Ouro Preto, domingo, abril 26, 2026 18:33

Acontece hoje (11): Mariana realiza oficina para construir Plano Municipal dos Direitos das Mulheres

Encontro promovido pela Subsecretaria da Mulher e Direitos Humanos será às 18h, no Centro de Convenções, e busca reunir poder público e sociedade civil na formulação de metas para políticas públicas voltadas às mulheres no município. Mariana promove nesta quarta-feira, 11 de março, a oficina de elaboração do Plano Municipal dos Direitos das Mulheres. Aberta à participação popular, a atividade acontece às 18h, no Centro de Convenções, e integra o esforço de construção coletiva de diretrizes para a promoção da igualdade de gênero e o enfrentamento das desigualdades no município. Um plano para orientar políticas públicas A proposta é transformar escuta em política pública. A oficina marcada para hoje pretende reunir contribuições da sociedade civil para um documento que deve orientar ações do município em diferentes frentes, da proteção de direitos à ampliação da participação das mulheres na vida social. Segundo a convocação divulgada pela prefeitura, o plano servirá como instrumento de organização de metas e prioridades para a atuação do poder público. Em vez de um texto restrito ao gabinete, a ideia é construir o plano a muitas mãos. Após essa etapa participativa, o documento será encaminhado ao Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, responsável pelo controle social e pelo acompanhamento da efetivação das propostas. Participação popular no centro do processo A gestão municipal tem apresentado a participação da população como peça essencial para que o plano reflita as demandas reais das mulheres de Mariana. O chamamento público divulgado nos canais oficiais da prefeitura também incentiva inscrições prévias para ampliar a presença da comunidade no debate. Num município em que a vida pública ainda carrega marcas profundas de desigualdade, discutir direitos das mulheres em espaço aberto tem peso que vai além do calendário institucional. É nesse tipo de encontro que a política deixa de ser apenas promessa e começa, de fato, a ganhar corpo na escuta. Essa leitura é uma inferência a partir do objetivo público da oficina e do papel atribuído ao plano.

Edital de licitação para obra de contenção do Morro da Forca deve ser publicado nos próximos dias

Licitação Morro da Forca | Vintém Acompanhamento de obras · Infraestrutura Prefeitura reuniu-se com a Seinfra para ajustes técnicos finais antes da publicação. Obra orçada em mais de R$ 34 milhões conta com recursos federais que estavam parados desde 2012 Jiljana Isidoro · Vintém · 11 de março de 2026 A Prefeitura de Ouro Preto realizou reunião técnica com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) para vistoria e alinhamento dos ajustes finais que antecedem a publicação do edital de licitação da obra de contenção do Morro da Forca. Segundo o município, o edital deve ser publicado nos próximos dias. A obra é classificada pela administração municipal como estruturante e estratégica. A contenção da encosta é considerada necessária para a segurança da área e da população do entorno, que convive há anos com o risco geológico no local. “A licitação desta obra é fruto de um trabalho intenso da gestão municipal, que resgatou o convênio do PAC do ano de 2012, elaborou e forneceu o projeto ao Governo do Estado e articulou ativamente junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal para a liberação dos recursos, que somarão mais de R$ 34 milhões. Além disso, o trabalho da gestão municipal continuará no acompanhamento da licitação e na fiscalização da execução da obra.” — Franklin Evangelista, secretário municipal de Obras Recursos parados por mais de uma década Os recursos que financiam a obra têm uma história longa. Depositados na Caixa Econômica Federal em 2012 no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), durante o governo da presidente Dilma Rousseff, ficaram retidos por mais de uma década sem que a obra avançasse. O prefeito Angelo Oswaldo já havia criticado publicamente a “inércia de muitos governos” que mantiveram os recursos parados. Em 2022, um deslizamento destruiu o Casarão na área, tornando a intervenção ainda mais urgente. Em 2024, as obras de drenagem na encosta foram concluídas como etapa preparatória. Agora, com o edital prestes a ser publicado, a fase de contratação da obra principal se aproxima. 📊 Os números da obra R$ 34 mi+ valor total dos recursos federais para a obra de contenção +13 anos tempo em que os recursos estiveram retidos na Caixa Econômica Federal 2024 conclusão das obras de drenagem na encosta, etapa preparatória 313 áreas de risco geológico mapeadas em Ouro Preto, segundo a Defesa Civil ⏱️ Linha do tempo 2012 Governo federal deposita recursos na Caixa Econômica Federal no âmbito do PAC 2022 Deslizamento destrói o Casarão no Morro da Forca, agravando urgência da intervenção 2024 Obras de drenagem concluídas como etapa preparatória para a contenção 2026 Prefeitura reúne-se com Seinfra; publicação do edital de licitação prevista para os próximos dias Com a publicação do edital, abre-se o processo formal de seleção da empresa que executará a obra. O município informou que acompanhará tanto a licitação quanto a execução. A Seinfra, por sua vez, participou da vistoria técnica como parte do processo de validação antes da abertura do certame. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

