressurreição corporal com as ideias posteriores dos fariseus. Em particular, os rabinos começaram a discutir o conceito de ressurreição corporal e sua conexão com a era messiânica. O Cemitério Judaico no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. Os túmulos estão voltados para o Monte do Templo, onde alguns acreditam que a ressurreição dos mortos culminará. xiquinhosilva/Wikimedia Commons, CC BY Os judeus acreditavam que o Messias legítimo seria um descendente do rei bíblico Davi que venceria seus inimigos e restauraria Israel à sua glória anterior. Nos séculos seguintes à morte de Jesus, os rabinos ensinaram que as almas dos mortos seriam ressuscitadas depois que o Messias aparecesse na Terra. Por volta do ano 500 d.C., os rabinos desenvolveram ainda mais o conceito. O Talmud, a mais importante coleção de escritos autorizados sobre a lei judaica, além da própria Bíblia, observa que aquele que não acredita na ressurreição não tem participação no “Olam Haba”, o “Mundo Vindouro”. O “Olam Haba” é o reino no qual esses sábios acreditavam que a alma de uma pessoa acaba habitando após a morte. É interessante notar que o conceito de inferno em si nunca foi incorporado ao pensamento judaico convencional. Mesmo agora, o conceito de Deus dando vida aos mortos é afirmado todos os dias no Amidah, uma oração judaica recitada como parte dos serviços diários da manhã, da tarde e da noite. Velhas ideias, novas crenças O fato de os primeiros seguidores de Jesus serem judeus provavelmente contribuiu para que o conceito de ressurreição se tornasse arraigado no pensamento cristão. No entanto, a compreensão cristã da ressurreição foi levada a um nível sem precedentes nas décadas seguintes à morte de Jesus. De acordo com o Evangelho de Mateus, Jesus, um judeu da Galileia, entrou em Jerusalém nos dias anteriores à Páscoa. Ele foi acusado de sedição contra as autoridades romanas – e provavelmente de outras acusações, como blasfêmia – em grande parte porque estava causando um distúrbio entre os judeus que se preparavam para celebrar o feriado. Naquela época, a Páscoa era uma festa de peregrinação na qual dezenas de milhares de judeus viajavam para Jerusalém. Depois de ser traído por um de seus seguidores, Judas, Jesus foi preso, levado às pressas a julgamento e condenado à crucificação. As autoridades romanas desejavam manter a pax Romana, ou paz Romana. Elas temiam que a agitação em meio a um grande festival pudesse levar a uma rebelião, especialmente devido à acusação de que pelo menos alguns dos seguidores de Jesus acreditavam que ele era o “Rei dos Judeus”, como foi registrado mais tarde nos Evangelhos de Mateus e Marcos. Os crucifixos geralmente exibem a abreviação latina ‘INRI’, abreviação de ‘Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus’. Esta estátua na Abadia de Ellwangen, na Alemanha, mostra a abreviação em três idiomas. Andreas Praefcke/Wikimedia Commons, CC BY-SA De acordo com os Evangelhos, Jesus foi levado à morte no que hoje é a Sexta-Feira Santa e ressuscitou no terceiro dia – que hoje é celebrado como Domingo de Páscoa. Os primeiros seguidores de Jesus acreditavam não apenas que ele havia ressuscitado, mas que era o tão esperado messias judeu, que havia cumprido profecias judaicas anteriores. Por fim, eles também adotaram a ideia de que ele era o divino Filho de Deus, embora os estudiosos ainda debatam exatamente como e quando isso ocorreu. Além disso, a natureza da ressurreição de Jesus continua sendo uma fonte de debate
ALMG aprova em primeiro turno doação das terras da Febem para habitação popular em Ouro Preto

Aprovação acontece um mês após acordo definitivo das Terras da Novelis ser assinado em Ouro Preto
Ouro Preto entre os cinco maiores exportadores de MG no bimestre em que estado bate recorde

Exportações MG bimestre 2026 | Vintém Análise de dados · Economia regional Minas Gerais exportou US$ 6,6 bilhões de janeiro a fevereiro de 2026 — alta de 5,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ouro foi o produto com maior crescimento; Ouro Preto respondeu por 4,1% das vendas do estado em fevereiro Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 Minas Gerais fechou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com US$ 6,6 bilhões em vendas ao exterior — alta de 5,9% frente ao mesmo período de 2025. O estado respondeu por 13% de todas as exportações brasileiras no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit da balança comercial mineira chegou a US$ 3,7 bilhões no bimestre, crescimento de quase 12% em relação ao início de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,3 bilhões. As importações totalizaram US$ 2,9 bilhões, com Minas respondendo por 6,8% das aquisições internacionais do país. 