Vereadores de Ouro Preto esclarecem reajuste no vale-alimentação e realização de solenidades institucionais

A Câmara Municipal de Ouro Preto esclarece à população os pontos debatidos referentes ao reajuste de R$150,00 no vale-alimentação dos servidores da Casa e à adição de bebidas alcoólicas na recepção dos jantares oferecidos aos agraciados e convidados após as solenidades institucionais. Os vereadores presentes na reunião ordinária desta quinta-feira, dia 7 de maio, destacaram a importância da valorização dos servidores públicos, reconhecendo o papel essencial desempenhado por cada funcionário para o pleno funcionamento do Poder Legislativo e, consequentemente, para o atendimento à população ouro-pretana. O reajuste de R$150,00 no vale-alimentação foi definido após estudos técnicos e análises realizadas em conjunto dos parlamentares, e pelos setores jurídico e financeiro da Câmara, observando integralmente os limites e previsões orçamentárias legais. Reajustes no vale-alimentação já são uma rotina administrativa da Casa desde sua implementação, visando sempre a recomposição do valor real de compra do benefício, evitando assim, os efeitos negativos da inflação. O presidente da Câmara Municipal de Ouro Preto, vereador Vantuir Silva, ressaltou que a medida representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos servidores da instituição e se orgulha da alteração que foi realizada. “O que fizemos foi um reconhecimento aos funcionários da Câmara, que poderia ser realizada em vários órgãos. Tenho orgulho dessa modificação ter ocorrido no meu mandato como presidente, o que pôde mostrar a importância que nós vereadores damos aos nossos servidores.” Em relação às solenidades promovidas pela Câmara, a presidência informou que houve redução significativa, passando de 15 para 6 solenidades, como forma de racionalização de despesas e valorização dos homenageados. Assim, as bebidas disponibilizadas durante essas ocasiões destinam-se exclusivamente à recepção e estão dentro dos orçamentos legais.O vereador Renato Zoroastro, que faz parte da Mesa Diretiva, também enfatizou que “os eventos não são para nós vereadores, são para receber os homenageados, que merecem a nossa admiração”. A Câmara Municipal de Ouro Preto reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade na gestão pública e o acesso às informações institucionais, mantendo toda a documentação administrativa disponível à população.
Unidade Avançada de Atendimento do Tribunal Regional Federal é inaugurada em Ouro Preto

A conquista irá beneficiar Ouro Preto e região nas causas ligadas à Justiça Federal
No Dia da Liberdade de Imprensa, caso de vereador de Itabirito que atacou portal local torna-se símbolo regional

Caso do vereador de Itabirito que chamou veículo local de imprensa porca ilustra desafio regional O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é celebrado em 3 de maio desde 1993, quando a ONU instituiu a data em memória da Declaração de Windhoek — documento assinado por jornalistas africanos em 1991 que defendia uma imprensa livre, independente e pluralista. A data existe porque, no mundo todo, cobrir o poder local ainda é uma das tarefas mais arriscadas do jornalismo. A Região dos Inconfidentes ofereceu um exemplo recente e concreto. Quando o portal Sou Notícia, de Itabirito, publicou matéria sobre a denúncia de que o vereador Renê Butekus (PSD) havia furado a fila de atendimento na UPA Celso Matos Silva, a resposta do parlamentar veio na tribuna da própria Câmara: ele chamou o veículo de “imprensa porca e suja”, “imprensa marrom”, “cor de titica” e “imprensa barata e suja”. Disse que não concede entrevista para “imprensa porca e suja da cidade”. E tentou desqualificar o trabalho como fake news. O caso tem um detalhe que merece atenção: a denúncia que originou a matéria não partiu do portal. Foi a própria Prefeitura de Itabirito que protocou representação formal à Câmara Municipal e ao Ministério Público de Minas Gerais, apontando possível “atendimento indevido” e “eventual favorecimento incompatível”. O portal apenas repercutiu um documento oficial. O vereador, ao atacar o veículo, estava, na prática, atacando a cobertura de um ato do poder público. A repercussão foi além de Itabirito. Rádio Itatiaia, jornal O Tempo e outros veículos de grande circulação