Mariana destina R$ 7 mi da repactuação de Fundão para UTI no Hospital Monsenhor Horta

Repasse de R$ 7 mi em 12 parcelas custeia obra e equipamentos; região segue sem hospital público
Mariana vai conter maciço rochoso de risco máximo no Santa Rita de Cássia com R$ 29,7 mi do Novo PAC

Foto: João Paulo Silva / Arquivo JVA
No Dia Mundial da Fibromialgia, pacientes de Ouro Preto relatam dificuldade no acesso ao tratamento pelo SUS

Em Ouro Preto, a data chega com requerimento na Câmara e relatos de dificuldade no acesso ao SUS Todo 12 de maio é o Dia Mundial de Conscientização da Fibromialgia. Em Ouro Preto, a data mobilizou a Câmara Municipal nesta terça-feira: o vereador Ricardo Gringo (Republicanos) protocolou o Requerimento 172/2026, pedindo ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas de atendimento, acolhimento e garantia de direitos às pessoas diagnosticadas com a doença no município. O vereador Matheus Pacheco (PV) lembrou em plenário que é autor de legislação sobre fibromialgia aprovada pela Câmara em 2024. A data existe desde 2012, quando pacientes e entidades de apoio passaram a usar o 12 de maio — dia de Florence Nightingale — para dar visibilidade a uma condição que afeta cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Nove em cada dez pacientes são mulheres. A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica e generalizada que, por não deixar marcas visíveis nem alterar exames de imagem ou sangue, ainda enfrenta estigma dentro e fora da medicina. O relato de Deizimar Deizimar, moradora do bairro Santa Cruz, descreveu ao Vintém sua experiência tentando acessar o tratamento pela rede pública municipal. Ela aguarda avaliação com a equipe multidisciplinar da policlínica e, segundo seu relato, há “umas 300 pessoas” na fila à sua frente. O único reumatologista disponível na rede pública atende às segundas-feiras, das 9h às 14h. Ela relata que, na última vez que foi, o profissional não estava. “Pela demanda, é um profissional e muita demanda. Se não fizer um mutirão ou se não fizer uma parceria, a gente vai passar esse ano e não vai ter essa avaliação, porque a gente precisa da carteirinha”, disse. A carteira de identificação é o documento que habilita o paciente a acessar os direitos previstos em lei — e sua emissão, em Ouro Preto, depende de avaliação prévia com equipe multiprofissional. Deizimar também mencionou o custo das medicações: “É uma doença que vai ser tratada pelo resto da vida e as medicações não ficam barato.” O Vintém procurou o secretário municipal de Saúde, Leandro Moreira, para comentar a situação. Leandro Moreira não se posicionou até o fechamento desta reportagem. O que é fibromialgia A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética difusa, persistente, acompanhada de fadiga intensa, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão. O diagnóstico é clínico — feito por exclusão, geralmente por reumatologista — e não há cura. O tratamento é para a vida toda, com foco no controle dos sintomas por meio de medicamentos, fisioterapia, atividade física e acompanhamento multidisciplinar. O que a legislação prevê Nos últimos anos, o arcabouço legal sobre fibromialgia se expandiu em diferentes níveis. Em 2023, a Lei Federal 14.705 instituiu o Programa Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Fibromialgia, determinando atendimento integral no SUS com equipe multidisciplinar. Em julho de 2025, a Lei Federal 15.176 passou a permitir o enquadramento da condição como deficiência, mediante avaliação biopsicossocial por equipe multiprofissional — o que abre caminho para benefícios previdenciários, cotas e isenções. Em Minas Gerais, a Lei Estadual 24.508/2023 já assegurava direitos equivalentes aos de pessoas com deficiência aos fibromiálgicos com limitações comprovadas. Em Ouro Preto, a Prefeitura publicou decreto executivo regulamentando as leis federal e estadual no âmbito municipal, reconhecendo a fibromialgia como deficiência para todos os fins de direito e garantindo atendimento prioritário, vagas de estacionamento reservadas e gratuidade no transporte coletivo municipal — condicionados à avaliação biopsicossocial. O número do decreto não foi confirmado até o fechamento desta reportagem. A Câmara Municipal aprovou a Proposição de Lei nº 460/2024, de autoria do vereador Matheus Pacheco (PV), que obriga órgãos públicos e estabelecimentos privados do município a disponibilizar atendimento preferencial a pessoas com fibromialgia. Em ambos os casos, o acesso aos direitos depende da comprovação da condição — e é exatamente esse processo que Deizimar e outras pacientes relatam como gargalo na rede pública local. 📋 Fibromialgia — o que é O que é: Síndrome de dor crônica e generalizada no sistema musculoesquelético Sintomas: Dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão Diagnóstico: Clínico, feito por exclusão — não há alteração em exames de imagem ou sangue Prevalência no Brasil: Cerca de 6 milhões de pessoas Perfil: 9 em cada 10 pacientes são mulheres Tem cura? Não — tratamento é para toda a vida Símbolo: Borboleta roxa 📋 Seus direitos Atendimento integral no SUS: equipe com médico, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta — Lei Federal 14.705/2023 Possibilidade de enquadramento como PcD: mediante avaliação biopsicossocial — Lei Federal 15.176/2025 Se enquadrado como PcD: BPC-LOAS, cotas de emprego, isenções fiscais e demais direitos da Lei Brasileira de Inclusão Em MG: Lei Estadual 24.508/2023 — direitos de PcD a fibromiálgicos com limitações comprovadas Em Ouro Preto: Decreto municipal — atendimento prioritário, estacionamento e gratuidade no transporte, mediante avaliação Primeiro passo no SUS: Encaminhamento pelo posto de saúde para reumatologista
Exposição no BH Shopping reúne obras do acervo histórico da Faop e percorre diferentes fases da arte brasileira