📍 Ouro Preto no cenário estadual Em fevereiro, Ouro Preto figurou entre os cinco maiores municípios exportadores de Minas Gerais, respondendo por 4,1% das exportações estaduais — o equivalente a US$ 125 milhões em produtos embarcados, principalmente minério de ferro com destino à China. A cidade ficou atrás de Varginha (8,7%), Araxá (8,1%), Paracatu (7,8%) e Nova Lima (5,9%), segundo dados da Secex/MDIC divulgados pela Agência Minas. Ouro lidera crescimento entre os produtos exportados O ouro foi a mercadoria com maior crescimento nas exportações mineiras no bimestre, com aumento de US$ 320,3 milhões — alta de 82,7% frente ao mesmo período de 2025. Na sequência, ferro-ligas registraram crescimento de US$ 106,1 milhões (40,8%) e o ferro fundido bruto e ferro spiegel, de US$ 46,5 milhões (36,8%). Já em fevereiro, os principais produtos exportados pelo estado foram minérios de ferro e seus concentrados (25,9% do total), café (24,7%), ouro (10,3%), ferro-ligas (7,5%) e açúcares (2,7%). 📊 Bimestre janeiro–fevereiro 2026 US$ 6,6 bi exportações mineiras — +5,9% sobre jan-fev/2025 US$ 3,7 bi superávit da balança comercial — +12% sobre jan-fev/2025 13% participação de MG nas exportações brasileiras no período China lidera compras; Suíça sobe no ranking Em fevereiro, Minas alcançou 147 países compradores. A China manteve a liderança, responsável por 29,8% das compras de produtos mineiros. Estados Unidos (8,2%), Alemanha (5,7%) e Canadá (4,5%) completaram o topo do ranking, seguidos pela Suíça (4,3%). As exportações para o mercado suíço já acumulam alta de US$ 113 milhões no bimestre em relação ao ano anterior — crescimento relacionado em grande parte ao ouro, cuja principal rota de comercialização internacional passa pelo país. “O crescimento nas nossas exportações e também do superávit da balança comercial destacam o potencial mineiro consolidado no comércio exterior. Por meio da ampliação de mercados e da valorização de produtos, esperamos alcançar resultados ainda mais positivos neste ano.” — Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Maiores exportadores municipais em fevereiro 🏆 Ranking de municípios exportadores — fevereiro 2026 1ºVarginha8,7% 2ºAraxá8,1% 3ºParacatu7,8% 4ºNova Lima5,9% 5ºOuro Preto4,1% Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com
No ano do recorde de feminicídios no Brasil, como está a nossa região?

Matéria – Larissa e Maria Fernanda | Vintém Larissa tinha 25 anos. Maria Fernanda, dois. O que os matou começa muito antes da faca O feminicídio de mãe e filha em Mariana chocou a região. A cobertura de parte da imprensa chocou também — por razões diferentes. O Vintém apura os dados da violência contra a mulher em Ouro Preto, Mariana e Itabirito e ouve quem trabalha para que cada morte seja contada com o nome certo. Na tarde de terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, vizinhos do bairro Santa Clara, em Mariana, ouviram gritos vindos de uma casa na rua Caetano Pinto. Depois, silêncio. Quando a Polícia Militar chegou, encontrou Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e a filha do casal, Maria Fernanda Oliveira Gomes, 2 anos, mortas no quintal da residência, abraçadas, com múltiplas lesões na cabeça, no pescoço e nos membros. O facão usado no crime foi encontrado no terreno vizinho. O companheiro delas, Felipe Gomes Cordeiro, 24 anos, chegou ao local acompanhado do padrasto e ele mesmo conduziu os policiais até os corpos. Preso em flagrante, apresentou versões contraditórias. Acabou confessando. Sua prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. Ele deve permanecer preso até o julgamento. A Prefeitura de Mariana classificou o crime como “brutal” e prestou solidariedade aos familiares. “Um crime brutal, que causa indignação e tristeza em toda cidade”, dizia o comunicado oficial. No sábado seguinte, 7 de fevereiro, centenas de pessoas foram às ruas em uma marcha convocada por moradores — batizada de Marcha dos Homens, com concentração no Centro de Convenções e caminhada até a Praça Minas Gerais. Uma familiar de Larissa e Maria Fernanda tomou a palavra e lembrou que o feminicídio é o estágio final de uma violência que começa muito antes. Mas enquanto a cidade enlutuada marchava, parte