Mariana concentra frente de meliponicultura que alia renda e recuperação ambiental na Bacia do Rio Doce

Projeto capacitou 60 famílias em quatro localidades mineiras para a criação de abelhas nativas sem ferrão, com foco em conservação, produção de meliprodutos e fortalecimento da economia local Mariana aparece como um dos principais pontos de uma iniciativa de meliponicultura desenvolvida na Bacia do Rio Doce, voltada à criação de abelhas nativas sem ferrão como alternativa de renda e preservação ambiental. Ao todo, 60 famílias foram capacitadas em quatro localidades de Minas Gerais, em um projeto que combinou assistência técnica, formação produtiva e incentivo à comercialização. Conduzida no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce, a ação foi iniciada em fevereiro de 2024 e concluída em fevereiro de 2025, segundo os organizadores. Mariana no centro de uma aposta sustentável Entre serras, quintais e áreas em recuperação, Mariana se destaca no mapa de uma experiência que tenta juntar cuidado ambiental e sustento cotidiano. O projeto de meliponicultura levado à Bacia do Rio Doce incluiu também Sem Peixe, Tumiritinga e Ilha Brava, distrito de Governador Valadares, mas encontra em Mariana um símbolo eloquente dessa busca por reconstrução produtiva conectada ao território. A proposta foi capacitar famílias para a criação racional de abelhas nativas sem ferrão, atividade conhecida como meliponicultura. Mais do que uma prática de produção, a iniciativa foi apresentada como um caminho de diversificação econômica com base em espécies fundamentais para a polinização e, por consequência, para o equilíbrio dos ecossistemas locais. Abelhas nativas e valor ambiental As abelhas sem ferrão desempenham papel importante na reprodução de plantas nativas e no fortalecimento de processos de restauração ambiental. Segundo a proposta do projeto, a presença desses insetos favorece o reflorestamento e ajuda a sustentar a biodiversidade em áreas que dependem da recomposição da cobertura vegetal. Nesse contexto, a meliponicultura passa a reunir duas frentes: de um lado, a conservação ambiental; de outro, a possibilidade de geração de renda com produtos de maior valor agregado. Entre eles estão mel, própolis, pólen e itens artesanais derivados da atividade. Capacitação e estrutura para as famílias De acordo com as informações do projeto, cada uma das 60 famílias participantes recebeu 10 colmeias da espécie uruçu-amarela, além de insumos necessários para iniciar a criação. O trabalho foi estruturado em etapas, acompanhando os produtores desde a implantação dos meliponários até orientações ligadas à venda dos produtos. Ao longo do processo, os participantes contaram com visitas técnicas mensais e formação continuada. As capacitações incluíram manejo básico e avançado, cuidados sanitários, boas práticas de higiene e coleta, além de oficinas voltadas à produção de meliprodutos. Em Mariana, esse tipo de ação ganha peso particular por dialogar com uma região onde o debate sobre recuperação ambiental e alternativas econômicas segue presente. A criação de abelhas nativas, silenciosa e delicada, surge ali como um ofício de reconstrução miúda — quase artesanal —, mas com efeitos amplos sobre o território. Mercado, autonomia e empreendedorismo local A iniciativa também buscou fortalecer a inserção dos participantes no mercado. Segundo os organizadores, os produtores receberam formação em marketing e comercialização, etapa que se desdobrou em feiras de negócios voltadas à apresentação e circulação dos produtos. A meta, conforme a equipe responsável, foi ampliar a autonomia das famílias envolvidas e consolidar a meliponicultura como atividade econômica sustentável. A analista ambiental Andréia Dias, da equipe de Biodiversidade da Samarco, resumiu esse objetivo ao afirmar: “Buscamos promover a autonomia dos participantes, fortalecendo a meliponicultura como uma alternativa sustentável de geração de renda.” Um legado possível para o Rio Doce O encerramento do ciclo de capacitação, em fevereiro deste ano, indicou que a convivência com abelhas nativas pode ser incorporada com segurança ao cotidiano das comunidades participantes. Segundo a instituição, a experiência demonstrou viabilidade tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. Na prática, o projeto deixa uma trilha que passa pela formação técnica, pelo estímulo ao empreendedorismo e pela valorização de um saber produtivo alinhado à natureza. Em Mariana, onde a paisagem carrega marcas profundas e permanentes, iniciativas desse tipo apontam para uma reconstrução que não se faz em gesto único, mas no trabalho paciente de recompor vida, renda e horizonte.