Mostra gratuita apresenta trabalhos de artistas mineiros e brasileiros em diálogo com os 57 anos de trajetória da FAOP
Prefeitura de Ouro Preto busca ao menos R$ 1 milhão em patrocínios para Semana da Cidade e Festival de Inverno

Foto: Patrick de Araújo / PMOP
SAAE de Mariana prevê contratação de quase R$ 5,9 milhões em mão de obra terceirizada

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Mariana publicou no Diário Oficial a intenção de adesão a uma ata de registro de preços para contratação de mão de obra terceirizada no município. O valor previsto para os contratos é de R$ 5.879.675,04 pelo período de 12 meses. Segundo a publicação, a adesão será feita a partir de ata vinculada ao Consórcio Intermunicipal de Saúde e Serviços do Alto do Rio Pará (Cispará), com previsão de contratação de profissionais para diferentes funções operacionais e técnicas. Entre os cargos previstos estão: O aviso foi publicado como “intenção de adesão” à ata de registro de preços, mecanismo utilizado pela administração pública para aderir a contratos já licitados por outros órgãos ou consórcios. A medida levanta discussões sobre a ampliação da terceirização em serviços públicos municipais, especialmente em áreas operacionais estratégicas do SAAE.
Exposição Ndanji abre hoje (12) na Casa de Vidro da UFOP com fotografia e instalação em sisal

Artista usa tranças em sisal e fotografia para falar de corpo, memória e herança da mulher negra A exposição Ndanji: uma raiz ancestral, da artista Dani dos Anjos, abre hoje, terça-feira, às 11h, na Casa de Vidro da UFOP (antigo Santander). A visitação é gratuita e acontece de terça a sexta, das 11h às 13h, até 27 de maio. Ndánji, em língua banto, significa raiz. O nome carrega o que a exposição propõe: partir das raízes — do cabelo afro, do corpo negro, da memória ancestral — para falar de identidade, resistência e herança cultural. A artista pesquisou identidade negra na diáspora com foco no corpo e no cabelo como marcadores históricos e culturais, e o resultado é uma instalação que combina fotografia e intervenção têxtil: tranças-raiz produzidas em sisal percorrem o ambiente como uma teia orgânica, conectando as imagens expostas ao espaço e ao espectador. O sisal não é escolha decorativa. A fibra vegetal, resistente e profundamente enraizada na cultura nordestina, evoca ao mesmo tempo a força do cabelo afro e as raízes que atravessam o tempo e a geografia. O resultado visual é uma instalação que ocupa o espaço de forma física — a teia de sisal não fica na parede, ela está no ambiente, ao redor de quem passa. A curadoria é de Rachel Falcão. A expografia e montagem foram feitas pela própria Dani dos Anjos com Saulo Calixto e Gio de Oliveira. A arte gráfica é de Giulia Oliva. 📋 Ndanji: uma raiz ancestral Abertura: Hoje, 12 de maio, às 11h Visitação: Terças a sextas, das 11h às 13h, até 27 de maio Local: Casa de Vidro da UFOP (antigo Santander) Entrada: Gratuita Artista: Dani dos Anjos Curadoria: Rachel Falcão
Mariana realiza IX Seminário de Saúde Mental no Dia Antimanicomial com entrada gratuita