noticiaram o caso, o que desfez a tentativa do parlamentar de circunscrevê-lo a uma disputa local. O vereador também havia registrado, na UPA, um boletim de ocorrência — o que foi usado como argumento de defesa, mas que também acabou se tornando mais um documento público acessível à imprensa. No Brasil, o jornalismo local e hiperlocal é o que mais documenta poder municipal — e o que mais sofre pressão direta de agentes políticos. O Reporteres Sem Fronteiras classifica o Brasil na 103ª posição no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2025, entre 180 países. A violência contra jornalistas é concentrada fora dos grandes centros, exatamente onde a cobertura é mais escassa e as represálias têm menos testemunhas. 📋 O caso em Itabirito Fato: 20/02/2026 — vereador Renê Butekus (PSD) na UPA Celso Matos Silva Denúncia: Protocolada pela própria Prefeitura de Itabirito na Câmara e no MPMG Reação do vereador: Atacou o portal Sou Notícia em sessão da Câmara com xingamentos e acusação de fake news Status: Denúncia em análise jurídica; processo de cassação ainda não aberto
Pesquisa derruba mito: quem mais compra livro no Brasil é mulher negra da classe C

Pesquisa CBL/Nielsen mostra que mulheres negras da classe C são o maior grupo comprador do país Quem compra livro no Brasil não é quem a maioria imagina. A pesquisa Panorama do Consumo de Livros, divulgada em março pela Câmara Brasileira do Livro em parceria com a Nielsen BookData, desfaz alguns estereótipos de uma vez por todas: o maior grupo consumidor de livros no país são mulheres negras da classe C. Não a elite. Não os universitários de grandes centros. Mulheres negras, classe C, 15% de todos os compradores de livros brasileiros. O estudo entrevistou 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, em outubro de 2025, cobrindo todas as regiões e faixas de renda. O resultado: 18% da população adulta brasileira comprou ao menos um livro nos últimos 12 meses — um crescimento de 2 pontos percentuais sobre 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos compradores num único ano. As mulheres respondem por 61% de todos os consumidores. Pessoas pretas e pardas, somadas, são 49% do total. O outro dado que quebra paradigmas é o crescimento entre jovens. As faixas de 18 a 24 e 25 a 34 anos avançaram juntas 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O canal que explica boa parte desse movimento é o TikTok e o Instagram — os chamados BookTok e bookstagram, onde perfis dedicados à literatura acumulam milhões de visualizações. “As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, afirmou Sevani Matos, presidente da CBL. O dado confirma: 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras por redes sociais. Parte do crescimento tem explicação mais prosaica. Em 2025, os livros de colorir viraram febre — cerca de 11 milhões de pessoas, 7,1% dos adultos, compraram ao menos um exemplar. É um número que pode superestimar o interesse por leitura de longo prazo: alguém que compra um livro de colorir numa fila de supermercado não necessariamente vai para a livraria na semana seguinte. A economista Mariana Bueno, da Nielsen, faz a ressalva sem rodeios: “Os livros de colorir são, sem dúvida, um fator relevante para esse crescimento. Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta.” Se o crescimento é real, os obstáculos também são. Cerca de 35 milhões de brasileiros que não compraram livros em 2025 apontaram como principal razão a falta de livrarias físicas próximas. Outros 35% disseram que o preço é alto demais. E 16% admitiram ter acessado PDFs gratuitos ou livros digitais ilegais — o que o setor lê como “demanda reprimida”: há gente que quer ler e não quer, ou não pode, pagar. “Pirataria é demanda. São pessoas que estão, de alguma maneira, lendo mas não comprando”, disse Bueno. Quanto ao formato, o livro impresso segue dominante: 80% das últimas compras foram de exemplares físicos. Mas 53% das vendas totais já acontecem em plataformas online — o que significa que a livraria física perdeu o canal sem perder o valor simbólico. Para 53% dos compradores, a livraria é um espaço para relaxar e explorar sem pressa. Para 46%, é conexão com cultura. O lugar ainda importa — só que a compra muitas vezes acontece em outro lugar. 📚 Quem compra livro no Brasil — dados CBL/Nielsen 2025 18% da população adulta comprou ao menos um livro em 2025 3 milhões de novos compradores em relação a 2024 61% dos compradores são mulheres 49% são pessoas pretas ou pardas Maior grupo: mulheres negras da classe C — 15% do total de compradores Maior crescimento: jovens de 18 a 34 anos (+3,4 pp) 80% compraram livro impresso na última compra 53% das vendas totais já são online 56% dos compradores costumam comprar por redes sociais 16% dos não-compradores admitiram acessar pirataria Metodologia: 16 mil entrevistas, outubro de 2025, todas as regiões e faixas de renda, margem de erro 0,8%