da cobertura jornalística do caso trilhava outro caminho. A narrativa que mata duas vezes Nos dias que se seguiram ao crime, algumas publicações escolheram destacar em seus títulos a versão do próprio suspeito — a de que uma “suposta traição” teria “motivado” ou “levado” o homem a matar. O problema não é mencionar o contexto alegado pelo suspeito. O problema é transformar essa alegação no enquadramento central da história: quando o título diz que a traição “levou” alguém a matar, está construindo uma relação de causalidade. Não descreve o crime — explica, e ao explicar, justifica. “O feminicídio não começa na manchete. Mas a manchete pode determinar se a próxima mulher vai pedir socorro ou vai ficar em silêncio, com medo de não ser acreditada.” — Campanha da Associação Riograndense de Imprensa, 2026 O Projeto Ariadnes, observatório de mídia, gênero e sexualidade da UFOP, sediado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas de Mariana, publicou em suas redes sociais uma análise da cobertura do caso — apontando exatamente esse padrão. O projeto, coordenado pela professora Karina Gomes Barbosa e com atuação na formação de jornalistas da Região dos Inconfidentes, tem realizado oficinas sobre cobertura ética de feminicídios desde 2025. A publicação gerou ampla repercussão e debate entre moradores e profissionais da comunicação. A pesquisadora e linguista Ana Maduro, cujo trabalho embasou um projeto de lei debatido na Câmara Legislativa do Distrito Federal em março de 2026, resume o mecanismo: “Muitas manchetes acabam diminuindo a responsabilidade do agressor ao sugerir motivações relacionadas ao comportamento da vítima.” O ciclo se fecha quando a cobertura replica e amplifica a mesma lógica que estrutura a violência de gênero: a de que a mulher é responsável pelo que acontece a ela. Traição, real ou suposta, não justifica assassinato. Nem de uma mulher adulta. Nem de uma criança de dois anos. O que os dados dizem sobre nossa região O caso de Larissa e Maria Fernanda não é isolado. Os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais mostram que a violência doméstica é persistente nas três cidades que o Vintém cobre. Ouro Preto lidera em números absolutos entre elas: foram 588 registros em 2021, subindo para 703 em 2022 e 697 em 2023. Até abril de 2024, o município já acumulava 256 casos — um ritmo que sugeria encerrar o ano próximo dos recordes anteriores. Em Mariana, a média histórica é igualmente elevada: 638 registros em 2021, 605 em 2022, 607 em 2023. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania do município informou, até junho de 2024, uma média de 13 novos casos de violência atendidos por mês — com violência física, psicológica e abuso sexual entre as formas mais comuns. Itabirito registrou 461 casos em 2021, queda para 346 em 2022, retorno a 405 em 2023. Esses números, cabe lembrar, dizem respeito às ocorrências registradas. A subnotificação é histórica: o medo, a dependência financeira, o estigma social e, especialmente em cidades menores, o risco de exposição em comunidades onde agressor e vítima são conhecidos de todos — tudo isso mantém uma parte significativa dos casos fora das estatísticas oficiais. 📊 Dados regionais · Violência doméstica Ouro Preto, Mariana e Itabirito: o que os registros mostram Município 2021 2022 2023 Jan–Abr 2024 Ouro Preto 588 ↑ 703 697 256 Mariana 638 605 607 173 Itabirito 461 ↓ 346 405 144 Registros de violência doméstica — todas as formas (física, psicológica, sexual, patrimonial). Os números refletem ocorrências registradas, não o total real: especialistas estimam subnotificação significativa, especialmente em cidades de médio porte. 13 novos casos de violência atendidos por mês em Mariana (média até jun/2024) 166 famílias atendidas mensalmente nos centros de referência de Itabirito 3 municípios com CREAS ativo para acolhimento de vítimas VINTÉM Fonte: Sejusp-MG / Observatório de Segurança Pública · dados até abr/2024 🇧🇷 Panorama · Minas Gerais e Brasil Feminicídio: o que os números nacionais dizem sobre o que acontece aqui 1.568 feminicídios consumados no Brasil em 2025 — recorde histórico desde 2015 4,7% crescimento em relação a 2024, que já havia batido recorde 13.703 mulheres mortas por feminicídio no Brasil desde a tipificação do crime (2015–2025) 4/dia média de feminicídios consumados no Brasil desde 2022 Ocorrências
Estado promete operação tapa-buracos na Estrada Real ainda nesta quinta-feira