Moeda abre tour virtual em 360° e leva estação histórica para dentro da tela

Experiência digital gratuita permite visitar o Complexo da Estação Ferroviária de Moeda e amplia o acesso ao patrimônio restaurado do município, segundo os organizadores. Moradores, turistas e pesquisadores já podem percorrer, sem sair de casa, os espaços restaurados do Complexo da Estação Ferroviária de Moeda. Disponível gratuitamente na internet, o tour virtual em 360 graus apresenta ambientes da antiga estação e de seu entorno com navegação interativa. A iniciativa, divulgada no site oficial do projeto em 6 de março de 2026, busca ampliar o acesso ao patrimônio cultural local e reforçar a vocação turística do município. Um passeio digital pela memória ferroviária Moeda passou a oferecer ao público uma nova porta de entrada para sua história: um tour virtual em 360 graus pelo Complexo da Estação Ferroviária. A ferramenta permite circular digitalmente pelos principais espaços do conjunto restaurado, observando detalhes arquitetônicos e paisagísticos que ajudam a contar parte da formação urbana do município. Segundo os organizadores, o passeio foi desenvolvido por Luccas Reginaldo e pode ser acessado de forma gratuita pela internet. Mais do que um recurso tecnológico, o tour se apresenta como estratégia de democratização do acesso. A proposta é alcançar também quem não consegue visitar o espaço presencialmente, transformando a memória ferroviária em experiência aberta, navegável e pública. Estação volta ao centro da vida cultural A estação restaurada ocupa lugar simbólico na história de Moeda. De acordo com o site oficial do projeto, o prédio foi inaugurado em 1919, dois anos após a abertura da Linha do Paraopeba, e integra a memória coletiva da cidade e do patrimônio ferroviário mineiro. Com a restauração, o espaço passou a ser apresentado não apenas como marco histórico, mas também como ponto de convivência, cultura e turismo. No vocabulário das cidades mineiras, é como se o antigo apito do trem tivesse dado lugar a outra forma de chamada: a do encontro entre memória, paisagem e pertencimento. Tecnologia como ponte para o patrimônio Segundo a Holofote Cultural, responsável pela gestão do projeto, o tour virtual amplia a circulação pública em torno da estação e ajuda a difundir o trabalho de revitalização realizado no complexo. Em texto divulgado pela instituição, o coordenador da restauração, Gilson Martins, afirmou que a tecnologia permite ampliar o acesso da população ao patrimônio restaurado e à história da cidade. A ferramenta também pode fortalecer a divulgação turística de Moeda, ao oferecer uma vitrine permanente do conjunto ferroviário para visitantes de outras cidades. Essa exposição digital tende a somar força a um município que já articula patrimônio, natureza e circulação cultural em torno da Serra da Moeda. Essa leitura é uma inferência baseada na forma como o projeto apresenta a estação como novo ponto de cultura e turismo. Restauro com incentivo cultural O projeto de restauração da estação foi viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da MRS Logística, gestão da Holofote Cultural, apoio da Prefeitura de Moeda e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal, segundo os materiais oficiais divulgados pelas instituições envolvidas. Em publicação anterior, a Holofote Cultural informou que o restauro contou com investimento de R$ 2,8 milhões e incluiu ações de preservação de elementos históricos revelados durante o processo de prospecção das paredes internas.