Coletivo Show Interior lança álbum Caliandra na floresta de Paraopeba com raízes em Ouro Preto

Gravado em Amarantina, álbum do coletivo foi lançado na FLONA de Paraopeba com entrada gratuita O coletivo Show Interior lançou no dia 19 de abril o álbum Caliandra na Floresta Nacional do Cerrado de Paraopeba, em Minas Gerais. O espetáculo foi gratuito, com classificação livre, e reuniu música ao vivo, poesia e acessibilidade em Libras num cenário de mata nativa. O projeto foi um dos quatro selecionados em todo o estado pelo edital FEC Minas em Cena. As composições são de Adriana Maciel, cantora e criadora do projeto que mora em Ouro Preto há 15 anos e nasceu em Paraopeba — o que dá ao lançamento uma dimensão pessoal além da artística. O álbum foi gravado em Amarantina, distrito de Ouro Preto, e parte da obra de João Guimarães Rosa como fio condutor: o universo do sertão, os vaqueiros, os cantadores, as paisagens que Rosa transformou em linguagem literária. “Caliandra representa toda a força feminina que existe nesse cerrado mineiro, a força feminina do povo rural, e é também uma homenagem a Paraopeba, que é onde eu me criei, onde eu nasci. Moro em Ouro Preto há 15 anos e as paisagens da cidade, assim como em Paraopeba, existem muitas emoções, muita profundidade e é aí que eu dialogo com o Guimarães Rosa, que fala dessa profundidade do ser humano”, disse Adriana. A apresentação ao vivo teve direção cênica de Du Sarto e direção musical de Gustavo Souza, que também tocou violão. O palco reuniu André Vitorino na sanfona, Tiago Valentim na percussão e João Pedro Marques no violoncelo. A preparação vocal foi de Letícia Afonso e os arranjos de Maxsuel Sancho. A caliandra é uma planta nativa do cerrado — arbusto de flores cor-de-rosa que floresce entre setembro e março, quando a savana está mais seca. O nome do álbum carrega essa referência botânica e geográfica, ancorando o projeto num território específico antes mesmo de abrir a primeira faixa. 📋 Caliandra — Show Interior Álbum: Caliandra Coletivo: Show Interior Lançamento: 19 de abril de 2026, FLONA de Paraopeba Gravado em: Amarantina, distrito de Ouro Preto Compositora: Adriana Maciel Edital: FEC Minas em Cena — 1 dos 4 selecionados no estado Acessibilidade: Interpretação em Libras
Cemig investe R$ 18,5 milhões em nova subestação que beneficia 170 mil pessoas em Itabirito e região

Subestação Itabirito 4 estava operando desde janeiro; cerimônia oficial aconteceu em 20 de abril A Cemig inaugurou oficialmente a Subestação Itabirito 4 na segunda-feira, 20 de abril, em cerimônia com a presença do governador Mateus Simões. O investimento foi de R$ 18,5 milhões. A estrutura já estava operando desde janeiro — a entrega formal veio meses depois da energização. A subestação tem potência instalada de 15 MVA e linha de distribuição de 138 kV. Segundo a Cemig, cerca de 17 mil clientes são atendidos diretamente, beneficiando aproximadamente 170 mil pessoas em Itabirito, Moeda, Nova Lima e comunidades rurais como Água Limpa, Córrego do Bação, Cabral, Saboeiro e São Gonçalo do Bação. A tecnologia usada é o modelo compacto integrado (Seci), que permite montagem prévia dos equipamentos antes da instalação no local — o que reduz o tempo de obra. A inauguração faz parte de um ciclo mais amplo. A Cemig prevê investir mais de R$ 450 milhões na regional Mantiqueira só em 2026, com instalação de 130 religadores automáticos e conversão de 1.000 km de redes pelo programa Minas Trifásico. O Programa Mais Energia, iniciado em 2021, tem meta de entregar 200 novas subestações até 2027. Em 2025 foram 23 unidades entregues; neste ano, a previsão global chega a 38. Para a região, o investimento tem relevância além do consumo doméstico. Itabirito concentra operações de mineração — a Jaguar Mining está em processo de reativação da mina Santa Isabel, no distrito de Acuruí — e a capacidade elétrica é condicionante para a retomada de operações industriais. “A chegada de uma infraestrutura elétrica mais robusta será fundamental para impulsionar o desenvolvimento desse e de outros setores”, disse Jonathan Aguiar Esperidon, gerente de Distribuição da Alta Tensão da Cemig na regional Mantiqueira. 