Cineteatro de Mariana abre debate sobre saúde mental e cuidado em liberdade no Dia Antimanicomial Mariana realiza no dia 27 de maio o IX Seminário de Saúde Mental, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Saúde, acontece no Cineteatro Municipal das 8h às 15h30 e reúne profissionais da saúde, pacientes, familiares e representantes da Rede de Atenção Psicossocial. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link disponível ao fim desta matéria. O tema escolhido para esta edição é “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo” — e o contexto do ano dá peso à escolha. Em 2026, a Lei 10.216 completa 25 anos. Aprovada em 6 de abril de 2001, a lei redirecionou o modelo de atenção à saúde mental no Brasil, substituindo a lógica do internamento em hospitais psiquiátricos pelo cuidado em liberdade, no território, com respeito à autonomia e aos direitos das pessoas. Os CAPS — Centros de Atenção Psicossocial — nasceram desse marco legal. O seminário propõe discutir o que avançou nesse quarto de século e o que ainda falta. A programação começa às 8h com credenciamento e café. Às 8h30, a mesa de abertura reúne representantes do Executivo Municipal, da Secretaria de Saúde, da RAPS, do Conselho Municipal de Saúde e da ASSUSAM — a Associação de Usuários de Saúde Mental de Mariana, cuja presença na abertura não é protocolar: é uma escolha política colocar usuários na mesa de abertura de um seminário sobre saúde mental. Às 9h15, o Samba 18 de Maio 2026 ocupa o palco. A primeira mesa de debate, às 9h45, tem como tema “Todos cabem no mundo: a construção cotidiana de uma rede viva e antimanicomial”. A proposta é discutir como o cuidado em liberdade se efetiva no cotidiano dos serviços — incluindo o manejo de crises, o papel das políticas públicas e as dificuldades reais de articulação entre serviços. A mediação fica com Karen Rafaela Santos, psicóloga da RAPS Mariana. À tarde, após o almoço, o evento retoma às 13h com o lançamento do livro “Ponto cirúrgico”, de Cassiano Jørgensen. Às 13h30, a segunda mesa — “Entre histórias e afetos: cuidando da saúde mental com delicadeza” — propõe uma discussão sobre cuidado centrado nos vínculos, na escuta e nas práticas coletivas. A mediação é da terapeuta ocupacional Marcela Alves Lima. 📋 IX Seminário de Saúde Mental de Mariana Quando: 27 de maio de 2026, das 8h às 15h30 Onde: Cineteatro Municipal de Mariana Entrada: Gratuita — inscrições pelo link abaixo Tema: “Somos diferentes, somos muitos, mas todos cabem no mundo” Realização: Secretaria Municipal de Saúde de Mariana Inscrições: Clique aqui para se inscrever ⏰ Programação 8h: Credenciamento e café de boas-vindas 8h30: Mesa de abertura — Executivo Municipal, Secretaria de Saúde, RAPS, Conselho de Saúde e ASSUSAM 9h15: Samba 18 de Maio 2026 9h45: 1ª mesa — “Todos cabem no mundo: a construção cotidiana de uma rede viva e antimanicomial” — mediação: Karen Rafaela Santos (psicóloga da RAPS) 13h: Lançamento do livro “Ponto cirúrgico”, de Cassiano Jørgensen 13h30: 2ª mesa — “Entre histórias e afetos: cuidando da saúde mental com delicadeza” — mediação: Marcela Alves Lima (terapeuta ocupacional)
No Dia da Liberdade de Imprensa, caso de vereador de Itabirito que atacou portal local torna-se símbolo regional

Caso do vereador de Itabirito que chamou veículo local de imprensa porca ilustra desafio regional O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é celebrado em 3 de maio desde 1993, quando a ONU instituiu a data em memória da Declaração de Windhoek — documento assinado por jornalistas africanos em 1991 que defendia uma imprensa livre, independente e pluralista. A data existe porque, no mundo todo, cobrir o poder local ainda é uma das tarefas mais arriscadas do jornalismo. A Região dos Inconfidentes ofereceu um exemplo recente e concreto. Quando o portal Sou Notícia, de Itabirito, publicou matéria sobre a denúncia de que o vereador Renê Butekus (PSD) havia furado a fila de atendimento na UPA Celso Matos Silva, a resposta do parlamentar veio na tribuna da própria Câmara: ele chamou o veículo de “imprensa porca e suja”, “imprensa marrom”, “cor de titica” e “imprensa barata e suja”. Disse que não concede entrevista para “imprensa porca e suja da cidade”. E tentou desqualificar o trabalho como fake news. O caso tem um detalhe que merece atenção: a denúncia que originou a matéria não partiu do portal. Foi a própria Prefeitura de Itabirito que protocou representação formal à Câmara Municipal e ao Ministério Público de Minas Gerais, apontando possível “atendimento indevido” e “eventual favorecimento incompatível”. O portal apenas repercutiu um documento oficial. O vereador, ao atacar o veículo, estava, na prática, atacando a cobertura de um ato do poder público. A repercussão foi além de Itabirito. Rádio Itatiaia, jornal O Tempo e outros veículos de grande circulação noticiaram o caso, o que desfez a tentativa do parlamentar de circunscrevê-lo a uma disputa local. O vereador também havia registrado, na UPA, um boletim de ocorrência — o que foi usado como argumento de defesa, mas que também acabou se tornando mais um documento público acessível à imprensa. No Brasil, o jornalismo local e hiperlocal é o que mais documenta poder municipal — e o que mais sofre pressão direta de agentes políticos. O Reporteres Sem Fronteiras classifica o Brasil na 103ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2025, entre 180 países. A violência contra jornalistas é concentrada fora dos grandes centros, exatamente onde a cobertura é mais escassa e as represálias têm menos testemunhas. 📋 O caso em Itabirito Fato: 20/02/2026 — vereador Renê Butekus (PSD) na UPA Celso Matos Silva Denúncia: Protocolada pela própria Prefeitura de Itabirito na Câmara e no MPMG Reação do vereador: Atacou o portal Sou Notícia em sessão da Câmara com xingamentos e acusação de fake news Status: Denúncia em análise jurídica; processo de cassação ainda não aberto
Pesquisa derruba mito: quem mais compra livro no Brasil é mulher negra da classe C