Trem do Desenvolvimento encerra ciclo 2025 após passar por 18 cidades mineiras

Iniciativa do Governo de Minas, por meio da CODEMGE, percorreu mais de 5,4 mil quilômetros, apoiou agendas empresariais regionais e, segundo os organizadores, ajudou a ampliar negócios, capacitações e articulações locais Depois de cruzar Minas Gerais de ponta a ponta, o projeto SDE Minas — Semana de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais — fechou o ciclo de 2025 com passagem por 18 municípios e uma proposta centrada na articulação entre poder público, setor produtivo e entidades empresariais. Ao longo do percurso, a iniciativa apoiou eventos regionais e promoveu reuniões de negócios voltadas à diversificação econômica no estado. Segundo a organização, o trajeto somou cerca de 5,4 mil quilômetros e consolidou uma rede de apoio institucional em diferentes territórios mineiros. Um percurso voltado às economias locais O encerramento do ciclo 2025 do chamado Trem do Desenvolvimento marca o fim de uma jornada que percorreu cidades de diferentes perfis econômicos em Minas Gerais. A iniciativa passou por Juruaia, Ipatinga, Governador Valadares, Santa Bárbara, Jacutinga, Guanhães, Andradas, Salinas, Divinópolis, Mantena, Congonhas, Itabirito, Montes Claros, Mariana, Ubá, Taiobeiras, Conceição do Mato Dentro e Ouro Preto. Em cada parada, o projeto se associou a feiras multissetoriais, festivais, fóruns regionais, semanas de desenvolvimento econômico e encontros empresariais. A proposta, de acordo com a instituição, foi fortalecer o diálogo entre governo, empreendedores e associações locais, além de dar visibilidade a vocações já conhecidas em cada região, como turismo, moda, mineração, gastronomia, comércio, indústria e economia criativa. A última estação foi Ouro Preto, cidade-símbolo da memória e da invenção mineira, onde o encerramento ganhou contorno de balanço e legado. Entre ladeiras históricas e novos arranjos produtivos, o projeto buscou afirmar a ideia de que o desenvolvimento regional não se desenha apenas nos gabinetes, mas também na escuta do território. Reuniões de negócios e articulação institucional Segundo a CODEMGE e os organizadores do projeto, foram realizadas 11 reuniões empresariais ao longo da trajetória. Esses encontros, ainda de acordo com a organização, serviram para identificar demandas regionais, aproximar instituições e estimular parcerias entre lideranças econômicas locais. A ação também funcionou como apoio institucional a eventos já consolidados em alguns municípios e a agendas ainda em formação, como fóruns empresariais e iniciativas de diversificação econômica. O foco esteve no fortalecimento do associativismo e na criação de ambientes favoráveis à cooperação entre empreendedores, entidades representativas e poder público. Para o diretor da CODEMGE, Lucas Pitta, o projeto reforçou a conexão entre o governo estadual e os municípios. “Encerramos esta jornada com a certeza de que cada cidade visitada fortaleceu o propósito da SDE Minas: apoiar iniciativas locais, aproximar o Governo do setor produtivo e construir oportunidades reais de diversificação econômica.” Números apresentados pela organização No balanço divulgado ao fim do ciclo, os organizadores informaram que os eventos apoiados pelo projeto movimentaram mais de R$ 656 milhões em negócios. Segundo os dados oficiais da iniciativa, as agendas reuniram mais de 320 mil visitantes, capacitaram 2.364 pessoas e contaram com mais de 1.150 estandes. A taxa de satisfação de expositores e visitantes foi estimada em 95%, ainda de acordo com o projeto. Como se trata de números institucionais, os dados são apresentados com base no levantamento informado pela própria organização. O subsecretário de Liberdade Econômica e Empreendedorismo de Minas Gerais, Marco Gaspar, destacou a diversidade produtiva observada nas regiões visitadas. “Ao longo das 18 estações, vimos a força da diversidade econômica de Minas se manifestar em cada região. O desenvolvimento acontece quando reconhecemos as vocações locais e conectamos pessoas, instituições e oportunidades.” Ações de engajamento com o público Além das agendas empresariais, o projeto levou às cidades a ação “Trem Bão de Recordação”, presente em todas as etapas do percurso. A atividade reuniu registros fotográficos e sorteios de brindes oferecidos por expositores dos eventos, em uma tentativa de aproximar o público das programações e valorizar o comércio local. Na leitura da organização, esse tipo de ação ajudou a transformar a presença institucional em experiência compartilhada, ampliando a circulação de pessoas pelos eventos e reforçando a identidade regional de cada parada. A gestora de projetos da SDE Minas, Nilmara Soares, avaliou que o principal resultado do ciclo está nas conexões criadas entre os territórios. “Participar desta trajetória foi acompanhar de perto como a mobilização dos territórios gera resultados. A SDE Minas cumpriu seu papel de apoiar, articular e valorizar iniciativas locais.” O que fica após a última estação Como legado, o projeto aponta a mobilização de 18 territórios, o fortalecimento de redes institucionais e a continuidade de parcerias iniciadas ao longo do trajeto. A aposta, segundo os organizadores, é que as articulações construídas em 2025 possam sustentar novas etapas nos próximos ciclos. Mais do que o deslocamento físico entre municípios, a iniciativa procurou se firmar como uma plataforma de apoio ao desenvolvimento econômico regional. Em Minas, onde cada cidade parece guardar um ofício, um minério, um sabor ou um modo próprio de empreender, a travessia deixou um mapa de interesses e possibilidades que o estado agora pretende manter em movimento.

UFOP instala Bancos Vermelhos em todos os campi nesta segunda em ato pelo fim da violência contra mulheres