📋 Subestação Itabirito 4 Investimento: R$ 18,5 milhões Potência: 15 MVA / linha de 138 kV Em operação desde: Janeiro de 2026 Beneficiados: ~17 mil clientes / ~170 mil pessoas Municípios atendidos: Itabirito, Moeda, Nova Lima e comunidades rurais Tecnologia: Modelo compacto integrado Seci
ExpoOuro 2026 chega a Cachoeira do Campo com quatro dias gratuitos de shows

Quatro dias gratuitos reúnem Neguinho Safadão, Rick e Renner e o tradicional Poeirão em Cachoeira Cachoeira do Campo recebe a ExpoOuro 2026 entre os dias 30 de abril e 3 de maio, no Clube do Cavalo. O evento é gratuito durante todos os quatro dias e combina shows de música sertaneja, exposição de animais, leilões e o tradicional Poeirão — competição de marcha com cavalos que reúne criadores da região. A abertura acontece na quinta-feira (30), com shows de Neguinho Safadão e da dupla Rick e Renner. No sábado (2), sobe ao palco Marcelinho de Lima. O encerramento, no domingo (3), fica por conta de Guilherme Silva e Negão Chandon. O Poeirão começa no sábado, a partir das 10h, com diversas categorias e premiação em dinheiro: R$ 350 para o campeão, R$ 250 para o reservado e R$ 200 para o 1º prêmio nas categorias gerais. Entre as categorias do Poeirão estão Piquira, Pequeno Porte, Cavalo Comum, Campolina Registrado, Muares, além das modalidades Mirim, Juvenil e Amazonas — com disputa de Campeão dos Campeões em marcha picada e marcha batida. A programação completa está disponível no site da Prefeitura de Ouro Preto. 📋 Serviço Quando: 30 de abril a 3 de maio de 2026 Onde: Clube do Cavalo, Cachoeira do Campo, Ouro Preto Entrada: Gratuita Quinta (30): Neguinho Safadão + Rick e Renner Sábado (2): Poeirão a partir das 10h + Marcelinho de Lima Domingo (3): Guilherme Silva e Negão Chandon Programação completa: ouropreto.mg.gov.br
Em 35 anos, Romaria dos Trabalhadores da Arquidiocese de Mariana conecta fé e luta por direitos na região

Romaria dos Trabalhadores da Arquidiocese de Mariana chega à 35ª edição com pauta viva na região Todo 1º de maio, desde 1991, a Arquidiocese de Mariana realiza a Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras. O evento combina celebração religiosa com mobilização sobre direitos do trabalho e impactos da mineração nas comunidades da região. Em 2026, a iniciativa chega à 35ª edição — e o contexto local não falta em pauta. A romaria é itinerante. Em 2024, foi realizada na Comunidade de Botafogo, no município de Ouro Preto — uma localidade que enfrenta pressão de cinco empreendimentos minerários que buscam operar na área. Moradores montaram uma instalação com vídeos, fotos e depoimentos sobre os riscos que enfrentam. O evento reuniu cerca de 500 pessoas, entre romeiros das cinco regiões pastorais da Arquidiocese, sacerdotes, ativistas de movimentos populares, sindicatos e representantes de entidades. A data coincide com a festa de São José Operário — celebração criada em 1955 pelo Papa Pio XII como resposta católica ao Dia do Trabalho, que havia sido apropriado como data emblemática pelo movimento socialista desde o século XIX. Na prática, na Região dos Inconfidentes, as duas tradições coexistem: a celebração litúrgica e a mobilização por direitos. A pauta da romaria deste ano ainda não foi divulgada, mas o cenário regional oferece material em abundância: o processo de repactuação do Rio Doce ainda está em curso para dezenas de comunidades de Mariana afetadas pelo crime da Samarco; as terras da Novelis em Ouro Preto acaban de ser devolvidas ao município após anos de embate liderado pelo sindicato dos metalúrgicos; e trabalhadores de cooperativas de transporte escolar da região enfrentam atrasos nos repasses da prefeitura. O 1º de maio de 2026 cai numa sexta-feira, criando um feriado prolongado de três dias — o que costuma reduzir a mobilização presencial, mas tende a ampliar o alcance nas redes sociais.