Pesquisa CBL/Nielsen mostra que mulheres negras da classe C são o maior grupo comprador do país Quem compra livro no Brasil não é quem a maioria imagina. A pesquisa Panorama do Consumo de Livros, divulgada em março pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData, desfaz alguns estereótipos de uma vez por todas: o maior grupo consumidor de livros no país são mulheres negras da classe C. Não a elite. Não os universitários de grandes centros. Mulheres negras, classe C, 15% de todos os compradores de livros brasileiros. O estudo entrevistou 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, em outubro de 2025, cobrindo todas as regiões e faixas de renda. O resultado: 18% da população adulta brasileira comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses — um crescimento de 2 pontos percentuais sobre 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos compradores num único ano. As mulheres respondem por 61% de todos os consumidores. Pessoas pretas e pardas, somadas, são 49% do total. O outro dado que quebra paradigmas é o crescimento entre jovens. As faixas de 18 a 24 e 25 a 34 anos avançaram juntas 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O canal que explica boa parte desse movimento é o TikTok e o Instagram — os chamados BookTok e bookstagram, onde perfis dedicados à literatura acumulam milhões de visualizações. “As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, afirmou Sevani Matos, presidente da CBL. O dado confirma: 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras por redes sociais. Parte do crescimento tem explicação mais prosaica. Em 2025, os livros de colorir viraram febre — cerca de 11 milhões de pessoas, 7,1% dos adultos, compraram ao menos um exemplar. É um número que pode superestimar o interesse por leitura de longo prazo: alguém que compra um livro de colorir numa fila de supermercado não necessariamente vai para a livraria na semana seguinte. A economista Mariana Bueno, da Nielsen, faz a ressalva sem rodeios: “Os livros de colorir são, sem dúvida, um fator relevante para esse crescimento. Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta.” Se o crescimento é real, os obstáculos também são. Cerca de 35 milhões de brasileiros que não compraram livros em 2025 apontaram como principal razão a falta de livrarias físicas próximas. Outros 35% disseram que o preço é alto demais. E 16% admitiram ter acessado PDFs gratuitos ou livros digitais ilegais — o que o setor lê como “demanda reprimida”: há gente que quer ler e não quer, ou não pode, pagar. “Pirataria é demanda. São pessoas que estão, de alguma maneira, lendo mas não comprando”, disse Bueno. Quanto ao formato, o livro impresso segue dominante: 80% das últimas compras foram de exemplares físicos. Mas 53% das vendas totais já acontecem em plataformas online — o que significa que a livraria física perdeu o canal sem perder o valor simbólico. Para 53% dos compradores, a livraria é um espaço para relaxar e explorar sem pressa. Para 46%, é conexão com cultura. O lugar ainda importa — só que a compra muitas vezes acontece em outro lugar. 📚 Quem compra livro no Brasil — dados CBL/Nielsen 2025 18% da população adulta comprou ao menos um livro em 2025 3 milhões de novos compradores em relação a 2024 61% dos compradores são mulheres 49% são pessoas pretas ou pardas Maior grupo: mulheres negras da classe C — 15% do total de compradores Maior crescimento: jovens de 18 a 34 anos (+3,4 pp) 80% compraram livro impresso na última compra 53% das vendas totais já são online 56% dos compradores costumam comprar por redes sociais 16% dos não-compradores admitiram acessar pirataria Metodologia: 16 mil entrevistas, outubro de 2025, todas as regiões e faixas de renda, margem de erro 0,8%