Prefeito Ângelo Oswaldo anunciou em exclusiva à Rádio Real FM que o secretário estadual de Infraestrutura confirmou o início dos serviços no trecho Ouro Preto-Ouro Branco; rodovia está “praticamente destruída”, segundo o próprio prefeito O prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, anunciou nesta manhã de quinta-feira, 19 de fevereiro, em entrevista exclusiva à Rádio Real FM, que o governo do estado deve iniciar ainda hoje uma operação tapa-buracos na MG-129, o trecho da Estrada Real que liga Ouro Preto a Ouro Branco. A confirmação veio do secretário estadual de Infraestrutura, Pedro Bruno. “Ele me disse que talvez começasse antes do carnaval, que não ocorreu”, disse o prefeito ao locutor Rômulo Ferreira. “Mas nós estamos esperando então para hoje o início dessa operação tão importante para a segurança de todos os que transitam pela Estrada Real.” A rodovia, com cerca de 30 quilômetros de extensão, é a principal ligação entre Ouro Preto e os distritos de Lavras Novas, Santo Antônio do Salto e Santa Rita de Ouro Preto, além de conectar a região a Conselheiro Lafaiete, Congonhas e às rodovias de acesso ao Rio de Janeiro e São Paulo. O próprio Ângelo Oswaldo não poupou palavras para descrever o estado atual da via: “Está praticamente destruída, acabada.” Moradores e motoristas que trafegam diariamente pela MG-129 vêm relatando buracos, desníveis e sinalização deficiente, tornando a rodovia cenário frequente de acidentes. O problema não é novo, mas se agravou nos últimos meses.O prefeito lembrou que participou pessoalmente da inauguração do asfaltamento da estrada em 2002, ao lado do então governador Itamar Franco — e cobrou que, 24 anos depois, o estado finalmente recupere o que construiu. “Quero ver agora a estrada em bom estado. Vamos ver se o governo do estado atende a essa grande demanda da nossa região.” A operação anunciada é de responsabilidade do Estado, não da prefeitura. Ângelo Oswaldo fez questão de distinguir as esferas: o município cuida de mais de dois mil quilômetros de estradas no interior, enquanto a MG-129 é uma rodovia estadual. A cobrança, portanto, é direta ao governo de Minas.
Prefeitura aprova troca de controle da Saneouro para empresa dos Emirados Árabes, mas exige termo de compromisso para garantir investimentos

Parecer jurídico obtido com exclusividade pelo Vintém revela que mudança de controle societário foi autorizada em janeiro mediante condições; TAQA, do grupo de energia de Abu Dhabi, assumirá lugar da controladora coreana GS E&C quando operação global for concluída A Procuradoria Geral do Município de Ouro Preto aprovou em 19 de janeiro a mudança de controle societário indireto da Saneouro, operação que transferirá o comando final da empresa da sul-coreana GS Engineering & Construction Corporation (GS E&C) para a Abu Dhabi National Energy Company PJSC (TAQA), conglomerado sediado nos Emirados Árabes Unidos. A autorização, porém, não foi incondicional. O Parecer Jurídico nº 007/2026, obtido com exclusividade pelo Vintém, estabelece que a eficácia da mudança depende da assinatura de um Termo de Compromisso entre Prefeitura, Saneouro e a controladora direta brasileira (GS Inima Brasil) garantindo a manutenção integral de investimentos e obrigações contratuais. O processo de venda ainda está em curso e depende de aprovações regulatórias em diversos países. A operação, anunciada globalmente em 2025, envolve a alienação da totalidade (100%) da holding espanhola GS Inima Environment S.A., que controla a GS Inima Brasil — esta, por sua vez, é a acionista majoritária direta da Saneouro. O que mudará e o que não mudará A transação alterará o topo da pirâmide societária, mas não mexe na estrutura operacional imediata em Ouro Preto. A GS Inima Brasil permanecerá como controladora direta da Saneouro, mantendo a gestão cotidiana, o acervo técnico e a responsabilidade legal pela concessão. O procurador-geral do município, Diogo Ribeiro dos Santos, e o gerente de Contratos e Convênios, Victor Schittini Teixeira, assinam o parecer que reconhece essa distinção: “O controle societário efetivo da Concessionária SANEOURO é exercido materialmente pela GS Inima Brasil Ltda., a qual mantém a titularidade da maioria do capital votante e o poder de gestão direta.” Para os juristas municipais, isso permite enquadrar a operação na Cláusula 13.12 do Contrato de Concessão nº 06/2018 — que prevê comunicação ao poder concedente para alterações que não impliquem mudança no controle direto — e não na Cláusula 13.8, que