Ouro Preto tem hoje 23,8 mil trabalhadores com carteira assinada. O número, divulgado pela Diretoria de Estudos Econômicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, coloca o município na beira de uma marca que ele nunca atingiu: 24 mil empregos celetistas.
Se incluir os estatutários, o total de vínculos formais chega a 29,4 mil, segundo a Relação Anual de Informações Sociais. Desde 2021, foram abertos 4.023 postos com carteira assinada. Serviços e indústria respondem por quase todos: 2.700 no primeiro setor, 1.169 no segundo.
O Censo do IBGE ajuda a colocar esses números em perspectiva. Ouro Preto tem cerca de 38,5 mil pessoas na força de trabalho. Dessas, 96,2% estão ocupadas. Os 29,4 mil vínculos formais cobrem aproximadamente três em cada quatro pessoas economicamente ativas e quase 80% da população ocupada. Para uma cidade de porte médio no interior de Minas, isso é fora do comum.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Guerra, atribui o resultado a um processo de diversificação que a cidade vinha evitando desde décadas de dependência da mineração e do turismo como pilares quase exclusivos. Em entrevista ao Vintém, ele afirmou que quando a atual gestão assumiu a Prefeitura, o município tinha 15 mil postos formais — número que, segundo ele, mais que dobrou. O Vintém não localizou fonte oficial que confirme esse dado de partida; o levantamento da secretaria faz a comparação a partir de 2021.
“Se você imagina a porcentagem, quando a gente pega em cidades a criação de novos postos de emprego, Ouro Preto certamente estaria entre as primeiras do Brasil”, disse Guerra.
O levantamento também foi além dos dados nacionais disponíveis. A Diretoria de Estudos Econômicos foi a campo conversar com empresas para entender a demanda real por mão de obra e capacitação — diferente do CAGED, que registra entradas e saídas mas não pergunta o que o mercado precisa. Os dados completos estão no portal da Secretaria de Desenvolvimento Econômico no site da Prefeitura de Ouro Preto.