Dia Mundial da Segurança no Trabalho chega com exemplos recentes na Região dos Inconfidentes

Em data criada após tragédia de Bhopal, região dos Inconfidentes tem recentes exemplos da pauta O Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho é celebrado em 28 de abril desde 1996, quando a OIT instituiu a data para homenagear trabalhadores mortos em acidentes e doenças ocupacionais. A data não é aleatória: em 28 de abril de 1969, 78 mineiros morreram numa mina de ouro no estado americano de Utah. O desastre de Bhopal, na Índia, em 1984, e o histórico de tragédias em minas ao redor do mundo consolidaram a necessidade de um dia de reflexão e cobrança. Para a Região dos Inconfidentes, a data tem ancoragem direta no cotidiano. A semana passada trouxe dois exemplos. Em Acuruí, Itabirito, a Jaguar Mining realizou na quinta-feira, 16 de abril, um simulado de emergência na Barragem Paciência — exercício semestral obrigatório por lei que testou rotas de fuga, pontos de encontro e tempo de resposta das equipes de emergência com cerca de 70 participantes. A barragem está paralisada desde 2012, mas a legislação exige os exercícios independentemente do status operacional da estrutura, justamente porque o risco de dano permanece. Em Itabirito, na área urbana, o mês de abril também foi marcado pelo acidente que matou a cantora Carolina Beatriz, 21 anos, em 11 de abril, quando um brinquedo do Minas Center Park descarrilou em alta velocidade. O operador do equipamento foi preso, e a perícia apontou condições precárias de segurança. O brinquedo tinha apenas uma barra de apoio manual, sem dispositivos adequados de proteção. O dono do parque também foi preso em flagrante, com prisão convertida para preventiva pela Justiça. Na mineração — setor que estrutura a economia da região — os dados nacionais são persistentes. Segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, o setor mineral mata três vezes mais que a média dos outros setores. Os desastres de Mariana (2015) e Brumadinho (2019) inscreveram a região dos Inconfidentes na história como símbolo de negligência com segurança de barragens — e da distância entre as normas no papel e as práticas no campo. O 28 de abril também é o Dia da Educação no Brasil — o que, neste ano, ganha um sentido irônico: o debate sobre o tipo de educação que Minas quer para seus jovens tomou conta da cerimônia mais formal do estado. 📋 28 de abril na região Simulado Jaguar Mining — Barragem Paciência: 16/04/2026, Acuruí, Itabirito — 70 participantes Acidente Minas Center Park: 11/04/2026, Itabirito — 1 morte, 2 presos Repactuação Rio Doce: Processo em andamento em comunidades de Mariana Barragem Paciência: Classificada como alto potencial de dano; paralisada desde 2012; monitorada 24h
Faltam 9 dias: tudo o que você precisa saber para regularizar o título de eleitor antes do prazo

Cadastro eleitoral fecha em 7 de maio; quem estiver irregular perde o voto em outubro e muito mais Faltam menos de dez dias. O prazo para tirar o primeiro título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou regularizar pendências com a Justiça Eleitoral encerra no dia 6 de maio de 2026. A partir de 7 de maio, o cadastro fecha e nenhuma solicitação referente às Eleições Gerais de outubro será mais aceita. Quem perder o prazo não vota — e enfrenta outras restrições que vão muito além das urnas. As eleições de 4 de outubro elegem seis cargos: presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais e, no Distrito Federal, deputados distritais. O eventual segundo turno para os cargos majoritários está marcado para 25 de outubro. Para votar em qualquer um desses, o título precisa estar regular até 6 de maio. O fechamento do cadastro 150 dias antes do pleito está previsto no artigo 91 da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e não admite exceções. Em 2025, mais de 5 milhões de títulos foram cancelados pela Justiça Eleitoral por ausência injustificada em três eleições consecutivas. Quem estava nessa situação já pôde regularizar desde então, mas o prazo definitivo é agora. O que fazer e como fazer A maioria dos serviços pode ser resolvida pela internet, sem sair de casa, pelo Autoatendimento Eleitoral do TSE — o sistema foi reformulado em abril e ficou mais simples de usar. Mas há uma exceção importante: quem não tem a biometria registrada na Justiça Eleitoral precisou iniciar o pedido online até 6 de abril e ainda precisa comparecer ao cartório para o cadastramento presencial até 6 de maio. Quem registrou a biometria mas não a utilizou há mais de dez anos também precisa refazê-la presencialmente. Para regularizar um título cancelado, o primeiro passo é consultar a situação pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. Atenção: quem está com o título cancelado não consegue acessar o e-Título. Nesse caso, é preciso ir direto ao site do TSE. Se houver multas pendentes — R$ 3,51 por turno em que a pessoa deixou de votar sem justificativa —, o pagamento é feito antes do pedido de regularização, por boleto, Pix ou cartão de crédito. Depois, basta preencher o requerimento de revisão e enviar os documentos: documento de identificação com foto, comprovante de residência e uma selfie segurando o documento. Para tirar o título pela primeira vez, o procedimento é parecido. O pedido pode ser feito pelo Autoatendimento ou diretamente no cartório eleitoral. Jovens a partir de 15 anos já podem solicitar o documento, desde que completem 16 anos até o dia 4 de outubro — para eles, o voto em outubro será facultativo. Por que isso importa além do voto Muita gente subestima as consequências de estar irregular com a Justiça Eleitoral porque acha que o pior que pode acontecer é não votar. Não é bem assim. Com o título cancelado ou em situação irregular, o eleitor fica impedido de se inscrever em concurso público ou tomar posse em cargo público, obter passaporte ou carteira de identidade, receber salário ou proventos se for servidor público, fazer matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, contrair empréstimos em instituições públicas e praticar qualquer ato que exija quitação eleitoral. A lista está prevista no Código Eleitoral e é longa. O serviço de regularização é gratuito. O único custo possível é o pagamento das multas por ausências anteriores, que somam R$ 3,51 por turno. Para quem nunca votou e tem mais de 18 anos, o custo depende de quantas eleições foram perdidas. O valor total raramente passa de R$ 30, mas a situação irregular pode custar muito mais do que isso em concurso reprovado ou documento bloqueado. 🗳️ Resumo — o que fazer antes de 6 de maio Tirar o 1º título: Autoatendimento Eleitoral (tse.jus.br) ou cartório eleitoral — documento com foto e comprovante de residência Transferir domicílio: Autoatendimento Eleitoral — quem mudou de município e quer votar no novo endereço Atualizar dados (nome, endereço, foto): Autoatendimento Eleitoral Regularizar título cancelado: 1. Pague as multas (Pix, boleto ou cartão); 2. Preencha requerimento de revisão; 3. Envie documentos — tudo pelo Autoatendimento Biometria sem cadastro: Comparecer ao cartório eleitoral até 6 de maio — agendamento recomendado Multa por ausência: R$ 3,51 por turno não comparecido sem justificativa 📅 Datas importantes — Eleições 2026 6 de maio: Último dia para regularizar o título, tirar, transferir ou atualizar dados 7 de maio: Cadastro eleitoral fecha para as Eleições 2026 20 de julho a 20 de agosto: Período para solicitar voto em trânsito (1º turno) 4 de outubro: 1º turno — votação das 8h às 17h 25 de outubro: 2º turno (se houver) Cargos em disputa: Presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais 📲 Como consultar e regularizar Site: tse.jus.br → Autoatendimento Eleitoral Aplicativo: e-Título (iOS e Android) — gratuito; disponível apenas para títulos não cancelados Presencialmente: Cartório eleitoral da zona eleitoral de domicílio Telefone Justiça Eleitoral: 148 (gratuito) Atenção: o TSE não envia e-mails para informar cancelamento de título. Notificações por e-mail são golpe. ⚠️ Quem é obrigado a votar — e quem não é Obrigatório: Brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos Facultativo: Jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 anos, analfabetos Não podem se alistar: Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório Podem solicitar título a partir de: 15 anos (voto facultativo se completar 16 até 4/10)