exigiria anuência prévia nos moldes de uma nova licitação. Por que a Prefeitura precisava aprovar Embora a venda ocorra em nível internacional, a Lei Federal nº 8.987/1995 (Lei de Concessões) exige que o poder concedente seja comunicado e possa verificar se o novo controlador mantém as qualificações técnicas, jurídicas e econômico-financeiras necessárias para executar o serviço público. A preocupação central, explica o parecer, é “a preservação das condições de habilitação técnica, jurídica, econômica e financeira que fundamentaram a outorga da concessão, bem como a garantia da continuidade dos vultosos investimentos necessários à universalização do saneamento básico em Ouro Preto”. O documento cita precedentes do Supremo Tribunal Federal (ADI 2.946/DF) e do Tribunal de Contas da União (Acórdão 1010/2004) para fundamentar que alterações societárias que preservam o objeto contratual e a capacidade de execução não demandam novo certame licitatório, mas exigem salvaguardas. As condições impostas pela Prefeitura O Termo de Compromisso, cuja assinatura é condição para validar a operação, deverá conter cláusulas “expressas e irrevogáveis” estabelecendo que: a) Todas as obrigações, metas, prazos e condições do Contrato de Concessão nº 06/2018 e seus aditivos serão mantidas integralmente b) O planejamento de investimentos para universalização do abastecimento de água e esgotamento sanitário será executado “independentemente das políticas corporativas do novo controlador indireto” c) A governança da Saneouro permanecerá “dotada de autonomia técnica e financeira suficiente para o cumprimento do contrato” d) A alteração do controle indireto não poderá ser invocada “em momento algum” como causa para pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro ou como excludente de responsabilidade por inadimplementos contratuais O parecer deixa explícito: “A Administração Pública tem o dever de assegurar que essa ‘comunicação’ venha acompanhada de garantias robustas de que o novo controlador indireto ratifica e assume, integralmente, os ônus e obrigações da concessão.” Capacidade financeira verificada A Saneouro apresentou à Prefeitura documentação comprobatória incluindo balanços patrimoniais auditados e demonstrações financeiras da GS Inima Brasil, atestados de capacidade técnica e certidões do CREA. O parecer conclui que “a capacidade técnica e financeira se mantém ou se amplia com a entrada da TAQA (grupo de reconhecida solidez global)”. O documento registra ainda que a empresa investiu R$ 1,5 milhão na perfuração de poço profundo para abastecimento de Antônio Pereira, entregue em junho de 2022, e comprovou capacidade de monitoramento em tempo real através do Centro de Controle Operacional instalado na sede. Diretoria renovada em meio à transação Um detalhe relevante destacado pelo parecer: a eleição de nova diretoria ocorreu “em momento concomitante e posterior ao anúncio da transação internacional”, com registro na Junta Comercial de Minas Gerais (JUCEMG). A Procuradoria interpreta isso como “indício robusto de que a transição acionária no nível da holding espanhola não acarretou um vácuo decisório ou uma desestruturação da empresa em Ouro Preto”. O parecer menciona especificamente a manutenção de Paulo Roberto de Oliveira como presidente e de Fernando Schlieper, “demonstrando a intenção de manter a governança da SANEOURO sob o controle da GS Inima Brasil”. Quem é a TAQA A Abu Dhabi National Energy Company (TAQA) é um conglomerado de energia baseado nos Emirados Árabes Unidos com operações globais em geração de energia, transmissão e distribuição, óleo e gás. A empresa está listada na bolsa de Abu Dhabi e é controlada pelo governo do emirado através da Abu Dhabi Developmental Holding Company (ADQ). A aquisição da GS Inima faz parte da estratégia de diversificação da TAQA no setor de infraestrutura, especialmente em serviços ambientais e saneamento. Próximos passos e aprovações pendentes O parecer recomenda “o encaminhamento dos autos à autoridade competente para a convocação da Concessionária visando a elaboração e assinatura do Termo de Compromisso, após o que deverá ser formalizado o ato de consentimento à alteração do controle indireto”. Até o fechamento desta reportagem, o Vintém não conseguiu confirmar com a Prefeitura se o Termo de Compromisso já foi assinado ou quando será agendada a assinatura. A Saneouro também foi procurada mas não se pronunciou sobre o cronograma. A operação de compra e venda