Banco Vermelho na UFOP | Vintém Urgente e Incendioso · Serviço público Símbolo que nasceu na Itália e virou lei no Brasil em 2024 chega à universidade com informações sobre como denunciar violência de gênero — incluindo pela Ouvidoria Feminina da própria UFOP Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 A Universidade Federal de Ouro Preto inaugura nesta segunda-feira (9) Bancos Vermelhos em todos os seus campi — Ouro Preto, Mariana, Ipatingae João Monlevade. A instalação simultânea faz parte de uma iniciativa nacional coordenada pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), que leva o símbolo a diversas universidades e institutos federais no mesmo dia. O Banco Vermelho é um símbolo de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. Cada exemplar instalado na UFOP traz também informações objetivas sobre como denunciar casos de violência de gênero — incluindo os canais disponíveis na própria universidade, entre eles a Ouvidoria Feminina, criada exclusivamente para receber esse tipo de denúncia. O registro pode ser feito pelo portal Ouvidoria Feminina UFOP e pode ser anônimo. O projeto nasceu na Itália em 2016 como um gesto simbólico: bancos pintados de vermelho espalhados por praças e espaços públicos para marcar a ausência das mulheres vítimas de feminicídio. No Brasil, a prática ganhou força nos últimos anos e, em 2024, foi incorporada à legislação federal — passando a integrar o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização para o fim da violência contra a mulher. A instalação de amanhã, no entanto, acontece um dia após o 8 de março, Dia Internacional das Mulheres — o que reforça o caráter de posicionamento institucional da iniciativa. Em Mariana, a iniciativa ganha peso adicional. A cidade ainda convive com a comoção gerada pelo feminicídio de Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e de sua filha Maria Fernanda, 2 anos, assassinadas em 3 de fevereiro no bairro Santa Clara. O crime mobilizou a comunidade — e colocou em debate também o papel da imprensa e das instituições no enfrentamento à violência doméstica. A UFOP tem dois campi na cidade, e ambos receberão bancos nesta segunda. 📍 Programação — instalação dos Bancos Vermelhos na UFOP · 9 de março Ouro Preto 9h Campus Morro do Cruzeiro · gramado em frente à portaria principal Ipatingaa 9h Instituto de Saúde e Humanidades (ISH) · Rua Graciliano Ramos, 719, Cidade Nobre Mariana — ICSA 14h Instituto de Ciências Sociais Aplicadas · Rua do Catete, 166, Centro Mariana — ICHS 15h30 Instituto de Ciências Humanas e Sociais · Rua do Seminário, s/n, Centro João Monlevade 14h Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) · Rua Trinta e Seis, 115, Loanda A Ouvidoria Feminina da UFOP funciona como um canal institucional dedicado a situações de violência de gênero vividas por integrantes da comunidade universitária. As denúncias são feitas pelo portal ufop.br/ouvidoria e podem ser realizadas de forma anônima. Mais informações sobre o projeto Banco Vermelho estão disponíveis em [LINK — Saiba mais sobre o projeto]. 📞 Canais de apoio — violência contra a mulher 180 · Central de Atendimento à Mulher — gratuito, sigiloso, 24h por dia 190 · Polícia Militar — emergências 181 · Disque Denúncia MG — ligação gratuita Ouvidoria Feminina UFOP · ufop.br/ouvidoria · pode ser anônima CREAS · apoio social e psicológico · Ouro Preto, Mariana e Itabirito · procure a Secretaria de Desenvolvimento Social Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

Ouro Preto entre os cinco maiores exportadores de MG no bimestre em que estado bate recorde

Exportações MG bimestre 2026 | Vintém Análise de dados · Economia regional Minas Gerais exportou US$ 6,6 bilhões de janeiro a fevereiro de 2026 — alta de 5,9% sobre o mesmo período do ano passado. Ouro foi o produto com maior crescimento; Ouro Preto respondeu por 4,1% das vendas do estado em fevereiro Jiljana Isidoro · Vintém · 9 de março de 2026 Minas Gerais fechou o primeiro bimestre de 2026 como o segundo maior estado exportador do Brasil, com US$ 6,6 bilhões em vendas ao exterior — alta de 5,9% frente ao mesmo período de 2025. O estado respondeu por 13% de todas as exportações brasileiras no período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O superávit da balança comercial mineira chegou a US$ 3,7 bilhões no bimestre, crescimento de quase 12% em relação ao início de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,3 bilhões. As importações totalizaram US$ 2,9 bilhões, com Minas respondendo por 6,8% das aquisições internacionais do país. 📍 Ouro Preto no cenário estadual Em fevereiro, Ouro Preto figurou entre os cinco maiores municípios exportadores de Minas Gerais, respondendo por 4,1% das exportações estaduais — o equivalente a US$ 125 milhões em produtos embarcados, principalmente minério de ferro com destino à China. A cidade ficou atrás de Varginha (8,7%), Araxá (8,1%), Paracatu (7,8%) e Nova Lima (5,9%), segundo dados da Secex/MDIC divulgados pela Agência Minas. Ouro lidera crescimento entre os produtos exportados O ouro foi a mercadoria com maior crescimento nas exportações mineiras no bimestre, com aumento de US$ 320,3 milhões — alta de 82,7% frente ao mesmo período de 2025. Na sequência, ferro-ligas registraram crescimento de US$ 106,1 milhões (40,8%) e o ferro fundido bruto e ferro spiegel, de US$ 46,5 milhões (36,8%). Já em fevereiro, os principais produtos exportados pelo estado foram minérios de ferro e seus concentrados (25,9% do total), café (24,7%), ouro (10,3%), ferro-ligas (7,5%) e açúcares (2,7%). 📊 Bimestre janeiro–fevereiro 2026 US$ 6,6 bi exportações mineiras — +5,9% sobre jan-fev/2025 US$ 3,7 bi superávit da balança comercial — +12% sobre jan-fev/2025 13% participação de MG nas exportações brasileiras no período China lidera compras; Suíça sobe no ranking Em fevereiro, Minas alcançou 147 países compradores. A China manteve a liderança, responsável por 29,8% das compras de produtos mineiros. Estados Unidos (8,2%), Alemanha (5,7%) e Canadá (4,5%) completaram o topo do ranking, seguidos pela Suíça (4,3%). As exportações para o mercado suíço já acumulam alta de US$ 113 milhões no bimestre em relação ao ano anterior — crescimento relacionado em grande parte ao ouro, cuja principal rota de comercialização internacional passa pelo país. “O crescimento nas nossas exportações e também do superávit da balança comercial destacam o potencial mineiro consolidado no comércio exterior. Por meio da ampliação de mercados e da valorização de produtos, esperamos alcançar resultados ainda mais positivos neste ano.” — Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Maiores exportadores municipais em fevereiro 🏆 Ranking de municípios exportadores — fevereiro 2026 1ºVarginha8,7% 2ºAraxá8,1% 3ºParacatu7,8% 4ºNova Lima5,9% 5ºOuro Preto4,1% Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Vintém · Informação que vale ouro · vintemnews.com

UFOP adere a pacto nacional contra o feminicídio e leva debate ao semestre letivo de 2026

Universidade passa a integrar articulação lançada pelos Três Poderes e prepara ações para o Mês da Mulher e para o início das aulas, previsto para 6 de abril, com foco no enfrentamento à violência de gênero. A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) passou a integrar o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio, uma articulação lançada em fevereiro de 2026 pelos Três Poderes para enfrentar a violência letal contra mulheres e ampliar medidas de prevenção, proteção e responsabilização. Na universidade, a adesão será acompanhada por ações ao longo do Mês da Mulher e do semestre 2026/1, cujo início está previsto para 6 de abril. A universidade entra numa frente nacional A entrada da UFOP no pacto insere a universidade numa mobilização institucional que tenta responder, de forma coordenada, a um problema que há muito deixou de caber apenas nas estatísticas. Segundo a própria instituição, a adesão mira a proteção de direitos e a busca por respostas mais eficazes à violência de gênero, levando o tema para dentro do ambiente acadêmico e das rotinas de formação. No plano nacional, o pacto foi lançado em 4 de fevereiro de 2026 com a proposta de reunir Executivo, Legislativo e Judiciário em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização nos casos de violência letal contra mulheres. Entre os objetivos anunciados estão o fortalecimento das redes de atendimento, a ampliação de campanhas educativas, a agilização do cumprimento de medidas protetivas e o combate à impunidade. Do discurso institucional à vida universitária Na UFOP, a adesão ao pacto vem acompanhada de uma agenda pensada para março e para o semestre 2026/1. Segundo a universidade, a proposta é ampliar o debate sobre feminicídio e outros temas ligados à luta das mulheres dentro do espaço acadêmico. O calendário oficial dos cursos presenciais indica como previsão de início do período letivo o dia 6 de abril de 2026. Uma das ações já anunciadas é a participação da UFOP na campanha Banco Vermelho, símbolo de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. A instituição informou que instalará bancos em seus campi em 9 de março, com unidades também em Mariana, além de divulgar informações sobre denúncia e acolhimento, inclusive por meio da Ouvidoria Feminina. Informação, denúncia e articulação O pacto também prevê a plataforma TodosPorTodas.br, apresentada como um espaço para concentrar informações sobre a iniciativa, reunir canais de denúncia e divulgar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, além de estimular a participação de órgãos públicos, empresas e sociedade civil. Na prática, a aposta é que a circulação mais organizada de informação ajude a encurtar distâncias entre a violência, a denúncia e a resposta institucional. No noticiário oficial do governo federal, o lançamento da iniciativa ocorreu em meio a um cenário que ajuda a dimensionar a urgência do tema. Segundo dados do sistema de Justiça citados pelo governo, em 2025 foram julgados, em média, 42 casos de feminicídio por dia no país, enquanto 621.202 medidas protetivas foram concedidas no mesmo período. Entre Ouro Preto, Mariana e a responsabilidade pública Em cidades como Ouro Preto e Mariana, onde a universidade ocupa um lugar central na vida pública, a adesão ao pacto carrega um peso que ultrapassa a esfera administrativa. Quando uma instituição de ensino assume esse compromisso, ela também afirma que a produção de conhecimento não pode caminhar apartada da defesa da vida. Mais do que aderir a uma agenda nacional, a UFOP indica que o tema deverá atravessar o cotidiano universitário nos próximos meses. A expectativa, segundo a instituição, é que o debate sobre feminicídio, machismo estrutural e igualdade de gênero ganhe presença mais contínua entre campanhas, ações educativas e canais de escuta.

No ano do recorde de feminicídios no Brasil, como está a nossa região?

Matéria – Larissa e Maria Fernanda | Vintém Larissa tinha 25 anos. Maria Fernanda, dois. O que os matou começa muito antes da faca O feminicídio de mãe e filha em Mariana chocou a região. A cobertura de parte da imprensa chocou também — por razões diferentes. O Vintém apura os dados da violência contra a mulher em Ouro Preto, Mariana e Itabirito e ouve quem trabalha para que cada morte seja contada com o nome certo. Na tarde de terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, vizinhos do bairro Santa Clara, em Mariana, ouviram gritos vindos de uma casa na rua Caetano Pinto. Depois, silêncio. Quando a Polícia Militar chegou, encontrou Larissa Maria de Oliveira, 25 anos, e a filha do casal, Maria Fernanda Oliveira Gomes, 2 anos, mortas no quintal da residência, abraçadas, com múltiplas lesões na cabeça, no pescoço e nos membros. O facão usado no crime foi encontrado no terreno vizinho. O companheiro delas, Felipe Gomes Cordeiro, 24 anos, chegou ao local acompanhado do padrasto e ele mesmo conduziu os policiais até os corpos. Preso em flagrante, apresentou versões contraditórias. Acabou confessando. Sua prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. Ele deve permanecer preso até o julgamento. A Prefeitura de Mariana classificou o crime como “brutal” e prestou solidariedade aos familiares. “Um crime brutal, que causa indignação e tristeza em toda cidade”, dizia o comunicado oficial. No sábado seguinte, 7 de fevereiro, centenas de pessoas foram às ruas em uma marcha convocada por moradores — batizada de Marcha dos Homens, com concentração no Centro de Convenções e caminhada até a Praça Minas Gerais. Uma familiar de Larissa e Maria Fernanda tomou a palavra e lembrou que o feminicídio é o estágio final de uma violência que começa muito antes. Mas enquanto a cidade enlutuada marchava, parte da cobertura jornalística do caso trilhava outro caminho. A narrativa que mata duas vezes Nos dias que se seguiram ao crime, algumas publicações escolheram destacar em seus títulos a versão do próprio suspeito — a de que uma “suposta traição” teria “motivado” ou “levado” o homem a matar. O problema não é mencionar o contexto alegado pelo suspeito. O problema é transformar essa alegação no enquadramento central da história: quando o título diz que a traição “levou” alguém a matar, está construindo uma relação de causalidade. Não descreve o crime — explica, e ao explicar, justifica. “O feminicídio não começa na manchete. Mas a manchete pode determinar se a próxima mulher vai pedir socorro ou vai ficar em silêncio, com medo de não ser acreditada.” — Campanha da Associação Riograndense de Imprensa, 2026 O Projeto Ariadnes, observatório de mídia, gênero e sexualidade da UFOP, sediado no Instituto de Ciências Sociais Aplicadas de Mariana, publicou em suas redes sociais uma análise da cobertura do caso — apontando exatamente esse padrão. O projeto, coordenado pela professora Karina Gomes Barbosa e com atuação na formação de jornalistas da Região dos Inconfidentes, tem realizado oficinas sobre cobertura ética de feminicídios desde 2025. A publicação gerou ampla repercussão e debate entre moradores e profissionais da comunicação. A pesquisadora e linguista Ana Maduro, cujo trabalho embasou um projeto de lei debatido na Câmara Legislativa do Distrito Federal em março de 2026, resume o mecanismo: “Muitas manchetes acabam diminuindo a responsabilidade do agressor ao sugerir motivações relacionadas ao comportamento da vítima.” O ciclo se fecha quando a cobertura replica e amplifica a mesma lógica que estrutura a violência de gênero: a de que a mulher é responsável pelo que acontece a ela. Traição, real ou suposta, não justifica assassinato. Nem de uma mulher adulta. Nem de uma criança de dois anos. O que os dados dizem sobre nossa região O caso de Larissa e Maria Fernanda não é isolado. Os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais mostram que a violência doméstica é persistente nas três cidades que o Vintém cobre. Ouro Preto lidera em números absolutos entre elas: foram 588 registros em 2021, subindo para 703 em 2022 e 697 em 2023. Até abril de 2024, o município já acumulava 256 casos — um ritmo que sugeria encerrar o ano próximo dos recordes anteriores. Em Mariana, a média histórica é igualmente elevada: 638 registros em 2021, 605 em 2022, 607 em 2023. A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania do município informou, até junho de 2024, uma média de 13 novos casos de violência atendidos por mês — com violência física, psicológica e abuso sexual entre as formas mais comuns. Itabirito registrou 461 casos em 2021, queda para 346 em 2022, retorno a 405 em 2023. Esses números, cabe lembrar, dizem respeito às ocorrências registradas. A subnotificação é histórica: o medo, a dependência financeira, o estigma social e, especialmente em cidades menores, o risco de exposição em comunidades onde agressor e vítima são conhecidos de todos — tudo isso mantém uma parte significativa dos casos fora das estatísticas oficiais. 📊 Dados regionais · Violência doméstica Ouro Preto, Mariana e Itabirito: o que os registros mostram Município 2021 2022 2023 Jan–Abr 2024 Ouro Preto 588 ↑ 703 697 256 Mariana 638 605 607 173 Itabirito 461 ↓ 346 405 144 Registros de violência doméstica — todas as formas (física, psicológica, sexual, patrimonial). Os números refletem ocorrências registradas, não o total real: especialistas estimam subnotificação significativa, especialmente em cidades de médio porte. 13 novos casos de violência atendidos por mês em Mariana (média até jun/2024) 166 famílias atendidas mensalmente nos centros de referência de Itabirito 3 municípios com CREAS ativo para acolhimento de vítimas VINTÉM Fonte: Sejusp-MG / Observatório de Segurança Pública · dados até abr/2024 🇧🇷 Panorama · Minas Gerais e Brasil Feminicídio: o que os números nacionais dizem sobre o que acontece aqui 1.568 feminicídios consumados no Brasil em 2025 — recorde histórico desde 2015 4,7% crescimento em relação a 2024, que já havia batido recorde 13.703 mulheres mortas por feminicídio no Brasil desde a tipificação do crime (2015–2025) 4/dia média de feminicídios consumados no Brasil desde 2022 Ocorrências

Câmara de Ouro Preto lança Campanha da Fraternidade 2026 com debate sobre moradia

Audiência pública acontece nesta segunda-feira (9), às 18h, no plenário da Câmara; evento é aberto ao público e será transmitido ao vivo pelo YouTube A Câmara Municipal de Ouro Preto realiza nesta segunda-feira, 9 de março, às 18h, a audiência pública de lançamento da Campanha da Fraternidade 2026. O evento, proposto pelos vereadores Kuruzu (PT) e Matheus Pacheco (PV), acontece no plenário da Casa e é aberto à participação da comunidade. A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) durante o período da Quaresma. Em 2026, o tema escolhido é “Fraternidade e Moradia” e o lema, retirado do Evangelho de João, é “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). Ao longo da Quaresma, a iniciativa mobiliza paróquias, pastorais e movimentos sociais em todo o país por meio de atividades de formação, encontros e ações solidárias. Para o vereador Kuruzu, a escolha do tema pela Igreja chega em momento especialmente significativo para Ouro Preto. “Essa Campanha da Fraternidade 2026 chega em um momento oportuno para a nossa cidade. Saber que a Igreja Católica propõe essa reflexão sobre um tema tão importante alimenta o debate e a nossa atuação na luta por moradia em Ouro Preto”, afirmou. A audiência desta segunda integra um contexto mais amplo de debates sobre habitação que vêm ocupando o legislativo municipal. Na semana passada, Ouro Preto assistiu à assinatura do acordo judicial que encerra a disputa pelas chamadas Terras da Novelis, garantindo regularização fundiária para moradores de cinco bairros da área sul da cidade e abrindo caminho para a construção de moradias populares. Na mesma semana, o vereador Kuruzu anunciou o avanço de projeto de lei do deputado estadual Elton Pimentel que prevê a doação de aproximadamente 20 hectares da antiga FEBEM ao município para a implantação de unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida. A audiência pública de hoje busca apresentar à comunidade a proposta da campanha deste ano e trazer o debate para o contexto municipal, discutindo a realidade da moradia em Ouro Preto a partir da reflexão proposta pela CNBB. 🏛️ Serviço · Audiência Pública Campanha da Fraternidade 2026 na Câmara de Ouro Preto Tema · Fraternidade e Moradia “Ele veio morar entre nós” João 1,14 · CNBB 2026 📅 Quando 9 de março de 2026Segunda-feira · 18h 📍 Onde Plenário da Câmara MunicipalPraça Tiradentes, 41 🎙️ Requerimento Vereadores Kuruzu (PT)e Matheus Pacheco (PV) 🎟️ Entrada Aberta ao público Gratuita ▶️ Transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara Municipal de Ouro Preto no YouTube VINTÉM Informação que vale ouro